Posts com a tag ‘twitter’

26

Nov

08

A tragédia e a blogosfera

Uma grande rede de comunicação alternativa e solidária se formou espontaneamente como complemento à cobertura da mídia sobre o desastre climático em Santa Catarina. Em muitos casos as informações chegam mais rápido e mais completas.

Alexandre Inagaki, um dos blogueiros mais lidos da internet brasileira, publicou hoje um importante texto sobre como ajudar os desabrigados.

O Alles Blau, blog coletivo sobre notícias de Blumenau, tem feito um trabalho extraordinário de divulgação de informações sobre a tragédia no município, talvez o mais gravemente atingido.

Paulo Henrique de Sousa, em seu blog ph ácido, traz relatos em primeira mão sobre o que está ocorrendo na cidade onde mora, Balneário Camboriú.

Destaque especial para o blog Coluna Extra, do Alexandre Gonçalves, que indexou no topo da página o que as pessoas estão publicando no twitter com as palavras-chave #chuva, #blumenau, #itajaí e #floripa.

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24

Nov

08

A chuva em SC e a internet

O Alexandre Gonçalves, do blog Coluna Extra, é um dos exemplos de como a população de Santa Catarina está se mobilizando pela internet pra se informar e informar sobre a maior tragédia climática de todos os tempos já registrada aqui no estado. No topo de seu blog é possível seguir os comentários no twitter para as palavras-chave #chuva, #floripa e #blumenau.

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24

Nov

08

Diarinho na Chuva


O Diarinho do Litoral, um dos jornais mais irreverentes e bons de briga do Brasil, lançou um blog de emergência porque sua edição impressa não vai circular amanhã – Itajaí está debaixo dágua. Quem quiser pode também acompanhar pelo recém-criado perfil no tuíter ( http://twitter.com/diarinho ) – uma iniciativa do Alexandre Gonçalves. Reproduzo foto de um leitor, “Veneza Peixeira”.

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09

Sep

08

Mais censura na internet

Outra vez o judiciário exorbita das suas funções, atropela a Constituição e decreta censura prévia. Como se não bastasse, há o agravante da inépcia. A liminar tirou do ar o alvo errado. Quando é que o Supremo vai proibir o uso indiscriminado desse tipo de algemas digitais? Quando censurarem o blog de algum banqueiro?
~
Atualização: depois de uma enxurrada de protestos, o erro foi corrigido e o TwitterBrasil voltou ao ar. O que não significa um ponto final à história, pois o próximo alvo deve ser o próprio Twitter.

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24

Jun

08

Drops vespertinos para terça-feira invernal

Norberto Wells (pronuncia-se VElls, é sobrenome alemão) me lembra nos comentários: “Vamo trabalhá! São 12h30 e ainda não li nada”. Envaidecido por cobrança de tão atilado leitor (que, dizem as boas línguas, foi separado do gêmeo Ronnie Von ao nascer), farei um esforço hercúleo pra superar a letargia e teclar algumas mal-traçadas linhas. Desde já, meu caro Wells, perdoe os adjetivos hiperbólicos. E veja que minha referência ao seu sobrenome de origem européia não é em vão, usei como gancho pro que vem a seguir. Vamos aos drops e pescarias do dia, no momento ao som de Nature Boy de Miles Davis.
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Pescado de @cvalente: “Sobrenome do estelionatário que aplicava golpe do bilhete premiado nas velhinhas, preso hoje em Biguaçu: Cachorroski”.
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Pescado de [prefere ficar anônima] no Twitter: “
Eu acho Sex and the City a versão seriado da revista Nova: machista.”
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Pescado de
[prefere ficar anônimo, mas tirou as palavras da minha boca] no Twitter: “sentar no vaso = operaçao lenta e delicada em dias cruéis de inverno”.
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Pescado de @haicais: “
no despenhadeiro / a sombra da pedra / cai primeiro (Carlos Seabra)
~
Haicai doméstico: Com a agenda me esmero, / mas fralda / é prioridade zero

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13

May

08

O terremoto na China, meu chuveiro e o twitter

O terremoto na China, que, pelas estimativas oficiais até o momento, soterrou 18 mil pessoas e pode ter matado 12 mil, é mais um daqueles fenômenos gratuitos quase incompreensíveis à razão. Ainda mais quando não há ninguém em quem jogar a culpa – aquecimento global, corporações, pecados humanos… Como imaginar tanta dor, tanto sofrimento de crianças? A tragédia é menos significativa por ter acontecido do outro lado do mundo? Mereceria tanto espaço na mídia quanto as mil mortes da menina Isabela?

