20
nov11
28 filmes sobre jornalismo
Estou fazendo um delicioso curso de extensão na UFSC com o professor Francisco Karam: Jornalismo, Jornalistas e Cinema: representações. Durante seis encontros, vamos conversar sobre dezenas de filmes em que a profissão de jornalista é retratada, às vezes de maneira exagerada ou caricata – com seus dilemas éticos, aventuras e tragédias, glamour, decadência, bebedeiras, manipulações, idealismos. Só o tema já valeria o curso. E quando temos um professor do quilate do Karam pra mediar essa exploração, tudo fica ainda mais interessante.
Boa parte das obras que ele cita estão nesta lista do ObjEthos, com mais de cem filmes sobre jornalismo. A maioria é acompanhada de resenhas. Desses cento e tantos, vi 27 – a vida é curta pra tanto filme bom. Aproveito pra compartilhar esta minha lista, que tem um bonus track de Fellini. A ordem da lista é aleatória e irrelevante. Recomendo todos. Os que estiverem em negrito são recomendações especiais.
- A montanha dos sete abutres (Ace in the Hole, EUA, 1951, Billy Wilder). Um clássico do cinema, com a magistral interpretação de Kirk Douglas como jornalista inescrupuloso que prolonga uma tragédia pra vender mais jornal.
- Boa noite e boa sorte
- Capote
- Cidadão Kane (Citizen Kane, EUA, 1941, Orson Welles). Pra muitos, o melhor filme já feito. Não sei se chega a isso, mas vale conferir, sem dúvida.
- Diamantes de sangue
- Frost-Nixon
- Herói por acidente
- Intrigas de Estado
- Leões e cordeiros
- Medo e delírio
- O americano tranquilo (The Quiet American, EUA, 2002, de Philip Noyce, com Michael Caine). Belo filme ambientado no Vietnã durante a Guerra Fria, é a segunda adaptação do romance de Graham Greene.
- O diabo veste Prada
- O dossiê Pelicano
- O informante
- O povo vs. Larry Flint
- O show de Truman (The Truman Show, EUA, 1998, Peter Weir), sobre um homem que vive em um reality show sem saber. Com Jim Carrey, quase sem caretas.
- Os gritos do silêncio (The Killing Fields, Inglaterra, 1984, Roland Joffé). Amizade entre dois repórteres durante o conflito do Camboja.
- Profissão: repórter (The Passenger, 1975, Michelangelo Antonioni). Questionamento sobre o tédio existencial, a verdade e o papel da imprensa. O protagonista é o grande Jack Nicholson.
- Quase famosos
- Quizz Show
- Salvador, o martírio de um povo (1981, EUA, Oliver Stone). Filmaço sobre a cobertura do conflito de El Savador, com o grande ator James Woods.
- Sob fogo cerrado
- Talk Radio – Verdades que matam (Talk Radio, EUA, 1988, Oliver Stone). A polêmica levada ao extremo num programa de rádio. Muito bom. O curioso é que ele foi quase todo filmado em um estúdio e mesmo assim mantém o pique até o fim.
- Terra de ninguém
- Todos os homens do presidente (1976, EUA, Alan J. Pakula). Clássico sobre a investigação do escândalo de Watergate pelos dois repórteres do Washington Post, em excelente interpretação de Robert Redford e Dustin Hoffmann.
- Tropa de Elite 2
- Um grito de liberdade
- A doce vida (1960, Federico Fellini). Clássico, must-see. O repórter interpretado pelo genial Marcello Mastroianni ganha a vida cobrindo celebridades. O personagem do fotógrafo deu origem ao termo “papparazzi”.
15
fev11
Quem manda na devastação da Amazônia

Carvoaria em Açailândia, MA. Foto: Sérgio Vignes
Em junho de 2004, publiquei na revista do Observatório Social, junto com o colega Marques Casara e o repórter fotográfico Sérgio Vignes, a reportagem Escravos do Aço, sobre a vinculação entre trabalho escravo em carvoarias na Amazônia e a indústria siderúrgica. Uma das consequências imediatas foi a formalização, no mês seguinte, de um pacto de empresas siderúrgicas brasileiras contra o trabalho escravo.
