Posts com a tag ‘twitter’

29

Jun

09

Irreverência brasileira no twitter

Acontecimento do domingo: como a palavra “chupa” chegou ao primeiro lugar mundial nos “trending topics” do twitter – um ranking em tempo real dos assuntos mais comentados na ferramenta de microblog. Foi uma espécie de resposta coletiva espontânea ao ator Ashton Kutcher, que ficou zoando a seleção brasileira no primeiro tempo do jogo Brasil x EUA. Tá no Update or Die e no twitter brazilians.
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E pra quem – como eu – não viu a virada do Brasil contra os Estados Unidos na final da Copa das Confederações, tá aqui um compacto com os gols.

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28

Jun

09

Golpe em Honduras


Honduras President Arrested, originally uploaded by rbreve.

Acordei tarde, abri o twitter e me inteirei do golpe militar em Honduras. Fui de imediato ao portal G1, da Globo, procurar mais informações. Na capa não encontrei nada. Mas tinha um ótimo tutorial sobre os passos de Moonwalk. Acessei o UOL. Honduras estava lá, na terceira chamada, abaixo de uma matéria sobre futebol. A manchete ao meio-dia e pouco era “Depoimento de médico de Jackson foi inconclusivo”, semelhante à do G1. É isso que chamam de “infotainment”?

Foto de Roberto Brevé.

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28

Jun

09

A volta ao mundo sem sair da poltrona

Duas historinhas que podem parecer banais pra quem vive no mundo conectado desde criança, mas que me maravilham pelo potencial extraordinário da internet pra aproximar as pessoas:

1.
Na noite da morte de Michael Jackson, o broder Hélio Matosinho, editor da TV Record News em São Paulo, me ligou pelo Skype pra perguntar se eu tinha o telefone da ‘Megui’ – como é mais conhecida minha amiga Gisele Losso, que mora em Los Angeles. Ele queria oferecer a ela um frila – boletins ao vivo – e precisava fazer contato urgente. Eu não tinha o número, apesar de termos estado juntos numa jam session campechana poucos dias antes, no fim das férias dela. Entrei no Facebook, Megui tava offline e deixei mensagem. Como imaginei que ela não voltaria a tempo, perguntei no twitter se alguém conhecia quem fizesse um frila em L.A. Em menos de 2 minutos, @riqfreire (Ricardo Freire, blogueiro do excelente Viaje na Viagem) me disse que @pedrotourinho tava tuitando direto do hospital. Consegui teclar com Pedro (até aquele instante, um completo desconhecido pra mim) e fiz a ponte. Quase ao mesmo tempo a Megui entrou no Facebook e passei o celular dela pro Matosinho. Conexões feitas, fui dormir. Como de hábito, não vi TV no dia seguinte, mas acho que tudo se arrumou. E pensar que, quando comecei a trocar correspondência com pen-friends pra aprender inglês, uma carta levava sete dias pra chegar…

2.
Escrevo a segunda historinha ouvindo na web o uruguaio Jorge Drexler pela Rádio Latina, um programa da rádio comunitária australiana Bay FM. Agora é madrugada de domingo no Sul do Brasil, início da tarde de domingo na costa leste da Austrália – é como se o futuro estivesse chegando até meus ouvidos por um portal mágico. Como cheguei a essa estação? O Celso Martins (que bloga no Sambaqui na Rede 2) me deu um toque agora há pouco, via GTalk, que a filha dele, Anita, está com um programa de música brasileira nessa rádio australiana. Sintonizei a tempo de ouvir a voz de Anita ao vivo, num inglês fluente e agradável, abrir o programa tentando explicar o que é boi-de-mamão pra apresentar uma música típica da tradição açoriana de Floripa. E na sequência colocando uma série de músicas super bacanas do sul da América: Brasil, Peru, Paraguai, Argentina, Uruguai… Enquanto escuto o programa aqui no Campeche, Celso, lá no Sambaqui, também acompanha a filha e me conta que ajudou a Anita a fazer a seleção musical. Neste exato instante, do outro lado do mundo, toca o clássico da banda Dazaranha, Vagabundo Confesso. Que viagem!

