Posts com a tag ‘comunicação’

18

nov

11

Mídia, inovação e cidadania

Compartilho.

16 de novembro de 2011 – Outras Palavras/Le Monde Diplomatique Brasil

Rede Ashoka e Google premiam onze projetos que permitem aos cidadãos apropriar-se da tecnologia e se comunicar sem intermediários

Por Leonardo Sakamoto, em seu blog

A Ashoka, que apóia empreendedores sociais em todo o mundo, lançou, com o apoio do Google, um desafio para dar visibilidade a inovações que empreguem o poder da mídia para estimular a cidadania. O “Midia Cidadã: Um Desafio Global para a Inovação” recebeu 426 propostas de 75 países, das quais 11 foram escolhidas para serem votadas pelo público.

“Mesmo nesta época de proliferação da mídia, milhões de pessoas continuam sendo marginalizadas por barreiras políticas e econômicas, que impedem que elas acessem ferramentas básicas de informação, privando-as de conhecimentos e conexões valiosas e privando o resto do mundo de suas vozes”, afirma o site da iniciativa.

Entre os objetivos está garantir que populações desprivilegiadas e vulneráveis tenham acesso a canais de mídia para fazer fluir sua voz, mas também equipar jornalistas com ferramentas para que possam relatar notícias que, por pressão política ou econômica, se perderiam. O que inclui formas de aprofundar a proteção à liberdade de expressão e à privacidade e de garantir sustentabilidade financeira à produção independente de notícias.

Trago a lista dos 11 finalistas para que vocês conheçam e votem. Vale a pena dar uma navegada por eles. São boas idéias, algumas das quais já possuem similares no Brasil, e podem ser replicadas. Parte do conteúdo está em português e parte em inglês.

Projeto Serval – Comunicação em qualquer lugar, a qualquer hora – Austrália. Com o projeto Serval, os celulares trabalham onde não há infra-estrutura, na ocorrência de disastres e sem o apoio do governo – apenas com o uso do número do celular;

CrowdVoice.org – Rastreando Vozes de Protesto – Bahrain. CrowdVoice oferece um novo olhar, uma nova forma de compartilhar, moderar e organizar informações sobre movimentos e protestos no campo dos direitos humanos;

Jornalismo Global Participativo com FrontlineSMS – Reino Unido. Graças ao FrontlineSMS formou-se uma rede global de usuários e apoiadores com uma sólida reputação em integração móvel;

FreedomBox: Sistema três em um: privado, anônimo e de comunicação segura – EUA. Configuração mínima e alta privacidade tecnológica, anonimato, segurança em um computador de baixo consumo energético para usuários não-especialistas;

Superdesk: Traz sala de imprensa digital para organizações independentes de mídia – República Checa. Com o Superdesk, todas as organizações de mídia estão livres para definir suas salas de imprensa e enviar conteúdo para qualquer plataforma, em qualquer lugar e a qualquer hora;

Sala de Imprensa Digital: Para jornalistas e cidadãos do mundo árabe trabalharem juntos – Egito. Tecnologia, tradução e treinamento combinados para ampliar as vozes dos cidadãos do Oriente Médio;

Demotix: Democratizar Notícias – Reino Unido. Demotix é onde acontece a liberdade de expressão, diversidade de mídia e onde fontes futuras notícias se encontram;

5th Pillar – Fortalecer cidadãos no combate à corrupção - Índia. As ferramentas anticorrupção do 5th Pillar capacita todo cidadão a se tornar um “guerreiro combatente” da corrupção;

Uma história verdadeira a cada byte: descubra e compartilhe – Argentina. Todos têm um papel na criação, validação e difusão de uma grande história;

CGNet Swara: Portal de voz para comunidade de mídia – Índia. Portal de voz acessível via telefone que permite participação na democracia por meio da comunicação e diálogo;

Jornalista móvel em cartão SD – EUA. Testa e serve como uma ferramenta de ponta para mídia móvel na comunicação em qualquer ambiente.

Par ver todas as 426 inscrições, incluindo as brasileiras, clique aqui e depois na aba “Inscrições”.

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31

out

11

Conversa Pública sobre o Haiti

Compartilhando:

CONVITE: CONVERSA PÚBLICA SOBRE O HAITI

COM KIM YVES E DAN COUGHLIN

A Agência Pública de reportagem e jornalismo investigativo vai receber dois grandes jornalistas que cobrem o Haiti para uma conversa aberta e franca com o público.

