02
Feb06
Lendo
O Bom Soldado, de Ford Madox Ford. Publicado na primeira década do século 20, o livro é, segundo um crítico bem-humorado, “o melhor romance francês já escrito em língua inglesa”. Ford foi contemporâneo e parceiro literário de Joseph Conrad. A história, diz a resenha do Submarino, “envolve triângulos amorosos, o suicídio de duas de suas quatro personagens principais, a morte súbita de uma outra e a insanidade de uma jovem”. Mas o que me interessa mais são os recursos de estilo: “O autor emprega as técnicas da fragmentação do tempo e da progressão do efeito”.
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Encontrei este comentário de Paulo Francis sobre o livro (FSP, 30.06.90):
Ford tem uma obra-prima. Se chamava The saddest story, A história mais triste. Levou a um editor em 1915. 0 editor disse: “Nesta guerra horrível ninguém vai ler um livro com esse título”. Ford deu licença para que o cara mudasse o título e o livro passou a se chamar The good soldier, O bom soldado. Um absurdo. É uma grande história de amor, loucura e morte, como todos os romances que ficaram. Li dois dos quatro volumes de Parade’s end e The good soldier. São excelentes, mas pode-se passar a vida sem lê-los.
01
Feb06
A escolha do nome
Faltou dizer: levamos vários meses tentando encontrar o nome que mais nos agradasse e a decisão final coube ao Miguel. Apresentamos a ele várias opções e ele descartou todas, exceto Bruno. Passou a chamar o neném assim e terminou nos convencendo
Bruno é também uma homenagem à prima Bruna, filha do mano Camillo. Ela é uma linda e corajosa garota cearense de quatro anos de idade. Nasceu com paralisia cerebral e passa quase todo o tempo na cama. Se alimenta por uma sonda no estômago e respira por uma sonda na traquéia. Com tudo isso, encontra prazer nos pequenos detalhes da vida, como a música, a presença de pessoas legais, os brinquedos e passeios. Camillo me escreveu hoje:
Tou aqui c a Bruna agora. Nem sei se ela entendeu alguma coisa mas quando falei que o nome do novo priminho ia ser Bruno ela deu uma risada daquelas, de canto de boca.
01
Feb06
A Wikipédia de depoimentos
Taí uma idéia matadora: uma enciclopédia de lembranças. A MemoryWiki ainda vai dar muito o que falar. Imagine o potencial disso pros historiadores e jornalistas… Poder contar histórias a partir das reminiscências de espectadores anônimos – em muitos casos pelo ponto de vista dos perdedores. Vi isso no Comunique-se, em matéria de Mario Lima Cavancanti.
31
Jan06
Do fundo do baú

Frank remexeu nos guardados
dele e encontrou esta foto. Nós
dois magrinhos em 1986 ou 87.
Num carnaval em Laguna, acho.
31
Jan06
40 cajus
É hoje. Dobrei o cabo da boa esperança. Até que não dói tanto. Me sinto ótimo. Um guri quarentão.
30
Jan06
O nome dele é…
Bruno
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Diz aqui:
Significa moreno, escuro e indica uma pessoa calma e diplomática, que consegue tudo o que deseja pela capacidade de convencer, nunca pela força. A liderança que revela vem mais da sua capacidade de analisar corretamente cada situação do que de um talento inato.
[acrescento, como bom pai coruja, que este Bruno tem inúmeros talentos inatos em sua carga genética]
Outra explicação curiosa na versão em castelhano do mesmo site:
Nombre de origen germánico: brun, “oscuro”, o brunne-brunja, “coraza”. Este es el nombre del multimillonario Bruno Díaz que encarna a Batman para salvar a ciudad Gótica de los villanos.
30
Jan06
30
Jan06
Chuck Norris que se cuide
Comentário da Laura:
“Chuck Norris é o Seu Lunga do cinema”.
Seu Lunga, pra quem não conhece, é o homem mais zangado do mundo. O cearense existe de verdade, mora em Juazeiro do Norte e suas histórias ganharam corpo no anedotário popular.
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Seu Lunga foi ao barbeiro cortar o cabelo. Já ia embora quando um abestado que entrava fez uma pergunta pra lá de inocente:
- E aí seu Lunga, cortou o cabelo?…
O rei do mau humor respondeu de pronto:
- Não, seu nojento, só tirei pra lavar!
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De noite a mulher de Seu Lunga falou, agoniada:
- Lunga, tá me dando uma coisa…
E ele, brabo:
- Pois recebe!
- Mas é coisa ruim, homem.
- Pois então devolve!
30
Jan06
31a. semana
As contrações de Braxton já começam a preparar o corpo da gravidinha pro nascimento do baby. É uma espécie de ensaio geral.
30
Jan06
Frase de filme
“Prêmio é que nem hemorróidas: um dia todo bundão ganha”.
A escritora Sarah para seu editor em Swimming Pool, (À beira da piscina) de François Ozon.
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Bem legal o filme, aliás. É sobre uma escritora de suspense em crise de criatividade e a filha mimada do seu editor, numa casa do interior da França. Se eu tivesse que resumir o movimento da narrativa em duas frases, diria: “Nem tudo é o que parece”. E “preste atenção até o final”.







