Posts com a tag ‘amigos’

12

Sep

08

Blip.fm e microcontos musicados

A rede social de música blip.fm é a grande sensação do momento entre meus contatos internéticos. Fui apresentado ao brinquedinho novo há poucos dias e me amarrei. Ao fazer uma busca por palavra-chave de canção ou autor/intérprete, a ferramenta toca a música e você pode comentá-la, criando sua própria “estação de rádio”. Também pode ouvir as seleções que seus contatos estão fazendo e elogiá-los com “props”, espécie de reconhecimentos positivos.

O Alexandre Coluna Extra Gonçalves, ligeiro que só, imaginou várias aplicações possíveis pra essa ferramenta que à primeira clicada parece um divertimento inútil (ah, como são deliciosos os divertimentos inúteis…). Hoje ele publicou mais uma idéia, sugerida pelo Diógenes Fischer. Aí compartilhei uma experiência que fiz nesta manhã: publicar microcontos musicados, em que as músicas têm vínculo com o conteúdo ou o clima da narrativa.

Alexandre foi adiante. Escreveu um p.s. sobre isso e testou o embed do blip.fm, publicando em seu blog um microconto meu musicado por Gilberto Gil – minha escolha da música foi por causa do “tempo” que tá na micronarrativa, mas veio a calhar, porque Gil tem tudo a ver com as idéias de copyleft, creative commons, combinações sinestéticas. Aí vai o meu teste, com mais um baiano (clique no play para ouvir).

(Repetindo a dica do Alexandre: para “pegar” o código embed de uma música é só clicar em “posted on…” – abaixo do nome da música. Será aberta uma página só com a música e com o código embed disponível.)

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11

Sep

08

Certezas Biodegradáveis

Eba! Depois de muito relutar, a Ana Paula Lückman criou seu blog, Certezas Biodegradáveis. E nada de linha temática. A intenção dela é escrever em tom “despretensioso, solto e relaxado”. E como tamos precisando disso… Presentão pros leitores, Ana!

http://analuckman.blogspot.com

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08

Sep

08

Vida e Saúde

A amiga Cleide Klock estreou um programa novo na RBS TV: Vida e Saúde. Vai ao ar nos sábados às 8h da manhã. Pra quem não tá acordado a essa hora, santa internet dá um jeito. Confirma o primeiro programa.

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01

Sep

08

Amigo, não espere convite

Este post é especialmente dedicado aos amigos. Velhos, novos, novíssimos e os que virão.

Visita inesperada e prazerosa aqui em casa neste domingo, com longo papo regado a vinho tinto e pipoca: Silvio Ligeirinho e sua mulher Ana, paraibana gente finíssima que, como este pernambucano, veio parar em terras sulinas e está aqui há anos. Inevitável a conversa sobre semelhanças e diferenças culturais entre Nordeste e Sul. Falamos da hospitalidade e minha identificação com ela foi instantânea. Tanto Ana como eu lembramos que, nas nossas famílias, é hábito receber as pessoas sem essa formalidade de agendar visita com antecedência. Os chegados simplesmente vão chegando, improvisa-se a comida, busca-se mais bebida se preciso. Lembro que em minha infância e adolescência a família abrigou diversos agregados, às vezes por meses ou anos. Em ocasiões especiais já tivemos 15 ou 20 hóspedes simultâneos, sempre motivo de festa e risadas. Aos meus olhos de criança essa coisa de acolher e ser acolhido pelos amigos, e amigos dos amigos, sempre foi natural. Cresci vivenciando isso.

Quando vim morar no Sul, esse foi um dos maiores choques culturais que tive. Aqui as pessoas, mesmo quando se conhecem há anos, esperam convite pra se visitarem. É raro ligar pra dizer “posso ir aí?” ou “estou indo na sua casa daqui a pouco, tudo bem?”. Mais raro ainda aparecer sem aviso. Aliás isso chega a ser considerado uma indelicadeza. Não comento isso pra julgar o que é certo e o que é errado, é só uma constatação: no Nordeste somos muito mais abertos ao contato com a diversidade, com as experiências inesperadas de conviver. Com todos os riscos inerentes a essa maneira de ser. Se a gente pensar bem, a vida é um risco em si mesma. Estar aberto ao contato com outros mundos humanos oferece um potencial riquíssimo de crescimento. Até entendo o hábito de telefonar antes: pode poupar uma viagem em vão se a pessoa tiver saído. Mas esperar convite ainda me parece um tanto estranho. É uma das coisas que mais sinto falta em meus 22 anos no Sul. Tenho amigos maravilhosos aqui, e alguns talvez estejam esperando até hoje que eu os convide – enquanto eu estou esperando que apareçam de improviso, trazendo risadas, vinho e música pros nossos sábados e domingos, e por que não, segundas-feiras.

