Posts com a tag ‘amigos’

19

Aug

09

Nane e as mulheres que dizem ‘sim’ pra si mesmas

Dou continuidade à série Humanos com minha amiga Eliane (Nane) Faganello de Som, catarinense de Seara que vive em Stuttgart, Alemanha, com o marido e a filha. Nane é psicóloga e faz um bonito trabalho com mulheres em situação de vulnerabilidade – principalmente as de origem turca e de outros países muçulmanos. Ao mesmo tempo em que as ajuda a se alfabetizarem em alemão, ela estimula o fortalecimento da autoestima dessas imigrantes, para que enfrentem o machismo e conquistem seu lugar no mundo. Não por acaso, usa o método Paulo Freire.

Propus entrevistá-la e ela concordou. Antes que eu fizesse as perguntas, me enviou como introdução um relato tão rico, tão impregnado de força e generosidade, que achei melhor publicar assim mesmo, em primeira pessoa. O depoimento que se segue está praticamente na íntegra. Suprimi só um ou outro detalhe agora irrelevante, como a proposta de que fizéssemos a entrevista pelo skype e a referência a férias no Brasil. “Dauro, eu não sei escrever curto e bonito, como os bons jornalistas”, me disse ela. “Também não sei pôr as vírgulas nos lugares certos e me perco em análises”. Pois eu discordo, Nane. Adorei seu texto.

p.s.: a Nane é parceirona no filme Espírito de Porco desde os primeiros passos, quando fez uma ampla pesquisa em bibliotecas alemãs. Coautora do roteiro, deu sugestões sempre pertinentes durante toda a produção e edição do documentário.

Devo dizer que não sou tão interessante como tu pensas, nem o meu trabalho tem dimensões tão grandes a ponto de eu imaginar que possa vir a melhorar o mundo. Dentro deste microuniverso em que estou envolvida faço coisas simples, que me permitem uma certa movimentação intelectual e me dão muita alegria. Sei que ajudo essas pessoas e isso me faz bem. Também eu me defronto com o novo, aprendo e me transformo. E é legal assim.

Trabalho em vários lugares, ou seja, em instituições certificadas que recebem dinheiro público para projetos sociais, sobretudo na área de política de integração, que é um dos temas centrais dos últimos dez anos. O governo e a União Européia repassam o dinheiro dos projetos sociais e interculturais para essas instituições, que se encarregam de contratar pessoas e instrumentálizá-las para o trabalho. Tudo é com certificação e qualificação e acompanhado de cursos de aperfeiçoamento, certificados e coisa e tal.

Num desses lugares, trabalho com um grupo de mulheres de várias nacionalidades e religiões, como turcas muçulmanas, curdas alevitas, albanesas desorientadas e até uma brasileira mal-tratada pelo marido. São mulheres que precisam de uma certa estabilidade emocional e que ninguém, na verdade, sabe o que fazer com elas. A forma de conseguir fazer com que elas saíssem de casa foi criando um grupo de alfabetização, o que é aceito pelas famílias e legitimado pelo governo. Assim, o espaço de alfabetização é a possibilidade de sair de casa, de se defrontar com outros valores e realidades e de questionar a sua própria.

Tenho plena consciência de que muitas delas jamais abandonarão seus véus, mas também não precisam, nem essa é a proposta. O fato delas se sentirem respeitadas em sua cultura, língua e religião, faz com que aprendam a aceitar as outras culturas ao seu lado. Elas se tornam mais conscientes, tolerantes e capazes de dizer: ” Ich bin ok, wie ich bin. Du bist ok, wie du bist.” O que quer dizer: “Eu sou legal como eu sou. Você é legal como é.”

A questão central do trabalho é a alfabetização e a manutenção destas mulheres num curso ou em algum lugar onde possam se defrontar com seus próprios valores. Eu ajudo elas a pensar sobre a língua, sobre o processo de alfabetização, sobre problemas nunca tematizados e a resgatar um pouco da sua identidade.

Não posso dizer que sou alfabetizadora, porque são elas mesmas que se alfabetizam, através da leitura do seu mundo e da sua posição na história. Eu ajudo elas a se manterem no grupo, a pensarem sobre temas difíceis e complexos, como sua própria família e a realidade onde vivem. Também não posso dizer que sou psicóloga, nos modelos tradicionais. Sou uma psicóloga que trabalha com pessoas em processo de alfabetização, de aprendizagem e de reestruturação da sua própria identidade.

