Posts com a categoria ‘sociedade’

21

Oct

09

Paisagem Especulada

Domingo estarei lá.


Convite para evento cultural Paisagem Especulada, Pântano do Sul
CHAMADA GERAL PARA UM DIA INESQUECÍVEL NA BEIRA DO MAR, NA PRAIA DO PÂNTANO DO SUL
Florianópolis, 20 de outubro de 2009.
Caros amigos e interessados!
Convido-os a participar do evento Paisagem Especulada que acontecerá no dia 25 de outubro de 2009, às 10h, na praia do Pântano do Sul, sul da Ilha de Santa Catarina. 
Vamos nos reunir para escrever na areia as palavras “PAISAGEM ESPECULADA”, num esforço conjunto para uma bela vista aérea de nossa obra.  Para isso vamos precisar de muitas pessoas bem dispostas, equipadas com pás de todos os tamanhos e formas, enxadas, ancinhos, baldes e latas, enfim qualquer ferramenta boa para cavar os traços das letras na areia.
A escolha deste local foi baseada na tensão entre a especulação imobiliária e os anseios de boa parte da comunidade desta região para se preservar a Planície do Pântano do Sul, transformando-a em um parque natural protegido.
Ficará visualmente ainda mais interessante se as pessoas puderem vestir roupas amarelas (calça, ou camiseta, vestido, boné, etc).
Esperamos contar com suas presenças!!!
PROMOTORES:
Núcleo Gestor Distrital do Pântano do Sul do PDP
Cine-clube Armação.
INMMAR- Instituto para o Desenvolvimento de Mentalidade Marítima
ABA Associação do Bairro dos Açores
Rádio Campeche
Apoio: Restaurante Pedacinho do Céu (fará a “sopa de letrinhas” para todos os participantes)
Fones para contato: Silvana Macedo (48) 3233 0083
Gert Schinke: 8424-3060, Raquel Macruz: 84555932
O quê? Evento Cultural Paisagem Especulada, Pântano do Sul
Como? De ônibus até praia do Pântano do Sul, ponto de encontro em frente ao Restaurante Pedacinho do Céu
Quando? Dia 25/10/09 (domingo)
Horário: 10:00 da manhã

~

p.s.: Tempo ruim. Não fui.

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19

Oct

09

Castelo dos Sonhos: entrevista com Tatiana Cardeal

Há poucas semanas contei sobre um prêmio que minha amiga Tatiana Cardeal, fotógrafa documentarista, foi receber na China. Pois mal retornou ao Brasil, ela já recebeu outro: o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, em parceria com Marques Casara, com a reportagem Castelo dos Sonhos [pdf], sobre exploração sexual de crianças e adolescentes ao longo da BR-163. Nesta entrevista, Tatiana conta como foram os bastidores dessa apuração.

DVeras em Rede – Como foi o desafio de fazer uma reportagem fotográfica sobre um tema que envolve tantos aspectos delicados do ponto de vista psicológico, legal e de segurança?

Tatiana Cardeal – Foi difícil, mas desafiador, e eu gosto muito dos desafios que me trazem um sentido. Não sou exatamente uma fotojornalista, meu trabalho é mais documental e bem mais lento, então, em no início achei que poderia não funcionar bem, mas acabei me surpreendendo bastante com minhas próprias reações. Fotografar escondida ou em risco não é a minha rotina, nem algo que eu tenha prazer em fazer. Houve momentos em que tive muito medo e outros em que surpreendemente me vi coordenando a situação com certa excitação para obter a melhor momento/ângulo de uma foto. Havia uma série de cuidados sobre o que fotografar e quando fotografar, não dava pra chegar clicando. Também havia o desafio de encontrar imagens fortes e/ou sensíveis que contassem a história e que fossem publicáveis, já que não se pode expor as imagens das vítimas da exploração sexual.

O que mais a impressionou? Houve momentos em que você hesitou em clicar?

Tatiana – Muitas coisas me impressionaram. Como cena, uma das mais impressionantes foi quando chegamos e passamos pela “avenida principal” de Castelo. Um grupo de cerca de sete meninas, muito novas (acho que entre 12 e 15 anos), semivestidas, sentadas na mesa de bilhar da varanda do boteco/bordel. A ausência do poder público alí impressiona, assim como as péssimas condições da estrada de terra (foram 6 horas para cobrir os 200 km), que separa Castelo da “civilização”, uma área erma onde praticamente não se encontra nada. Como referência, a região é próxima de onde caiu o Boeing da Gol em 2006, e que foi uma enorme dificuldade de mobilidade para o próprio exército. Também me impressionou muito a cena de uma garota franzina de 12 anos amamentando seu bebê; e em especial a “normalidade cultural” com que o sexo com menores é tratado, ao mesmo tempo em que provoca vergonha e receio nas famílias da vítimas.

