04
Aug08
Blogueiro na China
O Blog do Castiel vai à China. Oba! Vêm aí muitas observações aguçadas sobre essa cultura milenar e o cotidiano desse povo fantástico. Diz o jornalista:
Meu lema será relatar tudo o que passar em frente aos meus olhos, tudo que eu puder escutar e o que minhas narinas captarem. Ao contrário dos chineses, sem exceção.
Aproveitar as brechas e buscar a ampliação do conhecimento é contribuição mais eficaz contra a falta de liberdade que o mero boicote às Olimpíadas.
04
Aug08
Momento confete e serpentina
O que dizer quando uma foto sua é elogiada por um grande fotógrafo e artista do quilate do Caio Cézar? Agradecer efusivamente e continuar clicando.
31
Jul08
Os epitáfios duram mais
Meu amigo Norberto Well, paranaense radicado em Joinville, está lançando hoje o primeiro livro de ficção: Os epitáfios duram mais, em que reúne contos e poemas escritos nos últimos vinte anos. O caderno Anexo, da Notícia, traz matéria hoje. Depois leio e comento.
25
Jul08
Tchau, Natal
Daqui a poucas horas encerro minhas mini-férias em Natal. Dias maravilhosos, que de antemão resolvei encarar sem grandes expectativas, e por isso foram tão bons. Não pude ver nem um décimo dos amigos que gostaria de ter encontrado – e os que encontrei foi rapidamente. Mesmo assim, valeu cada segundo. Ficou um forte gosto de quero-mais, com toda a família e tempo suficiente pra degustar essa cidade incrível com sossego. Zarpo pra Russas, interior do Ceará, onde fico mais um dia com meu pai; e depois pra Fortaleza, de onde pego um vôo pra São Paulo. Novo relato de viagem em data indeterminada.
25
Jul08
Pérolas do passado
Nesta quinta, abri uma caixa de slides que meu irmão André guarda em sua biblioteca. São mais de 500 fotos de família, a maior parte do tempo em que vivemos no Amazonas – finalmente vou poder provar com imagens aquela minha história de que criamos um bicho-preguiça em casa. Há também muitos momentos cotidianos da minha infância e da dos irmãos: escola, casa, viagens de barco, festas juninas na nossa rua em Natal, Copa de 1982… Uma preciosidade, mergulho em cores na história familiar das últimas quatro décadas. Selecionei umas cem fotos pra primeira fase do esforço de digitalização.
À noite saí pra jantar com dois grandes amigos do tempo de colégio Marista, Henio e Jodrian. O tempo voou enquanto secávamos duas garrafas de vinho tinto e degustávamos pastéis de camarão com arrumadinho. Muitas lembranças comuns de fatos triviais e importantes, umas complementando as lacunas das outras. Em certo momento, Jodrian me surpreendeu com um envelope. Lá de dentro, tirou um conto datilografado por mim em 1981 (“O caso Ernesto”) e dedicado a ele, com um agradecimento pelas sugestões de mudanças no enredo. Fiquei surpreso, eu não me lembrava mais de ter escrito aquilo. Pelas linhas que li rapidamente, na época eu estava influenciado por Allan Poe. Em breve vou publicar o conto aqui na íntegra.
24
Jul08
Paris, Natal
Terça à noite saí com quatro amigos dos tempos do jornalismo da URFN: André Alves, Luís Benício, Geider e Solino. Tomamos cerveja de trigo e comemos arrumadinho num bar de Petrópolis, perto da Cultura Inglesa, meu primeiro emprego. Muito legal rever essa turma.
Benício foi com a mulher, Joelma. Ele trabalha no TRT e edita um programa de gastronomia na tevê. O casal tem dois filhos. O mais velho, de 19, mora em Floripa e estuda na UFSC. Isso quer dizer que vamos nos encontrar mais vezes. Fazia mais de dez anos que a gente não se via.
André, poeta e contista de humor peculiar, também é funcionário público. Contou histórias engraçadas sobre o nepotismo e a vagabundagem nas repartições. Desde que saí de Natal a gente tem mantido contato esporádico por correio e e-mail. Foi com a mulher e a sogra (acho).
Geider viveu anos na França, casou com uma francesa e separou, tem dois filhos e mora num sítio na zona sul de Natal. Ele é editor e apresentador do telejornal do almoço na TV Cabugi, afiliada da Globo. Combinamos de um dia desses invadir seu sítio pra fazer festa.