O grupo é bem heterogêneo e da análise da realidade individual e grupal surgem palavras para escrever (e elas escrevem desesperadamente, Dauro!). As palavras selecionadas, resultantes de nossas conversas são escritas e trabalhadas, como no método Paulo Freire e aos poucos elas conseguem ler cartazes, livros e a sua própria vida.

Normalmente surgem temas pesados para conversas, tais como Gewalt (violência), Wut (raiva), schlagen (bater) e nas últimas semanas surgiram questões belíssimas: – por que só as mulheres muçulmanas não podem casar quando o marido morre? Ou ainda, por que os homens podem casar de novo, mas as mulheres não? Por que as mulheres muçulmanas não podem freqüentar piscinas mistas, mas os homens sim?

Trabalho com este grupo duas vezes por semana e muitas das mulheres têm “desabrochado”, dia por dia, como diria o padre Pinto. Festejamos o carnaval com música árabe e saí cambaleando de tanto comer daqueles charutinhos de folha de parreira recheados com carne de ovelha, mas confesso que nunca vi aquelas mulheres tão felizes.

Uma delas perdeu a família no Iraque, trata um câncer de mama e é tiranizada pelo marido, que a controla pelo celular, chamando-a para preparar chás e coisas a fins. Na semana passada ela conseguiu dizer “não” a ele, pelo telefone, de uma forma tão serena e educada que as outras aplaudiram. Eu sinalizei, no final, que ela estava dizendo “sim” para ela mesma. Daí elas escolheram uma palavra bem bonita para trabalhar nos próximos dias: respeito.

Um abraço bem grande,

nane


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17

Aug

09

O amigo Joca Wolff lança esta semana em Buenoa Aires um livro que é versão de sua tese de doutorado na UFSC, orientada pelo professor Raúl Antelo.

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14

Aug

09

The fool on the pier

Esta bela foto (clique pra ampliar) foi feita pelo meu amigo Henio Bezerra na Fazenda Graúna, em Monte Alegre, a meia hora de Natal. Pedi e Henio me contou, passo a passo, como chegou ao resultado. A explicação é uma aula de fotografia e ciências.

Inauguro aqui a série Humanos, sobre pessoas admiráveis – do meu ponto de vista como ditador benevolente deste blog, claro. Assim, de vez em quando dou um refresco a vocês, que podem descansar das minhas divagações umbigais. :)
~

Henio: – O que você acha que está vendo?

Eu: – O universo em movimento.

Henio: – Perfeito.

Para tirar uma foto destas a primeira condição sine qua non é utilizar um tripé, pois o obturador ficará aberto por algumas horas, e a câmera tem que ficar estática, absolutamente imóvel. Na realidade eu fiz uma adaptação para a fotografia digital dessa técnica para filme, que não é nova.

Certa vez eu vi em uma revista de fotografia uma foto semelhante: o céu à noite riscado e o chão iluminado. foram duas exposições do mesmo quadro em horas diferentes: na primeira exposição, durante o dia, o fotógrafo cobriu, olhando através do visor, a lente na parte do quadro que aparecia o céu com um cartão preto, de tal forma que aquela parte da película (o céu) não foi exposta à luz. Após o anoitecer, veio a segunda parte quando ele, sem deixar a película avançar para o próximo quadro, efetuou a segunda exposição sobre o mesmo pedaço de filme. Essa segunda exposição durou horas para poder registrar o movimento das estrelas no céu. E assim você tem a foto. Basicamente é esse o conceito.

No meu caso eu fiz uma adaptação dessa técnica, pois a fotografia digital não permite, diretamente na câmera, registrar uma foto sobre a outra:

(1) Primeiramente posicionei a câmera com tripé e utilizei uma bússola para verificar a direção exata do sul e posicionei essa direção em um dos terços do quadro, ficando o outro terço para o píer. O centro de todos os círculos do movimento das estrelas está na mesma direção do eixo sobre o qual a terra gira. Portanto, você pode escolher tanto a direção norte quanto a sul. Quanto mais próximo do equador você estiver, mais baixo esse círculo vai estar. Essa direção tem uma margem de erro de alguns graus (pode chegar até dezenas de graus, dependendo do local) pois nem sempre o norte magnético é igual ao norte geográfico, mas essa variação é desprezível para o nosso propósito. Tirei a primeira foto ao entardecer, quando a luz está mais suave, registrando o quadro completo, inclusive o céu;