Os dois foram responsáveis pela publicação dos documentos do WikiLeaks no Haiti, que revelaram entre outras coisas o lobby dos Estados Unidos para frear o aumento do salário mínimo para 5 dólares por dia e a articulação para manter Aristide fora do país.

Na Conversa Pública eles vão falar também sobre o atual governo e os protestos contra a Minustah, a força de paz da ONU comandada pelo Brasil desde 2004. O papo será mediado por Natalia Viana.

Dan Coughlin faz reportagens sobre o Haiti desde 1992. Ele foi correspondente do Inter Press Service e director da radio independente Pacifica Network, nos EUA. Hoje em dia colabora com o The Nation, que foi parceiro do Haiti Liberte para a publicação dos documentos do WikiLeaks sobre oi Haiti.

Kim Ives é editor do jornal Haiti Liberté, que circula no Haiti e nas comunidades de imigrantes haitianos nos Estados Unidos. Ele comanda um programa semanal na radio publica WBAI-FM, nos EUA, e já dirigiu e produziu diversos documentários sobre o Haiti.

SERVIÇO:

CONVERSA PÚBLICA – HAITI
Dia 06 de novembro às 14 horas
Rua Vitorino Carmilo, 459 – Barra Funda – São Paulo – TEL: +55 (11) 3661 3887
Entrada Franca

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13

out

11

Perseguição a jornalista em Angola

Da ong Repórteres sem Fronteiras:

12.10.2011

ANGOLA

Condenado por “difamação”, o jornalista William Tonet sujeita-se a um ano de prisão

Repórteres sem Fronteiras denuncia a condenação por “difamação”, anunciada a 10 de Outubro de 2011, do jornalista William Tonet, e a decisão da justiça angolana de lhe impor o pagamento da soma de dez milhões de kwanzas (77 000 euros) aos queixosos num prazo de cinco dias. Se não desembolsar este montante, o jornalista terá de cumprir um ano de prisão.

Além disso, para que o recurso interposto pelo advogado de defesa seja aceite pelo Tribunal Supremo, o jornalista terá de pagar a multa de dez milhões de kwanzas.

“O juiz do Tribunal Provincial de Luanda decretou uma pena incompreensível. Embora o carácter difamatório do artigo em questão não tenha sido comprovado, o jornalista vê-se obrigado a indemnizar os queixosos. William Tonet, há muito alvo das autoridades, parece pagar o preço da sua independência. Denunciamos igualmente a conivência entre o juiz e os queixosos. A pena pronunciada contra este jornalista assemelha-se a um aviso e uma intimidação dirigida ao conjunto da profissão”, declarou Repórteres sem Fronteiras.

“Por outro lado, é anormal que o jornalista tenha de pagar o montante da multa de forma a obter a suspensão da pena. Em caso de recurso, o efeito suspensivo da pena deveria ser imediato”, acrescentou a organização, que salienta que os jornalistas que cobriam a audiência foram intimidados e impedidos de realizar o seu trabalho livremente.

William Tonet foi atacado em tribunal na sequência de um artigo publicado em 2008 no seu jornal Folha8, no qual acusava três generais do exército angolano e o director nacional das alfândegas de enriquecimento ilícito, corrupção e abuso de poder.

O seu advogado, David Mendes, arremeteu contra o valor exorbitante da multa. “Por homicídio, a multa é de 200 mil kwanzas, 700 mil se o juiz forçar a nota. Como explicar uma condenação a dez milhões de kwanzas por difamação, num caso em que demonstrámos a realidade dos factos evocados?”, inquiriu o advogado.

“Onde é que vamos arranjar tanto dinheiro para pagar aos queixosos? Prefiro ir para a cadeia”, afirmou por seu lado o jornalista.

A Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD), observadora oficial da União Africana em temas de direitos humanos, lançou uma campanha oficial de recolha de fundos para pagar a indemnização.

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16

jun

11

Comercial da Volkswagen em 1969

Recebi por e-mail e passo adiante. O anúncio machista parece anacrônico hoje, mas uma olhadinha nas revistas e na tevê mostra que a publicidade não evoluiu tanto nessas quatro décadas.

