26

Aug

16

Flashbacks sonoros

A gargalhada solta do Bonson na redação. O vozeirão do Renan com um cartaz na porta do DC, “Quero meu salário!” O som agudo da máquina de telefoto, que baixava uma imagem completa em minutos.
#jornalismo30anos

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25

Aug

16

Os 10 melhores filmes do século XXI

Via Vincent Pasquier.
Os 10 melhores filmes do século XXI segundo 177 críticos do mundo todo:

1. Mulholland Drive (David Lynch, 2001)
2. In the Mood for Love (Wong Kar-wai, 2000)
3. There Will Be Blood (Paul Thomas Anderson, 2007)
4. Le Voyage de Chihiro (Hayao Miyazaki, 2001)
5. Boyhood (Richard Linklater, 2014)
6. Eternal Sunshine of the Spotless Mind (Michel Gondry, 2004)
7. The Tree of Life (Terrence Malick, 2011)
8. Yi Yi (Edward Yang, 2000)
9. Une Séparation (Asghar Farhadi, 2011)
10. No Country for Old Men (Joel and Ethan Coen, 2007)

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24

Aug

16

Sugestão de uso para dicionários

Na revisão de O Estado a gente jogava o significado das palavras apostando cerveja. Que era paga no mesmo dia, no boteco dos fundos da redação. #jornalismo30anos

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24

Aug

16

Barquinho

Meu primeiro texto publicado em jornal, que eu me lembre, foi no Estadinho, suplemento infantil de O Estado que era editado pelo talentoso Fabinho Brüggemann. História sobre um menino que gostava de tomar banho de chuva e soltava barquinhos de papel com meleca na correnteza da rua. Meio autobiográfica, tirando a meleca. O Estadinho foi o melhor suplemento infantil que já li. Imaginativo, engraçado, poético, nunca subestimava a inteligência das crianças. E saía em cores, com belas ilustrações.
#jornalismo30anos

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24

Aug

16

30 anos de jornalismo

No dia 22 de agosto completei 30 anos de exercício do jornalismo. Começo a contar da minha contratação com carteira assinada como revisor de O Estado, em Floripa. Muitas histórias, pessoas, viagens e aprendizados.

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04

Aug

16

Conversas de fisioterapia

Tou fazendo fisioterapia pra umas dores de cinquentão e me divirto com as conversas dos colegas estropiados. Tem umas velhinhas que fariam a alegria da Adriane Canan e suas crônicas. Esses dias, uma senhora contou que está casada há quarenta anos. O marido é sério, “não gosta de palhaçada”, e ela tá sempre aprontando. Uma das suas diversões é ir ao Angeloni com ele e se perder de propósito. Aí ela procura a gerência e pede pra botarem um recado pro marido no sistema de som, dizendo que sua mulher o espera lá na frente. Outra: quando ele vai doar sangue no Hemocentro, ela pede pra falar com a enfermeira-chefe e pergunta na frente dele: – Depois de quanto tempo já dá pra fazer um amorzinho?

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27

Jun

16

18 links de referência de meu bookmark

Compartilho alguns links de uso frequente da minha pasta Referências na barra de favoritos do navegador.