Reparo em mim mesmo e tenho mais perguntas que respostas. Eu soube da notícia via twitter e devo ter ficado menos de 15 segundos horrorizado, até que outros afazeres me chamaram. A resistência do chuveiro estava quebrada, difícil ficar sem banho quente neste outono quase inverno. Saí pra comprar uma nova e, no caminho, o carro deu problema no motor. Dirigi devagar até a oficina do Cebola, que constatou defeito em duas bobinas. Voltei pra casa caminhando, pensando em coisas mil, não mais nos chineses.

Troquei a resistência lembrando do meu sogro querido. Há poucos meses estávamos nós dois ali no box do banheiro, ele em pé numa cadeira, instalando o novo chuveiro Thermosystem – com haste pra regular a temperatura – e eu ajudando com as ferramentas. Conversamos de eletricidade e de um monte de outras coisas que não lembro mais. Ontem eu estava sozinho na tarefa, mas a presença da ausência dele era tão forte que me encheu os olhos d’água.

Depois da digressão, volto ao twitter, uma discussão acessória diante do horror dos soterrados, mas válida pra quem se interessa por comunicação. O terremoto na província de Wenchuan foi divulgado em tempo real (três minutos antes da divulgação pelo US Geological Survey) pelos usuários dessa ferramenta de comunicação interativa, graças à flexibilidade com que pode ser usado em aparelhos móveis – celulares, notebooks e outros.

O fato agrega mais vitamina ao debate sobre a revolução provocada por essas novas tecnologias na maneira como as pessoas se informam e informam umas às outras. Entre as análises, há quem preveja a tendência de que o Twitter se torne o primeiro meio pelo qual as pessoas vão se informar quando buscarem notícias factuais imediatas sobre manchetes de impacto. Rex Hammock comenta em seu blog:

The folks “playing around” with Twitter are creating something that is not just about “play.” It may remain an “edge” medium – a global police scanner for the news obsessed – but I stand by my predictions that Twitter will become the source people will turn to in the early, confusing moments of breaking news stories.

Com todos esses avanços e o potencial de transformações sociais que trazem, vida e morte continuam sendo um grande mistério. Bem, vou lá tomar meu banho quente.

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24

Jan

08

11 metas para jornalistas ainda não conectados

Fiz uma tradução resumida deste artigo de Howard Owens com sugestões de 11 objetivos para os jornalistas ainda pouco familiarizados com as novas tecnologias de comunicação buscarem em 2008. Os links que indico nem sempre coincidem com as dicas dele.

  1. Torne-se blogueiro(a). Comece com seu tema favorito, alguma coisa pela qual você tenha paixão. Tente escrever diariamente por pelo menos seis meses.
  2. Compre uma pequena câmera digital que também faça vídeo. Abra uma conta em um site de compartilhamento de fotos, como o Flickr.[ou o Picasaweb]. Tire fotos e publique. Se necessário, use tutoriais online para fotografia digital.
  3. Com a mesma câmera, faça pelo menos três vídeos. Edite-os no software gratuito que vem no seu computador. Publique-os no youtube e em pelo menos outro site de compartilhamento de vídeos. Sua meta não é fazer um grande vídeo, apenas aprender o que está envolvido na produção de um.
  4. Passe pelo menos duas horas por semana no youtube, por seis semanas. Busque temas de seu interesse. Preste atenção aos mais populares do dia e veja o que outras pessoas estão vendo. Veja tanto vídeos amadores quanto profissionais.
  5. Inscreva-se num site de relacionamento. [1, 2, 3, 4, 5]
  6. Use o bookmark social. Crie uma conta no del.icio.us e use-a todos os dias. Aprenda sobre tags.
  7. Comece a usar RSS para acompanhar as notícias do dia e os blogs que você agora está lendo diariamente. Certifique-se que seu blog tem um feed de RSS.
  8. Se o seu celular não envia SMS (mensagens de texto), consiga um que envie. O SMS funciona melhor quando você tem amigos que o usam.
  9. Aprenda a usar o twitter. Observe como essa tecnologia pode mudar a disseminação da informação.
  10. Crie um mashup no Google Maps. Se você não sabe o que é isso, pesquise no Google. Se você não sabe o que fazer ou como começar, pesquise no Google. Há muitos tutoriais disponíveis.
  11. Depois de fazer essas dez coisas, documente o que você aprendeu – em um artigo para seu editor ou no seu blog. Discuta como a tecnologia transformou a mídia e aonde essa mudança pode levar. Como será seu trabalho daqui a dez anos? Como as notícias vão chegar aos leitores jovens em uma geração? Amanhã?

p.s., 25.01: Duas informações complementares que ficaram de fora da tradução resumida.