Quase sete anos depois, Marques traz os resultados de novas investigações sobre o tema (como ele gosta de citar, todo jornalismo é investigativo, e se não for, não é jornalismo). Dá nome aos bois, apontando as mega-empresas que compram ferro-gusa obtido na ilegalidade. Cita também a problemática Secretaria do Meio Ambiente do estado do Pará, envolvida no esquema de corrupção para explorar madeira ilegalmente na Amazônia.
Por motivos vários, não pude dar continuidade a essa parceria específica (fizemos outras bem bacanas e vamos fazer mais). Fico contente que meus colegas não tenham “largado o osso”, pois se dependêssemos do acompanhamento desse assunto pelos jornalões e telejornais, o resultado seria nulo. Marques e Sérgio são daquele tipo raro de repórteres que, correndo à margem da imprensa industrial, acreditam que o bom jornalismo consegue fazer a diferença na vida das pessoas e do ambiente.
A revista vai ser lançada em São Paulo nesta quinta-feira, 17.
Um trecho do post do Marques no blog Contradições Tropicais no País do Futuro dá ideia do que vem por aí:
Segundo a revista Observatório Social que será lançada na próxima quinta 17, políticos e empresários do Pará montaram um consórcio para abastecer a indústria mundial do aço com carvão do desmatamento e do trabalho escravo. Fazem parte do consórcio funcionários da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Os principais beneficiários do esquema são as companhias siderúrgicas que operam no pólo de Carajás, dentre elas a Cosipar, que em breve receberá um aporte de US$ 5 bilhões de investidores russos. Com o carvão do desmatamento fornecido pelo consórcio – e o minério de ferro da Vale, as siderúrgicas produzem ferro-gusa. Depois, vendem o produto para gigantes globais do setor de aço. São as mega empresas de aço que financiam a devastação da floresta, pois compram 90% da produção de ferro-gusa. São elas: Gerdau, TyssenKrupp, Kohler, WhirlpoolCorp, Nucor Corporation e National Material Trading Co. A Vale também é responsabilizada, ao não cumprir acordo de 2008 com o Ministério do Meio Ambiente, de só vender minério de ferro para quem usasse carvão certificado. …
09
set10
05
set10
Impasse: entrevista com os diretores
Entrevistei Juliana Kroeger e Fernando Evangelista sobre o documentário Impasse, que eles vão lançar no dia 16 às 19h30 na Reitoria da UFSC. O filme mostra as manifestações estudantis contra o aumento nas tarifas de ônibus de Florianópolis e aborda a questão da mobilidade urbana. Ju enfatiza a importância de se fazer um jornalismo honesto, buscando sempre “a melhor versão da verdade”. Fernando conta como se surpreendeu com o tom das manifestações, cheias de arte e riso. Outro fato marcante pra eles foi o assustador despreparo do poder público. Durante a cobertura, alguns integrantes da equipe de filmagem foram atingidos por disparos de taser, armas de choque que a PM parece usar como brinquedinhos e que, em certas circunstâncias, podem ser fatais.
O que motivou vocês a fazer o filme?
Juliana: A importância, a urgência e a proximidade do tema.
De que forma a experiência de vocês em coberturas de zonas de conflito foi útil na realização deste documentário?
Juliana: Uma coisa importante em qualquer conflito, eu acredito, é mostrar que você é jornalista. Você não é policial, não é militante, não é estudante, você está ali para ouvir todos os lados e reproduzir o que você está vendo, ouvindo e sentindo da maneira mais honesta possível. Você está ali para relatar, como disse Carl Bernstein, um dos repórteres do Caso Watergate, “a melhor versão possível da verdade”. Ser jornalista, na hora da confusão braba, às vezes serve de proteção, outras vezes não. Nesse caso específico, serviu. Conseguimos fazer nosso trabalho sem restrições. O único problema é que, principalmente nos primeiros dias, a manifestação estava infestada de policiais se passando por jornalista e alguns estudantes ficavam desconfiados com a gente. Tomamos o cuidado de usar sempre o crachá da Doc Dois e levar nossa carteira de jornalista. Dessa vez, pela experiência, íamos acompanhando as manifestações já prevendo para onde correr em caso de conflito, mas tendo sempre em mente que só podemos fazer boas imagens se estamos muito próximos. Em 2004, na chamada “Revolta da Catraca”, fui atingida por uma bala de borracha. Neste ano, saímos ilesos, mas alguns integrantes da nossa equipe foram atingidos com tasers, as armas de choque. O fotógrafo Hans Denis recebeu um choque no estômago e o cinegrafista Carlos Cazé recebeu um choque nas costas.
