13
Oct08
12
Oct08
Uma tarde com Myltainho
Meu agradecimento público ao amigo Fernando Evangelista, professor do curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá, por ter me convidado a participar de um atividade extra-classe especial na tarde de ontem. Fomos numa turma de vinte e tantas pessoas, a maioria estudantes da sexta fase, visitar o jornalista Mylton Severiano. Myltainho, como é mais conhecido, tem mais de quarenta anos de atividade profissional nos mais diversos meios, entre eles a revista Realidade, um marco na história da reportagem no Brasil (semana passada publiquei aqui uma historinha deliciosa que ele contou ao Luiz Maklouf Carvalho sobre os bastidores da revista).
Tarde chuvosa, tocamos em carreata pro Ribeirão da Ilha. Myltainho, 68 anos, mora em Floripa há cinco, numa simpática casinha verde e amarela no alto do morro, rodeada de mata e com uma vista espetacular pra Baía Sul. De segunda a sexta ele trabalha em São Paulo como editor-chefe da revista Caros Amigos – função em que substituiu o recém-falecido Sérgio de Souza. Nos fins de semana se refugia em seu cantinho com a mulher e três cachorros, um deles com três pernas. Num varandão em L nos aboletamos em cadeiras, sofás e no chão de madeira pra ouvir o mestre – e sabatiná-lo com perguntas, algumas incômodas. Afinal, como ele próprio enfatiza, a boa reportagem incomoda, é subversiva. Por isso há tão poucas hoje na grande mídia.
Por quatro horas ouvimos histórias saborosas sobre sua passagem pela Quatro Rodas, Realidade, Bondinho, Rede Globo, Folha, Estadão e vários outros. Os dribles que ele e seu grupo davam na censura da ditadura; as concessões que às vezes foi preciso fazer para conseguir publicar matérias; a aventura dos repórteres de Realide pelos rincões do país, fazendo história no jornalismo brasileiro sem se darem conta disso. Com voz baixa e pausada, sem qualquer sombra de empáfia “sabe-tudo”, Myltainho nos capturou com relatos envolventes. De vez em quando despertava gargalhadas ao contar alguma anedota pincelada por palavrões. Os temas saltavam de um pra outro sem lógica rígida, com as digressões próprias de uma conversa entre amigos.
Quando vimos já era noite. O papo estava tão bom que, entre despedidas e fotos, levamos uma meia hora pra ir embora. E mais não preciso contar porque a entrevista completa vai ser publicada pelos estudantes da Estácio, aguardem.
p.s.: Conheci duas blogueiras com quem eu já tinha esbarrado na web: a Bel (Quiet Things That No One Ever Knows), moça irônica de texto afiado de quem eu tinha comentado há poucos dias, e a Flora (EcoFlora), que tem o nome adequadíssimo ao que gosta de fazer, fotografar a natureza.
07
Oct08
O OVNI do Morro das Pedras
Pedi e Maurício compartilhou o relato sobre o OVNI no Vida de Frila. Acredite se quiser.
06
Oct08
Mesa comprida
No sábado chuvoso fomos na festinha de aniversário do Maurício, um cara tão legal que devia se chamar BOMrício (essa é velha, mas não resisto). Almoço no Deca, restaurante manezinho de frutos do mar na beira da Lagoa. A mesa comprida tava cheia de calor amigo. Tivemos que sair cedo porque eu precisava trabalhar num roteiro. A meu pedido (eu já conhecia a história), a Cris e o Maurício contaram pro Miguel o episódio, acontecido há alguns anos, em que eles viram um Objeto Voador Não-Identificado no mirante do Morro das Pedras. Deixo pra eles contarem nos seus blogs.
06
Oct08
Botelheco: Ciro Gomes e um cigarro
Historinha muito boa sobre Ciro Gomes e um cigarro, no Botelheco – blog que o amigo Diógenes Botelho, nosso correspondente para asssuntos aleatórios em Brasília, resolveu ressuscitar, pra alegria dos leitores.
28
Sep08
Dois blogs de fotojornalistas
Dois blogs criados faz pouco por amigos fotojornalistas, Júlio Cavalheiro e Hermínio Nunes. Grande presente pra quem curte foto e arte.