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15

Apr

09

M de miguelice

Dever de casa do Miguel: recortar e colar palavras e figuras que comecem com M. Escolheu “mundo”, “melhor”, “mar”, “macaco” e “mcdonald’s”.
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Comentário da @ladyrasta no twitter:’”Quando meu filho começou na escola veio contar que a professora colocava ‘tipo um símbolo da Nike’ ao lado das respostas certas!”

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26

Mar

09

A nova escola britânica em construção

Proposta de revisão no currículo das escolas primárias do Reino Unido dá mais liberdade aos professores para ensinar sobre Twitter, blogs, podcasts e Wikipedia, conta The Guardian. Até 11 anos as crianças devem adquirir fluência na escrita a mão e no uso do teclado; aprender a escrever corretamente e usar o corretor ortográfico. A proposta também prevê o reforço no ensino da cronologia dos fatos, mudanças e períodos históricos; e mais ênfase em saúde, dieta e atividade física. O período vitoriano e a Segunda Guerra Mundial não são mais obrigatórios, pois fazem parte do currículo curso médio. Enquanto isso, aqui no Brasil, o Congresso discute a proibição de celulares nas escolas.
[ via @belcolucci e @garotasemfio ]

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26

Mar

09

Links: Doc Online

Revista Digital de Cinema Documentário. Tem periodicidade semestral. Em português, castellano, English e français.
[via @garapa no twitter]

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25

Mar

09

Viaje na Viagem

O blog Viaje na Viagem, de Ricardo Freire, está de endereço novo. Pra quem gosta de viajar (sim, há quem não goste), está na busca de dica quentes e curte um texto inteligente e espirituoso, vale conferir. No post mais recente ele lista as 20 reclamações mais bizarras de turistas, tais como “a praia estava muito arenosa” e “ninguém nos contou que haveria peixes no mar. As crianças ficaram apavoradas!”

p.s.: O twitter dele é @riqfreire

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09

Dec

08

DVeras Awards 2008: serviços na web

Menções honrosas:

  • Blip.fm. Pra muita gente que ama descobrir, (re)ouvir e comentar de música, foi o achado do ano. Rendeu até algumas experiências sinestésicas, aleatórias e coletivas bacanas. Usei muito por um tempo (um grande barato dele é a integração ao twitter), depois enjoei, mas de vez em quando volto. Agora, por exemplo, tou ouvindo Buddy Guy, (You Give Me) Fever.
  • Gengibre. Esse “twitter de voz” pra compartilhar na web as mensagens enviadas por celular é uma idéia matadora. Ainda não testei porque, assim como o Inagaki (que testou), acho estranho ouvir minha voz gravada. Mas só de pensar nas possibilidades pro jornalismo e educação, entre outras, já viajo. Qualquer hora dessas crio coragem e vou “aliviar a garganta” (grande slogan).
  • Gmail. O webmail do Google continua imbatível e é o que melhor atende minhas necessidades. Uso o serviço há uns dois anos e ele sempre me surpreende com novidades, algumas úteis, outras irrelevantes, que posso optar por incluir ou não. Tou testando agora o novo módulo experimental Tasks, pra inclusão de listas de tarefas.

E o escolhido é…

Twitter. Tudo era apenas uma brincadeira, e foi crescendo, crescendo e, pra minha sorte, continuou brincadeira :) Comecei a usar o twitter a convite do Nando, a princípio com a intenção de ver qual era a onda e sartar fora. Mas essa coisa de microblogar em 140 caracteres vicia. Como isso converge com minha busca da síntese no texto, passei a publicar uns microcontos e poemitos – às vezes do ônibus, via celular. Conheci gente legal e terminei incorporando a ferramenta na coluna à direita deste blog (seção Rapidinha). O recente uso pra divulgação instantânea de avisos de utilidade pública na enchente de SC reforçou o que eu já observava: o twitter e similares ainda vão dar muito o que falar. Não vão substituir nada, e sim se somar aos meios que já existem pra dar uma experiência mais significativa de expressão social.