Não é raro que documentaristas comecem um projeto com uma idealização da realidade e essa imagem se transforme durante a apuração. Isso aconteceu com Impasse ou vocês confirmaram a hipótese inicial? Quais foram as surpresas do caminho?
Fernando: Uma das coisas mais fascinantes do trabalho jornalístico, pra mim, é essa surpresa diante da realidade. É esbarrar com alguma coisa que não estava prevista, é sair do roteiro, é encontrar pessoas ou fatos que nos façam perceber determinada realidade de forma diferente. Eliane Brum tem um texto lindo sobre isso. Ela diz que o grande barato de ser repórter é a surpresa diante do mundo. Minha primeira surpresa foi ver um pessoal muito jovem, boa parte secundarista, fazendo política com bom humor e com criatividade. Aquela coisa das caras amarradas, punhos cerrados, nesse movimento daqui, pelo menos nas cinco semanas de manifestações, foi substituída pela leveza, pela arte e pelo riso. É um movimento sem líderes fixos, totalmente horizontal, sem ligação com partidos políticos. Isso me surpreendeu de verdade. Eles viraram de cabeça para baixo aquela forma de luta que eu conhecia. Quando começamos a gravar, pensei que os atos estavam sendo organizados pelo Movimento Passe Livre. Não estavam. Também não sabia que o Movimento Passe Livre não luta mais pelo Passe Livre, mas pela Tarifa Zero. Não sabia nada sobre a política da Tarifa Zero. Não sabia que 38 milhões de brasileiros não podem pegar ônibus por causa das tarifas e nunca tinha pensado que o transporte público, na verdade, não é público. Se você não tem dinheiro para pagar a educação do seu filho, você tem a possibilidade de colocá-lo numa escola pública. Você tem a saúde pública, através do SUS, você tem a segurança pública, mas o transporte, não. O transporte tem que ser pago. Nunca tinha pensado nisso. E me surpreendeu ainda a incapacidade desses jovens, tão criativos, de unir forças com os trabalhadores do transporte, com os motoristas e cobradores. Existe um oceano separando essas duas forças. Além disso, muitos deles continuam vendo a polícia como o principal oponente, mas isso não me surpreendeu.
O que mais lhes chamou a atenção na postura do poder público e na cobertura da mídia sobre os conflitos? O que o filme agrega de diferencial?
Fernando: Sobre a postura do poder público, me surpreendeu a incrível falta de tato, de jogo de cintura e de inteligência mesmo. Um despreparo assustador e explícito. Sobre a cobertura da mídia, apesar de não ter acompanhado atentamente, acho que foi melhor do que a cobertura de 2005. Nosso documentário faz a cobertura das manifestações, da ação da polícia, com um pouco mais de profundidade do que tem passado nas tevês, até porque na televisão temos matérias e nossa história é documentário, então a diferença começa pelo tempo. E, segundo, acho que tem uma diferença de abordagem. Um exemplo: temos bem claro que uma das funções do jornalismo é fiscalizar o poder, seja ele qual for. Isso poder parecer arrogante e pretensioso, mas não vejo isso na grande mídia hoje em dia. Não vejo nem na grande mídia, marcadamente de direita, nem vejo no que se convencionou chamar de imprensa alternativa ou independente, tradicionalmente de esquerda. Pra mim, tanto um lado quanto outro, com honrosas exceções, têm usado seus espaços para fazer propaganda ideológica e não jornalismo. E, agora, em época de eleição, isso está cada vez mais evidente. É Fla-Flu midiático, muito apaixonado e pouco objetivo.
Na avaliação de vocês, por onde passam as soluções para o impasse na crise de mobilidade urbana de Florianópolis? Que ensinamentos esse conflito pode dar para outras cidades que enfrentam o problema?
