Posts com a tag ‘amigos’

28

Jun

11

Zé Dassilva no Jô Soares

O amigo Zé Dassilva, cartunista do Diário Catarinense, roteirista da Globo e um dos melhores frasistas que conheço, foi entrevistado ontem no programa do Jô que foi ao ar esta madrugada. Dei boas gargalhadas. Se ele contasse todos os causos que a gente escuta em mesa de bar, precisava de outro programa inteirinho.

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25

Jun

11

Quando se vê, já são seis horas…

Um poema de Quintana, publicado no Diário Catarinense em crônica de Mário Pereira – tive o prazer de conhecê-lo há poucas semanas – e enviado pelo Fernando Evangelista.

“A vida são uns deveres que trouxemos para fazer em casa./ Quando se vê, já são seis horas…/ Quando se vê, já é sexta-feira…/ Quando se vê, já é Natal…/ Quando se vê, já terminou o ano…/ Quando se vê, não sabemos mais por onde andam nossos amigos…/ Quando se vê, perdemos o amor de nossa vida…/ Quando se vê, passaram-se cinquenta anos./ Agora é tarde demais para ser reprovado./ Se me fosse dada, um dia, uma oportunidade, eu nem olhava o relógio./ Seguiria sempre em frente, e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas./ Seguraria todos os meus amigos, que já não sei onde estão, e diria;/ Vocês são extremamente importantes para mim.”

Mário Quintana

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13

Jun

11

Os epitáfios são eternos

Norberto por ele próprio no blog Os epitáfios são eternos:
órfão com muito orgulho, ex-agricultor, ex-engraxate, ex-vendedor de picolés, meias, pastéis, carnets, ex-garimpeiro, ex-jornalista, pai, marido, com soberba de ser poeta, com mania de ser escritor. A correr atrás do vento, através da vaidade, como todos os humanos. O sim é o sim, o não é não; quem não ajunta espalha, ying e yang é frescura, equilíbrio só existe no amor verdadeiro. Meio termo é o mal disfarçado e o Eterno, bendito seja o seu nome, é o bem e ponto final.
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13

Jun

11

Adeus, Norberto

Meu amigo Norberto Well era da turma de 86 do jornalismo da UFSC e uma das primeiras pessoas que conheci no curso. A gente o chamava de Ronnie Von, pela semelhança. Ele morreu este domingo às 20 horas no Hospital Santa Isabel de Blumenau, de complicações de saúde – era transplantado de fígado.

Eu o reencontrei há 3 semanas na festa dos “dinossauros” do jornal O Estado. Estava de chapéu e mancava. Conversamos num canto do salão, olhando o movimento e colocando os assuntos em dia. Ele me contou que queria se mudar de volta pra Floripa e perguntou sobre casas pra comprar. Ficamos de continuar a conversa pelo gtalk, mas não deu tempo.

Norberto vai ser velado e sepultado hoje às 16 horas, no Cemitério Municipal de Araquari, informa a viúva, Mari Lúcia Hoff. Era um homem generoso, sempre em busca da evolução espiritual. Guardo boas lembranças de nosso acampamento na Lagoinha do Leste há vinte e muitos anos, de nossas conversas sobre crônicas, poesia e a vida. Descanse em paz.

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31

May

11

Os melhores anos

O ex-comparsa de jornal O Estado Paulo Clóvis Schmitz, PC para os amigos e colegas, publicou esta crônica no Notícias do Dia e reproduzo na íntegra. Ele comenta a Festa dos Dinossauros, realizada no sábado com uns 150 cúmplices da aventura inebriante que foi trabalhar no “mais antigo”. Bukowski dizia de Fante, e se aplica ao PC: eis um escritor que não tem medo da emoção. Pra completar meu deleite com esta leitura, adoro crônica de ônibus.

