31
Mar10
Top 10 filmes de amor
Encontrei no blog Filmes do Chico (via @ladyrasta) o post top 50 filmes de amor, que ele escreveu na véspera do Dia dos Namorados de 2009. Boas escolhas. Dos 50 que ele cita, vi 25. Não lembro bem de todos, mas alguns causaram forte impressão. Esse tipo de lista é uma escolha bem pessoal que motiva questionamentos e a novas listas – aí é que tá a graça da brincadeira, como bem o sabe Nick Hornby. Inspirado nesses top 50, fiz os meus “top 10″, com links pro Internet Movie Database, pra quem quiser conhecê-los melhor. Os filmes 3, 4 e 5 não estão na lista do Chico.
10. Os amantes do círculo polar (Los amantes del circulo polar). Julio Medem, 1998
9. Dr. Jivago (Dr. Zhivago). David Lean, 1965
8. Antes do pôr-do-sol (Before sunset). Richard Linklater, 2003
7. Antes do amanhecer (Before sunrise). Richard Linklater, 1995
6. Fim de caso (The End of the Affair). Neil Jordan, 1999
5. Susan e Jeremy (Jeremy). Arthur Barron, 1974
4. Amor à flor da pele (Fa yeung nin wa). Kar Wai Wong, 2001
3. Verão de 42 (Summer of ‘42). Robert Mulligan, 1971
2. Asas do Desejo (Der Himmel über Berlin). Wim Wenders, 1987
1. Casablanca (Casablanca). Michael Curtiz, 1942
20
Dec09
DVeras Awards 2009: cinema
Tudo que não conheço é novidade. Então, talvez minha lista de destaques cinematográficos de 2009 seja irrelevante pra quem se liga nos lançamentos. Dos três nominados, há só um novo. Assim como minha lista de livros, estes não são necessariamente os “melhores” que vi no ano, e sim os mais marcantes.
3. A zori zdes tikhie [O amanhecer aqui é quieto] (Stanislav Rostotsky, 1972)
Este filme soviético pouco conhecido retrata um grupo de mulheres-soldados durante a Segunda Guerra Mundial, na Finlândia. A narrativa alterna o preto-e-branco do presente com as cores fortes das lembranças delas. O passado ultracolorido do pré-guerra é representado como num palco de teatro, apenas com elementos básicos (semelhante a Dogville de Lars von Trier); cenas curtas, mas suficientes pra delinear as características das personagens, seus traumas, desejos e carências. Comandadas por um sargento, as protagonistas enfrentam um grupo de paraquedistas alemães, mais numerosos e bem armados, numa guerrilha de emboscadas na floresta.
2. A Streetcar Named Desire [Um bonde chamado desejo] (Elia Kazan, 1951)
Adaptação da peça de Tennessee Williams com impecável atuação de Marlon Brando, o filme mergulha fundo nas contradições, tabus, desejos reprimidos e conflitos familiares. Magistral, um must-see movie.
E o DVeras Awards de Cinema 2009 vai para…
1. Inglorious Basterds (Quentin Tarantino, 2009)
O novo filme do diretor de Pulp Fiction é uma engenhosa trama ambientada na França durante a 2a. Guerra Mundial. Tem roteiro primoroso, com diálogos afiados, referências pop, trilha surpreendente e releitura de clássicos, como observou a Jade Martins nesta ótima resenha. Jade destaca – e concordo: “Os primeiros 20 minutos do filme já compõem o rol das melhores aberturas da história do cinema”. Outra cena que eu pretendo rever é a do porão, construída com uma coreografia impecável de violência “tarantinesca”, digna dos grandes mestres do suspense.
Hors concours:
Espírito de Porco (Chico Faganello e Dauro Veras, 2009)
Minha primeira experiência de direção resultou neste documentário de 52 minutos sobre os impactos da suinocultura industrial em Santa Catarina, narrado por um porco. Levamos três anos pra concluir o filme, com orçamento apertado e dolorosas perdas familiares pelo caminho. Gostei do resultado, embora, a cada vez que assista, pense que podíamos ter feito diferente aqui ou ali (mas chega uma hora em que é preciso entregar o “filho” ao mundo). Espírito de Porco recebeu dois prêmios internacionais, um em Curitiba e outro em Portugal. Mais que um aprendizado técnico, foi uma rica experiência que envolveu vinte profissionais, dezenas de entrevistados e centenas de animais. Ver o porco pronto foi ótimo, mas melhor ainda foi o fazer. O DVD pode ser encomendado aqui.