(2) esperei anoitecer e iniciei uma seqüencia de fotos, cada uma com uma duração de 3,5 minutos que foi das 18h20 até às 0h20 – hora em que chegaram algumas nuvens e o céu ficou opaco, então decidi interromper. Além disso, a lua começou a nascer e isso acaba com tudo pois esse tipo de foto requer um céu sem lua para dar um bom contraste entre o céu e as estrelas. Com a fotografia digital, não dá para você efetuar uma exposição única de 6 horas, por duas razões: (a) o digital tem uma sensibilidade à luz muito maior que o filme, quando se trata de exposições longas, e um tempo muito longo vai “inundar” sua câmera com muita luz e depois de algum tempo sua foto vai ficar completamente branca; (b) quanto mais tempo você fica, mais “ruído” (noise) é introduzido na imagem. O ruído é toda informação que não faz parte do conteúdo principal e é criada pela imperfeição do circuito elétrico de um sistema. No caso da fotografia isso ocorre pelo aquecimento do sensor em longas exposições ou pelo uso de alto ISO. A seqüência de fotos foi efetuada com a ajuda de um disparador remoto, onde você pode definir quantas fotos quer tirar, e a duração de cada uma;

(3) Então, ao final da exposição, você fica com centenas de fotos de momentos diferentes do céu e com a parte do chão totalmente escura, pois não há luz alguma por perto exceto as luzes dos carros que passaram pela estrada. Então, utilizando o Photoshop, você superpõe todas essas imagens noturnas com uma opção chamada “lighten” onde ele vai pegar a parte mais iluminada de cada quadro e fundir aos outros quadros, permitindo a visualização contígua do movimento das estrelas no céu, resultando em uma única imagem, mas ainda sem a parte de baixo;

(4) por fim, com a primeira foto que tirada durante o dia e, ainda utilizando o Photoshop “cobri” o céu com preto, escurecendo digitalmente essa parte da fotografia; e

(5) finalmente fundi novamente as duas utilizando novamente a opção “lighten” do photoshop.

O resultado é esse que você viu. Quando explico isso algumas pessoas elas dizem: “Ah! Então é uma montagem o que você fez!”. Pessoalmente, eu não gosto de chamar de montagem. Montagem para mim é quando você forja uma imagem inexistente. Com fotografia digital o conceito de montagem pode parecer tênue. Há coisas que são aceitas e outras não.

Olhando assim para a foto eu me lembro de Galileu Galilei que não precisou dessa tecnologia para perceber que não é o universo que gira em torno da terra.

Um abração

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13

Aug

09

Puxadinho voltou

O Puxadinho do Raulzinho tá de volta.

Escreverei o necessário e quando tiver precisão. … Farei o possível. My best sem ser besta!

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30

Jul

09

Alasca de carro

Gabi Veras e Mike Smele se preparam pra ir de Calgary (Canadá) ao Alasca de carro. Minhas partidas de xadrez online com o Mike (e minhas sucessivas derrotas) vão ter um intervalo por um tempo. No retorno eles trocam a petrolífera Calgary – onde passaram os últimos dois anos – pela cosmopolita Toronto, onde viviam antes. Ela vai registrar a aventura num blog. O cartaz acima foi feito pelo irmão dela, Juca, nosso vizinho de bairro no Campeche. Só pra ver os pinguins é que eles vão precisar dirigir beem mais. Boa viagem!

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29

Jul

09

Humanity Photo Awards

A amiga Tatiana Cardeal é uma das ganhadoras do prêmio Humanity Photo Awards, concedido pela CFPA (China Folklore Photographic Association), com a chancela da Unesco, aos fotógrafos que se destacam pelo registro e proteção da herança cultural e folclórica do planeta. O maravilhoso trabalho da Tati com indígenas, quilombolas, comunidades extrativistas etc. dispensa maiores apresentações, já fiz outras referências aqui no blog. A premiação vai ser no começo de setembro em Guangzhou, no sul da China. Será que vão deixar ela falar ao microfone?

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26

Jul

09

Girafa


Girafa, originally uploaded by dveras.