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08

Dec

08

DVeras Awards 2008: software

Menções honrosas:

  • Twhirl. Serve pra publicar e ler no Twitter e outras redes sociais de microblogs. Funciona com a plataforma Adobe Air, que ainda não entendi direito o que é. Bem melhor que o Twitterfox que eu usava antes.
  • Media Player Classic. É free, estável e roda diversos padrões de vídeo. Tem outro muito bom, também free, o coreano KMPlayer.
  • µTorrent. Cliente de bitTorrent pra Windows. Não é novidade pros geeks, mas passei a conhecer e usar este ano pra baixar (e subir, no espírito do compartilhamento) música e vídeo.

E o prêmio vai para…

Torproject. Permite navegar com privacidade e anonimato na internet, burlando monitoramentos e bloqueios. É bastante usado por ativistas e jornalistas em países onde há censura à rede. Deixa a navegação mais lenta, mas é bastante eficaz, embora não 100%, como eles mesmo advertem. O projeto é tocado por voluntários de diversos países.

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02

Dec

08

” Jornalismo é mais que 140 caracteres”

Reproduzo artigo de Luiz Weis que a Daniela Bertocchi colocou na lista Intermezzo. Rende boas provocações pra debate, mas por enquanto vou limitar meu comentário a 95 caracteres: cada meio tem função e características próprias; quando se complementam, tendem a ganhar força.

Jornalismo é mais que 140 caracteres
Postado por Luiz Weis em 1/12/2008 às 5:48:02 PM

Em tempos de catástrofe – Santa Catarina, Mumbai – a utilização maciça da internet para alertar, informar e mobilizar, influindo no curso dos acontecimentos a ponto de salvar vidas, dá a impressão de que, comparada com os novos recursos da comunicação instantânea, sucinta, de livre acesso e infinitas mãos de direção, a chamada imprensa
convencional é uma anciã entrevada.

O problema é que essa comparação peca pela base. Em papel ou na tela, o jornalismo de fato não dá para a saída em matéria dos atributos que fizeram do Twitter, por exemplo, a mais recente sensação das redes sociais virtuais, explorando a plataforma que já passou à frente do computador: o celular.

Nos atentados em Mumbai, mensagens via Twitter – de até 140 caracteres cada – seguiam à razão de uma por segundo [segundo uma reportagem do New York Times, que no entanto não esclarece como se chegou a esse número].

Mas o jornalismo não pode ser avaliado por sua capacidade de enviar mensagens urgentes de 140 caracteres. Se, nessas horas, diz ou não diz a que vem, será por ter estado, ou não, à altura do que dele é justo esperar.

Quando se fala em jornalismo, aqui, fala-se ainda, em primeiro lugar, do jornalismo escrito, alcance ele o público pelo meio que for.

Isso porque, embora a TV possa mostrar as coisas "como as coisas são", enquanto ocorrem – com todo o seu inseparável componente de espetáculo, quando não de espetáculo pelo espetáculo -, a imprensa escrita continua imbatível como sistema de produção e transmissão de informações articuladas, a partir das quais o leitor pode ter uma noção, caso a caso, de como funciona o mundo.

Não em 140 caracteres, naturalmente.

Dito de outro modo, trata-se de dois serviços distintos de utilidade pública. Um, prestado por legiões de pessoas agindo por iniciativa própria ou reagindo espontaneamente a iniciativas alheias. Outro, prestado por organizações criadas para vender notícias – e, infelizmente, cada vez mais, para vender essa lavagem chamada entretenimento de massa.

