Posts com a categoria ‘artes’

06

Sep

14

Duke e a intolerância

charge_duke_2014-09-06

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01

Jan

14

DVeras Awards 2013: séries de TV

Dezembro passou voando e já chegamos a 2014, mas ainda temos DVeras Awards. Não sou muito de ver séries de TV, mas em 2013 tive a oportunidade de acompanhar algumas de alto nível. Seus roteiros, casting e fotografia nada deixam a dever às boas produções cinematográficas. Gostei destas em especial:

4) Lilyhammer é uma divertida produção ficcional norueguesa sobre um mafioso de Nova York – interpretado pelo ator e músico Steven Van Zandt – que delata um chefão e se refugia nessa pequena cidade nórdica. A primeira temporada da série estreou em 2012 e foi vista por quase um milhão de pessoas na Noruega, um quinto da população do país. Depois de uma pausa para Van Zandt participar da turnê de Bruce Springsteen, foi gravada a segunda temporada e a terceira deve começar a ser produzida este mês. Lylehammer é a primeira série original da Nefflix, empresa americana de TV por internet. Ponto alto: as estranhezas do choque entre culturas bem distintas.

3) The Newsroom é uma série da HBO que mostra os bastidores de uma emissora noticiosa de TV a cabo. Gostei do ritmo rápido, com diálogos mordazes e inteligentes, e da representação mais ou menos fiel do estresse do jornalismo diário, com dilemas que precisam ser resolvidos de imediato e quase sempre são esquecidos no dia seguinte (a “cachaça” do jornalismo). Os episódios enfocam temas de relevância nacional (deles, americanos) e internacional, além das questões profissionais e pessoais dos jornalistas e empresários da comunicação – namoros, puxadas de tapete, alianças, chantagens, traições. Jane Fonda faz uma ponta como dona do canal.

2) House of Cards conta a história de um ambicioso congressista americano que, junto com sua mulher, faz manobras políticas escusas para passar a perna nos desafetos e conquistar o poder. Kevin Spacey está em excelente forma, destilando cinismo por todos os poros. Há uma personagem coadjuvante que vale a menção: uma jornalista que dá tudo de si pra conquistar a fonte privilegiada no Congresso e ascender na carreira. Produzida pela Netflix, House of Cards é uma adaptação de um romance homônimo e de uma série britânica.

E o campeão incontestável do ano nesta categoria é…

1) Breaking Bad. Essa história sobre um professor de química que se descobre com câncer e decide fabricar metanfetamina tem sido referida como a melhor série de TV de todos os tempos. E não sou eu quem vai dizer o contrário. Assisti do início ao fim e tiro o chapéu pro argumento, pro roteiro, pra “química” entre os atores, pra trilha sonora e pra fotografia de alta qualidade. Breaking Bad foi criada e produzida por Vince Gilligan para o canal americano AMC. Cada episódio é uma pequena obra-prima bem encadeada nos demais. Aqui e ali há algumas forçadas de barra na verossimilhança, mas a competência com que o público vai sendo conquistado ao longo da narrativa faz esses escorregões se tornarem irrelevantes. A trajetória do pacato Walter White até se transformar no temível Heisenberg fisga o espectador como os melhores folhetins vêm fazendo ao longo dos séculos (curiosidade: em Portugal a série foi traduzida como Ruptura Total). Bryan Cranston, que interpreta o protagonista, já amealhou vários prêmios. Talvez o mais expressivo tenha sido informal: uma carta enviada por Anthony Hopkins, elogiando seu trabalho e dizendo que Cranston é o melhor ator que já conheceu. Desde já, um clássico que trouxe vida inteligente às telas.

Em tempo: se você ainda não viu ou está começando a ver Breaking Bad, uma dica é acompanhar também o podcast That is Veggie Bacon, gravado por um grupo de amigos brasileiros ao longo da série pra comentar os episódios que acabaram de assistir. Muito bom.

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08

Dec

13

DVeras Awards 2013: filmes

Em 2013, vi poucos e bons filmes. Ranqueá-los é sempre um desafio. O Grande Gatsby faz justiça ao romance de Fitzgerald – e espero que leve muitos espectadores a ler o livro. Django Livre trouxe Tarantino em boa forma, mesmo que suas reiteradas homenagens e autorreferências tenham me dado a sensação de déjà vu. Gostei de A hora mais escura. Os clichês de uma história que supervaloriza o papel herói (no caso, heroína) não conseguiram estragar as partes boas, como a abordagem das torturas de prisioneiros pela CIA. O voo é bem contado e visualmente bem feito, mas escorrega pra fórmula “julgamento” e “redenção”. Bom, vamos aos finalistas. Eu veria os três novamente com o maior prazer.

