13
Jul08
Palavra Cantada encerra mostra de cinema
E hoje chega ao fim a 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Foram 17 dias intensos, 106 filmes exibidos para 25 mil crianças, pré-estréias nacionais, debates instigantes, muita pipoca e emoção. Fiz a assessoria de comunicação junto com as amigas e colegas Kátia Klock, Adriane Canan e Cleide de Oliveira, com apoio do Vinicius Muniz no making of. Foi cansativo, mas um privilégio e um grande aprendizado. Tivemos ampla cobertura da mídia e foi nítido o salto de qualidade da Mostra, que acompanho há alguns anos como pai-espectador. É uma alegria imensa ver que o trabalho da Luiza Lins, mãe do evento, ganhou dimensão tão importante pra cultura local e nacional. A onda de beleza gerada em Floripa vai chegar até a Suécia, que em março de 2009 recebe, no Festival de Financiamento de Malmö, um projeto de filme brasileiro selecionado aqui.
Vou guardar muitas lembranças boas desses dias. Do Centro Integrado de Cultura ao Hotel Majestic, de Palhoça aos bairros de periferia, a Mostra irradiou magia pra muitos meninos e meninas que tiveram o primeiro contato com o cinema. Vi lágrimas no rosto de professoras e a alegria com que o pessoal da produção trabalhou pra que o evento tivesse a melhor qualidade possível. Acompanhei a pintura da tela gigante “Eu no mundo” pelas crianças da comunidade Chico Mendes, na oficina Palavra Pintada. A maneira bonita como elas foram desarmando suas couraças em meio a atividades de massagem, dança e canto. O sorriso orgulhoso da meninada que fez a oficina de dublagem ao ver exibido o seu trabalho pro público. O insight dos participantes da oficina de flipbook ao se darem conta, nos bloquinhos de papel, de como funciona a ilusão de ótica do cinema. É um evento em que os sonhos e esperanças ganham posição de destaque. Uma delas, a de que as crianças brasileiras possam ver cada vez mais sua própria cultura nas telas de cinema e tevê. “É uma questão de segurança nacional”, disse alguém num dos debates. A gente chega lá.
Três momentos especialmente marcantes pra mim: o comentário da querida amiga Gilka Girardello, professora da UFSC, de que só vamos perceber todo o alcance da Mostra daqui a vinte anos, quando essa platéia de crianças e adolescentes estiver adulta, produzindo e criando; Alemberg Quindins, da Fundação Casa Grande, com seu sotaque cearense que me é tão familiar, lembrando que a infância é um estado de espírito e que ele, aos 42 anos, tem um quarto de brinquedos e almoça e janta pra esperar a sobremesa; e os olhos azuis brilhantes da Heleninha Gassen, atriz do curta Leste do Sol, Oeste da Lua (de Patrícia Monegatto Lopes), ao me contar que tem vontade de trabalhar em cinema ou televisão quando crescer. Foram dias bem felizes e encantados. A Mostra encerra hoje com o anúncio do melhor filme escolhido por júri infantil e com duas apresentações do novo espetáculo do grupo Palavra Cantada, com nome bem adequado a esta celebração da diversidade cultural: Carnaval.
Fotos: Cleide de Oliveira
p.s.: O filme vencedor da Mostra foi O mistério do cachorrinho perdido, do diretor paulista Flávio Colombini.
p.s.2: Galeria de fotos do show do Palavra Cantada (por Cleide de Oliveira).
13
Jul08
Arre égua, que Google Maps que nada
Anacris conta sua pequena aventura de se perder no trânsito de São Paulo, em que as orientações de porteiros nordestinos foram mais úteis que o Google Maps. Em nome dos nordestinos, agradeço os elogios
07
Jul08
Caio Cambalhota de volta à blogolândia
Caio Coletivo Operante Cezar está de volta ao universo blogueiro com seu Cambalhota, espaço de rodopios, arremessos e cruzcredinhagens. Ah, e também de chamirrinealidades múltiplas.
04
Jul08
O som pop de Floripa nos anos 90
Finalmente está na web, pelas mãos do Ulysses (Esquerda Festiva), o vídeo Sete Mares e uma Ilha, produzido em 1999 pela doutora em Psicologia Social Kátia Maheirie e pelo jornalista André Gassen. O documentário apresenta sete bandas que embalaram o cenário musical pop de Floripa nos anos 90: Dazaranha, Tijuquera, Stonkas y Congas, Phunky Buddha, Iriê, Primavera nos Dentes e Rococó ( que se tornaria John Bala Jones). São músicas bem evocativas. Quem curtiu a noite ilhoa nessa época certamente já ouviu alguma ou várias dessas bandas. Boa parte desses músicos continua na ativa.
p.s.: Dedico este post ao Philo Ranks, meu amigo de Trinidad e Tobago com quem dividi casa por um tempo e que foi vocalista dos Stonkas.
02
Jul08
26
Jun08
Cochilos nas nuvens
Deu na AFP: Pilotos dormem e avião vai parar em outra cidade na Índia. Meu amigo Marques Casara, na lista Salinha do C.A., aproveitou pra contar outra:
Essa matéria me fez lembrar de uma história de avião.Em 2002, peguei um monomotor em Macapá com destino a uma aldeia no Oiapoque. Fui sentado ao lado do piloto e os quatro caras da equipe de filmagem nos bancos de trás.