Os melhores anos

O coletivo seguia lento, ruidoso, carregando o peso da própria sucata, a fala ligeira e os sonhos de gente que tinha vindo ao Centro para resolver demandas bancárias, negócios miúdos, ninharias de todo gênero. No corredor, grandes trouxas de roupas para lavar, pertencentes a famílias que pagavam por isso, e também mudas de árvores, a ração para o boi, apetrechos e ferramentas de pedreiro.
Vencida a reta das Três Pontes, o ônibus cambava para a esquerda e tomava a estradinha do Saco Grande, nome original do bairro que é hoje conhecido por João Paulo. Ao cruzar de novo a rodovia, na lá frente, saltávamos nós, empregados d’O Estado, para mais uma jornada, sabendo que o nosso trabalho seria conferido no dia seguinte, na hora do café da manhã, por senhores bem comportados daqui e de Joaçaba, Chapecó, São Miguel do Oeste…
Entrar no corredor que dava para a redação era deixar para trás todos os dilemas, uma dor física, algum drama existencial – em suma, o mal-estar do mundo. A grande sala repleta de Remingtons, laudas e fungos no carpê sem lavação era o porto seguro, a tábua de salvação, a certeza do amor próprio conferido pelo ofício abraçado, sabe-se lá a partir de que circunstâncias.
Ali, os dias eram plenos, dias de uma afeição particular aqui, de anseios não manifestos ali, e também de cobranças e louvores, quando houvesse razão para isso. Foram amizades sinceras, um aprendizado permanente e a comunhão perfeita com aquele recanto aprazível, quase interiorano, de uma cidade já em franca transformação.
A volta, à noite, repetia o ritual, o ônibus levando os sonhos, angústias e falas em outra direção, talvez em tom mais confessional, como convinha ao horário. Com ele, iam alguma saudade e a satisfação com a própria obra, que seria retomada um dia depois. Ia também a certeza de que o corredor estaria ali, imutável, como quem espera a volta do filho pródigo. Queixas havia, e também pequenas tragédias à espreita, mas o saldo era positivo, sempre.
Reencontrar parte desse passado ajudou a rememorar passagens, recapitular episódios impagáveis, rever figuras de bondade infinda e perceber que o tempo passa para todos, inexorável, independente do bolso, do título, da índole irretocável de uns, da empáfia de outros. Foi salutar falar de gente que já se foi, de gente que não deu mais as caras, de gente que chutou o balde e mudou de ramo e de rumo. Todos foram protagonistas de uma saga e marcaram, à sua maneira, a mente de quem gastou ali alguns dos melhores anos de sua vida.

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10

May

11

Ponte Hercílio Luz – Tragédia Anunciada

Mais um livro do Maurício Oliveira na praça. Ainda não li, mas já gostei.

Amigas e amigos, na próxima sexta, aniversário de 85 anos da Ponte Hercílio Luz, estarei lançando nova edição – atualizada e ampliada – do livro “Ponte Hercílio Luz – Tragédia Anunciada”, publicado originalmente quando a ponte fez 70 anos (o convite está ao final deste e-mail – será às 19h na Feira do Livro).

Como evidencia o título, o risco de queda da ponte – tema que voltou recentemente à mídia – é antigo. E aumenta a cada ano que passa sem a reforma salvadora. Todos que amamos esta cidade sabemos muito bem que a “velha ponte” transcendeu há muito tempo a condição de simples canal de transporte entre a ilha e o continente para se tornar um ícone da cidade e do estado, um patrimônio cuja importância não pode ser medida em valor monetário.

Salvar esse patrimônio histórico é fundamental para preservar a identidade de uma cidade que se transforma cada vez mais em um centro urbano moderno, com avenidas duplicadas, viadutos e pontes de concreto, reflexo da prioridade irracional que a nossa sociedade dá aos carros e ao transporte individual.

Neste momento em que os governantes dão a entender que a construção da quarta ponte será a prioridade, o que relegaria a majestosa ponte de ferro ao desprezo – e ao inevitável fim trágico previsto no título do livro -, o relançamento pretende ser mais um elemento de conscientização sobre a importância de salvar a ponte.

Os governantes precisam ser convencidos de que a busca por soluções para o problema viário e a necessidade de conservar o patrimônio histórico são problemas distintos. Falta criatividade e empenho das autoridades na busca de soluções para o financiamento da reforma.

Creio que uma contribuição dos empresários que exploram o turismo na cidade seria justa, por exemplo. Além do mais, alguém duvida que visitantes deixariam de pagar para atravessar a ponte a pé depois de reformada? Ou que uma feira de artesanato sobre a ponte aos domingos não seria um sucesso? E as áreas sob a ponte Hercílio Luz e em torno de suas entradas, que belos espaços a serem explorados!

