30
Sep09
Cartas da China: tufão, chá e revolução
Marques Casara manda mais novidades de sua aventura no sul da China:
Ontem, depois do jantar, no caminho de volta ao hotel, ficamos nos perguntando por que os pássaros estavam voando à noite. Coisa esquisitíssima.
Chegando no hotel, no canal em Inglês falaram que aqui no Sul estávamos em alerta máximo de tufão e que algumas comunidades tinham sido deslocadas na China e no Vietnam. Os vôos na região estão cancelados.
Temos Internet, água quente e um ventinho leve. Ninguém tá esquentando a cabeça. Tá todo mundo se preparando para as festividades de 60 anos da revolução, dia 01.
A China tá um caos por causa dessa festa. Vai ser uma semana inteira de feriado nacional. As ruas estão enfeitadas e o povo já tá soltando rojão.
A China é proprietária da tua ciência, da tua consciência e do teu corpo. De resto, é uma maravilha.
As pessoas riem o tempo todo e todo, te cumprimentam na rua e te convidam pra tomar um chá na casa delas.
E cospem e peidam o tempo todo e não estão bem ai.
Só não temos café.
Chá, chá e mais chá.
30
Sep09
28
Sep09
Yangshuo
Do Marques, direto da China:
Olha a fotinha tirada domingo de manhã do barco em que viajamos um pedaço do caminho.
18
Sep09
Aventuras de um silvícola no Oriente: piscina
Marques “Índio” Casara manda o primeiro relato de Guangzhou:
Hoje vivenciei meu primeiro choque cultural da China.
Fui à piscina do hotel, sentei na espreguiçadeira e e abri o laptop.
Chegou um cara e disse que computadores eram proibidos na área da piscina. Conversa daqui, conversa dali, tive que deixar o computador no armário do banheiro.
Sentei na espreguiçadeira e tentei relaxar.
Voltou o mesmo cara: “não pode ficar de camisa”.
Por que? – perguntei.
Porque aqui é pra tomar banho de piscina. Pra ficar de camisa precisa sair da área da piscina.
Tirei a camisa e pedi: pode por gentileza trazer uma cerveja.
“Bebidas são proibidas na área da piscina”.
Desisti. Fui tomar uma chuveirada no quarto.
15
Sep09
De Dubai via SMS
Marques Casara está viajando para a China com sua mulher Tatiana Cardeal, que vai receber um prêmio internacional de fotografia. Na escala de oito horas em Dubai – onde estão neste instante – ele conversou comigo via mensagem de texto de celular.
Eu: - Conta alguma coisa daí.
Marques Casara: – Fizemos um táxi tur das 2 às 4 da manhã. No mar ilhas artificiais gigantes construídas com pedras importadas do Egito. Milhares de obras tocadas por imigrantes indianos. Palácios riquíssimos. Obras, obras, obras. Paraíso da desigualdade. Indianos erguem a cidade no deserto a 300 dólares por mês. No hotel aqui perto, diárias a 2.500, jantares a mil dólares.
- Paraíso da desigualdade? Então cês tão se sentindo quase em casa. Tou vendo Dubai no mapa. Do ladim do Irã, Arábia Saudita, Iraque, Paquistão, Índia… Nada mal pruma outra viagem.
- Cruzamos o Golfo Pérsico no início da noite de domingo. A poltrona da Emirates é uma plataforma interativa com quatro câmeras do lado de fora do avião. Centenas de filmes, música, jogos e até telefone e e-mail com cartão de crédito pra quem tem bala.
- Você compraria um terreninho em Dubai?
- Pra comprar um terreno entra na lista. A cada 17 anos escolhem os felizardos. Ap de 1 quarto em algumas ilhas a US$ 4 milhões. Para abrir um negócio, só com sócio local.
- Choque cultural?
- Aqui é cosmopolita. Miami árabe. Cidades islâmicas ao redor são hipertradicionais. Essas eu queria ver. Recebeu a foto?
- Ainda não. Tuitei: de Dubai via SMS. Um papo entrevista com Marques Casara acontecendo agora.
- Os jornais impressos vão acabar. Vi o papel digital, fosco, lindo, não cansa a vista, toca música e interage com você.
- Hahahaha. Recebi a foto. Já tá no blog.
11
Sep09
Grandes autores catarinas
Regininha Carvalho, que dia desses cometeu bloguicídio pra se dedicar mais tempo à literatura, volta a atacar na blogolândia, agora com Grandes autores catarinas, aproveitando material de pesquisa que está fazendo pra um livro sobre seu avô. Diz ela:
Não existe, atualmente, melhor meio pra divulgação que a internet, temos que reconhecer… Colocarei poetas, contistas e cronistas, talvez ensaístas, desde que tenham sido publicados em livro, sem pensar em se estão vivos ou mortos. Basta que sejam bons! Acho que ‘cês vão gostar dele!