O Twitter, ou coisa do gênero, é uma forma escandalosamente superior de fazer circular aos quatro ventos, entre outras coisas, fatos que os emissores e receptores (cujos papéis são intercambiáveis) consideram essenciais em dada circunstância.

Por exemplo, no caso dos atentados terroristas em Mumbai, os endereços de hospitais para doação de sangue. É o que faz o bom e velho rádio, mas deixando o registro por escrito em alguns centímetros quadrados na palma da mão das pessoas.

Quanto mais esse tipo de recurso se propagar, levando a patamares inimagináveis há poucos anos o fluxo e a amplitude da informação tópica, pontual – de varejo, em suma, por importante que seja para os interessados – mais a imprensa terá de oferecer o que está além do alcance dos Twitters deste mundo: a informação no atacado.

Com isso se quer repetir, com sintonia ainda mais fina, o que se passou a cobrar do jornalismo impresso quando a televisão se instalou como o meio por excelência de difusão de notícias em escala global: perspectiva, ou, com perdão da má palavra, contextualização.

E com isso se quer dizer informações não apenas certificadas – o calcanhares de Aquiles do reportariado amador, também conhecido como jornalista-cidadão – mas articuladas entre si e, eventualmente, com as que digam respeito a situações, processos e protagonistas, presentes e passados, de esferas diferentes daquelas que são o objeto direto de cada cobertura.

Certa vez, Cláudio Abramo, um dos maiores jornalistas de sua geração, mesmo pelos padrões internacionais mais exigentes, dizia, brincando, que o jornal de seus sonhos seria aquele que traria uma única notícia. Ou seja, o produto de um jornalismo capaz de integrar todas as matérias de que se ocupasse a cada dia.

Quanto menos distante dessa fantasia ficar um jornal ou uma revista – aliás, os semanários nasceram com uma preocupação aparentada a essa: além de resumir a semana, articular os eventos que se prestassem a isso de forma a "separar aquilo que é notícia daquilo que só é barulho", como dizia um anúncio da Time [em inglês soa melhor: "what
makes news from what just makes noise"].

Vai sem dizer que isso não pode se dar às custas ou à desconsideração de tudo mais que o periódico deve entregar ao leitor em troca do seu dinheiro: clareza, leveza (não confundir, pelo amor do que se queira, com ligeireza), brevidade, diversidade de focos e pontos de vista, atratividade – e "humanidade".

É secundário, a rigor, se a mídia convencional ficou ou não a reboque de uma legião de não-jornalistas com seus celulares, informando o mundo do que se passava ali onde os repórteres profissionais não conseguiam chegar, ou não chegaram a tempo, em Mumbai ou em Blumenau.

A pergunta é: as organizações jornalísticas foram ou não capazes, lá e cá, de dar uma visão dos fatos (ou mais de uma) que fizesse sentido, porque escorada em apurações exaustivas e não restrita ao imediatismo das situações?

Escreveu-se no parágrafo anterior "organizações" de propósito. Pois é esse sistema – o modo de produção da notícia, a partir de redações estruturadas e de procedimentos padronizados – que dá a um jornal ou revista as condições necessárias, ainda que não suficientes, para que faça o que se propõe.

E é o que os diferencia de tantas quantas redes informais de coletores de informação surjam quando algo motiva os seus membros – com os quais, diga-se desde logo, os jornalistas terão de interagir cada vez mais e sem preconceitos.

Quando o jornalismo organizado não funciona, a culpa não é de ser organizado, mas da mutilação das redações – que representam a encarnação desse conceito – perpetrado pelos mãos-de-tesoura das empresas jornalísticas.

E aí se cai no pior dos mundos possíveis – em que a imprensa perde em agilidade para os twitteiros e blogueiros, e ao mesmo tempo, por falta de estrutura, recursos e qualidade de suas equipes, perde em aptidão para fazer o que não está ao alcance daqueles: montar o quebra-cabeça dos acontecimentos do dia-a-dia.

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