03
Feb10
Parceria criativa no twitter
Esta charge do @frankmaia nasceu de uma piada do publicitário @silviolach e de uma conversa deles hoje à tarde pelo twitter. Detalhes no blog Coluna Extra, do Alexandre Gonçalves.
19
Nov09
Tempestade em Floripa e o twitter
Nuvens avançando rápido sobre Floripa hoje à tarde, em foto de Marli Henicka. Um pouco antes, por volta das duas, vi um termômetro no centro marcando 42 graus. Tava um calor quase insuportável. De repente tudo virou. O vento veio forte (89 km por hora, segundo o Ciram), tive que correr pra fechar todas as janelas de casa. Pelo twitter – mais uma vez, informação imediata – pessoas em Floripa contavam o que estavam vendo:
16:29 @agenteinforma – No Saco dos Limões, nada de vento. Mas as nuvens escuras já tão dominando a parada.
16:30 @agenteinforma – Atualizando: ventania chegou por aqui.
16:32 @juantunes – RT @PRF191SC Em função dos fortes ventos, 2 caminhões tombaram na BR101 em Laguna. Não houve vítimas. Trânsito flui em meia-pista no local.
16:42 @humenhuck – ventania chegando em são josé também. escureceu tudo de repente.
16:45 @rockarei ouco diversos alarmes de carro na rua. as pessoas olham ressabiadas pelas janelas.
16:46 @anapaulag – a orla de Coqueiros tb já tem tudo revirado.
16:52 @agenteinforma – Bateu o vento e luz foi embora aqui no bairro. Ainda não voltou.
16:57 @rockarei – a criancada se amarra nessas mudancas de clima. na vizinhanca ela se aboletam nas janelas pra ver.
17:08 @juantunes – 89 [km/h], de acordo com a Ciram
17:17 @neiducca – Tive q me agarrar num poste pro furacão não me carregar vindo p a rodo.
17:28 @neiducca – Foi punk. Lojas fechando portas, gente caindo, gritedo, um curta d terror. Agora, na estrada, só chuva.
25
Sep09
#tuiteumcurta
Versão ultra-curta para twitter do meu conto Pura Sorte – que já é bem enxuto:
Matava a tiro. Preso, quebralham-lhe 5 dedos. Fugiu. Menino curioso: – Que foi? Ele: – Acidente de trabalho. Mas sou canhoto.
16
Aug09
Túnel do tempo: dois anos usando o twitter
Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007
Agora com Twitter
Resisti um tempo, parte por birra, parte por preguiça. Mas finalmente hoje recebi um convite do Nando e resolvi testar o tal do Twitter, espécie de mini-blog e comunidade em que você conta aos amigos (ou ao mundo) em poucas palavras o que está fazendo ou pensando ou deixando de fazer. É a febre do momento entre os conectados. Dá pra atualizar de três maneiras – pelo saite do Twitter na web, por mensagem de texto no celular ou mensagem instantânea no Jabber ou GTalk. Também dá pra inserir um código pra mostrar as atualizações no blog, como fiz aí na coluna ao lado (Curtas). Minha primeira impressão é que o grande barato do Twitter é a mobilidade associada à facilidade de comunicação em comunidades. Me atrái isso do minimalismo das mensagens. Mas como eu uso pouco o celular e gosto de escrever posts telegráficos no blog, talvez seja pouco aproveitado e mesmo redundante. A ver.
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UPDATE 16.08.2009
Quando comecei a usar, era “coisa de geek“. Agora o twitter já é capa de revista, tititi de tevê, moda entre os descolados, ferramenta jornalística e publicitária, passatempo no ônibus e nas filas, instrumento de trabalho colaborativo, palco pra performances poético-literárias e o que mais passar pela cabeça dos usuários. Conheci gente muito legal por meio das mensagens de 140 caracteres e passei a trocar mais ideias com vários amigos. Aparentemente o twitter tem grande potencial dispersivo, mas não acho que seja a ferramenta em si, e sim a necessidade humana de buscar experiências gregárias (e se expressar, obter reconhecimento etc.). Se vira compulsão, vai da pessoa se autoexaminar ou buscar ajuda pra ver o que tá ocorrendo. Nesses dois anos testei várias outras traquitanas na internet, mas a maioria passou batida e caiu no esquecimento. O twitter mostrou seu valor e tá aí, no cotidiano meu e de tanta gente. Pros novatos, minhas dicas básicas:
- Selecionar as pessoas que você deseja seguir. A qualidade da experiência depende em grande parte disso. Arrisque e petisque, mas não hesite em dar unfollow sem qualquer sentimento de culpa.