07
Dec09
DVeras Awards 2009: livros
É uma missão impossível apontar os três “melhores” livros que li em 2009. Qualquer que fosse a lista, ela seria injusta com alguns que ficam de fora. Este foi um ano em que li, por exemplo, três excelentes biografias – as de Paulo Coelho, Rubem Braga e (com atraso de uma década e meia, mas sempre em tempo) Nelson Rodrigues. Então tá, não tem essa de melhor. Vou apontar “três livros marcantes” e dizer por que vão para o pódio.
3. Travessuras da menina má, de Mario Vargas Llosa.
Linda e triste história de amor entre um homem romântico e uma mulher ambiciosa, situada ao longo de vários anos em diversas cidades do mundo. Vargas Llosa tem domínio pleno da arte da narrativa. O romance mergulha com intensidade e fluidez, mas sem pieguismo, nas contradições insanas do bem-querer. Delícia.
2. Os homens que não amavam as mulheres, de Stieg Larsson.
O primeiro livro da trilogia de suspense escrita pelo jornalista sueco (que morreu pouco antes da publicação) é de arrebatar. Uma página puxa outra. Na curiosidade de saber mais sobre a punk-hacker Lisbeth Salander, a gente devora 600 e tantas páginas brincando. E em seguida pula pro segundo e pro terceiro volume. Vai que é coisa de primeira (aliás o Vargas Llosa escreveu artigo no El Pais dizendo isso).
E na categoria Livros, o DVeras Awards 2009 vai para…
1. O filho eterno, de Cristovão Tezza.
Esse romance lindo (e multipremiado) de inspiração autobiográfica que li em janeiro evocou tantas referências da minha memória afetiva… Uma obra-prima, lapidada com arte e coragem. Recomendo.
17
Nov09
DVeras Awards 2009: serviços na nuvem
E aqui começa a versão 2009 do DVeras Awards, a tradicional lista dos destaques do ano, eleita depois de extensos debates pela comissão julgadora que coordena as atividades editoriais deste blog: eu mesmo.
Em 2009 conheci vários serviços que funcionam em nuvem. Gostei especialmente de três e continuo usando com regularidade.
3) Zoho Creator. Fui apresentado a esta ferramenta de criação de bancos de dados por José Roberto de Toledo, instrutor de um curso a distância que participei - RAC – Reportagem Auxiliada por Computador, promovido pelo Knight Center for Journalism in the Americas. O Zoho Creator é um recurso interessante para arquivar contatos, consultá-los e filtrá-los conforme o interesse. Pena que a versão gratuita tem recursos um tanto limitados, mas mesmo assim é útil.
2) Evernote. Este também nos foi apresentado pelo Toledo no curso de RAC. Eu já o conhecia há uns meses. Em resumo, é um bloco de notas turbinado. Você registra suas ideias e as coisas que vê, salva e depois pode acessá-las de qualquer computador ou celular conectado à internet onde tenha instalado o software. Tenho usado pra anotar ideias de pauta, poemas, telefones, listas… O site tem vídeos legais mostrando diversas maneiras como as pessoas empregam a ferramenta. Por exemplo, fotografar um post-it com o celular e guardá-lo no arquivo. O programa reconhece caracteres nas imagens! Outra coisa legal é que dá pra organizar as notas em tags e sincronizar com um clique as notas do micro/celular com a web.
E o vencedor do DVeras Award 2009 na categoria Serviços na Nuvem é…
1) Dropbox. Quem me apresentou foi o Galeno. Essa “bolsa mágica” é uma mão na roda pra fazer becape de maneira descomplicada e manter em sincronia seus arquivos em diversos computadores. Funciona na web e com um programinha instalado no micro, que cria uma pasta chamada MyDropbox. Qualquer arquivo que você copiar de seu HD e colar nessa pasta – ou em subpastas lá dentro – é automaticamente uploadeado pra sua conta na nuvem e pros outros micros. Outra funcionalidade bacana é que você pode tornar públicas as pastas de sua escolha – por exemplo, um álbum de fotos pra que toda a família veja. E pode liberar acesso a pessoas específicas, quando quiser transferir arquivos pesados. Bem prático e funcional. Ferramenta especialmente útil pra viajantes.
p.s.: Se você gostou da dica #1 e pretende experimentar o Dropbox, deixe uma mensagem que lhe envio um convite. Assim, ganho um bônus de espaço de hospedagem na versão grátis.
16
Nov09
Brunitezas: viagem a Curitiba e Morretes
Bruno e as 3 coisas de que mais gostou na viagem a Curitiba/Morretes deste fim de semana:
- A escada da cama…
a cadeira do trem…
e o café da manhã na padaria.