O momento em que hesitei não foi pela imagem da foto em si, mas pela pressão psicológica em que estava. A gente já sabia da fama violenta da cidade… um conselheiro tutelar de outra cidade entrou em pânico quando o Marques decidiu que precisávamos ir lá. Mas já em Castelo, depois de entrevistar o jornalista que estava ameaçado de morte, e ele mostrar uma série bizarra de fotos que fez dos assassinatos da região (que não aguentei ficar vendo, porque não eram somente corpos assassinados, mas mortes decorrentes de violência bizarra e brutal, com técnicas de tortura requintadas e sádicas, que expunham os corpos posteriormente como “mensagem” para a população local), e eu ainda precisava fazer duas últimas fotos, em público, na avenida principal e na delegacia. Eu estava tão chocada com o depoimento e a brutalidade das imagens do jornalista, que o Marques praticamente me empurrou pra fora do carro para fotografar.

Pode contar um pouco sobre o lado técnico de fazer uma cobertura fotográfica na umidade amazônica? Como você lida com o dilema entre a necessidade de carregar equipamento pesado e a de ser discreta?

Tatiana - Bom, a Amazônia é gigantesca, e oferece condições climáticas variadas. No caso dessa região no norte do Mato Grosso, não fomos na época das chuvas, então eu tinha mais preocupação com o poeirão vermelho da estrada de terra do que com a umidade, vivia protegendo a câmera e limpando. Já no Amazonas, em São Gabriel da Cachoeira encontramos temperaturas altíssimas com extrema umidade, a ponto de a cola do espelho da minha câmera derreter (e da filmadora parar de funcionar subitamente algumas vezes). Consegui colar novamente o espelho com uma versão enigmática de SuperBonder, a TreeBonder, única alternativa disponível na cidade indígena… por sorte colou e resolveu. Outra coisa que ajudou é ter uma mochila tropicalizada, que veda 100% contra chuva, e até protege na queda do equipamento na água (a mochila fica boiando no caso de uma voadeira virar…).

Normalmente não carrego muito equipamento. De mais pesado são duas cameras, três lentes médias e um flash. Se não ía muito longe, só uma camêra. Mas nada que não caiba em uma mochila média e que eu não possa levar.

Admiro a maneira como você reorientou a carreira bem-sucedida de diretora de arte para recomeçar – e obter reconhecimento internacional – na fotografia de temas sociais. O que moveu você nessa mudança e como ela se deu?

Tatiana – Obrigada, Dauro, mas saiba que essa mudança de carreira não foi nada muito planejado. Acho que tive uma boa dose de sorte, pois ao sair da Editora Abril eu já sabia que queria continuar na área social e não queria mais fazer revista puramente comercial. Estava fazendo uma pós graduação em Mídias Interativas, algo meio novo e experimental na época, e que me deixou bastante antenada com as possibilidades da internet. Fui publicando imagens de temas que me interessavam e pesquisas visuais que eu fazia como estudo e hobby. Aí fui recebendo um grande feedback que me encorajou a continuar produzindo mais e que aos poucos tornou-se trabalho. Ainda naquele período, algumas redes que eu frequentava e publicava só falavam em inglês, e acredito que foi aí que o trabalho ganhou alguma projeção fora daqui.

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Leia também a entrevista com Marques Casara.

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03

Oct

09

Classe Média Way of Life

Li na tuitada do @doni, conferi e achei muito bom este blog, Classe Média Way of Life. Um trechinho dos textos mais recentes – dei risada e fiquei imaginando várias situações que ele descreve:

dica 031 – Pagar pau pra gringo

Se existe um tipo de pessoa pela qual a Classe Média nutre a mais sincera devoção e idolatria, estes são os gringos. Gringos, para o médio-classista, são como seres de outro mundo, seres iluminados de uma esfera superior, de um planeta onde tudo é ao contrário do Brasil: não há pobres, o trânsito funciona, todo mundo é educado, as ruas são limpas e todo mundo é bonito e veste marcas conhecidas. (…)

dica 030 – Praticar o “cada um por si” no trânsito 

Para quem quer se comportar como a Classe Média brasileira, um ótimo ambiente de observação é o trânsito de nossas grandes cidades. Ali podemos estudar, por imersão total e com riqueza de detalhes, os valores deste peculiar grupo social.