Começo hoje uma nova série no blog: fotos de infância. Talvez algumas tenham interesse pra você, possivelmente a maioria não. Isso é irrelevante pra mim (se você me conhece ou acompanha DVeras em Rede há tempo, sabe que não se trata de descaso com o leitor, e sim o compromisso primeiro com o que me importa publicar, antes de qualquer consideração com o que os outros querem que eu publique). Encaro esse material como uma espécie de terapia empírica de autoconhecimento (sou só um grande curioso; meu amigo Ayres Marques, que trabalha com fototerapia na Itália, sabe bem como isso funciona).

Um prólogo com idas e vindas no tempo e no espaço pra explicar como recuperei essas fotos: minha mãe Sara era aficcionada por fotografia. Durante os dois anos em que vivemos em Manaus ela tirou centenas de slides em suas viagens como enfermeira num navio-hospital que atendia as comunidades ribeirinhas no estado. No meio dessas, muitos flagrantes familiares. Ela também clicou muita coisa antes (Recife) e depois da nossa temporada amazonense (Recife e Natal). Com sua morte em 1990, os slides ficaram com meu irmão André. No ano passado estive em Natal e levei alguns, guardando-os na gaveta com a vaga intenção de um dia escaneá-los.

Esse dia chegou na semana passada, quando recebi a visita do Michel e da Cecília, amigos e vizinhos de bairro aqui no Sul da Ilha de SC. Michel é um francês que conheci no Thorn Tree, fórum de viajantes do saite Lonely Planet, e que hospedamos em 2001 no apartamento que morávamos na Serrinha. Ele fazia uma escala na viagem de bicicleta do Alasca à Terra do Fogo. Em Floripa apaixonou-se – coincidentemente, por uma amiga minha, colega de Aliança Francesa -, largou a vélo e fixou residência.

Passaram-se oito anos. Há poucos dias, recorri ao serviço profissional dele pra consertar um computador (aliás, recomendo: twi.web [arroba] gmail [ponto] com). Ao tomarmos um café, comentei dos slides guardados na gaveta e ele se ofereceu pra digitalizá-las, como retribuição àquela longínqua hospedagem. Enfim, o material está na mão em forma de bits e bytes. São quase 800 fotos, muitas delas em mau estado de conservação, outras com as cores já meio desbotadas ou alteradas. E elas são só o começo, meu irmão tem muito mais no baú de tesouros dele. Tenho me divertido em doses homeopáticas com a restauração caseira desse material no fotoxópi e com as evocações que essas imagens trazem.

Esta foto, por exemplo, foi tirada em Recife em 1968, quando eu tinha dois anos de idade. O mais importante dela aparece no canto direito: a girafinha, o brinquedo preferido da minha primeira infância. Já contei aqui: o bichim apitava quando a gente apertava a barriga. Meu irmão André detestava o barulho do apito. Um dia a girafa sumiu. Passou um tempão até que alguém, limpando o alto do guarda-roupa, achou o brinquedo escondido. Depois disso a girafa ainda durou um tempão, até que sumiu pra sempre, numa das trinta e tantas mudanças que já fiz. Que bom revê-la.

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23

Jul

09

Futebol divino


As freiras franciscanas missionárias, conhecidas em Loreto, na Itália, como Freiras do Lírio, praticam uma modalidade estranha de futebol para se manter em boa forma. O fotógrafo brasileiro Ayres Marques Pinto conseguiu, secretamente, filmar uma sessão de treino dentro do convento de Loreto. Quem pensa que a vida das freiras seja feita somente de oração e trabalho deve assistir este raro documento histórico.
[via Ponteblu]
~
Perguntei pro Ayres como ele tinha conseguido as imagens – se foi difícil obter a autorização das irmãzinhas. “Elas nem perceberam, entrei disfarçado de freira”, disse. :) Brincadeira. “Estamos fazendo um trabalho de fototerapia e autobiografia, além de um montao de presepada“, conta.

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21

Jul

09

Nicarágua, 30 anos



O amigo Lúcio Lambranho, repórter da publicação digital Congresso em Foco, recentemente esteve em Honduras cobrindo o golpe de Estado e está agora na vizinha Nicarágua. De lá, tem enviado uma série de reportagens sobres os 30 anos da revolução sandinista. Recebi um tocante e-mail dele e reproduzo uns trechos:

…Os dias aqui tem sido emociantes demais. …Os hondurenhos, tomara que eu esteja errado, já estão a bordo de uma guerra civil de consequências totalmente imprevisíveis.