Dicionário Criativo
Boa ferramenta pra estimular a associação de ideias. Traz significado, sinônimos, palavras relacionadas, expressões, citações, verbetes da wikipedia e imagens, tudo numa única página.
Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa
O VOLP, da Academia Brasileira de Letras, é uma mão na roda pra conferir se uma palavra existe mesmo e como se escreve. Tem 381 mil verbetes.
Google Tradutor
Traduções automáticas em 103 idiomas. Também dá pra ouvir o som das frases em boa parte deles. Outra funcionalidade muito útil é a transcrição de áudio em texto via microfone.
Forvo Dicionário de pronúncias construído de forma colaborativa. Interessante pra comparar as diferenças entre sotaques do inglês e do francês, por exemplo.
Sinônimos.com.br
Sua base de dados tem 30 mil sinônimos e 25 mil antônimos na língua portuguesa. Também tem um dicionário, uma seção de conjugação de verbos e uma de esclarecimento de dúvidas.
Como fazer referências
Este pdf armazenado no portal da Biblioteca da UFSC traz informações bem úteis para referenciar documentos. Atualizado em fevereiro de 2007 conforme a NBR-6023/2002.
Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Portal português com esclarecimento, informação e debate sobre o idioma de Camões, Chico e Caetano.
Manual de redação e estilo de O Estado de São Paulo
Arquivo pdf com 400 páginas de informações sobre o uso do português. O capítulo 3, por exemplo, traz os cem erros mais comuns do idioma e ensina como fugir deles.
Novíssimo Dicionário de Economia
Esta obra organizada por Paulo Sandroni traz 650 páginas com mais de 4 mil verbetes que ajudam a entender o economês. Arquivo pdf. A edição é de 1999.
Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Arquivo pdf com 27 páginas e a íntegra do acordo que até hoje deixa a gente confuso.
Visual Thesaurus
A palavra buscada vira um mapa mental de conceitos relacionados. Tem mais de 150 mil palavras e 120 mil significados. O serviço é por assinatura, mas pode ser testado de graça.
Cambridge Dictionaries Online
Buscas em inglês-inglês e também de e para outras línguas. Sua nova versão inclui o compartilhamento por redes sociais e a criação de listas personalizadas de palavras.

Dictionary.com
Bom dicionário inglês-inglês com seções interessantes: palavra do dia, tradução, games e blog.

Online Etymology Dictionary

Excelente pra quem busca saber a origem das palavras em inglês. Aprendemos, por exemplo, que a palavra “delete” (destruir, erradicar, apagar) é do final do século 15 e vem do latim deletus, particípio passado de delere.
Symbol Dictionary
Boa fonte de referência visual para símbolos das origens mais variadas: romanos, etruscos, egípcios, islâmicos, judeus, cristãos, xamânicos, ateístas e de diversas mitologias.
Futebol brasileiro, gírias e frases feitas
Organizado por Lúcia Gaspar, bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco, este artigo traz uma lista interessante de termos do esporte bretão, ultimamente tão mal jogado por aqui.
Internet Archive
Biblioteca com milhões de livros, filmes, softwares, músicas e websites. Sua ferramenta Wayback Machine permite localizar o histórico de 491 bilhões de páginas na internet.
83 links para quem trabalha com palavras
Seleção organizada pelo site Livros e Afins, da qual peguei alguns dos indicados acima.
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14

Apr

16

Paz para los crepúsculos que vienen

Pablo Neruda
 
PAZ para los crepúsculos que vienen,
paz para el puente, paz para el vino,
paz para las letras que me buscan
y que en mi sangre suben enredando
el viejo canto con tierra y amores,
paz para la ciudad en la mañana
cuando despierta el pan, paz para el río
Mississippi, río de las raíces:
paz para la camisa de mi hermano,
paz en el libro como un sello de aire,
paz para el gran koljós de Kíev,
paz para las cenizas de estos muertos
y de estos otros muertos, paz para el hierro
negro de Brooklyn, paz para el cartero
de casa en casa como el dia,
paz para el coreógrafo que grita
con un embudo a las enredaderas,
paz para mi mano derecha,
que sólo quiere escribir Rosario:
paz para el boliviano secreto
como una piedra de estaño, paz
para que tú te cases, paz para todos
los aserraderos de Bío Bío,
paz para el corazón desgarrado
de España guerrillera:
paz para el pequeño Museo de Wyoming
en donde lo más dulce
es una almohada con un corazón bordado,
paz para el panadero y sus amores
y paz para la harina: paz
para todo el trigo que debe nacer,
para todo el amor que buscará follaje,
paz para todos los que viven: paz
para todas las tierras y las aguas.
 