~
Ah, a grande novidade é que ele já não precisa de fralda pra dormir.
16
Aug09
Túnel do tempo: dois anos usando o twitter
Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007
Agora com Twitter
Resisti um tempo, parte por birra, parte por preguiça. Mas finalmente hoje recebi um convite do Nando e resolvi testar o tal do Twitter, espécie de mini-blog e comunidade em que você conta aos amigos (ou ao mundo) em poucas palavras o que está fazendo ou pensando ou deixando de fazer. É a febre do momento entre os conectados. Dá pra atualizar de três maneiras – pelo saite do Twitter na web, por mensagem de texto no celular ou mensagem instantânea no Jabber ou GTalk. Também dá pra inserir um código pra mostrar as atualizações no blog, como fiz aí na coluna ao lado (Curtas). Minha primeira impressão é que o grande barato do Twitter é a mobilidade associada à facilidade de comunicação em comunidades. Me atrái isso do minimalismo das mensagens. Mas como eu uso pouco o celular e gosto de escrever posts telegráficos no blog, talvez seja pouco aproveitado e mesmo redundante. A ver.
~
UPDATE 16.08.2009
Quando comecei a usar, era “coisa de geek“. Agora o twitter já é capa de revista, tititi de tevê, moda entre os descolados, ferramenta jornalística e publicitária, passatempo no ônibus e nas filas, instrumento de trabalho colaborativo, palco pra performances poético-literárias e o que mais passar pela cabeça dos usuários. Conheci gente muito legal por meio das mensagens de 140 caracteres e passei a trocar mais ideias com vários amigos. Aparentemente o twitter tem grande potencial dispersivo, mas não acho que seja a ferramenta em si, e sim a necessidade humana de buscar experiências gregárias (e se expressar, obter reconhecimento etc.). Se vira compulsão, vai da pessoa se autoexaminar ou buscar ajuda pra ver o que tá ocorrendo. Nesses dois anos testei várias outras traquitanas na internet, mas a maioria passou batida e caiu no esquecimento. O twitter mostrou seu valor e tá aí, no cotidiano meu e de tanta gente. Pros novatos, minhas dicas básicas:
- Selecionar as pessoas que você deseja seguir. A qualidade da experiência depende em grande parte disso. Arrisque e petisque, mas não hesite em dar unfollow sem qualquer sentimento de culpa.
- Priorizar qualidade, não quantidade. É um complemento óbvio da dica anterior. Esqueça essa bobagem de popularidade.
- Ser você mesmo/a. Um dos piores tipos de chatos é o que quer parecer mais ixperrto do que é ou assume uma personalidade distinta da própria.
- Compreender o fluxo. Gosto da metáfora do rio. Os twits são as águas correndo. Impossível abraçar tudo. Deixe fluir, sem estresse pelo que “perdeu”. Se for importante mesmo, você vai terminar sabendo.
- “Escutar” mais, “falar” menos & melhor. Autoexplicativo.
- Experimentar. E ver se essas dicas são válidas mesmo. Não dá pra sair acreditando em qualquer um…
06
Jul09
Cinco coisas que não sou
Convocado pelo Maurício, faço mais uma famigerada listinha. Cinco coisas que não sou e gostaria de ser:
- Contador de piadas. Tenho profunda admiração por quem consegue captar o interesse das pessoas com boas anedotas e domina o timing de dizer coisas espirituosas reagindo a situações do momento. É uma arte dificílima. Sou fã dos comediantes stand-up e dos repentistas. Tenho uns amigos muito bons nisso, mas que ganham a vida com outras coisas.
- Mais independente da agenda dos outros. A fartura material até pode contribuir pra essa conquista, mas não necessariamente. Tem mais a ver com o domínio do própro tempo, a valorização do que realmente importa, certa dose de saudável individualismo e o aprendizado da arte de dizer não com um sorriso. Tenho feito alguns progressos.
- Poliglota. Com diferentes graus de domínio (do bom ao macarrônico), me viro em três idiomas estrangeiros, mas adoraria transitar com fluência oral e escrita por seis ou sete, assim como Tarzan e os agentes secretos da ficção (e por falar em ficção, a palavra “fluente” é uma das maiores mentiras dos currículos, né não?).
- Bom nadador. Sei nadar desde os sete anos e gosto muito, mas definitivamente não tenho vocação pra longas travessias ou testes de resistência. Me faltam disciplina pra treinar e espírito competitivo pra disputar milímetros de piscina com os outros.