E se você telefonar e eu estiver ocupado ou sem pique pra ver ninguém, vou lhe pedir pra gente se ver outro dia, na boa. Simples assim. ;)

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01

Sep

08

Bossa Nova em Floripa

Recebi e reproduzo, sem tirar nem pôr, o toque pro show da Julie no dia 12:

Depois de uma temporada de sucesso no Teatro da Ubro, com quatro noites lotadas em abril e maio deste ano, Julie Philippe e Luiz Zago fazem agora no Teatro Álvaro de Carvalho a última apresentação do ano do show 50 Anos da Bossa Nova.

Julie, 20 anos, na voz e Zago, 26 anos, no piano, prepararam uma nova versão do show, com mais músicas e convidados.

A pesquisa conduzida pelos dois tem releituras muito próprias de clássicos de Tom Jobim (Wave, Garota de Ipanema, Chega de saudade), Vinicius de Moraes (Insensatez) e Carlos Lyra (Lobo bobo, Você e eu), ao lado de pérolas raras de outros gênios da Bossa, como Newton Mendonça, Roberto Menescal e o catarinense Luiz Henrique Rosa.

O retrato traçado pelos dois jovens demonstra nas próprias canções do período as influências da música erudita, do blues, do jazz e do samba. O violonista e cantor Luiz Meira, e a maestrina e flautista Mirian Moritz vão fazer uma participação especial no show.

Data: 12 de setembro (sexta-feira)
Ingresso: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia.
Local: Teatro Álvaro de Carvalho (TAC) – Rua Marechal Guilherme, 26 – Centro.
Venda antecipada no TAC: a partir do dia 1/9.
Horário: a partir das 21h.
Informações: 3028 8070

Veja aqui uma das músicas do show

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24

Aug

08

Fotos de Rússia e Ucrânia


Kiev. Copyright Yan Boechat.

Yan resolveu tirar a poeira do Flickr e colocou umas fotos de sua viagem a Moscou, São Petersburgo e Kiev. Aproveite e confira as que ele fez numa viagem anterior à Turquia, Irã e Afeganistão.

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22

Aug

08

Da guerra à sala de aula

Recebi e passo adiante esta nota publicada no boletim do curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de São José, SC. O coordenador do curso, meu amigo Paulinho Scarduelli, tem feito um trabalho bem interessante de aproximar o universo acadêmico da realidade cotidiana. A nota aqui é sobre outro amigo, profissional de rara cepa, que adora estar por perto de onde tem gente poderosa massacrando gente humilde. O que mais me impressiona no Fernando não é propriamente a coragem de arriscar a cabeça em lugares violentos, pois o mundo tá cheio de gente corajosa e estúpida. E sim o seu olhar sensível pro lado humano dos conflitos, sem maniqueísmo nem pretensa “neutralidade”. Isso faz toda a diferença na hora de dar o testemunho com boas histórias. Sortudos dos estudantes que puderem ter aula com ele.

Fernando Evangelista, ex-repórter da revista Caros Amigos, assumiu este semestre a disciplina Técnicas de Reportagem, Entrevista e Pesquisa Jornalística do curso. Mestre em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, tem-se especializado em reportagens de risco. Entre seus trabalhos, destacam-se a cobertura da operação Escudo Defensivo na Palestina em 2002, a Guerra do Iraque em 2003, a Guerra do Líbano em 2006 e o conflito entre turcos e curdos em 2007. O processo seletivo para a disciplina reuniu mais de 25 candidatos.