Com boas ideias e transparência na administração dos recursos – elementos que infelizmente nem sempre são encontrados na gestão pública -, a ponte certamente poderá ser salva antes que se canse de vez da longa espera. Espero vê-los por lá. E espalhem a notícia! Abraços! Maurício

Dia: 13 de maio (sexta-feira)
Horário: 19 horas
Local: Estande da Editora Insular
4ª Feira Catarinense do Livro
Largo da Alfândega
Florianópolis – SC

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13

Mar

11

Transitions in Eloquence

Meu amigo-brother Antonio Rocha, carioca radicado nos Estados Unidos há 22 anos, fala sobre seu ofício de mímico e contador de histórias no TEDxDirigo, organizado no Maine. Esse é um dos “filhotes” da conferência multidisciplinar TED (Technology Entertainment Design), que desde 2006 divulga gratuitamente, sob licença Creative Commons, as TedTalks, palestras muito boas (e curtas) sobre os mais variados temas. Aqui, Antonio conta um pouco sobre o seu processo criativo.

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16

Feb

11

Vô e neto

Vô Camillo com Miguel na Costa da Lagoa.

Um presentão do moquirido Raul Ribeiro. Ele clicou a foto destes meus dois amores no final de 2005 na trilha da Costa da Lagoa, em Floripa. Papai tava com 80 anos e Miguel, com três.

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20

Dec

10

Um brinde à amizade

Dias corridíssimos por aqui. A maior quebra da rotina está sendo a presença de nossos queridos amigos Eirik e Hélène com seus filhos Adrian, Viktor e Iseline. A meninada deles se deu muito bem com nossos meninos, apesar da barreira da língua. Em meio à salada de norueguês, francês, inglês e português, fala-se a língua universal da amizade. Pelo blog deles, The big voyage, dá pra ter uma ideia do que temos aprontado juntos, nos momentos em que consigo uma folguinha.

No fim de semana estivemos com eles na Pousada Pasárgada, em Anitápolis, acompanhados também pelo Rogério Mosimann, a Elô e o Theo. Banho de riacho, comida boa, mata atlântica, trilhas e papos deliciosos com nossos anfitriões Fernando e Regina, pessoas iluminadas por quem temos grande carinho. Um oásis de sossego em meio à loucura cotidiana.

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01

Nov

10

Bem-vindo, novembro

Em casa, depois de uma semana trabalhando em São Paulo e no Rio, cidades que eu não visitava há dois e sete anos. Foi uma viagem boa, cheia de encontros e reencontros, mas com pique acelerado. Revi uns poucos amigos, dos tantos que eu queria encontrar – Yan, que me abrigou em seu cafofo em Perdizes, e seu pequeno flamenguista Arthur, com quem brinquei de carrinhos hot-wheels; Marques, Mauricinho e Cris; mano Leo, que me levou pra conhecer sua chácara em São Lourenço da Serra; os compadres-cunhados Sônia e Neto + os lindões Corina e Bidu, com quem jantei uma deliciosa pasta italiana. Visitei a redação do Valor Econômico e conheci ao vivo pessoas com quem só me comunicava por telefone e e-mail.

Dois toques de tristeza: recebi a notícia da morte de tia Elcy, irmã de minha mãe que vivia em Niterói. E no dia 28, lembrei com intensidade dos 20 anos da morte de minha mãe, mas a agenda tava tão corrida que precisei deixar as memórias de lado (não sem antes me dar conta que, embora a saudade seja eterna, o tempo é rei e alivia as piores dores). Revi Botafogo – onde moramos em 2000 e 2001 -, regiamente instalado no apê do Raulzito. Fui ao aniversáro + despedida da Renata, que tá indo pra Moçambique com o marido. Caminhei pelas ruas do centro do Rio, andei de ônibus pelo aterro, almocei no Capela na Lapa, tomei café com o Zé Dassilva. De repente, entrei num tubo metálico voador e cá estou, no sossego do Campeche, ouvindo passarinhos pela janela e as brincadeiras de Miguel e Bruno. Viajar é bom, voltar é ótimo.

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