- Mais disciplinado. Com esse atributo seria bem mais fácil alcançar os pontos 1 a 4. Tenho interesses muito diversos e sou multitarefa. Isso às vezes me prejudica, por desviar o foco da concentração indispensável no aprendizado de algumas coisas. Porrroutro lado… Provavelmente eu seria infeliz se fosse extremamente disciplinado. Não seria eu mesmo.
Não passo adiante a tarefa pra ninguém em especial, mas fique à vontade pra continuar a brincadeira. É um exercício legal de autoconhecimento.
27
May09
Autores de romances policiais
Hoje deixei um comentário no blog da Regininha pedindo que ela citasse seus autores favoritos de romances ou contos policiais/detetivescos. Poucas horas depois ela respondeu. A lista dela tem duas categorias: brasileiros e estrangeiros. Presentão, pois a maioria eu não conhecia ou só tinha ouvido falar. Acho que vou começar pelo sueco Stieg Larsson. Gosto bastante do gênero, mas conheço mais os “clássicos”. Minha lista de 8+:
- Edgar Allan Poe. O gênio delirante de Boston/Baltimore conseguia ser ao mesmo tempo cerebral e mexer com os terrores atávicos dos leitores. Sou fãzaço. Pai do conto policial moderno, criou o detetive Auguste Dupin e uma série de “histórias extraordinárias” que pendem mais pro gênero da literatura fantástica.
- Arthur Conan Doyle. Pai de Sherlock Holmes, o detetive mais famoso do mundo, excêntrico fumador de cachimbo, cheirador de cocaína e hábil em disfarces, que resolve casos por deduções lógicas de seu intelecto afiado. O parceiro doutor Watson é um figuraço, perfeita “escada” pro protagonista exibir seus dotes mentais. Dizem que Doyle resolveu vários casos reais usando os métodos de seu detetive fictício. Algumas das soluções de Holmes me parecem meio inverossímeis.
- Agatha Christie. Mãe do detetive belga Hercule Poirot e da velhinha esperta Miss Marple, a dama britânica era uma usina criativa. Escreveu mais de 80 obras de ficção, a maioria sobre crimes misteriosos, mas também alguns romances e peças ótimas com outros temas. Dos 50 e poucos livros que li dela, só adivinhei o assassino em três, embora ela recheasse as histórias com dicas. Meus favoritos são Cai o pano (o último caso de Poirot) e seu primeiro sucesso, O assassinato de Roger Ackroyd, de 1926 – em que ela usou um recurso narrativo inovador para a época, desprezando as convenções do romance policial (com essa dica você tem tudo pra descobrir o criminoso).
- Rubem Fonseca. Contista brilhante e mestre da palavra. Gostei muito de A grande arte. Também curti Bufo e Spallanzani, mas não tanto. Pai do detetive Mandrake, advogado carioca namorador e conhecedor do submundo do Rio. Seu livro de contos Feliz ano novo é espetacular. Não gostei do romance Agosto, mas, em se tratando de Rubem Fonseca, mesmo quando ele é ruim, é bom.
- Raymond Chandler. Suas histórias são cinematográficas e cheias de atmosfera noir, lembram um pouco os personagens de Humphrey Bogart. Um dos romances mais conhecidos de Chandler é Adeus, minha adorada.
- Patricia Highsmith. Gostei muito de O amigo americano e de O talentoso Ripley. Em ambos, o protagonista Ripley é um criminoso discreto cujas características são a extrema inteligência, a empatia e a amoralidade.
- Philip Kerr. Desse escritor escocês li somente a trilogia Berlim Noir (Violetas de Março, O assassino branco e Réquiem alemão), que se passa no início da ascensão do nazismo, durante a Segunda Guerra e no pós-guerra. Ixpetáclo!, a gente mergulha junto com os personagens naquele ambiente da História recente. O detetive é um cara durão e dono de um senso de humor peculiar, com frases boas que às vezes lhe custam umas porradas.
- Peter Hoeg. Conheço só um livro desse escritor dinamarquês: Miss Smilla’s feeling for snow (não sei como traduziram pro português, é algo como “o sentido da senhorita Smilla para a neve”). Em Copenhague, uma filha de groenlandeses decide fazer uma investigação amadora sobre a morte de um menino que caiu do telhado de seu prédio. As pegadas na neve são a chave que a leva a uma aventura na terra de sua mãe. Muito bom! Virou filme com Julia Ormond, mas na tela a história perdeu as sutilezas sobre diferenças culturais.
p.s.: Os links nos nomes dos autores remetem à Wikipedia (em português ou inglês), mas nem sempre os verbetes são muito esclarecedores. Pra ir mais fundo sugiro googlear em outras fontes.