Adorei. Regininha aceita sugestões de autores e textos. E de cara, compartilha um conto belíssimo de Flávio José Cardozo, lido pelo autor durante uma oficina na Academia Catarinense de Letras: Eles apenas saíram, publicado no livro Guatá, de 2005. Sou pai de dois meninos, impossível não chorar. O início:
Eu muitas vezes penso que eles apenas saíram. Foram levar as marmitas e não tiveram vontade de ir para a escola, então saíram para um passeio pelos eucaliptos, por aqueles morros. Saíram por distração, travessura. Foram olhar nossas casas mais do alto e a Serra um pouquinho mais de perto, logo estarão de volta.Dulcídia não conhece tristes cantares de outras terras, canções para outros meninos. O que sabe, com murmúrios e silêncios, é que seus meninos apenas saíram. Estão por aí, pelos morros, pelos eucaliptos. (…)
03
Sep09
Aviso de pauta: China
Aviso de pauta de Marques Casara:
Dia 13 tô indo para a China. Minha mulher, a fotógrafa Tatiana Cardeal, vai receber um prêmio de fotografia em Guangzhou, a uns 600 Km de Pequim. Depois, seguimos em direção ao Sul até a fronteira com o Laos, fazendo reportagens sobre comunidades tradicionais.
Aceitamos pedidos de matéria de texto, foto e vídeo.
p.s. vou levar minha camisa do Inter pra ir comemorando ao longo do caminho. Os chineses adoram vermelho e detestam azul.
01
Sep09
Animais de rua
E já que estamos no tema: já conhece a nova série de tirinhas do Clóvis Geyer? Os personagens são animais de rua.
24
Aug09
Cinema infantil do Brasil no Irã

Luiza Lins (esq.), Dora e Gilka Girardello em Teerã.
Há uns dias a Luiza Lins comentou comigo que tinha acabado de chegar do Irã, onde participou de um festival internacional de cinema infantil junto com as queridíssimas Gilka e Dora. Eu ia contar aqui, mas esqueci. Hoje recebi este release da jornalista Julia Brentano Assef, da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, e compartilho com vocês.
A delegação brasileira que participou do 23º Festival Cinema de Crianças e Jovens Adultos de Hamedan, no Irã, voltou para casa com histórias, experiências e projetos. Durante os quatro dias do evento, a estudante Dora Girardello, de 10 anos, foi jurada mirim, e teve a companhia da mãe, Gilka Girardello, professora de Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Já Luiza Lins, diretora da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, participou do júri internacional, composto por profissionais da Turquia, Tunísia, Grécia, Índia e Irã, além do Brasil. Luiza Lins já articulou contatos para trazer filmes iranianos para a 9ª Mostra de Florianópolis no ano que vem. O Brasil também foi premiado no festival com o longa-metragem O Garoto Cósmico, de Alê Abreu, que recebeu um prêmio especial de apoio à produção.A pequena Dora, que domina a língua inglesa, adorou a experiência. Ela adora cinema e compartilhou opiniões com crianças de outros países. Durante o festival, que aconteceu entre 2 e 6 de agosto, Dora teve a oportunidade de conferir produções brasileiras e iranianas, além de filmes da Alemanha, Escócia, Portugal, Holanda, Indonésia, Coréia do Sul e China.
Segundo as representantes do Brasil, a delicada situação política no país não prejudicou em nada a visita e a participação no tradicional evento da sétima arte. “Ficamos encantadas com a organização do evento e a receptividade dos iranianos com os brasileiros”, afirma Luiza Lins. A cineasta levou três títulos brasileiros para a seleção da próxima edição do festival: A Menina Espantalho, de Cássio dos Santos (DF), O Mistério do Boi de Mamão, de Luiza Lins (SC), e O Campeonato de Pescaria, também de Luiza e codireção de Marco Martins.
Aprendizagem
Luiza Lins entende que o cenário audiovisual iraniano deve servir de exemplo para o Brasil. “A produção de cinema no Irã é intensa e constante, e pode colaborar muito para o cinema brasileiro voltado para as crianças. O grande aprendizado desta viagem foi perceber que o investimento no cinema infantil foi fundamental para o fortalecimento de uma indústria do audiovisual nacional. Este talvez seja um bom caminho também para o Brasil”, destaca a cineasta.A experiência foi tão produtiva, que Luiza já está articulando trazer uma amostra desse trabalho para terras brasileiras. “Vamos propor uma mostra de filmes iranianos para crianças na 9ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, em julho de 2010″, declarou.
Produção brasileira premiada
Mais de 40 países participaram do Festival, com 162 produções. Os vencedores dessa edição foram o filme turco Momo, e o japonês The Piano Forest, “duas obras emocionantes que realmente se destacaram”, afirma Luiza Lins. O longa-metragem O Garoto Cósmico, de Alê Abreu, representou o Brasil na competição. O filme causou encantamento entre os jurados, que decidiram contemplar a produção brasileira com um prêmio especial de incentivo à produção de filmes para criança no mundo.O Garoto Cósmico tem como cenário um mundo futurista, onde três garotos se perdem no espaço, encontrando um pequeno circo que os faz viver novas experiências. O diretor Alê Abreu entende que a premiação é de extrema importância para as produções audiovisuais brasileiras. “É inegável que os filmes são diálogos importantes com as crianças. Cultura é o entendimento de onde e quando a gente vive, e o cinema pode estimular a criança a essa importante reflexão”, diz o cineasta.
20
Aug09
Chegadas: Leo
Nasceu hoje às 9h23 em Brasília, pesando 3,345 Kg e com 50 cm, o LEO, filho do Lúcio Lambranho e da Cristina Gallo. Parabéns ao trio! E também ao mano maior do Leo, o lindo Matheus-blue-eyes.