Decolamos ao amanhecer. A equipe pegou no sono em menos de 10 minutos. Também resolvi cochilar. O piloto tinha colocado o avião no automático e abriu uma revista. Quando acordei, o piloto tava babando em cima da revista, dormindo sono solto. Avião no automático. A equipe, de ressaca, roncando na parte de trás.
Olhei pela janela, um oceano verde do lado de baixo, um mar azul do lado de cima, tempo bom, sol no horizonte. O avião tava nivelado no rumo Norte. Encostei a cabeça na vidraça e continuei a soneca.
Acordei com o piloto fazendo uma curva à esquerda, posicionando para pouso. Deu um rasante e arremeteu. O avião tremeu todo, parecia que ia desmontar.
O que houve? – perguntei.
Antes de pousar em pista perto de aldeia, a primeira vez a gente dá um rasante, pros índios se assustarem e saírem do meio da pista – explicou o comandante, ainda com cara de sono.
Deu a volta e pousou. Os índios cercaram o avião. O cinegrafista acordou com a algazarra das crianças querendo entrar na cabine. “Nossa! Já chegamos? Que rápido!”, disse ele. O resto da equipe continuava dormindo.
19
Jun08
Demissão coletiva na Caros Amigos
A jornalista Elaine Tavares, colaboradora da Caros Amigos, escreve sobre a demissão coletiva que fez a revista murchar feito um balão furado. Azedou o clima depois da morte do editor Sergio de Souza. A demissão do secretário de redação Thiago Domenici, “por telefone e sem direito a aviso prévio”, desencadeou um efeito dominó de gente pedindo pra sair em solidariedade ao colega. Entre eles meu amigo e brilhante repórter Fernando Evangelista, em quem já falei algumas vezes aqui. Dá uma pontada de tristeza ver um projeto editorial como esses ir pro saco. Mas assim é a vida. Como diz a Elaine, essa galera que está de saída vai parir o novo.
15
Jun08
Vida de frila
Maurício Oliveira dá adeus definitivo ao finado blog Fogo-Fátuo e abre o blog temático Vida de frila, em que vai contar as aventuras e desventuras de seu dia-a-dia de repórter. Bem-vindo de volta.
14
Jun08
13
Jun08
Impressões do Norte

A amiga (e possivelmente prima) Gabriela Veras, manezinha da Ilha que emigrou pro Canadá há alguns anos, relata a inusitada experiência que está vivendo numa temporada de trabalho no norte do país, região que conheceu agora. Pelo que ela conta, deve ser desses lugares que parecem de documentário da National Geographic.
Ola pessoal…Para quem nao sabe, estou em Yellowknife trabalhando num contrato de 4 semanas para a CBC (televisao). E para quem nao sabe, Yellowknife is a capital do Northwest Territories, e fica bem no norte do pais, a 400 quilometros ao sul do circulo polar artico. Tou adorando a experiencia e gostaria de compartilhar com voces um pouco de fatos e das minhas primeiras impressoes… Jah que esse lugar parece um outro planeta!!!- os tres territorios canadenses (Northwest Territories, Yukon e Nunavut) juntos sao quase a metade do Canada, mas tem um populacao de apenas 100 mil pessoas.- os territorios estao para o Canada assim como a Amazonia estah para o Brasil.- a cidade de yellowknife tem menos de 20 mil pessoas e parece que todo mundo tem um cachorro peludao, do tipo husky.- metade da populacao do territorio aqui eh aborigena.- nesta epoca do ano nunca escurece, de fato, na semana que vem (dia 21) vai ser o solsticio de verao, quando eh o dia mais longo do ano e acontece o sol da meia noite.- eu tou tao fascinada, que nas minhas primeiras noites aqui eu acordei a cada uma hora soh para checar se estava escuro lah fora. E nunca estava…- parece meio dia quando vou dormir, e parece meio dia quando acordo as 5:40 da manha. O sol estah sempre brilhando.- o povo aqui eh super relax. As mulheres nao usam maquiagem, salto alto ou cabelo alisado. Os homens parecem que acabam de voltar de um fim de semana de acampamento. Eh interessante ver as pessoas sem os difarces de super herois que normalmente a gente ve nas grandes cidades.- aqui tem de tudo, mas apenas um: um wallmart, um banco de cada, uma televisao (CBC), uma radio (CBC) e um jornal.- a estrada para o norte de Alberta (olhem no mapa) acaba aqui em Yellowknife. Existem outras comunidades mais ao norte, mas soh dah para chegar lah de aviao. Eh comum ver aqueles avioes que posam na agua. No inverno, quando tudo congela, dah para ir de carro a alguns lugares.- as pessoas andam aqui com spray para urso, em caso de um encontro inesperado pelo caminho.- o lugar eh rochoso e existem poucas arvores. Nada dah aqui. Tudo tem que ser trazido do “sul”.- a economia eh baseada na mineracao de ouro e mais recentemente, de diamantes. Yellowknife eh a “Capital do Diamante da America do Norte”.- dah para circular a cidade de carro em menos de 10 minutos- ninguem usa endereco para nada, nem nos press releases…eh o predio tal, que fica do lado da loja tal, em frente do restaurante tal… assim que todo mundo se acha.- o suburbio fica a tres quadras do centro da cidade.- e o melhor: no meu trabalho, todo mundo tira uma hora de almoco. Fazia um tempao que eu nao deixava a minha mesa para almocar…Mesmo com tantas diferencas, jah estou me apaixonando pelo lugar!Beijos a todos,gabi