O médio-classista encara o trânsito como se fosse uma grande batalha em defesa do seu direito individualprioritário de ir e vir, o que significa que cada indivíduo da Classe, no trânsito, tem prioridade um sobre o outro e vice-versa (numa estranha equação ainda não resolvida pela matemática). E todos têm prioridade sobre os pedestres (este ponto já é bem mais fácil de entender). (…)

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29

Sep

09

Liminar impede construção da fosfateira de Anitápolis

Uma liminar concedida ontem pela juíza federal substituta Marjôrie Cristina Freiberger Ribeiro da Silva suspende os efeitos da Licença Ambiental concecida pela Fatma (Fundação do Meio Ambiente) e impede a construção da fosfateira das transnacionais Bunge e Yara no município de Anitápolis. A juíza determina que a Fatma “se abstenha de expedir a Autorização de Corte e às empresas rés de qualquer ato tendente à supressão de vegetação ou início das obras, até decisão final nesta ação”. Importante conquista para os moradores dessa linda região de Mata Atlântica na encosta da serra catarinense, rica em nascentes, flora e fauna ameaçadas de extinção. Recomendo a leitura da íntegra da decisão judicial, sábia e bem fundamentada. Ainda há muita água pra correr neste caso, mas é uma vitória inicial a comemorar.

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20

Sep

09

Mina vira alvo de protestos em SC

Matéria de alta relevância no Estadão de hoje. Um paraíso de mata atlântica e nascentes está ameaçado pela estupidez corporativa. O Fernando e a Regina, citados no texto, foram nossos anfitriões no sítio Pasárgada, em Anitápolis.

Mina vira alvo de protestos em SC

Empreendimento para explorar fosfato obteve aval de órgão de licenciamento, mas moradores são contra atividade

Eduardo Nunomura

Há sete anos, Fernando Monteiro decidiu ir embora para sua Pasárgada, e assim batizou o sítio que escolheu, no meio da mata atlântica de Santa Catarina. Hoje, ele está triste, triste de não ter jeito, com a história da construção de uma mineradora perto de seu quintal. Mas, ao contrário do que imaginava o poeta Manuel Bandeira, Monteiro não é amigo do rei nem da Indústria de Fosfatos Catarinense (IFC), dona do projeto Anitápolis. A IFC quer explorar a maior jazida ainda intacta no País em uma área de 300 hectares, cercada de florestas, rios e pequenas comunidades. Monteiro e outros tantos lutam para barrar a obra.

Duas multinacionais, a Bunge e a Yara Brasil Fertilizantes, formaram a IFC e compraram 1,8 mil hectares na pacata cidade de Anitápolis. Há décadas sabe-se que naquele chão há o minério vital para o agronegócio. É o fósforo, identificado pela letra química P. Com o nitrogênio (N) e o potássio (K), forma o fertilizante NPK. O Brasil importa a maior parte do fósforo, porque é mais barato. Explorar jazidas como a de Anitápolis reduziria a dependência externa.

Monteiro é um paulistano que se refugiou na montanha. Casou-se com Regina Capistrano, mãe de Miguel, de 11 anos, e com ela teve duas filhas, as pequenas Mariana e Ana Clara. Eles compraram 5,5 hectares cortados por dois rios e nove nascentes d”água. Plantaram uma horta e construíram três cabanas para receber hóspedes. A pousada Sítio Pasárgada faz parte de um programa de inspiração francesa, a Acolhida na Colônia, onde turistas experimentam a vida no campo sem televisão, telefone ou internet. “Falo de rios limpos, rãs e matas intactas. As multinacionais dizem que vão preservar, mas a lógica delas é de quem só pensa em produzir”, diz ele. (…)

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20

Sep

09

Creative Commons

Este texto tá no final da homepage do blog, mas poucos dos meus 17 leitores devem chegar até lá. Então vou dar uma colher-de-chá pra ele e botá-lo em destaque, aproveitando pra dizer que DVeras em Rede é Creative Commons.

Creative Commons License
“Você pode copiar, distribuir, exibir e executar a obra, sob as seguintes condições:
Atribuição. Você deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante [ Dauro Veras – http://dauroveras.blogspot.com/ ].
Uso Não-Comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais.
Vedada a Criação de Obras Derivadas. Você não pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.”
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11

Sep

09

Kommbo hoje

Hoje tem mais uma edição do Kommbo na Lagoa da Conceição.

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02

Sep

09

Como a mídia social pode fazer história


Nesta palestra realizada em junho, Clay Shirky, professor de telecomunicações interativas da Universidade de Nova Iorque, fala sobre como as tecnologias sociais ajudam cidadãos em países de regimes repressivos a burlar a censura. Também mostra como o fim do paradigma “broadcasting” das notícias está transformando a política. O terremoto na China e a campanha de Obama são dois exemplos que ele cita para ilustrar sua exposição. Muito bom.

