Posts com a tag ‘comunicação’

16

Mar

10

Castells: “Não há excesso de informação”

Interessante esta entrevista de Manuel Castells aos leitores da BBC Mundo. Tenho trocado ideias com amigos sobre o que ele aborda neste trecho:

A Raúl Rodon, de Panamá, le gustaría saber si usted cree que la gran cantidad de información inútil disponible a través de internet nos llevará a un nuevo oscurantismo.
No hay exceso de información.
Si voy a una biblioteca que tiene 12 millones de volúmenes, tengo mejores posibilidades de encontrar lo que busco a que si tiene un millón de volúmenes. Lo que me hace falta es tener la capacidad de saber qué busco, cómo encontrarlo y saber qué hacer con ello.
Lo que pasa es que internet exige un desarrollo mucho mayor del nivel cultural y educativo de los usuarios.
Por tanto, la verdadera brecha en relación al uso de internet es la brecha más antigua de la humanidad: la cultura y la educación.
Aquéllos más educados en la era de internet aumentan su capacidad de acción sobre la sociedad y sobre sí mismos.
Aquéllos con poca educación se dedican a hacer estupideces con internet y pierden mucho más con respecto al conjunto de la sociedad.

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13

Mar

10

Adeus, Glauco

Alessandro_Guarita_Homenagem-ao-Glauco

Acordei hoje me sentindo mais velho. Foi-se, de maneira estúpida e violenta, um dos mais talentosos e corrosivos cronistas dos absurdos do Brasil. Nunca conheci Glauco, mas é como se fosse um amigo. Uma referência importante de minha jornada nos anos 80 e 90. Que o humor dele nos ajude a sair do luto e nos ensine a viver melhor. RIP, Glauco e Raoni.

Charge-homenagem de Alessandro Guarita. Aqui no Universo HQ tem mais.

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19

Feb

10

How to Write About Africa

Leitura especialmente recomendada pros colegas jornalistas que forem cobrir a Copa do Mundo em junho. Esse texto irônico e hilário da revista Granta me foi enviado pelo amigo Aidan Doyle, correspondente australiano para assuntos aleatórios. Traz toda a lista de clichês a evitar.

Always use the word ‘Africa’ or ‘Darkness’ or ‘Safari’ in your title. Subtitles may include the words ‘Zanzibar’, ‘Masai’, ‘Zulu’, ‘Zambezi’, ‘Congo’, ‘Nile’, ‘Big’, ‘Sky’, ‘Shadow’, ‘Drum’, ‘Sun’ or ‘Bygone’. Also useful are words such as ‘Guerrillas’, ‘Timeless’, ‘Primordial’ and ‘Tribal’. Note that ‘People’ means Africans who are not black, while ‘The People’ means black Africans.

Never have a picture of a well-adjusted African on the cover of your book, or in it, unless that African has won the Nobel Prize. An AK-47, prominent ribs, naked breasts: use these. If you must include an African, make sure you get one in Masai or Zulu or Dogon dress. (…)

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02

Feb

10

Um upgrade na memória

Este não é um post pago (mas se alguém se interessar, envio o número da minha conta). Quando o produto é bom, tenho prazer em elogiar. Testei o Evernote pela primeira vez em fevereiro de 2009, depois de várias tentativas insatisfatórias com outros softwares organizadores. Logo virei fã, conquistado pela facilidade de uso e algumas funcionalidades matadoras. É a memória acessória mais legal que já encontrei. Em resumo, é uma maneira eficaz, versátil e gratuita de capturar, organizar e recuperar informação. O Evernote permite armazenar notas, fotos, recados manuscritos, textos e páginas da web, números de telefones, lembretes de voz e o que mais você possa imaginar que represente informação audiovisual e escrita. Esse material, arquivado “na nuvem”, pode ser sincronizado entre vários micros e no celular. A facilidade de indexação é um ponto forte: todas as notas podem ser organizadas em pastas por assunto e receber tags. Fica praticamente impossível não achar o que você guardou.

A cereja do bolo é o reconhecimento de caracteres em imagens. Semana passada, por exemplo, dei uma limpa nos post-its que atrolhavam minha mesa de trabalho. Primeiro fotografei um a um com meu celular. Em seguida os transferi pro micro, via cabo – podia também ter enviado direto pra “nuvem” por e-mail. Aí arrastei as imagens pro Evernote instalado no meu HD, e pronto. Fiz o teste: no campo de busca, digitei um dos nomes de contatos que eu tinha escrevido a mão num post-it. Localização instantânea da foto, com o telefone desejado! Outra coisa útil da ferramenta é a possibilidade de compartilhar pastas. Na versão gratuita, a que uso – com grande variedade de recursos, aliás – só é possível compartilhar pastas pra consulta. Na versão paga, os arquivos que você liberar podem ser também editados pelos seus contatos.

O webdesigner Andrew Maxwell, de Portland, Oregon, sugere em seu blog cem usos diferentes para o Evernote. Entre eles: tirar a foto da página do livro que você está lendo e fazer anotações, mantendo assim as páginas limpas; guardar recibos para se organizar quando chegar a hora de declarar imposto de renda; tirar fotos de esboços em guardanapos; salvar fotos das placas e do chassi do seu carro, fotografar e armazenar cartões de visita, clicar ou escanear mapas de viagem para consultar depois, guardar rótulos de vinhos que tomou etc. etc. Depois de um ano de desenvolvimento e testes, foi lançada no dia 21 de janeiro a versão 3.5 do Evernote para Windows, com uma série de melhoramentos bacanas em relação às versões anteriores. Acabo de instalar e é bem boa. O vídeo acima (em inglês) dá uma visão geral.

p.s.: Outra cerejinha do programa é a integração com o twitter.