Já na Nicarágua, que também está nessa lista dos três mais pobres junto com a vizinha Honduras e o Haiti, as emoções têm sido muito à flor da pele. Já chorei várias vezes nesses dias. De tristeza por não poder fazer algo mais efetivo por eles e com suas histórias de sofrimento e muita coragem. Não é fácil chutar a bunda, como eles fizeram, ao mesmo tempo de um ditador genocida e dos Estados Unidos.

Mas espero que no Brasil, minhas matérias possam conscientizar pelo menos algumas pessoas sobre a dureza em que vivem os mais pobres na América Central. Pelo menos é essa minha missão e estou trabalhando duro pra cumpri-la.

E chorei de alegria também. É como a realização de um sonho estar esses dez dias aqui e nessa data tão marcante. Era algo que buscava desde a faculdade e no dia que ganhei o Veias Abertas da América Latina da minha querida mãe há mais de 20 anos.

Parafraseando Bukowski sobre os escritos de John Fante, finalmente um repórter que não tem medo da emoção.

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10

Jul

09

Kommbo Express Floripa


Amigos das antigas, agora tuitando. Da esquerda pra direita: @frankmaia, @rogeriomosimann, @esquerdafestiva (Ulysses Dutra) e eu. Foto de @danielguilhamet.
Mais fotos do Kommbo aqui.

Ontem à noite fui conferir o Kommbo Express, evento promovido na Art Chopp da Lagoa da Conceição pela ZeroTrack Inteligência Digital. A divulgação, feita basicamente via twitter, blogs, e-mails e boca-a-boca, garantiu casa lotada. Duas palestras rápidas sobre criatividade no meio digital abriram a noite, seguidas de música dançante e muita networking tuiteira – pululavam pessoas com crachás iniciando em @. Não usei crachá, mas foi engraçado ter sido reconhecido pelo @geraldoprotta, que, assim como outras pessoas, transmitiu imagens do evento ao vivo pelo qik. Pra molhar o bico, chope e cervejas da Eisenbahn, com preço salgado, mas deliciosas.

Gostei da minipalestra do @tiagomx (“Construindo o Digital”). Em 20 minutos ele resumiu ideias interessantes e casos de sucesso/fracasso em intervenções digitais, falou de amizades, sanduíches e rizomas de maneira informal e divertida (confesso que pouco captei da segunda palestra, exceto a observação de alguém de que não é bom negócio a profissão de barbeiro na Argentina, mas àquela altura já eram várias cervejas na cabeça). Mas senti falta da boa e velha interatividade, com perguntas, interrupções e questionamentos. Bom, essa é uma observação limitada ao presencial, pois enquanto as coisas aconteciam na choperia, um monte de gente participava de outras formas, tuitando, fotografando e filmando, o que permitiu ampla participação virtual. Depois das palestras rolou som com os DJs Ulysses Dutra (@esquerdafestiva), @fabiobianchini, Marquinhos Espíndola (@marquinhose), Jhon (@joaomdm), Tiago Franco (Blog da Devassa) e Victor A.

Conheci gente legal com quem só tinha trocado ideia virtualmente, como o próprio Tiago, o Marquinhos e o Alexandre Silva (@trektrek). E encontrei uma cambada de broders de longa data: Frank Maia (@frankmaia), Caio Cezar (@cambalhota), Rogério “Magrão” Mosimann (@rogeriomosimann), Ulysses Dutra (@esquerdafestiva), Zé Dassilva (@zedassilva, de passagem pela Ilha), Vincent Pasquier (@vinzbrazil, firme e forte, se recuperando de uma queda de moto), Alexandre Gonçalves (@agenteinforma) e o recente amigo Rodrigo Lóssio (@lossio). Cumprimentei a Dora (@dora_), o Felipe (@obrer) e outras pessoas de passagem, não deu tempo de conversar. Em resumo, foi uma noite bem divertida. Gosto dessa combinação informal de palestra+festa. Sugestões pros próximos: mais estímulo à participação das pessoas no debate; foco em temas menos genéricos e mais polêmicos; espaço físico maior e mais arejado. Fecho com comentário do amigo @johnniezanatta, que não pôde ir e foi conferir as fotos: “Nem só de nerds vive a rede social”. :)

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