15
Feb09
Três boas ferramentas online pra jornalistas
Três? Há dezenas, claro, mas vou me limitar às que mais achei interessantes na navegada que acabo de fazer. Antes vou mostrar o mapa do percurso, que também vale cada clique.
- No blog Fancaria, do Emerson Gasperin (meu consultor pra música e assuntos aleatórios), ele cita cinco blogs que mandaram muito bem em 2008.
- Um deles é o 10.000 words, “where journalism and technology meet”, que traz dicas quentes tanto pros mais tarimbados no mundo digital quanto pros jornalistas iniciantes.
- Lá encontrei a lista 12 useful online tools for journalists. Algumas achei meia-boca, outras só funcionam bem nos Estados Unidos. Selecionei estas:
- Qipit. Ferramenta pra copiar, arquivar e compartilhar documentos com a câmera do celular ou câmera digital. É o que o agente 007 interpretado por Sean Connery adoraria ter nas suas missões pela Alemanha Oriental nos anos sessenta. Você fotografa uma página de anotações manuscritas, apontamentos num quadro-negro ou um documento impresso e envia a foto por e-mail pro site, que a transforma em um pdf legível. O Qipit dispõe do recurso de tags pra facilitar a organização do material.
- Jott. Você manda notas, lembretes e recados por voz pelo celular e eles são enviados aos destinatários na forma de e-mails ou mensagens de texto.
- Google Calendar. Já uso há algum tempo e abandonei de vez a agenda de papel. Uma grande vantagem é que pode ser facilmente programada pra enviar um SMS pro seu celular e/ou um e-mail pra sua conta, com a antecedência marcada pra cada compromisso – uma hora, duas horas, dois dias… Também dá pra criar várias agendas e compartilhar itens com outras pessoas.
p.s.: A pesquisa pra redigir este post foi feita exatamente na hora ganha com o fim do horário de verão.
05
Jan09
Nós e os livros
Li no blog do Maurício e copiei a ideia pra cá. São sete perguntas sobre leitura. As minhas respostas estão aí, mas me passei e contei bem mais do que foi pedido. Quer brincar também?
1. Livro que marcou sua infância
Tarzan, de Edgar Rice Burroughs. Li toda a coleção aos dez anos na biblioteca pública de Natal. Também adorei A chave do tamanho, de Monteiro Lobato; O pequeno Nicolau (Goscinny e Sempé); a coleção Para gostar de ler (Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga e Carlos Drummond de Andrade); e os quadrinhos de Asterix (Uderzo e Goscinny).
2. Livro que marcou sua adolescência
Muitos. Um dos inesquecíveis foi Nada de novo no front, de Erich Maria Remarque, sobre um soldado alemão na Primeira Guerra Mundial. Também guardo lembranças fortes de Histórias extraordinárias (Edgar Allan Poe); Huckleberry Finn (Mark Twain); toda a coleção de Sherlock Holmes (Conan Doyle) e dos livros de Agatha Christie – meus dois favoritos são O assassinato de Roger Ackroyd e Cai o pano. Um super marcante: O falecido Mattia Pascal, de Luigi Pirandello.
3. Autor que mais admira
Aí vão trinta, em diferentes gêneros e em ordem aleatória: Guimarães Rosa, García Márquez, Julio Cortázar, Jorge Luis Borges, John Fante, Raymond Carver, Charles Bukowski, Charles Baudelaire, Luis Fernando Verissimo, Machado de Assis, Isabel Allende, Ernest Hemingway, Dostoievski, Chekov, Manoel de Barros, Érico Verissimo, Mario Benedetti, Ítalo Calvino, Jack Kerouac, Henry Miller, Saint-Éxupery, Rubem Fonseca, Ignácio de Loyola Brandão, João Ubaldo Ribeiro, J.D. Salinger, Milton Hatoum, Oriana Falacci, Joseph Conrad, Gustave Flaubert, Rubem Braga. Quando eu crescer, quero escrever que nem o Braga.
4. Autor contemporâneo
Marçal Aquino.
5. Leu e não gostou
O Guarani, de José de Alencar. Talvez porque era leitura obrigatória.
6. Lê e relê
Vários. Gosto especialmente de voltar aos contos de Guimarães Rosa e de Poe.
7. Mania
Várias: escrever listas; fuçar velhas novidades em sebos; espalhar livros pela casa.