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15

Aug

09

Marina e a sacudida no cenário pré-eleitoral

Uma avaliação política do amigo Diógenes Botelho, nosso correspondente para assuntos aleatórios em Brasília, sobre o ensaio do lançamento de Marina Silva como candidata à Presidência em 2010:

Marina é a chance de não termos uma eleição plebiscitária em 2010. Sua candidatura já trouxe de volta o Ciro Gomes, que tava envolto naquela porralouquice de disputar o governo de SP. No cenário de hoje, Marina tira votos diretos de Dilma. Ciro tira de Serra/Aécio e de Dilma. Na matemática quem perde é Dilma. E corre o risco de ficar de fora do segundo turno. Pesquisa do PV (se é que dá para confiar) diz que Marina já tem mais votos que Dilma em alguns cenários.

O problema da Marina é agregar outras forças políticas em torno de seu projeto. Tem o PDT sendo sondado, mas o partido também pode pular para o lado do Ciro (esteve com ele em 2002), isso se o PSB bancar mesmo a candidatura do cearenso-paulicéia-desvairado.

A entrada da ex-ministra em cena já serviu para dar uma sacudida no quadro pré-eleitoral. Porém, colegas que trabalharam com ela são quase unânimes em analisar sua capacidade de formulação política: “Fraquinha”, dizem.

Acho um exagero, mas forte também não é. Está mais para “candidata-símbolo” ou “candidata-bandeira”, tipo o candidato-educação representado pelo Cristovam em 2006. O que não resta dúvidas é que é uma pessoa de boas intenções, séria e que representa, na área ambiental, um alento para um país dominado por ruralistas.

E o melhor: deixou o Lula doidinho, já que ele apostava tudo na luta contra o “bem e mal” em 2010.

O bom mesmo seria uma campanha como a de 1989, quando tivemos 22 candidatos a presidente. Não foi mais devido a anulação da bizarra dupla Correia/Silvio Santos.

Como relembrar faz bem, lá vai a lista de 1989 e os respectivos votos de primeiro turno:

Resultado da eleição para presidente da República:
Primeiro Turno:
1º lugar – Fernando Collor de Mello (PRN / PSC) – 20.607.936 votos
2º lugar – Luiz Inácio Lula da Silva (PT / PSB / PC do B) – 11.619.816 votos
3º lugar – Leonel de Moura Brizola (PDT) – 11.166.016 votos
4º lugar – Mário Covas Junior (PSDB) – 7.786.939 votos
5º lugar – Paulo Salim Maluf (PDS) – 5.986.012 votos
6º lugar – Guilherme Afif Domingos (PL /PDC) – 3.271.986 votos
7º lugar – Ulysses Guimarães (PMDB) – 3.204.853 votos
9º lugar – Roberto Freire (PCB) – 768.803 votos
10º lugar – Aureliano Chaves (PFL) – 600.730 votos
11º lugar – Ronaldo Caiado (PSD) – 488.872 votos
12º lugar – Affonso Camargo (PTB) – 379.262 votos
13º lugar – Enéas Carneiro (Prona) – 360.574 votos
14º lugar – José Alcides Marronzinho de Oliveira (PSP) – 238.379 votos
15º lugar – Paulo Gontijo (PP) – 198.708 votos
16º lugar – Zamir José Teixeira (PCN) – 187.160 votos
17º lugar – Lívia Maria (PN) – 179.896 votos
18º lugar – Eudes Mattar (PLP) – 162.336 votos
19º lugar – Fernando Gabeira (PV) – 125.785 votos
20º lugar – Celso Brant (PMN) – 109.894 votos
21º lugar – Antônio Pedreira (PPB) – 86.100 votos
22º lugar – Manuel Horta (PDC do B) – 83.280 votos

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12

Aug

09

Muito obrigado, Marcelo

Recebi do Raulzito e publico na íntegra.

Uma lição tripartida de perseverança, honradez e cidadania! Muita gente nas planícies e Planaltos Centrais deveriam aprender com eles. Como é bom ler uma notícia desta e chorar por uma emoção boa. Leia quem tiver tempo para uma reflexão nestes tempos de Sarneys, Renans e United Collors of Senado.

Enviado por Mauro Ventura
no Blog Dizventura do O Globo

Agradecimento a Marcelo Fonseca

No começo de maio fiz uma coluna Dois Cafés e a Conta com Marcelo Fonseca, dentista das estrelas, que tem um trabalho social. Entre as várias cartas que recebi estava a de Neide Maria da Silva Suzano, moradora de Bangu.