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13

mar

11

Transitions in Eloquence

Meu amigo-brother Antonio Rocha, carioca radicado nos Estados Unidos há 22 anos, fala sobre seu ofício de mímico e contador de histórias no TEDxDirigo, organizado no Maine. Esse é um dos “filhotes” da conferência multidisciplinar TED (Technology Entertainment Design), que desde 2006 divulga gratuitamente, sob licença Creative Commons, as TedTalks, palestras muito boas (e curtas) sobre os mais variados temas. Aqui, Antonio conta um pouco sobre o seu processo criativo.

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03

ago

10

As fotos do Yan

The SellerO amigo Yan Boechat acaba de inaugurar um saite de fotos. As imagens ainda não são definitivas e é preciso revisar os textos, avisa. Preocupação irrelevante, pois nada é definitivo enquanto se está vivo. A internet ficou mais rica com este presente que ele compartilha. Em suas andanças jornalísticas e vagabundísticas pelo mundo, Yan conseguiu capturar belezas raras, de lugares e gentes inusitados. Algumas fotos, como a do tanque russo abandonado no Afeganistão, quase foram suas últimas, pois ele caminhou sem saber por um campo minado pra chegar mais perto da carcaça de ferro.

Concordo com esse flamenguista de Itaperuna: suas melhores imagens são de gente. Que bom que ele conseguiu, como admite, superar a “covardia da tele-objetiva” e se aproximar das pessoas para fotografá-las. Assim capturou momentos especiais, como o da bilheteira de seios fartos num parque de diversões no Tocantins, o menino boliviano fazendo bola de chiclete, a mulher e a criança paulistas num abraço quente de olhos fechados…

AngolanasO menu dá uma ideia da variedade de temas e lugares clicados: Gente; Lugares (eu botaria “Outros Lugares”, e no final da lista); Cotidianas; Copa sem Cor; Afeganistão; Angola; Patagônia; Irã; Bolívia; Rússia. Gosto em especial das suas fotos em preto e branco, com filme granulado. O cabra se dá ao requinte de ter um pequeno laboratório em casa pra revelar à moda antiga e ampliar sob a magia da luz vermelha.

000086Passeio pelas fotos e me bate um flashback da primeira vez que vi o Yan, em 1993, o ano em que ainda éramos magros. Na época ele era calouro de jornalismo na UFSC – curso que tem rendido muitas safras de profissionais criativos e talentosos, como Sonia Bridi, Celso Vicenzi, André Rohde, Marques Casara, Frank Maia e tantos outros. Eu, repórter de 27 anos (também formado na UFSC, na turma 91.2), tava numa fase de adrenalina e muitas andanças. Entre uma cerveja e outra, ele perguntava das minhas viagens pela América do Sul e Ásia. Seus olhos brilhavam e diziam sem dizer nada, “um dia vai ser minha vez”. Aí está, ele foi longe com seu espírito aventureiro. Vai mais ainda.

Faltou dizer: 1) a principal área de atuação do Yan na comunicação não é a fotografia, e sim a escrita. Grande contador de histórias! 2) Eu me orgulho muito de ser amigo desse cara de coração generoso e circunferência abdominal avantajada, pois de nada adiantaria tanto talento se ele fosse um filho-da-puta. Este é, portanto, um texto eivado pela parcialidade. :)

Segue na íntegra uma pequena biografia do repórter-fotógrafo por ele  mesmo:

Yan BoechatEu sou flamenguista, em primeiro lugar. E isso diz muito sobre a pessoa de gosto refinado que sou. Minha maior influência em qualquer campo, seja artístico, seja intelectual ou até profissional, é o Flamengo de 81. Cartier-Bresson que me desculpe, mas se Júnior carregasse o filme, Andrade fotometrasse e Zico fizesse o enquadramento, ele e todos os outros gênios estariam um degrau abaixo no panteão dos grandes fotógrafos de todos os tempos. Essas fotos são uma tentativa de replicar, ainda que mal e porcamente, a beleza, a visão de jogo e a poesia daquele time, sem abandonar a virilidade de um Anselmo, que fique claro.