- Priorizar qualidade, não quantidade. É um complemento óbvio da dica anterior. Esqueça essa bobagem de popularidade.
- Ser você mesmo/a. Um dos piores tipos de chatos é o que quer parecer mais ixperrto do que é ou assume uma personalidade distinta da própria.
- Compreender o fluxo. Gosto da metáfora do rio. Os twits são as águas correndo. Impossível abraçar tudo. Deixe fluir, sem estresse pelo que “perdeu”. Se for importante mesmo, você vai terminar sabendo.
- “Escutar” mais, “falar” menos & melhor. Autoexplicativo.
- Experimentar. E ver se essas dicas são válidas mesmo. Não dá pra sair acreditando em qualquer um…
06
Aug09
Enquanto o twitter não volta
Twitter “baleiou” feio hoje. É a maior instabilidade no sistema em vários meses, lembra o Mashable (citado pelo Alexandre Gonçalves no Facebook, que tá sendo usado como sucedâneo). O Facebook tá com falhas esporádicas também. Não sou de teorias da conspiração, mas a primeira coisa que pensei foi num ataque organizado pra lembrar os 64 anos de Hiroshima. Enquanto isso, aí vão três prototuitadas.
Hoje 17h na Academia Catarinense de Letras, oficina de crônicas abre com Flávio José Cardozo.
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Dia 20 a Regininha Carvalho fala sobre humor na crônica.
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Já sou avô. Meu filho Bruno, de três anos, é pai do coelhinho Fufim e do cachorrinho Cleite.
10
Jul09
Kommbo Express Floripa

Amigos das antigas, agora tuitando. Da esquerda pra direita: @frankmaia, @rogeriomosimann, @esquerdafestiva (Ulysses Dutra) e eu. Foto de @danielguilhamet.
Mais fotos do Kommbo aqui.
Ontem à noite fui conferir o Kommbo Express, evento promovido na Art Chopp da Lagoa da Conceição pela ZeroTrack Inteligência Digital. A divulgação, feita basicamente via twitter, blogs, e-mails e boca-a-boca, garantiu casa lotada. Duas palestras rápidas sobre criatividade no meio digital abriram a noite, seguidas de música dançante e muita networking tuiteira – pululavam pessoas com crachás iniciando em @. Não usei crachá, mas foi engraçado ter sido reconhecido pelo @geraldoprotta, que, assim como outras pessoas, transmitiu imagens do evento ao vivo pelo qik. Pra molhar o bico, chope e cervejas da Eisenbahn, com preço salgado, mas deliciosas.
Gostei da minipalestra do @tiagomx (“Construindo o Digital”). Em 20 minutos ele resumiu ideias interessantes e casos de sucesso/fracasso em intervenções digitais, falou de amizades, sanduíches e rizomas de maneira informal e divertida (confesso que pouco captei da segunda palestra, exceto a observação de alguém de que não é bom negócio a profissão de barbeiro na Argentina, mas àquela altura já eram várias cervejas na cabeça). Mas senti falta da boa e velha interatividade, com perguntas, interrupções e questionamentos. Bom, essa é uma observação limitada ao presencial, pois enquanto as coisas aconteciam na choperia, um monte de gente participava de outras formas, tuitando, fotografando e filmando, o que permitiu ampla participação virtual. Depois das palestras rolou som com os DJs Ulysses Dutra (@esquerdafestiva), @fabiobianchini, Marquinhos Espíndola (@marquinhose), Jhon (@joaomdm), Tiago Franco (Blog da Devassa) e Victor A.
Conheci gente legal com quem só tinha trocado ideia virtualmente, como o próprio Tiago, o Marquinhos e o Alexandre Silva (@trektrek). E encontrei uma cambada de broders de longa data: Frank Maia (@frankmaia), Caio Cezar (@cambalhota), Rogério “Magrão” Mosimann (@rogeriomosimann), Ulysses Dutra (@esquerdafestiva), Zé Dassilva (@zedassilva, de passagem pela Ilha), Vincent Pasquier (@vinzbrazil, firme e forte, se recuperando de uma queda de moto), Alexandre Gonçalves (@agenteinforma) e o recente amigo Rodrigo Lóssio (@lossio). Cumprimentei a Dora (@dora_), o Felipe (@obrer) e outras pessoas de passagem, não deu tempo de conversar. Em resumo, foi uma noite bem divertida. Gosto dessa combinação informal de palestra+festa. Sugestões pros próximos: mais estímulo à participação das pessoas no debate; foco em temas menos genéricos e mais polêmicos; espaço físico maior e mais arejado. Fecho com comentário do amigo @johnniezanatta, que não pôde ir e foi conferir as fotos: “Nem só de nerds vive a rede social”.