Yo aquí me despido, vuelvo
a mi casa, en mis sueños,
vuelvo a la Patagonia en donde
el viento golpea los establos
y salpica hielo el Océano.
Soy nada más que un poeta: os amo a todos,
ando errante por el mundo que amo:
en mi patria encarcelan mineros
y los soldados mandan a los jueces.
Pero yo amo hasta las raíces
de mi pequeño país frío.
Si tuviera que morir mil veces
allí quiero morir:
si tuviera que nacer mil veces
allí quiero nacer,
cerca de la araucaria salvaje,
del vendaval del viento sur,
de las campanas recién compradas.
Que nadie piense en mí.
Pensemos en toda la tierra,
golpeando con amor en la mesa.
No quiero que vuelva la sangre
a empapar el pan, los frijoles,
la música: quiero que venga
conmigo el minero, la niña,
el abogado, el marinero,
el fabricante de muñecas,
que entremos al cine y salgamos
a beber el vino más rojo.
 
Yo no vengo a resolver nada.
 
Yo vine aquí para cantar
y para que cantes conmigo.
~
Recebi hoje da amada. O trecho em azul é de um cartaz que tivemos na parede de casa por muitos anos.
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27

Feb

16

Por um Iluminismo renovado

Anotação de leitura.

“Acima de tudo, estamos necessitados de um Iluminismo renovado, que se baseie na proposição de que o devido objeto de estudo da humanidade é o homem — e a mulher. Esse Iluminismo não precisará depender, como seus antecessores, das descobertas heroicas de algumas poucas pessoas bem-dotadas e excepcionalmente corajosas. Ele está ao alcance da pessoa comum. O estudo de literatura e poesia, pelo seu valor intrínseco e pelas eternas questões éticas com as quais ambas lidam, hoje pode facilmente destronar o escrutínio de textos sagrados, que se revelaram corrompidos e falsificados.

“A busca de investigações científicas ilimitadas e a disponibilidade de novas descobertas para multidões de pessoas por meios eletrônicos simples irão revolucionar nossos conceitos de pesquisa e desenvolvimento. O que é muito importante, o divórcio entre a vida sexual e o medo, entre a vida sexual e a doença, entre a vida sexual e a tirania, pode ser ao menos tentado, com a única condição de que eliminemos todas as religiões do discurso. E tudo isso, e mais, está, pela primeira vez em nossa história, ao alcance ou nas mãos de todos.

“Porém, só o utópico mais ingênuo pode acreditar que essa nova civilização humana irá se desenvolver, como algum sonho de ‘progresso’, em linha reta. Precisamos inicialmente transcender nossa pré-história e escapar das mãos enodoadas que tentam nos alcançar e nos arrastar de volta para as catacumbas, os altares ensanguentados e os prazeres culpados da sujeição e da abjeção.”

~ Christopher Hitchens, Deus não é grande (2006)

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12

Jan

16

Trinta anos hoje

Há trinta anos, às 10h de uma manhã de sol como esta, eu desembarcava no Terminal Rodoviário Rita Maria, em Florianópolis, vindo de Natal. Paixão à primeira vista que se transformou em amor duradouro. São tantas descobertas, tantas histórias… As melhores nunca vão ser escritas, mas quem as viveu comigo, sabe. Fui acolhido com muito afeto e riso nesta cidade-ilha que escolhi como minha. Aqui dormi de janela aberta e tomei banho de mar em praias limpas que hoje estão poluídas. Aqui, no Hospital Universitário da UFSC, nasceram meus dois filhos. Aqui me formei em jornalismo e aprendi a amar essa profissão. Aventura vertiginosa de aprendizado com uma linda “família ampliada” com quem criei vínculos eternos. O sentimento é de gratidão a todos que me iluminaram e iluminam o caminho. Parabéns pra vocês também.

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