A primeira é de contexto. Howard Owens escreveu o artigo com sugestões para editores de empresas jornalísticas que têm programas de aperfeiçoamento dos seus profissionais. É uma proposta de plano de MBOmanagement by objectives [gerenciamento por objetivos]. A idéia é recompensar as pessoas cujo trabalho ajude a empresa a avançar em suas metas estratégicas.

No item 1, sobre tornar-se blogueiro, deixei de fora uma sugestão que me pareceu dispensável: a de que, antes de começar a escrever um blog sobre seu tema de interesse, você passe três meses lendo outros blogs sobre o mesmo tema. Pensando melhor, talvez não seja assim tão óbvia pra todo mundo a importância de conhecer o “estado da arte” de determinado tema na blogosfera antes de pôr a mão na massa.

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14

Dec

07

DVeras Award 2007: mais premiados

Software: Gimp. Instalei há poucos dias esse poderoso programa gratuito de tratamento de imagens. Ainda tou patinando pra descobrir os comandos, mas a impressão é que ele não deixa a dever a nenhum fotoxopi. Menção honrosa 1: Google Docs. Usei muito este ano, tanto individualmente como fazendo edição compartilhada de textos e planilhas com colegas de trabalho. Menção honrosa 2: Twitter. Interatividade + concisão + ludismo.

Revista: piauí. Muito acima da média. Nem sempre consigo ler inteira antes da chegada do próximo número, mas é satisfação garantida. Menção honrosa 1: Galileu. Leio pouco, mas dia desses esbarrei em uma na sala de espera do dentista e ela me deixou ótima impressão. Menção honrosa 2: The New Yorker. Baita revista que eu só conhecia de nome.

Jornal: sem premiados. Sou leitor infiel de vários na internet, mas compro poucos em papel. Destes, os que mais me informam são, curiosamente, os tablóides populares e os jornais de bairro, que costumam trazer novidades não encontráveis na rede.

Viagem: Pousada Pasárgada, em Anitápolis, aqui pertinho de Floripa. Uma experiência única. Faz parte do projeto Acolhida da Colônia, que promove o turismo rural em casas de agricultores na serra catarinense. Recomendo pra quem quer ficar um tempo sem rádio e sem notícia das terra civilizada e se energizar com a força das nascentes da mata atlântica.

Gastronomia: Sou um ignorante em comida sofisticada, mas aprecio as artes da boa mesa. Este ano, o jantar mexicano feito pela Christiane Balbys pros amigos ficou com o destaque especial na minha memória gustativa e olfativa. Sem falar que jantar com amigos é sempre um grande aperitivo. Menções honrosas pro Restaurante Girassol, no Campeche, e pro mexidão mineiro da minha sogra Nilza.

Blog: a nova versão do +D1, renascido na forma de coletivo de blogs catarinenses, deu um impulso bacana à galera da terrinha. Tiro o chapéu pra iniciativa do Alexandre e do Rodrigo. Menção honrosa: Pensar enlouquece, pense nisso. O premiado Alexandre Inagaki nem precisaria de mais este elogio, mas merece. Um dos melhores textos da internet em português.

Fotografia: Tatiana Cardeal, especializada em fotografia social, dispensa comentários. Vá lá, confira e veja se eu exagero ou não.

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08

Oct

07


A expectativa é o freio do tempo.

Mauro Martini no Twitter.

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14

Sep

07

Primeira linha

Encontrei – dica do Nando – um uso bem criativo e potencialmente rentável do Twitter: o TwitterLit. É um saite que oferece teasers literários duas vezes por dia, com a primeira linha de um livro. Não diz o título nem o nome do autor, mas dá um link pra livraria virtual Amazon.com, onde a pessoa pode descobrir a informação – e fazer a compra se quiser, o que rende uma comissão pro dono do saite. Dá pra acompanhar via Twitter ou RSS e ainda incorporar o código no blog ou saite, em três versões: Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.

A primeira linha diz muito sobre uma obra e seu autor. Nem sempre é um resumo; às vezes serve pra fisgar a atenção, amarrar o leitor desde o início. Ela tem muito a ensinar aos jornalistas e aos aspirantes de vôos literários. Ainda não existe versão brasileira desse saite, que eu saiba. Mas vou brincar com a idéia aqui e publicar a primeira linha de alguns livros da minha biblioteca – ou primeira frase, quando a primeira linha sozinha não fizer sentido. Com a diferença de que vou dizer o título e a autoria.

Pra começar, a biografia de um grande mestre:

“Eu não poderia ser diferente do que sou. Se há alguma coisa que sei, é isso”.

Eu, Fellini (Charlotte Chandler)

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