Posts com a tag ‘livros’

26

Mar

07

Niki, um livro que vai circular

Tou lendo Niki – a história de um cão, do húngaro Tibor Déry. Presente do Raulzito. É um livro fininho e tocante sobre a amizade de uma cadela por seus donos, um casal que vive em Budapest dos anos 50. O engenheiro vira preso político e passa mais de um ano fora de casa, pra sofrimento da mulher dele e de Niki. Raulzito me enviou um bilhete em que coloca uma condição pra me dar o presente: depois de ler, devo passar pra Laura, pra Gustavo e Aline e pra Frank e Ana, todos apaixonados por bichos: “Vamos distribuir emoções por aí, oferecendo a eles este deleite”.

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26

Mar

07

Homenagem a Ademir Rosa

Nesta quarta 28, às 19h, na Assembléia Legislativa, em Floripa, vai ser lançado o livro Ademir Rosa: paixão pela arte, paixão pela vida. É uma obra coletiva com 22 textos em homenagem ao ator e dramaturgo que dá nome ao teatro do Centro Integrado de Cultura. O livro é organizado por Pedro Uczai e editado pela amiga Adriane Canan.

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20

Mar

07

A sapinha meiga

Amanhã às 19h, na livraria Livros & Livros, Regina Carvalho lança o livro infantil A Sapinha Meiga, com ilustrações de Clóvis Geyer. Regininha foi minha professora de redação no curso de jornalismo. É uma mulher queridíssima e talentosa com as letrinhas. Clóvis foi meu colega de trabalho no Diário Catarinense e vizinho no sul da Ilha. Grande figura. Fico contente que essa parceria rendeu. A livraria fica na rua Gerônimo Coelho, 215, Centro, Floripa.

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18

Mar

07

Anotação de leitura: o prazer de viajar de trem

O livro é saboroso, Ivan. Até o momento já viajei com o autor, sem sair da poltrona, por ferrovias inglesas, francesas, suíças, italianas, iugoslavas (o livro é de 1975), búlgaras, turcas, iranianas, afegãs, paquistanesas e indianas. Theroux tem senso de humor sem ser gaiato. Faz observações afiadas sobre a cultura dos países por onde passa, se coloca em cena de maneira discreta mas essencial e nos apresenta personagens incríveis ao longo da jornada. Aliás as paisagens são acessórios nesse relato. A gente é o que mais importa. Trecho:

“Não se espera nada de um passageiro de trem. Em um avião, está-se condenado a viajar horas em uma cadeira estreita; os navios requerem bom humor e sociabilidade; e quanto aos automóveis e aos ônibus, é melhor evitar comentários. O vagão-leito é a forma mais agradável de viajar. Robert Louis Stevenson escreveu em Nos Mares do Sul:

‘Isso me parece ser o atrativo principal das viagens de trem. Ganha-se velocidade tranqüilamente, e o trem perturba tão pouco as paisagens pelas quais passamos que nosso coração enche-se com a placidez e a serenidade do local; enquanto o corpo é transportado na cadeia veloz dos vagões, os pensamentos param, conforme seu capricho, nas estações pouco freqüentadas.’

Paul Theroux, O Grande Bazar Ferroviário, p. 116.

~

E por falar em trens… Raramente publico fotos em que apareço. Não por modéstia deste escriba bonito e joiado. É que me sinto mais confortável atrás da câmera, prefiro compartilhar o que vejo. Uma das exceções que mais gosto é esta tirada na janela de um trem italiano (1997), que só fui ver depois do filme revelado. Estado de espírito semelhante ao dos viajantes acima, captado pela Laura num clique feliz.

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15

Mar

07

A Terra vista pelos livros

A Terra vista pelos livros

Pra quem gosta de livros e de se divertir com a apresentação gráfica de dados, mais uma da turma do Google: o engenheiro de software

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11

Mar

07

De trem pela Ásia

Início de leitura: O grande bazar ferroviário: de trem pela Ásia. Quem escreveu, em 1975, foi o americano Paul Theroux, um apaixonado por trens e por viagens. Com essas duas coisas fortes em comum entre mim e o autor, dificilmente vou deixar de gostar. A indicação é do amigo Antonio Rocha, citado há poucos dias (O postal de Cingapura), ator, mímico e contador de histórias que vive on the road (e in flight) por prazer e necessidade profissional. E também ama os caminhos ferroviários. Pra começar, uma das epígrafes:

...a primeira condição de um pensamento correto é a sensação correta – a primeira condição para compreender um país estrangeiro é sentir seu cheiro…
T.S. Eliot, Rudyard Kipling

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10

Mar

07

O jogo da amarelinha, últimos capítulos (2)

132
Nos cafés recordo-me dos sonhos, um no man´s land suscita o outro; agora mesmo estou recordando mais um, mas não, recordo apenas que devo ter sonhado algo de maravilhoso e que no final sentia-me como que expulso (ou fugindo, mas à força) do sonho que irremediavelmente ficava atrás de mim. Não sei, inclusive, se uma porta se fechava atrás de mim, creio que sim; na realidade, estabelecia-se uma separação entre o já sonhado (perfeito, esférico, concluído) e o agora. Mas eu continuava dormindo, também sonhei com essa expulsão e a porta se fechando. Uma única e terrível certeza dominava esse instante de trânsito, dentro do sonho: saber que irremissivelmente essa expulsão continha o esquecimento total da maravilha prévia.
(…)
Tudo terá, imagino, uma raiz edênica. Talvez o Éden, como dizem por aí, seja a projeção mitopoética dos bons momentos fetais que pervivem no inconsciente. De repente, compreendo melhor o gesto de Adão de Masaccio. Cobre o rosto para proteger sua visão, o que foi seu; guarda nessa pequena noite manual a última paisagem do seu paraíso. E chora (porque o gesto é também o que acompanha o pranto) quando entende que tudo é inútil, que a verdadeira condenação é aquilo que já está começando: o esquecimento do Éden, ou seja, a conformidade bovina, a alegria barata e suja do trabalho e o suor na testa e as férias pagas.

Julio Cortázar

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10

Mar

07

Coisas


“Só existem duas coisas importantes para saber na vida:
1. Nunca se preocupe com as coisas pequenas;
2. Todas as coisas são pequenas”.

O avô de Daniel Munduruku, em Meu avô Apolinário – um mergulho no rio da (minha) memória. Studio Nobel, 2001.

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07

Mar

07

Túnel do tempo

Um prato cheio pros historiadores e pra quem gosta de reler as palavras que soltou ao vento: a Wayback Machine já arquivou 85 bilhões de páginas web publicadas desde 1996 até há alguns meses. Fiz um teste com versões antigas deste blog. O resultado veio com muitas lacunas, mas consegui rever textos que achava perdidos pra sempre. Aproveitei pra recuperar algumas resenhas que escrevi em 2001 pra Editora Rocco quando morava no Rio – livros de Tom Wolfe, Gore Vidal, Julian Barnes e outros. Os links estão aí na coluna do lado, em Letras.

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06

Mar

07

O jogo da amarelinha, últimos capítulos

105
(…)
Penso nesses objetos, nessas caixas, nesses utensílios que aparecem às vezes em galpões, em cozinhas ou esconderijos, e cujo uso já ninguém é capaz de explicar. Vaidade de crer que compreendemos as obras do tempo: o tempo enterra seus mortos e guarda as chaves. Somente nos sonhos, na poesia, no jogo – acender uma vela, andar com ela pelo corredor -, aproximamo-nos às vezes do que fomos antes de ser isto que ninguém sabe se somos.

Julio Cortázar

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