Comecei a fotografar na adolescência, com uma Ricoh. Fiz péssimas fotos com ela, mas até hoje dizem ser uma boa máquina. Quando entrei na faculdade de jornalismo, la em 93, comecei a fotografar com mais frequência e comprei uma Pentax K-1000, o grande fusca das máquinas fotográficas. A troquei por uma Nikon de foco automático que estragou poucos meses depois. E aí, sem câmera e sem dinheiro para comprar outra, fiquei anos sem fotografar.

Voltei em 2002, quando estava viajando. Foi um reencontro ótimo, porém intermitente. Abracei as digitais quando elas ficaram baratas e, com o tempo, fiquei com saudade do filme. E voltei a eles. Hoje praticamente só fotografo com filme. Montei um laboratório em casa e sempre que alguém vai viajar me faz a gentileza de trazer uns químicos e filmes. Com isso, fazer fotografia analógica não é tão economicamente imbecil como parece. E é uma delícia. Quase um Natal a cada filme. Sempre se está à espera do presente que vai vir.

Apesar de amar a fotografia, eu vivo de escrever. Sou jornalista e ando pulando de redação em redação pelos últimos 15 anos. Às vezes cansa, mas é divertido. Continuo tentanto, ainda sem sucesso, fazer na vida o que o Adílio, o Zico e até o Nunes fizeram em campo. Nesse momento dedico-me fervorosamente a ganhar na Megasena, mesmo que ela não esteja acumulada.

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30

jul

10

DVeras em Rede, 10 anos

Pra não deixar a data passar em branco: há dez anos, em um dia qualquer de julho de 2000, nascia o web log DVeras em Rede. Uma combinação de diário digital, laboratório de redação, arquivo de resenhas e reportagens, catálogo de fotos, cápsula do tempo, depósito de pequenas insanidades e outros usos que fui descobrindo com o tempo. Algumas coisas que você não perguntou sobre este blog, mas vou contar assim mesmo:

  • Os dois inspiradores foram os blogurus Nando Pereira e Nicholas Frota, jornalista e designer brilhantes com quem eu trabalhava. Na mesma época e lugar surgiram também o Pinkdress, que depois iria se transformar no delicioso blog da Dadivosa; e o C.r.i.m.i.n.a.l., que não sei por onde anda.
  • DVeras em Rede nasceu em um apartamento na rua Paulino Fernandes, a uma quadra do metrô de Botafogo, no Rio. Alimentava-se com uma conexão de 128 Kb, num berçário chamado Geocities. O primeiro background do blog era cor de creme, horroroso. Depois mudei pra branco e adotei uma linha mais minimalista.
  • Nesses dez anos, o blog hospedou-se nas seguintes plataformas: Geocities; f2s; Blogger; Blogger Brasil (que não deixou saudade nenhuma); Globalite (também não fez falta); novamente Blogger e, no início de 2009, WordPress. Parte dos posts se extraviou, mas desconfio que a humanidade não perdeu grande coisa.
  • DVeras em Rede nunca mudou de nome. Houve um tempo em que pensei em rebatizá-lo de DVeras na Rede, mas abri uma cerveja, refleti e desisti – era uma mudança muito radical.
  • Uma das primeiras logomarcas do blog foi desenhada pelo amigo Zé Dassilva, que morou com a gente um tempinho quando chegou ao Rio – e hoje é quase um carioca da gema, embora ainda torça pro Criciúma.
  • DVeras em Rede nunca teve anúncio ou patrocínio, por dois motivos: não procurei, nem fui procurado. Contudo, se você tiver uma proposta interessante, posso estudar…
  • …mas um dos pré-requisitos é manter a “linha editorial”: este é um blog sobre assuntos aleatórios, em que coerência temática passa longe das preocupações.
  • Por que blogo com regularidade há dez anos? Vou levar outros dez pra responder. :) As principais motivações racionais foram os desejos de criar um espaço de livre-pensar e de usar a ferramenta pra praticar a autodisciplina da escrita. Mas às vezes acho que é pura compulsão mesmo. Mardita compulsão divertida!
  • DVeras em Rede tem poucos leitores, mas de alta qualidade. Nunca me esforcei pra divulgar o blog. As pessoas vão chegando, a maioria lê em silêncio e se manda; algumas trocam um dedo de prosa nos comentários, vão embora e depois retornam, ou não. É simples assim. Já conheci gentes finas através do blog.
  • Passei anos sem moderar os comentários, mas nos últimos tempos tive problemas com uns malas e precisei apagar alguns. Quando migrei pro WP, passei a usar uma ferramenta pra moderar comentários (só na primeira vez do elemento) e filtrar spam.
  • Uma das coisas que me mais me divertem é conferir as palavras-chave que os paraquedistas do Google usam pra chegar até aqui, tipo: como lavar um gato em casa; fotos de cocô e xixi humano; o pintinho em forma de poesia, posição baião-de-dois e dispositivo para repelir gambás. Não se pode atender a todos.
  • O segredo pra blogar durante dez anos: quando estou sem saco ou tempo pra escrever, adoto uma dessas opções: reblogar a mim mesmo, recuperando um texto antigo; reblogar os outros; contar piada; publicar anotação de leitura (aliáas adoro fazer isso e depois reler); publicar uma foto. Também deixo dias sem atualizar, sem remorso, mesmo sabendo que não é o ideal. Essa é uma das vantagens de não ter compromissos publicitários.
  • Um dilema cotidiano é como preservar a intimidade sem tornar o texto insípido, impessoal. Isso requer bom senso e um delicado equilíbrio, atributos que provavelmente não tenho de sobra, mas estou na busca. Como regra geral não publico meu endereço, fotos dos rostos dos filhos, detalhes da minha vida sexual / intestinal ou referências a reportagens em andamento. Talvez devesse enfrentar melhor a timidez, é uma coisa em que sempre penso. E lembro de meu ídolo John Fante na definição de Bukowski: “Finalmente um escritor que não tem medo da emoção”.
  • Blog versus redes sociais: o twitter e o facebook desviaram um pouco a minha atenção do DVeras em Rede ultimamente, mas acho que funcionam mais como complementos que como “rivais”. Há coisas que só um texto mais longo pode dar conta. E outras pras quais bastam 140 toques ou menos.
  • Fase WordPress: é muito boa a nova plataforma pra gerenciar o blog, mas ainda estou engatinhando no uso dos recursos. O novo design, “em construção”, está sendo feito num trabalho conjunto com Fabrício Boppré, leitor do blog que é também designer e programador de mão cheia e se ofereceu pra uma parceria voluntária. As mudanças se inspiram na filosofia/estética japonesa wabi-sabi, mas deixo que o próprio Fabrício desenvolva isso melhor uma outra hora, num post convidado.
  • O que mais gosto de escrever aqui no blog? Sem dúvida, as Miguelices e Brunitezas. Sou fãzaço dos meus meninos. Espero que, mais adiante, eles se divirtam com as frases e historinhas que registrei da infância deles.
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14

jul

10

Previdência e metáforas do futebol

Bolas. Foto de Sonia Vill/Quorum Comunicação.Há dois meses, fiz uma série de entrevistas com cinco ex-jogadores de futebol: Rubão, Balduíno, Albeneir, Lico e Hamilton. Eles recordam erros e acertos de suas carreiras e dão dicas às novas gerações. A reportagem As lições da bola fez parte do Relatório 2009 da Fundação Celesc – Celos, realizado pela Quorum Comunicação e publicado agora em julho.

Gostei demais de fazer esse trabalho, não só pelo aprendizado com os professores de bola, como pela oportunidade de contribuir para o projeto dos amigos da Quorum, um time de gente talentosa, goleadora e de bem com a vida. A publicação relaciona previdência com metáforas do futebol. É um belo exemplo de como se pode usar comunicação criativa pra fugir da chatice dos relatórios corporativos. Valeu, Gastão, Claudio Lucio, Soninha, Frank e Audrey!

Fotos: Sonia Vill

Veja o making-of da publicação.

Clique na imagem para ver o Balanço.

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26

mai

10

Dia do Brincar

Recebi da Beth Karam o release abaixo sobre uma programação muito legal pra este fim de semana: o Dia do Brincar, no Parque Ecológico do Córrego Grande, um dos lugares mais agradáveis de Floripa.

Vai ser um domingo não só de diversão, como também de ativismo. Dou toda a força – não por acaso, uma das tags deste blog se chama brincadeira – e convido você a assinar o manifesto contra o projeto de lei que pretende restringir um direito fundamental da criançada.