Solino era da chapa de oposição do C.A. quando fazíamos política estudantil. Mas sempre tivemos um relacionamento civilizado, lembra. Chargista talentoso, largou o traço pra se dedicar à publicidade. Ah, o homem estuda japonês e tem dois blogs.
Falamos de muita gente, do rumo que tomaram nossas vidas ali e cá, de carecas e cabelos grisalhos, de ex-professores, de academia e mercado, dos espigões à beira-mar e o dilema natalense “desenvolvimento sustentável versus especulação”, semelhante ao de Floripa…
Eles lembraram de um pacto que tínhamos combinado na faculdade em 84, de nos encontrarmos no ano 2000 ao pé da torre Eiffel em Paris (eu já tinha esquecido essa, mas não importa o lugar, sempre é tempo de se encontrar). Noite agradável embalada pela brisa. Preciso vir mais a Natal.
22
Jul08
Gallo no Cerrado

A partir de hoje, a amiga fotógrafa Cristina Gallo publica a série de fotos Cerrado, com flores do Planalto Central. Três novas imagens por dia ao longo da semana.
22
Jul08
Encontro feliz no calçadão de Ponta Negra
Dia feliz! Eu caminhava com Flávio e João Augusto pelo calçadão de Ponta Negra. De repente ela se materializou na minha frente com um sorriso lindo. Nem sabia que eu estava em Natal e a procurava, com pouca esperança de encontrar seu rastro. Foi uma emoção forte, depois de tanto tempo sem contato – a última vez que falamos tinha sido há um ano e nove meses, por telefone, uma conversa áspera e triste. Pedi pra meus amigos continuarem a caminhada. Descemos pra areia, tomamos água de coco e botamos as pendências em dia – assuntos complicados de família que não interessam aos leitores. Minha irmã me pareceu bem. Mais amadurecida e confiante. Liberta. Combinamos de amanhã ou depois nos encontrarmos de novo, ela vai levar os três meninos à praia. Segui a caminhada com meus amigos, me sentindo leve. Pensando em como é inútil julgar os outros ou pretender que se pode viver a vida pelos outros. Pensando nas voltas que a vida dá pra que as pessoas encontrem seu lugar no mundo.
p.s.: Hoje fiz as pazes com o calçadão de Ponta Negra
22
Jul08
Amigos
Tou há 35 horas em Natal e três amigos já me convidaram pra caminhar no calçadão da praia de Ponta Negra. Ok, adoro caminhar, mas não deixa de ser engraçada essa preocupação dos quarentões com a saúde: nos velhos tempos, me chamavam era pra tomar cana
Pensando bem, a gente suava. Dançando forró (no meu caso, tentando, pelo menos), correndo pra pegar ônibus, fazendo trilhas pra chegar em praias desertas e acampar… As histórias de empurrar carro quebrado dariam um capítulo inteiro da minha fase natalense.
Ontem andei no calçadão com Flávio, amigo-irmão, um dos caras mais zenerosos e desapegados que conheço. Tomamos açaí e falamos de tudo um pouco. Nem parecia que nosso último encontro tinha sido há cinco anos. Com Marcello, no domingo à noite, o mesmo.
Voltar a Natal é um reencontro com minha juventude, com tempos risonhos em que a gente se sentia imortal, em que as amizades eram absolutamente desinteressadas. Tanto é que alguns amigos daquele tempo são os grandes Amigos com letra maiúscula.
A gente olha uns pros outros, se sacaneia (“E aí, gordo? Fala, careca!” “Digaí, tiozinho!”), comenta do colesterol e triglicerídeos, se congratula por sobreviver. E pela alegria do reencontro, sem a ilusão de que vai ser a mesma coisa. Tudo muda o tempo todo.
Hoje mais um queridão, João Augusto, passa aqui. Ontem ao telefone foi engraçado, ele me confundiu com outra pessoa e queria me vender mel. Depois me ligou de volta e rimos. João tá criando abelha no sítio dele, o CDB (Cu de Burro).
Esses são da turma do bairro. Compas de festas e velórios, viagens e carnavais. Os três cruzaram o Brasil pra me visitar em Floripa. Nos próximos dias vou encontrar a turma da escola e da universidade. Alguns não vejo há 23 anos. Mas vamos dar um tempo de calçadão, tá?
14
Jul08