3. Gravidade. História tecnicamente bem realizada sobre superação e desapego. E mais, uma aventura envolvente, de tirar o fôlego. De todos os filmes em 3D que vi até hoje, é o que melhor emprega essa tecnologia a serviço da narrativa. Conquistou seu lugar entre os clássicos sci-fi.

2. O som ao redor. Cinema de primeira qualidade, vai representar o Brasil muito bem por onde passar. Os ecos de Casa Grande e Senzala no cenário urbano recifense do século 21 fazem da obra de Kleber Mendonça Filho uma fruição preciosa. Filme fundamental pra quem quer compreender melhor o nosso país.

E o escolhido do ano é…

1. As vantagens de ser invisível. Vi numa tarde qualquer de domingo, sem grandes expectativas. E à medida que a história avançava, fiquei encantado com esse filme, que é muito mais que uma “história de adolescente americano de classe média e seus ritos de passagem para a idade adulta”. Emma Watson está soberba e o restante do elenco não deixa nada a dever. A trilha sonora é uma viagem no tempo e o roteiro foi lapidado com sensibilidade. Mais não digo, pra não estragar o prazer da sua descoberta.

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24

Sep

13

O som ao redor

Vi e gostei demais de “O som ao redor”. Uma crônica urbana sutil sobre o Brasil “Casa Grande e Senzala” do século 21, que se passa num bairro de classe média do Recife. Nasci e passei parte da infância na capital pernambucana, então o filme me despertou vários flashbacks e identificações (mas não é preciso ser nordestino pra ter a mesma impressão, acho). Longe de ser um panfleto, é um retrato do encontro do velho com o novo. Das relações sociais que parecem mudar, mas continuam as mesmas, e das que tinham tudo pra não mudar, mas evoluem. Pra quem ainda não viu, esta observação do José Geraldo Couto pode evitar frustração de expectativas: “Depois de tanto aplauso e elogio, muitos espectadores talvez entrem no cinema esperando ver algo espetaculoso (como foram Cidade de Deus e Tropa de elite, por exemplo). E a qualidade maior de O som ao redor é, justamente, a sutileza, o subtom, a entrelinha”.

 

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30

Nov

12

Tela a presença

Compartilho o convite pro lançamento do livro do Lau Santos.

Sobre o livro:
A obra é referência para futuras reflexões sobre o papel do ator diante da câmera. Fruto de uma pesquisa de mestrado no Programa de Pós-graduação em Teatro (PPGT) da Universidade do Estado de Santa Catarina (onde cursa o doutorado), o livro expande de forma crítica os olhares sobre a utilização de câmeras, telas e outros dispositivos audiovisuais.
De acordo com o diretor do Bando de Teatro Olodum e ex-secretário de cultura de Salvador, Marcio Meirelles, “Este trabalho de Lau Santos sobre a presença é motivado exatamente pela ausência – pelo menos escassez – de reflexão sobre um tema dramático nestes tempos de teatro pós-dramático: o diálogo que existe, desde sempre, entre teatro e tecnologia. E é dramático porque talvez dessa reflexão dependa a sobrevivência da eficácia da linguagem”.

Sobre o autor:

Lau Santos é conhecido pela montagem de Tragos, na década de 80, trazendo para o Estado as experiências da obra de Antonin Artaud. Mais tarde, dirigiu espetáculos e experiências audiovisuais na Europa e no Brasil. Aqui em Santa Catarina, uma de suas experiências cênicas mais marcantes foi a criação e direção de Catarina: uma ópera da ilha (1997). Em 2011, criou e dirigiu o projeto experimental Cine-ao-Vivo.Atualmente, é diretor do NAN (Núcleo de Atores Negros de São José).
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27

Sep

12

Fotossensível

O curta-metragem Fotossensível, disponível para ver e baixar no site Filmes que Voam, é uma reflexão delicada sobre a memória e o tempo, a partir das filmagens cotidianas e lembranças que a diretora Cristina Kreuger guarda de sua família. Neta de suecos, nascida em Itajaí há 25 anos, a cineasta recuperou imagens amadoras feitas por seu avô na década de 1940 com uma câmera 16 mm, e depois por seu pai em uma Super-8. Nesta entrevista, Kike, como é conhecida pelos amigos, conta como foi o processo de criação e produção.