Dia 30 é o Dia do Brincar em Florianópolis

Brincadeiras, jogos, música e estórias esperam país e filhos no Parque Ecológico Córrego Grande, em Florianópolis

No próximo dia 30, último domingo do mês de maio, no Parque Ecológico Córrego Grande, em Florianópolis, a Aliança pela Infância realiza o Dia do Brincar. Uma série de atividades estão programadas das 14h às 18h, como jogos, brincadeiras e também oficinas para fazer pipas, origami, aprender um pouco de música e ouvir algumas estórias. Para os pais também haverá atividades, como a apresentação de um vídeo que discute publicidade e infância, e uma palestra sobre o brincar saudável.

O Dia do Brincar dá a largada a duas campanhas que prometem acirrar ânimos de pedagogos, psicólogos e políticos. Uma é o projeto de lei 6755/2010, que pretende alterar a lei do ensino fundamental para torná-lo obrigatório a crianças a partir dos 5 anos de idade.

A Rede Nacional Primeira Infância – formada por 74 organizações da sociedade civil, do governo, do setor privado e de organizações multilaterais, entre elas  a UNESCO, UNICEF e a Aliança pela Infância -  está com um abaixo-assinado em todo o país para tentar brecar esse projeto, pois considera a proposta “um atentado contra a infância e um desserviço à educação básica brasileira”.  Isso porque obrigar a criança dessa idade a começar o Ensino Fundamental  tira-a das brincadeiras lúdicas que fazem com que se desenvolvam de forma mais saudável para que, chegando à idade escolar possam aprender com mais facilidade.

A outra campanha que começa a tomar corpo entre pais, professores e profissionais ligados à infância é a questão da publicidade que se utiliza da criança para vender os mais variados produtos – não só artigos infantis, mas também carros, geladeiras e imóveis.  “A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas”, resume o vídeo “Criança, a alma do negócio”, documentário de Estela Renner que será exibido no Dia do Brincar.

Tanto com o projeto de lei como com a publicidade voltada às crianças, o que ocorre é um “encurtamento” da infância:  crianças de 5 anos que se maquiam, usam celular e sabem todas as marcas de novos produtos, mas talvez nunca tenham visto uma pipa, se sujado com terra  ou não sabem o que é a brincadeira de roda.

PARA PARTICIPAR

Para quem quer assinar a petição contra a lei, a RNPI (Rede Nacional Primeira Infância) está disponibilizando um abaixo-assinado eltrônico em sua homepage – http://primeirainfa ncia.org. br/2010/05/ participe- da-nossa- peticao-online/

Ao acessar a página, clicar no ícone “Take Action”.

Quem preferir registrar por telefone seu posicionamento ao PL 6755/2010, o número é 0800619619 – Alô Câmara.

PROGRAMAÇÃO DIA DO BRINCAR

Dia 30/05/2010

Horário: 14 às 18 horas

Local: Parque Ecológico Córrego Grande – Florianópolis

Jogos e brincadeiras

Oficinas de pipa, origami, musicalização, contação de estória

Atividades para pais:

Vídeo: Criança e consumo

Palestra: Brincar saudável

LINKS

www.aliancapelainfancia.org.br
http://www.alana.org.br

http://www.oficinadoaprendiz.com.br

http://jardimescolacoracoralina.blogspot.com

www.anaba.com.br

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26

mai

10

News diamond

Reblogo post que Fábio Mayer publicou no ótimo blog Centro Multimídia (onde há, também, uma tabela interativa da Copa pra download gratuito – dica do Alexandre Gonçalves).

O pesquisador e jornalista Paul Bradshaw criou o conceito news diamond, com o qual propõe um novo modelo para o desenvolvimento de notícias, aproveitando as ferramentas tecnológicas disponíveis atualmente. Para tal, demanda primeiro uma reorganização das redações.

1. Alerta – Notas em “últimas notícias” (celular, email e twitter).

2. Resumo – Blog (esboço da matéria).

3. Artigo – Matérias pequenas no site (uso de hipertexto).

4. Contexto – Maior profundidade na matéria (uso de hipermídia).

5. Análise – Reações em blog e comentários.

6. Interatividade – Enquete, chat, fórum (interferência do leitor).

7. Personalização (banco de dados)

Mais informações: Online Journalism Blog

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