06
Jul09
Frase da vez, bastante atual
‘Blessed is the man who, having nothing to say, abstains from giving wordy evidence of the fact’.George Eliot
29
Jun09
Irreverência brasileira no twitter
Acontecimento do domingo: como a palavra “chupa” chegou ao primeiro lugar mundial nos “trending topics” do twitter – um ranking em tempo real dos assuntos mais comentados na ferramenta de microblog. Foi uma espécie de resposta coletiva espontânea ao ator Ashton Kutcher, que ficou zoando a seleção brasileira no primeiro tempo do jogo Brasil x EUA. Tá no Update or Die e no twitter brazilians.
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E pra quem – como eu – não viu a virada do Brasil contra os Estados Unidos na final da Copa das Confederações, tá aqui um compacto com os gols.
28
Jun09
Golpe em Honduras
Acordei tarde, abri o twitter e me inteirei do golpe militar em Honduras. Fui de imediato ao portal G1, da Globo, procurar mais informações. Na capa não encontrei nada. Mas tinha um ótimo tutorial sobre os passos de Moonwalk. Acessei o UOL. Honduras estava lá, na terceira chamada, abaixo de uma matéria sobre futebol. A manchete ao meio-dia e pouco era “Depoimento de médico de Jackson foi inconclusivo”, semelhante à do G1. É isso que chamam de “infotainment”?
Foto de Roberto Brevé.
28
Jun09
A volta ao mundo sem sair da poltrona
Duas historinhas que podem parecer banais pra quem vive no mundo conectado desde criança, mas que me maravilham pelo potencial extraordinário da internet pra aproximar as pessoas:
1.
Na noite da morte de Michael Jackson, o broder Hélio Matosinho, editor da TV Record News em São Paulo, me ligou pelo Skype pra perguntar se eu tinha o telefone da ‘Megui’ – como é mais conhecida minha amiga Gisele Losso, que mora em Los Angeles. Ele queria oferecer a ela um frila – boletins ao vivo – e precisava fazer contato urgente. Eu não tinha o número, apesar de termos estado juntos numa jam session campechana poucos dias antes, no fim das férias dela. Entrei no Facebook, Megui tava offline e deixei mensagem. Como imaginei que ela não voltaria a tempo, perguntei no twitter se alguém conhecia quem fizesse um frila em L.A. Em menos de 2 minutos, @riqfreire (Ricardo Freire, blogueiro do excelente Viaje na Viagem) me disse que @pedrotourinho tava tuitando direto do hospital. Consegui teclar com Pedro (até aquele instante, um completo desconhecido pra mim) e fiz a ponte. Quase ao mesmo tempo a Megui entrou no Facebook e passei o celular dela pro Matosinho. Conexões feitas, fui dormir. Como de hábito, não vi TV no dia seguinte, mas acho que tudo se arrumou. E pensar que, quando comecei a trocar correspondência com pen-friends pra aprender inglês, uma carta levava sete dias pra chegar…
2.
Escrevo a segunda historinha ouvindo na web o uruguaio Jorge Drexler pela Rádio Latina, um programa da rádio comunitária australiana Bay FM. Agora é madrugada de domingo no Sul do Brasil, início da tarde de domingo na costa leste da Austrália – é como se o futuro estivesse chegando até meus ouvidos por um portal mágico. Como cheguei a essa estação? O Celso Martins (que bloga no Sambaqui na Rede 2) me deu um toque agora há pouco, via GTalk, que a filha dele, Anita, está com um programa de música brasileira nessa rádio australiana. Sintonizei a tempo de ouvir a voz de Anita ao vivo, num inglês fluente e agradável, abrir o programa tentando explicar o que é boi-de-mamão pra apresentar uma música típica da tradição açoriana de Floripa. E na sequência colocando uma série de músicas super bacanas do sul da América: Brasil, Peru, Paraguai, Argentina, Uruguai… Enquanto escuto o programa aqui no Campeche, Celso, lá no Sambaqui, também acompanha a filha e me conta que ajudou a Anita a fazer a seleção musical. Neste exato instante, do outro lado do mundo, toca o clássico da banda Dazaranha, Vagabundo Confesso. Que viagem!











