Posts com a categoria ‘vida’

22

Feb

17

O boto nada

na espuma da onda

e some no azul

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20

Feb

17

Sobre vida interior

Durante uma iniciação, disse Guelek Rimpoche: "Não perca o interesse pela vida, mas encontre um significado para ela. Deixe de viver como um zumbi, embriagado por uma overdose de atividades externas, e resgate sua dignidade de ser humano".

Guelek Rimpoche (1939-2017).

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16

Feb

17

Suicídio: informação salva vidas

Excelente episódio do podcast Mamilos, conduzido com sensibilidade e informação científica qualificada. O suicídio é um assunto sério que costuma ser varrido pra debaixo do tapete, mas quando encarado de frente, com boas orientações de especialistas, esse conhecimento pode salvar vidas. Recomendo a todos, em especial aos profissionais de saúde e assistência social, professores e colegas jornalistas. Nos dez anos em que trabalhei em redações, sempre ouvi o mantra de que a mídia deve evitar a divulgação de notícias de suicídio. Não é bem assim, tudo depende de como se publica.
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12

Jan

16

Trinta anos hoje

Há trinta anos, às 10h de uma manhã de sol como esta, eu desembarcava no Terminal Rodoviário Rita Maria, em Florianópolis, vindo de Natal. Paixão à primeira vista que se transformou em amor duradouro. São tantas descobertas, tantas histórias… As melhores nunca vão ser escritas, mas quem as viveu comigo, sabe. Fui acolhido com muito afeto e riso nesta cidade-ilha que escolhi como minha. Aqui dormi de janela aberta e tomei banho de mar em praias limpas que hoje estão poluídas. Aqui, no Hospital Universitário da UFSC, nasceram meus dois filhos. Aqui me formei em jornalismo e aprendi a amar essa profissão. Aventura vertiginosa de aprendizado com uma linda “família ampliada” com quem criei vínculos eternos. O sentimento é de gratidão a todos que me iluminaram e iluminam o caminho. Parabéns pra vocês também.

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12

Sep

15

Correria de sexta-feira

Narceja, 9 meses

Chego em casa, o telefone tocando, o alarme entra na contagem regressiva de 30 segundos pra disparar, desligo o alarme e corro pra atender, aí um aviso começa a piscar no micro – restam 5% de bateria, a tomada tá mal colocada -, procuro os óculos e falo amenidades enquanto tento ligar a pessoa ao projeto correto (quem nunca?), a gata começa a miar, encontro os óculos, abro uma planilha e busco por palavra-chave, 4%, consigo fazer a conexão pessoa-projeto, a gata continua miando, 3%, me agacho pra ajeitar o plugue na tomada embaixo da mesa sem soltar o telefone, mais miados, fim do telefonema. Bem-vinda, tarde de sexta-feira no home-office. Vou ali botar a comida da gata.

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26

Feb

14

Por uma vida mais off-line

Crédito da imagem: Tim Barber. Fonte: Don't Touch My MoleskineExcelente entrevista de Dani Arrais com David Baker, professor na School of Life e ex-editor da versão inglesa da Wired. Ele vive uma descoberta existencial semelhante à minha, embora em ritmos e contextos diferentes. Na pauta, o excesso de informação proporcionado pela internet, o desafio de viver a solidão (“solitude” em oposição a “loneliness”) de forma significativa e criativa, o trabalho como algo prazeroso e não escravizante, o contato face a face com as pessoas, enfim, a vida simples de quem aprendeu a valorizar as delícias do mundo analógico. ~ via Laura Tuyama e Ligia Moreiras Sena.

Trecho:

- Como você organiza sua rotina para dar conta de fazer tudo?

Acredito muito que devemos trabalhar o mínimo possível, da maneira mais esperta que der. Acho que somos capazes de coisas maravilhosas, mas, especialmente no trabalho, fazemos com que ele dure muito mais. É o sistema. Nós pagamos as pessoas por hora, dia, mês. Elas não são encorajadas a trabalhar com rapidez, mas sim devagar. Eu trabalho pra mim. Se alguém me pede pra fazer uma coisa, é uma vantagem se eu fizer rapidamente. Quanto mais espaço você tem na sua vida, mais coisas boas acontecem. Eu tomei uma decisão há alguns anos de trabalhar menos, ganhar menos e gastar menos. Vivo confortavelmente, não sou um milionário. Entre os meus amigos, provavelmente, sou o que ganha menos, mas sou o que tem mais tempo. E pra mim essa troca foi bonita. Como resultado, quando trabalho, faço isso de maneira esperta e satisfatória para mim e para as outras pessoas.

Em casa, meu ritmo. Descobri recentemente que gosto de acodar cedo. Vou para cama às 22h30, acordo às 7h. Sou inglês, preparo um chá, levo meu laptop pra cama, passo umas duas horas, faço o primeiro turno de emails. Escrevo alguma coisa. Está tudo calmo lá fora, não tem ninguém por perto. Como resultado, a maioria das coisas que preciso fazer estão acabadas às 9h. Gosto de, todo dia, estar em um lugar analógico. Gosto de nadar em água fria num lugar aberto. Pego minha bicicleta. Tem água, floresta, pássaros, é o oposto da internet, é analógico. E gosto de passar tempo nesse mundo. Quando volto, faço o segundo turno de emails e o dia chega ao fim. Em escritórios nós perdemos tempo. Não precisamos ser escravos. Especialmente pessoas que todos os dias ficam até tarde no trabalho. Eu não acredito que elas tenham tanto para fazer todos os dias.

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