23
Sep08
23
Sep08
Chegadas: Gabriela
Chegou Gabriela Armendano, filha dos amigos Joice e Leandro. Ela nasceu na Maternidade Santa Luiza, na Praia Brava, entre Itajaí e Balneário Camboriú. Vida longa e feliz pra esse serzinho iluminado.
17
Sep08
Festa de dois anos de Clube da Luta

Confesso uma grande lacuna cultural de tempos recentes: nunca fui a nenhum show das bandas que formam o Clube da Luta. O que conheço delas é pelas conversas com os amigos, de ouvir no rádio (hoje mesmo tive uma canjinha na Udesc FM) e pela internet – o suficiente pra descobrir que a cena musical alternativa de Santa Catarina está recheada de coisa boa.
O surgimento do Clube da Luta coincidiu com minha reentrada no “clube da troca de fraldas”, que me transformou num ser diurno. Mas sou apoiador entusiástico dessa idéia de estimular a produção de música autoral. Agora a iniciativa completa dois anos com um festaço. Passo a palavra ao queridíssimo Caio Cezar, um dos cabeças do movimento:
Muitos não acreditavam, outros achavam que era algo passageiro, mas o projeto Clube da Luta SC comemora dois anos de saudáveis disputas nesta sexta-feira (19) com uma mega festa na Célula – núcleo da cultura alternativa em Florianópolis – trazendo apresentações de Carlos Trilha, Clube da Luta All Stars e Superpose.Criado em Florianópolis no ano de 2006 com o objetivo de movimentar a produção de música autoral de SC, o Clube da Luta SC tem como principal regra: você não faz músicas que não são suas.
Nestes dois anos de história, o projeto tornou-se sucesso de público, com lotação máxima em todas as sextas na Célula, e tem realizado edições extras, como a participação no principal Festival de Música Pop do Sul do País, o Planeta Atlântida, no Festival de Outono da Lagoa e em outras cidades do Brasil, como o Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. “Aos poucos vamos mostrando a cara da cena musical de Floripa, que apresenta muita qualidade e profissionalismo, é rock com peixe frito” , brinca Ulysses Dutra, membro do conselho do Clube.
O êxito desta iniciativa coletiva de diversos músicos e produtores está ligado à forma como vem se trabalhando as edições do projeto. As 14 bandas associadas trabalham cooperativamente na divulgação da festa, visando somar os públicos. “Hoje as pessoas não estão preocupados com a atração da noite, elas vão ao Clube da Luta ver música autoral, independente de quem seja”, afirma Maurício Peixoto, da banda Aerocirco, que complementa: “mesmo que minha banda não toque, nós divulgamos o evento como se fosse pra nós”.
Na comemoração desta sexta-feira, as bandas do Clube estarão representadas pelo Clube da Luta All Stars, quinteto formado para tocar as músicas dos grupos que fazem parte do projeto. A noite ainda contará com a apresentação do duo Superpose, que vem se destacando no cenário de música autoral eletrônica do país. Fechando a noite com chave de ouro, o Clube da Luta trás a SC, o músico e produtor, Carlos Trilha, que destilará o melhor do seu novo trabalho, “Retrotech”.
Carlos Trilha é natural de Florianópolis, inicio sua carreira com a extinta banda Tubarão, nos anos 80. Já trabalhou com diversos nomes da música nacional, como Léo Jaime, Kid Abelha, Lobão, Leoni, Autoramas, Legião Urbana, onde também produziu e arranjou o último disco solo de Renato Russo, intitulado “The Stonewall Celebration Concert”. Atualmente, Trilha acompanha a cantora Marisa Monte na tour do disco Universo Particular.
FESTA CLUBE DA LUTA – ANO 2
quando: 19 de setembro de 2008 – sexta feira
onde: Célula
Ingressos: antecipados a R$ 15,00 – loja guitarland – centro Fplois – rua tenente silveiraCLUBE DA LUTA é: tijuquera – john bala jones – samambaia sound club – missiva – andrey ea baba do dragão de komodo – gubas – coletivo operante – aerocirco – os berbigão – kratera – da caverna – maltines – luciano bilu – luiz meira – gente da terra – e muitos outros!
17
Sep08
Som pra criançada
A amiga AnaCris, editora do ClicRBS em Santa Catarina, criou uma estação temática no blip.fm só com colocar músicas pra crianças. E aceita sugestões dos ouvintes. Todo dia tem música nova. Confira em http://blip.fm/criancada