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13

Dec

09

Um dia na internet

A Day in the Internet
Created by Online Education

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27

Nov

09

EaD e discriminação

Recebi do Rubinho Chaves Vargas, assessor de imprensa da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, uma notícia que dá no que pensar: foi aprovado um projeto de lei [pdf] do deputado-professor Sérgio Grando (PPS) punindo a discriminação contra pessoas formadas por meio de ensino a distância. Incrível que, em plena “sociedade da informação”, ainda seja preciso estabelecer em lei que ninguém pode ser excluído por causa da maneira como aprende. “Na real é uma posição de protesto de SC contra uma onda nacional de discriminação”, comenta o amigo João Vianney, que atua na área há bastante tempo.

Quem já fez cursos a distância de qualidade sabe que é uma grande bobagem achar que essa modalidade de ensino é menos efetiva que a presencial. Banda larga, por si só, não transforma jumento em dotô, mas potencializa coisas incríveis se usada com inteligência e criatividade. A tal “inclusão digital” (quando escuto o termo, me encosto na parede) precisa chegar também às cabeças que tomam as grandes decisões que influenciam a todos. Não com uma abordagem utilitarista rasa, mas com insights que as ajudem a descobrir os saltos evolutivos que podem dar ao se abrir pro mundo.

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11

Nov

09

Ultimate fight journalism


Uma cena patética na esplanada dos ministérios, esse bate-boca entre a repórter da Record e a da Globo por causa da entrevista com um secretário do Ministério de Minas e Energia sobre o apagão. Errou a assessoria de imprensa. Num assunto dessa relevância, tinha que chamar entrevista coletiva. Aliás, faltou bom senso a todos.

~
p.s.: Matéria e vídeo no Comunique-se.
 p.s.2: O título deste post é emprestado de um tuit de @exucaveiracover, que propõe a criação de um “reality show” só com brigas de jornalistas. Pode se tornar um sucesso, já pensou?

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07

Nov

09

"Sequestro estilo Camorra"


Vídeo da manifestação à qual Yoani Sanchez foi impedida de participar.

A filóloga e blogueira cubana Yoani Sanchez foi sequestrada e espancada ao se dirigir para uma marcha contra a violência. Ato infame da polícia política de um regime que está caindo de podre. Recomendo ler a íntegra do texto de Yoani. O início:

Cerca de la calle 23 y justo en la rotonda de la Avenida de los Presidente, fue que vimos llegar en un auto negro -de fabricación china- a tres fornidos desconocidos: “Yoani, móntate en el auto” me dijo uno mientras me aguantaba fuertemente por la muñeca. Los otros dos rodeaban a Claudia Cadelo, Orlando Luís Pardo Lazo y una amiga que nos acompañaba a una marcha contra la violencia. Ironías de la vida, fue una tarde cargada de golpes, gritos y malas palabras la que debió transcurrir como una jornada de paz y concordia. Los mismos “agresores” llamaron a una patrulla que se llevó a mis otras dos acompañantes, Orlando y yo estábamos condenados al auto de matrícula amarilla, al pavoroso terreno de la ilegalidad y la impunidad del Armagedón.

Me negué a subir al brillante Geely y exigimos nos mostraran una identificación o una orden judicial para llevarnos. Claro que no enseñaron ningún papel que probara la legitimidad de nuestro arresto. Los curiosos se agolpaban alrededor y yo gritaba “Auxilio, estos hombres nos quieren secuestrar”, pero ellos pararon a los que querían intervenir con un grito que revelaba todo el trasfondo ideológico de la operación: “No se metan, estos son unos contrarrevolucionarios”. Ante nuestra resistencia verbal, tomaron el teléfono y dijeron a alguien que debió ser su jefe: “¿Qué hacemos? No quieren subir al auto”. Imagino que del otro lado la respuesta fue tajante, porque después vino una andanada de golpes, empujones, me cargaron con la cabeza hacia abajo e intentaron colarme en el carro. Me aguanté de la puerta… golpes en los nudillos… alcancé a quitarle un papel que uno de ellos llevaba en el bolsillo y me lo metí en la boca. Otra andanada de golpes para que les devolviera el documento. (…)

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13

Oct

09

Jornais de papel e a China

Marques Casara, recém-chegado da China, comenta o fim dos jornais impressos – um dos seus temas preferidos – e a atuação dos jornalistas no país asiático:

Produtos jornalísticos impressos em papel estão fadados à extinção.

Teremos a oportunidade de assistir em vida.

Na China ainda se lê muito jornal de papel. A internet é restrita. Tiragens modestas imprimem 2 milhões de exemplares por dia. As redações estão abarrotadas, os repórteres viajam e vão a campo. Dificilmente fazem como aqui, tudo por telefone sem apurar porra nenhuma. Cinegrafistas e fotógrafos usam equipamentos novíssimos, super atualizados.

Lá só é proibido falar mal do regime e do Tibet, o resto ta liberado, inclusive reportagens investigativas com câmera oculta. O incrível é que a população não se sente oprimida, como nas ditaduras “normais”.

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20

Sep

09

Creative Commons

Este texto tá no final da homepage do blog, mas poucos dos meus 17 leitores devem chegar até lá. Então vou dar uma colher-de-chá pra ele e botá-lo em destaque, aproveitando pra dizer que DVeras em Rede é Creative Commons.

Creative Commons License
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