O trailer do filme:

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06

Aug

12

BB King e Celso Blues Boy

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18

Jul

12

On The Road no cinema

Vi ontem On the road, a adaptação de Walter Salles do famoso livro de Jack Kerouac. Inevitável comparar as duas obras, mesmo correndo o risco de cometer uma injustiça com o filme (gostaria de saber a opinião de quem o viu, mas ainda não leu o romance). Reconheço o mérito de Salles pela coragem de ter encarado o projeto de levar pra telona um dos ícones da literatura americana. Botar a cara a tapa merece o nosso respeito. E o resultado está longe de ser um fracasso. Ficou bacana, bem realizado. Mas…

Confesso que o filme não me fisgou pela emoção, ao contrário do efeito arrebatador e apaixonante do romance de Kerouac. O filme é tecnicamente sofisticado, fiel à história, as locações são lindas, os atores convencem, o ritmo é ágil como o jazz que embalou aquelas aventuras. Mas faltou algo que é até difícil definir. É como comparar a euforia de estar na estrada com a descrição da euforia. Talvez tenha faltado um mergulho mais radical na psicologia de Sal e Dean. E você, o que achou?

 

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03

Jul

12

The Beatles on the toilet

Meu amigo Henio Bezerra, engenheiro, pintor e fã dos Beatles, entre outras coisas, gravou esta stop-motion de homenagem aos Fab Four no banheiro da casa dele. Foram dois meses de trabalho e aproximadamente 9 mil fotos. Os acordes iniciais de piano são dele próprio. Veja como ficou legal.

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26

Jun

12

8º Encontro do Cinema Infantil discute distribuição

Mais um release da Mostra.

Falta de leis que priorizam o cinema nacional, exibidores que privilegiam o cinema norte-americano e ocupação do mercado pelas distribuidoras estrangeiras. Essas são algumas questões que impedem uma distribuição mais eficiente do cinema produzido no Brasil e vão estar na pauta do 8º Encontro Nacional de Cinema Infantil, que ocorre no sábado, dia 30, das 8h30 às 12h30, no Majestic Palace Hotel, em Florianópolis.

Com o apoio do Sindicato da Indústria do Audiovisual de Santa Catarina (Santacine), o Encontro faz parte da programação da 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Participam os distribuidores Marco Aurélio Marcondes e Abrão Scherer, a diretora da Agência Nacional de Cinema (Ancine) Vera Zaverucha, a secretária do Audiovisual do MinC Ana Paula Santana e a diretora Celia Catunda, que vão debater o tema Desafios Criativos: Distribuição e Conteúdo. A mediação é de Luiza Lins, diretora da Mostra.

No Encontro serão apresentadas algumas alternativas que têm se mostrado eficiente. Uma delas é o edital da Ancine de distribuição internacional de cinema brasileiro, que está em sua quarta edição. O concurso deste ano, cujas inscrições encerraram no dia 3 de junho, vai contemplar dez projetos de U$ 25 mil, sendo que US$ 15 mil são provenientes do Programa Cinema do Brasil e US$ 10 mil do Ministério das Relações Exteriores.Entre os filmes que já foram beneficiados pela premiação em edições anteriores estão Tropa de Elite 2, distribuído na Polônia, Sonhos Roubados, na França, eEstômago, em Portugal, entre outros.

Para Marco Aurélio, “uma das questões chaves da indústria do audiovisual é colocar os filmes ‘viajando’. Exibi-los de forma sistemática mundo a fora’. Ele é um dos organizadores da Nossa Distribuidora, criada por sete produtoras que detém as maiores bilheterias do Brasil e que incluem títulos como Tropa de Elite, Dois Filhos de Francisco, Se eu Fosse Você eCidade de Deus. Na política da Nossa Distribuidora, é possível reduzir os custos de comercialização de filmes no mercado nacional e também colaborar para o aumento da competitividade do filme brasileiro e das empresas nacionais.
O quê: 8º Encontro Nacional de Cinema Infantil
Quando: Sábado (30), das 8h30 às 12h30
Onde: Hotel Majestic. Avenida Beira-mar Norte, 2.746, Centro, Florianópolis.
Quanto: Gratuito

 

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