Era um berro visual. Vinha em maiúsculas e fazia um pedido a mim: que entrasse em contato com Marcelo. Repassei para ele a mensagem. Leiam trechos abaixo:

“FUI CRIADA PELA MINHA MÃE QUE ERA DOENTE MENTAL, POR ESSE MOTIVO NÃO NOS ENSINOU A TERMOS HABITOS DE HIGIENE EM TODOS SENTIDOS. AOS 11 ANOS MEU PAI TENTOU ABUSAR DE MIM SENTI QUE ERA ERRADO, MAIS NÃO PODIA IR DE ENCONTRO AO QUE ELE QUISESSE POIS ELE NOS BATIA DE+ PRINCIPALMENTE NA MINHA MÃE, POR ISSO RESOLVI IR MORAR NA RUA E NÃO ME DEIXAR USAR POR ELE. VIVI POR 8 ANOS NO MEIO DE: TRAFICANTES, ASSALTANTES, ETC SEM ESCOVAR DENTES,TOMAR BANHO, COMER DIREITO, ETC. ACABEI SENDO ESTRUPADA POR UM DOS BANDIDOS E TENDO UMA FILHA AOS 14 ANOS, QUE MORREU AOS 28 DIAS DE NASCIDA. MESMO ESTANDO NO MEIO DELES NÃO ME PROSTITUI, NÃO USEI DROGAS E NEM ASSALTEI NINGUÉM, GRÇAS A DEUS. DA RUA Só TROUXE DE RUIM O VICIUO DO CIGARRO QUE AOS 43 ANOS DEIXEI.

CONSEGUI SER UMA MULHER HONESTA E DIGNA MAIS MESMO TRABALHANDO MUITO, NÃO CONSIGO PAGAR UM TRATAMENTO DENTARIO COMPLETO COM UM PROFISSIONAL DEBOM CORAÇÃO, PARA DEIXAR EU PAGAR COMO EU POSSO. HOJE OS MEDICOS DIZEM QUE PERDI MUITA MASSA OSSEA E PERDI 6 DENTES SEM UMA CARIE POR TER PROBLEMAS DE GENGIVAS, E AGORA OS DENTES QQUE SOBRARAM EM CIMA QUE SÃO16 DESCERAM E MACHUCA MUITO A PARTE DE BAIXO QUE AINDA TEM 10 DENTES.

TENHO IDO A DENTISTAS PARA TENTAR RESOLVER ESSE PROBBLEMA MAIS ELES NÃO TEM PAPO É PAGAR OU NÃO TEM ARGUMENTO. ME AJUDE POR FAVOR ESTOU DENTUÇA DE+, OS DENTES SEPARARAM D+, MORDO A MINHA BOCHECHA E MEUS LABIOS, ESCUTO ESTALOS NO MEU OUVIDO TODA HORA E SINTO DORES D+. HOJE TENHO 49 ANOS ACABEI O MEU ESTUDO O ANO PASSADO POIS MAL E PORCAMENTE SABIA LER E ESTOU TENTANDO FAZER UMA FACULDADE DE PEDAGOGIA PELO GOVERNO, FAREI O VESTIBULAR AGORA EM JULHO.

ESTOU APRENDENDO A USAR O COMPUTADOR COM MINHA NORA; JÁ TENHO ATÉ EMAIL VIU QUE CHIC QUE ESTOU? DEUS O ABENÇOE GRANDIOSAMENTE.”

Não tive mais retorno do caso, até que há poucos dias recebi nova mensagem de Neide. Selecionei alguns trechos:

“HOJE EU TENHO QUE AGRADECER PRIMEIRO A DEUS E DEPOIS AO SR. QUE FOI MEU ANJO DA GUARDA EM MANDAR AO DR. MARCELO O MEU EMAIL. PELA PRIMEIRA VEZ EU TIVE UM PISTOLÃO POR MIM. O DR. MARCELO JÁ ME ATENDEU E JÁ COMEÇOU OS PRIMEIROS PASSOS PARA RESOLVER OS MEUS PROBLEMAS DENTAIS, FUI TRATADA COMO UMA MADAME TAMANHA DEDICAÇÃO DE SUA EQUIPE. FIQUEI TÃO FELIZ QUE CHOREI DE ALEGRIA AO VER PESSOAS QUE NUNCA ME VIRAM ME TRATAREM COM TANTO CARINHO.”

O que posso dizer? Muito obrigado, Marcelo.

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