16
Jul09
Do fundo do baú, serestas de Seu Edmilson
Seu Edmilson foi um talentoso seresteiro do Rio Grande do Norte, boêmio de alma generosa e grande amigo da minha família, falecido há muitos anos. Estas músicas foram gravadas em fita cassete no início da década de 1980, na nossa casa em Ponta Negra, Natal, e digitalizadas de forma caseira em 2009 por meu irmão André. Evocam um tempo doce e mais ingênuo, lua cheia, cheiro de mar trazido pela brisa. Destaco a bela canção ‘Praieira’ (composição de Eduardo Medeiros sobre poema de Otoniel Menezes, 1922) espécie de hino da cidade do Natal. Fica aqui esta pequena homenagem a um homem bom, apaixonado pela música e pelas alegrias simples da vida.
p.s.: Apreciaria se algum voluntário com conhecimento e equipamento disponíveis pudesse “limpar” o som.
09
Aug08
Dias estranhos
Leio Dias Estranhos (DigiZap, coleção Jovens Escribas, 2007), livro de crônicas do jornalista e escritor Rodrigo Levino. Presente do amigo Solino, que me deu a honra de um bom papo regado a cerveja de trigo quando estive em Natal em julho. Levino tem 25 anos, nasceu em Patu, RN, e escreve pra revista Piauí. Minha identificação com o cronista foi imediata. Ele aborda o mundo das miudezas significativas – as lembranças fragmentadas de infância quando mergulha no mar, as observações sobre o “tetris humano” no ônibus em Natal (também fiz tantas, percorrendo as mesmas avenidas), combinações inusitadas de vinho, macarrão e Led Zeppelin, o modo cauteloso de cortar legumes, o aconchego de uma pequena loja de discos diante da iminência de chuva forte. Sinto que, se nos encontrássemos, poderíamos passar horas falando sobre “o prazer de subverter a lógica do mundo das utilidades”, como ele coloca na crônica Deletérios. Ouro puro. Bom de ler em dias frios e chuvosos de inverno como hoje.
06
Aug08
06
Aug08
05
Aug08
01
Aug08
Cotovelo

Praia de Cotovelo, em Natal (lá se pronuncia Cutuvelo). Ao fundo a Barreira do Inferno, falésia avermelhada onde fica uma base de lançamento de foguetes.
01
Aug08
30
Jul08
25
Jul08
Tchau, Natal
Daqui a poucas horas encerro minhas mini-férias em Natal. Dias maravilhosos, que de antemão resolvei encarar sem grandes expectativas, e por isso foram tão bons. Não pude ver nem um décimo dos amigos que gostaria de ter encontrado – e os que encontrei foi rapidamente. Mesmo assim, valeu cada segundo. Ficou um forte gosto de quero-mais, com toda a família e tempo suficiente pra degustar essa cidade incrível com sossego. Zarpo pra Russas, interior do Ceará, onde fico mais um dia com meu pai; e depois pra Fortaleza, de onde pego um vôo pra São Paulo. Novo relato de viagem em data indeterminada.
25
Jul08
Pérolas do passado
Nesta quinta, abri uma caixa de slides que meu irmão André guarda em sua biblioteca. São mais de 500 fotos de família, a maior parte do tempo em que vivemos no Amazonas – finalmente vou poder provar com imagens aquela minha história de que criamos um bicho-preguiça em casa. Há também muitos momentos cotidianos da minha infância e da dos irmãos: escola, casa, viagens de barco, festas juninas na nossa rua em Natal, Copa de 1982… Uma preciosidade, mergulho em cores na história familiar das últimas quatro décadas. Selecionei umas cem fotos pra primeira fase do esforço de digitalização.
À noite saí pra jantar com dois grandes amigos do tempo de colégio Marista, Henio e Jodrian. O tempo voou enquanto secávamos duas garrafas de vinho tinto e degustávamos pastéis de camarão com arrumadinho. Muitas lembranças comuns de fatos triviais e importantes, umas complementando as lacunas das outras. Em certo momento, Jodrian me surpreendeu com um envelope. Lá de dentro, tirou um conto datilografado por mim em 1981 (“O caso Ernesto”) e dedicado a ele, com um agradecimento pelas sugestões de mudanças no enredo. Fiquei surpreso, eu não me lembrava mais de ter escrito aquilo. Pelas linhas que li rapidamente, na época eu estava influenciado por Allan Poe. Em breve vou publicar o conto aqui na íntegra.















