Posts de 2006

08

Feb

06

Os versos da vez

Versos inspiradores de Lenine e Dudu Falcão, da música Paciência, enviados pela Ana Cláudia Menezes.


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
(…)

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07

Feb

06

Tags e jornalismo

Mario Lima Cavancanti escreve no Comunique-se sobre a adaptação das tags ao jornalismo online. Ele conta que o LATimes.com vem usando o recurso de uma forma interessante: pra mostrar os termos que mais se destacam em uma determinada matéria, podendo ou não fazer comparações com matérias similares ou ainda com suítes.
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Três exemplos do uso pessoal que faço de sites com tags:

http://del.icio.us/dauroveras/

http://flickr.com/photos/dauroveras/

http://www.escambau.org/

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07

Feb

06

Frase da vez: evento de verão


stones de graça no rio: não tem nada que me lembre mais a visão do inferno.

(Emerson Gasperin)

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Ele desenvolve melhor a idéia aqui.

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07

Feb

06

Letras da floresta


Em janeiro li Cinzas do Norte, do amazonense Milton Hatoum – que acho um dos melhores escritores brasileiros da atualidade. Conta a história de dois amigos que vivem em Manaus e o drama familiar de um deles, artista em permanente conflito com o pai, que deseja um herdeiro dedicado aos negócios. Gostei muito. Denso como a floresta, mas tão gostoso de caminhar por ele como uma trilha no meio do mato. Meu favorito ainda é seu primeiro romance, Relato de um certo oriente.

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07

Feb

06

A idade da pedra

Com cinco anos de idade as crianças começam a carregar pedras e respirar poeira letal nas minas de talco que operam clandestinamente na cidade histórica de Ouro Preto (MG). Multinacionais compram o produto.

Em uma investigação de quatro meses, o Observatório Social apurou que as empresas Basf, Faber-Castell e ICI Paints são as principais compradoras do talco, extraído de forma ilegal e mediante exploração de mão-de-obra infantil.

As multinacionais confirmam a transação e admitem falhas no controle de suas cadeias produtivas. O resultado da apuração será publicado na revista do Observatório Social de fevereiro.

Leia mais aqui

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06

Feb

06

Vendo

Vi ontem Heaven (Paraíso), de 2002, dirigido pelo alemão Tom Tykwer, com Cate Blanchet e Giovanni Ribisi. Bem bom! Professora inglesa vivendo em Turim comete atentado a bomba contra traficante, mas erra o alvo e mata quatro inocentes. É presa. No interrogatório, o carabinieri intérprete se apaixona por ela. Planeja sua fuga e… O roteiro, do polonês Krzystof Kielowsky, é simples e profundo. Aborda a possibilidade de redenção. 96/100.

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06

Feb

06

Lendo (também)

Paulo Leminski, o bandido que sabia latim, biografia por Toninho Vaz. Compramos num sebo na feirinha de artesanato do Parque da Luz, que há duas semanas funciona todo domingo defronte à cabeceira insular da ponte Hercílio Luz.

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03

Feb

06

Beleza pura

Ontem no Campeche foi bem legal. Como disparei os convites em cima da hora, pouca gente apareceu, mas quem foi fez a festa. O mar tava calmo e na temperatura perfeita, parecia até encomenda de Iemanjá pro dia dela. Nadei no finzim de tarde com sol dourado e Laura se banhou à noite. Miguel brincou brincou brincou.

Horas de encanto e saudável vagabundagem em companhia de um time de alto gabarito: Nega e Tomate, Ana e Frank, Cynara e Mauro, Joca, Alan, Lígia, Lina, Elis espoleta… Por diversos motivos, todos comemoravam a beleza da vida. Início das férias, retomada dos estudos, convalescência de cirurgia, novo empreendimento, paternidade, maternidade, descobertas do crescer-criança. Dava pra sentir no ar as good vibes dos presentes e dos que foram em pensamento.

Entre os próximos eventos das comemorações DVeras 40 está previsto um campeonato de xadrez. Enxadristas de plantão, entrem em contato pra gente armar essa. Também vamos combinar uma trilha uma hora dessas. Ou melhor, combinar não: fazer ;) Tenha um ótimo fim de semana. E aproveite o verão, que ele passa rapidim.

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02

Feb

06

Festa


Está aberta a temporada de comemorações pelos meus 40 anos de idade e 20 de Floripa. Hoje a partir das 17h tem happy hour no bar do riozim do Campeche. O lugar fica na avenida Campeche, a uns 300 metros da esquina com a avenida Pequeno Príncipe. O ponto de referência é um muro com bandeirinhas. Na entrada tem uma placa “Academia Performance” e outra “Estacionamento”. Até lá ;)

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02

Feb

06

Dez mais caras

Pra quem gosta de viajar e de listas, esta pode ser útil. Depois de 14 anos no topo do ranking, Tóquio foi desbancada pela capital da Noruega como a cidade mais cara do mundo.

  1. Oslo, Noruega
  2. Tóquio, Japão
  3. Reykjavik, Islândia
  4. Osaka, Japão
  5. Paris, França
  6. Copenhague, Dinamarca
  7. Londres, Reino Unido
  8. Zurique, Suíça
  9. Genebra, Suíça
  10. Helsinque, Finlândia

Da BBC News, via Aidan Doyle, de Osaka.

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Laura e eu passamos duas semanas na Noruega em 97, metade do tempo em Oslo. Só conseguimos a façanha graças à generosidade dos amigos Eirik e Hélène – que nos hospedaram em sua simpática casinha à borda da floresta de Oslo, [tal como a de Sofia] e viajaram conosco pelo interior. E também à bondade de Kjersti – de quem fomos convidados especiais à sua festa de casamento -, Camilla, Kristian e Marianne, que nos mostraram a cidade e bancaram belos jantares.

Se você pensa em tomar um pilequinho por lá, melhor preparar o bolso. Um hábito comum dos noruegueses é servir água com limão aos visitantes. Isso se explica pelas severas restrições culturais/legais ao alcoolismo, que tem origens históricas no puritanismo e em questões de saúde pública. O preço da birita é proibitivo – um caneco de cerveja custa o equivalente a 7 dólares num bar, e a venda de bebidas fortes, incluindo vinho, é monopólio do Estado. Curiosamente, muita gente fabrica bebidas em casa, em alambiques clandestinos. E é possível comprar nos supermercados essências de bebidas como uísque e gim pra misturar no álcool de cereais.

A Noruega é um país de belezas naturais estonteantes e um grande choque cultural pra nós tupiniquins ( aliás encontramos lá dois índios tupiniquins de verdade, protestando contra a Aracruz Celulose). É uma sociedade materialmente resolvida. Lá os problemas são de outro tipo, mais existenciais e menos “sobrevivenciais”. Tudo isso me dava uma certa tontura, uma sensação de irrealidade, que talvez eles também sintam quando vêm às latitudes tropicais. Lá tive também uma forte experiência de vertigem mística, no Preikestolen (“Pedra do Púlpito”), um paredão natural de 604 metros de altura no alto de um fiorde de Stavanger. Outra hora conto essa.

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