Fernando: Fazer viadutos, faixas especiais para os ônibus etc. etc. são medidas importantes, mas insuficientes, paliativas. Tem que se investir, de fato, no transporte coletivo. Um dos nossos entrevistados, Lúcio Gregori, engenheiro e criador do projeto Tarifa Zero, afirma que o transporte coletivo só poderá “concorrer” com o carro, quando ele for muito bom e muito barato. Aí a gente tem o exemplo da cidade de Hasselt, na Bélgica, que adotou o Tarifa Zero. Em dez anos, o uso transporte público aumento mais de 1.000%. As pessoas deixaram de andar de carro para andar de ônibus e, lógico, a mobilidade urbana melhorou consideravelmente. Para que isso aconteça, acho que o primeiro passo é o Estado assumir essa atividade. Mas quem pagaria esse transporte gratuito? Como seria feito? A gente toca nessas questões no documentário, mas o foco mesmo do nosso trabalho acabou sendo as manifestações.
Entrevista ilustrada com fotos de Denis Schneider, Juliana Kroeger, Pedro Machado e Daisy Schio.
02
set10
Impasse
Ju
liana Kroeger e Fernando Evangelista lançam no dia 16 às 19h30, no auditório da Reitoria da UFSC, o documentário Impasse, sobre as manifestações dos estudantes contra o aumento da tarifa do transporte coletivo em Floripa. Eles acompanham o tema há bastante tempo e captaram os desdobramentos dessa história “em cima do lance”, com o faro e a sensibilidade de jornalistas investigativos que já cobriram situações de conflito em outros cantos do mundo, como o Líbano, a Palestina e a Turquia. Se você até agora só tomou conhecimento desse assunto por meio dos jornalis e tevês locais, vale conferir por um ângulo inusitado. A questão da (i)mobilidade urbana é um dos problemas mais sérios da nossa “Ilha da Magia” e vem sendo tratada há décadas com descaso, quando não com irresponsabilidade e coisas piores, pelo poder público. Tema da hora.
Além de cenas que não foram exibidas em nenhuma tevê, incluindo flagrantes de violência durante os atos públicos ocorridos em maio e junho de 2010, o documentário revela o que pensam usuários, trabalhadores, especialistas e empresários do transporte. Expõe as contradições e as diferenças de posição dos estudantes e dos representantes dos governos municipal e estadual.
Impasse discute ainda questões que se entrelaçam e se completam: por que a cidade se tornou um símbolo na luta pelo transporte público? O que aconteceu durante a ação da Polícia Militar na Universidade do Estado de Santa Catarina, no dia 31 de maio de 2010? Qual são os limites e os direitos dos movimentos sociais na democracia? Quais são os prós e os contras do atual modelo de transporte? Por que a mobilidade urbana é um dos grandes temas do século XXI? Existe, afinal de contas, saída para este impasse?
17
mai10
“Não quero tutor”
Esta mensagem que Eric Calderoni publicou na ead-l, a lista de e-mail sobre educação a distância da Unicamp, bota lenha na fogueira de um assunto polêmico: a qualidade da tutoria dos cursos, um dos pontos mais vulneráveis da modalidade de ensino a distância. Tutores (ou monitores, ou assistentes de conteúdo em algumas instituições) em geral são mal remunerados, treinados de maneira superficial, têm pouco conhecimento sobre os temas abordados nos cursos e atendem um número excessivo de estudantes. Faz sentido a proposta de Eric, mas soa quase utópica neste país em que a profissão de professor é tão pouco valorizada. Em um modelo utilitarista de EaD, que trabalha em escala visando redução máxima de custos por aluno, a figura do tutor equivale à de “office-boy” no processo de ensino e aprendizagem. Isso não vai mudar simplesmente com a criação de um novo cargo no plano de carreira das universidades. Depende de uma mudança cultural mais radical.
Não quero lutar pelas condições de trabalho do tutor. Não tem que ter tutor. Não quero tutor. Quero eliminar a figura nefasta do tutor.
É um absurdo a pessoa aprender com um mediador. Não tem que ter mediador. É uma depravação, uma desqualificação do curso o aluno ser atendido por alguém que não é professor, ter um intermediário para falar com o professor.
Tutor não! é precarização do trabalho e desqualificação dos cursos. É o fim-da-picada.