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21

Aug

08

Chegadas: Maria Eduarda

A segunda filha da Fernanda Medeiros e do Paulo nasceu ontem em São Paulo às 2h18 da madrugada, com 3,710 kg e 51 cm. “É a Maria Eduarda mais linda que eu conheço”, conta a mãe, felicíssima e, como boa jornalista, já espalhando a boa nova pela internet.

Sossegue, homem, uma criança nasceu. O mundo tornou a começar (Guimarães Rosa)

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13

Aug

08

Meu testemunho sobre um acusado de plágio

Caro Sponholz,

Escrevo de espírito desarmado, sem a intenção de polemizar. Gostaria só de fazer uma reflexão sobre o episódio da charge do pódio, que você diz ter sido plagiada. Quero deixar um testemunho. Há duas décadas acompanho a trajetória do Frank Maia – mais que um artista gráfico e chargista brilhante, um cara generoso e íntegro, de quem tenho a honra de ser amigo. O Frank simplesmente não precisa plagiar ninguém. Ele é muito bom, uma usina de idéias. Claro que não lhe peço para acreditar na minha palavra: basta pesquisar, perguntar pros colegas do ramo, acompanhar as citações freqüentes na coluna do Zé Simão na Folha.

Lamento que você tenha tirado uma conclusão apressada. E mais ainda, que um jornalista-blogueiro de Santa Catarina a tenha endossado sem ao menos dar um telefonema para ouvir o outro lado, baseado só no horário de publicação no Charge Online – lugar bastante improvável pra se divulgar uma charge plagiada, convenhamos. Por incrível que possa lhe parecer, Sponholz, coincidências acontecem. Ainda mais se é com uma idéia que quicava de madura no imaginário coletivo dos criadores de piadas. Já vi várias sincronicidades incríveis. Mais uma vez não precisa acreditar em mim, pergunte aos colegas que estão há mais tempo na estrada.

Tenho admiração por seu trabalho e espero sinceramente que você tenha percebido o alcance do que disse – nem me refiro à carreira do Frank, consolidada há anos, mas no efeito que uma acusação injusta provoca numa pessoa honesta. Pense nisso, meu caro. E vamos em frente, que a vida passa ligeiro e temos mais o que fazer.

Abs

Dauro

p.s.: Como o caso se tornou público e envolve um amigo querido, tomo a liberdade de publicar esta carta em meu blog.

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11

Aug

08

Dia dos Pais

Domingo trivial e aconchegante junto com os meninos, a amada e a sogra. Eles me acordaram com uma lembrancinha – caneca de café e um pão de mel. Arranquei mato, plantei, bebi vinho, comemos, brincamos, rimos, dormimos, tomei banho com eles, vimos a chuva pela janela. Vida.
~
Passamos ao largo do aspecto consumista da data e nos concentramos no melhor da festa: o imenso prazer da convivência cotidiana num dia dedicado ao ócio amoroso – às vezes até o ócio criativo cansa. Saí de casa só uma vez, rapidinho, pra pegar um DVD do Bob Esponja.
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Miguel, Bruno e eu conversamos bastante com papai por telefone. Papo à toa sobre sapos, cachorros, gatos, natação e fisioterapia, revistas ruins e livros bons, comida, temperaturas no Sul e no Nordeste. Esqueci de lhe perguntar sobre as Olimpíadas. Pra que esgotar o assunto?
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Ando de coração mole. O texto dela sobre o pai me encheu os olhos d’água. O dele, sobre o dia em que chegou seu filho, me lembrou os nascimentos de meus dois meninos e a mudança radical que isso representou ao dar sentido a tudo.
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Há duas semanas, a perda que eles tiveram me apertou o coração. Em Il Morto e Lo Straniero, meu amigo lamenta o sogro recém-partido, e como isso o tornou ainda mais estrangeiro em terras italianas. Sofro junto, mesmo que nunca tenha encontrado esse homem especial.
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Falar em sogros especiais: saudade imensa de meu segundo pai, morto há seis meses. Hoje, debaixo de chuvinha miúda, cavoquei buracos no jardim e no quintal pra plantar palmeiras. Com certeza ele estaria me ajudando e tomaríamos cerveja depois. Estava bem perto, senti.

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