Posts com a tag ‘crônicas’

10

Sep

07

A boa ação do domingo

Salvei a vida de uma rolinha. Ela já estava com a cabeça inteirinha dentro da boca do Branquito, que se preparava pra completar o serviço. Segurei por trás do pescoço dele, forcei sua mandíbula e a peguei com cuidado, ante o olhar frustrado do felino. Mal se recuperou do susto ela voou, deixando umas penas de recordação. Faltou fotografar. Mas outra hora eu faço isso – a primavera tá só começando.

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10

Sep

07

Em um cibercafé

Segunda-feira, fim de férias, agenda cheia. Micro 1 deu pau. Micro 2 tá na assistência técnica pra limpeza e upgrade. Até outra hora…
~
18h: Parece que foi superaquecimento do processador. Mais um indício da chegada da primavera.

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10

Aug

07

As crônicas afiadas de um leitor voraz

1 crônica por dia, do jornalista Felipe Lenhart, acaba de receber o DVeras Awards de melhor blog que li hoje. :) Há alguns meses eu o conheci rapidamente enquanto tomava um café. Escreve bem demais o moço.

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02

Aug

07

Os pássaros estão voltando

Viajei ao Oeste de SC pra continuar as gravações de um vídeo documentário. Dias trabalhosos e divertidos com uma equipe em sintonia fina. Frio de até 2 graus negativos, com a geada branquinha cobrindo os campos. Comida farta e boa, vinho no almoço e no jantar. Hospitalidade calorosa dos colonos de ascendência italiana. Papos agradáveis na beira de fogões a lenha e lareiras. Muito off-road, muita neblina, tangerinas colhidas direto das árvores. Notícias ruins e boas sobre aquele pedacinho do mundo. Uma que me alegrou: os pássaros, que andavam sumidos, estão voltando. O pessoal de hoje já não caça como seus pais e avós.

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11

Jul

07

De fotoxópi, protuberâncias e revista masculina

- Foi ótima a disfarçada que ele deu no nariz dela. Na vida real é horrível.
- Com tanta coisa pra reparar o cara vai comentar logo do nariz.
- Tem um corpo irretocável, sejamos justos.
- Irretocável não! É muito tocável!
- Ah, eu toco, retoco e toco de novo. O corpo dela, no caso.

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11

Jul

07

Incidente no asfalto, sem sangue

A vida é por um triz, já dizia aquela música do Gil. Ontem à noite atropelei um cachorro. Ele passou correndo na frente do carro, distraído com mais uma cachorrada atrás de uma cadela. Por sorte eu ia devagar e dei uma boa freada, foi mais um esbarrão. Levou um baita susto e se mandou. O pára-choque véio não agüentou e a placa caiu. Fiquei com as pernas tremendo, mas no fim das contas, fora o trauma canino e 60 paus do conserto, tudo bem. Hoje coloquei um pára-choque novo.
- Esse aqui é original, não quebra. Se você acertar um cachorro de novo ele vai se foder -, disse o sujeito.
- Não pretendo, meu caro.

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10

Jul

07

Deliciosa essa sua patifaria

Algumas palavras me atraem pela sonoridade, pelo ritmo ou pelas associações de idéias que provocam. Também gosto de imaginar novos sentidos pra elas. Por exemplo, corifena (um peixe, mas podia ser nome de mulher: “Princesa Corifena já vai recebê-lo, senhor”, ou de remédio: “Sete gotas de corifena três vezes ao dia”); coach (treinador em inglês, mas sempre penso num sapo de boné); serendipity (a palavra mais linda da língua inglesa, significa descobrir, por acaso ou sagacidade, coisas que não se está procurando; pra mim podia ser também um pozinho mágico, tipo o de pirilimpimpim); maravalha (apara de madeira; podia ser uma maravilha que valha a pena).

Não é sempre que a gente tem chance de usar nauseabunda, como agora por ocasião das revelações da Operação Moeda Verde. Isso me traz à mente algumas outras: meliante (especulador imobiliário na Ilha do Mel e em outras ilhas); algoz (pessoa que ridiculariza o ativismo ambiental de Al Gore); patifaria (patê bastante apreciado na mesa de certos parlamentares: “- Deliciosa essa sua patifaria! – Comprei em Paris, coisa fina”); hipocrisia (academia hípica para impulsionar o turismo de alto padrão); alvará (papel com timbre oficial que atinge altas cotações na bolsa de favores). Êta mundão das palavras…

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03

Jul

07

Mais uma história incrível de coma e despertar

Notícia da BBC [via Aidan]: o polonês Jan Grzbski, 65 anos, trabalhador de estradas de ferro, entrou em coma em 1988 depois de ser atropelado por um trem. Dezoito anos depois – contra todos os prognósticos médicos, que lhe davam só dois ou três anos de vida -, despertou. Para encontrar uma Polônia sem comunismo, com as lojas abastecidas e pessoas andando na rua com seus celulares.

Vi um filme parecido, uma comédia que se passava na Alemanha Oriental. O filho fazia de tudo pra que a mãe, comunista ortodoxa, não descobrisse que o Muro de Berlim já havia caído. Imagine uma história brasileira: o cara entrar em coma em 1989, logo depois da vitória de Collor sobre Lula, e acordar agora!

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29

Jun

07

Minhas festas juninas de outrora

Hoje é dia de São Pedro. Uma das datas festivas mais importantes do Nordeste, só perde pra São João e pro carnaval. Tenho recordações bonitas das festas juninas de minha adolescência em Natal. O São João da Rua Bacopari, em Ponta Negra, fez história na primeira metade dos anos 80 – chegou a ser considerado o melhor da cidade.

Os preparativos já eram uma festa em si. Durante um mês inteiro envolviam toda a comunidade da rua e arredores. As pessoas colocavam cadeiras nas calçadas e botavam o papo em dia com os vizinhos. Os ensaios de quadrilha eram momentos deliciosos pra conhecer gente nova, paquerar as gatinhas – praticamente ninguém comia ninguém, o clima era de alegria e excitação ingênua.

Tinha decoração com bandeirinhas e palhas de coqueiro, iluminação, montagem da fogueira, busca dos músicos. O sanfoneiro era contratado pra tocar forró enquanto tivesse gente dançando ou até o sol raiar, o que viesse primeiro. Preparava-se o aluá, uma bebida de origem indígena feita com milho fermentado por quinze dias, mais especiarias… Quentão, adivinhações e simpatias, bolos de milho, pé-de-moleque…

Com o tempo a festa da Bacopari definhou e terminou morrendo, em parte pela mudança ou morte de alguns moradores que eram dínamos da mobilização. Ou talvez pelo natural ciclo de vida das organizações humanas. Mas as festas juninas continuam vivas e muito bem de saúde nas cidades nordestinas. Vim pro Sul, em que isso não tem a mesma força cultural, mas há coisas que não tem lá, como a bernunça e o jaraguá. Nunca mais pintei bigode, botei cadeira na calçada nem dancei quadrilha.

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11

Jun

07

Resumo do feriadão e o day-after

  • Quinta-feira: passeio pelo centro; um pouco de trabalho.
  • Sexta-feira: pedalada até a praia com Miguel; corte de cabelo.
  • Sábado: tainhada com amigos; ócio criativo e ócio ocioso.
  • Domingo: fogueira no quintal; prego enferrujado no pé.
  • Segunda-feira: antitetânica, primeira dose.

p.s.: anotar na agenda: 2ª dose em agosto, 3ª em fevereiro/08. Reforço em junho de 2017.

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