Aluno tem que ser atendido por professor, por alguém que entende profundamente da matéria.
A Universidade não deve criar cargo de tutor, mas sim delegar a função a professor de carreira (professor assistente ou equivalente).
13
mai10
22
abr10
Brasília, rica e desigual
O Valor Econômico de hoje publica uma matéria minha num suplemento especial sobre os 50 anos de Brasília. O texto mostra que a capital federal tem alto poder aquisitivo e indicadores sociais superiores à média brasileira, mas também uma profunda desigualdade social entre o centro e a periferia (íntegra aqui no blog; a versão do jornal é resumida e restrita a assinantes). Tive grande prazer em fazer esta reportagem, pois gosto de Brasília e aprendi muito com os entrevistados. Hora dessas quero voltar a alguns aspectos que não tive tempo de ir mais a fundo, como, por exemplo, uma interessantíssima tese de doutorado sobre a “solidão social” na cidade, à qual me referi só de passagem.
23
fev06
Mais uma agressão covarde da polícia
O jornalista Nilson Lage, 69 anos, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e uma das sumidades da profissão, foi espancado pela polícia militar em mais um episódio de brutalidade dos que deviam proteger os cidadãos. Ele toma remédio controlado e passou mal ao dirigir. Encostou o carro e perdeu os sentidos. Ao acordar, em vez de ser socorrido, foi algemado, agredido e levado preso. Se o governador não enquadrar seus comandados rapidinho, a polícia vai sentir que pode tudo e arrisca pegar gosto na maldade. Leia esta nota de protesto:
Entidades denunciam violência contra professor Nilson Lage
As entidades e instituições abaixo relacionadas denunciam com veemência a inexplicável e bárbara violência cometidacontra o professor universitário, jornalista e escritorNilson Lage, preso e espancado por policiais militares no último final de semana, em Florianópolis, Santa Catarina. O professor Nilson Lage sentiu-se mal no último sábado, quando dirigia no bairro onde vive, em Florianópolis, conseguiu parar o carro, mas ficou desacordado. Em vez de receber a ajuda que necessitava naquele momento, foi hostilizado pela Polícia Militar ao ser encontrado dormindo dentro do veículo. Foi algemado, jogado em um camburão elevado a uma delegacia. As marcas em seu corpo – principalmente nos punhos e nos ombros – comprovam a inexplicável violência contra um senhor que neste 2006 completa 70 anos de idade. Nilson Lage conta com uma trajetória de amplos serviços prestados ao longo dos últimos 50 anos como jornalista, professor e pesquisador do jornalismo. Trabalhou, como profissional jornalista, nas principais redações do Rio de Janeiro, entre as quais as do Diário Carioca, Jornal do Brasil, Última Hora, O Globo, Bloch Editores e TVE. Paralelamente, fez u mabrilhante carreira acadêmica como professor da Universidade Federal Fluminense, UniversidadeFederal do Rio de Janeiro e outras instituições de ensino. Desde 1992, trabalha como professor Titular do Curso deJornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. É autor utilizado como referência em todos os cursos degraduação e citado em dissertações e teses sobre jornalismo, com obras vendidas aos milhares. Reiterando nosso protesto pela violência do comportamento policial, solicitamos às autoridades competentes a apuração do caso, a punição dos responsáveis, o reparo dos danos morais e a tomada de providências quanto ao preparo das nossas polícias, para que lamentáveis fatos como estes não voltem a ocorrer em Santa Catarina ou em qualquer lugar do país. São injustificáveis e inaceitáveis espancamentos por quem deve garantir a paz, e o abuso da força por quem, ao tê-la, deve impedir o seu uso. Lembramos que justamente aqueles que detêm o poder devem assegurar tratamento humano e digno a todos os cidadãos.
23 de fevereiro de 2006
Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo – FNPJ
Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo – SBPJor
Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina – SJSC
Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro -SJPMRJ
Associação dos Professores da Universidade Federal de Santa Catarina – APUFSC -Seção Sindical do Andes
Centro Acadêmico Adelmo Genro Filho do Curso de Jornalismo da UFSC
Departamento de Jornalismo da UFSC – Universidade Federal deSanta Catarina













