15
Feb06
Retratos do Brasil injusto: Prestes Maia
Quatrocentas e trinta famílias estão ameaçadas de despejo de um prédio na avenida Prestes Maia, em São Paulo. O imóvel estava abandonado há mais de 12 anos, cheio de lixo que os ocupantes limparam. Eles vivem no prédio há três anos. O proprietário é um sonegador – deve mais de R$ 5 milhões de impostos. Mesmo assim o judiciário (com minúsculas mesmo) mandou o batalhão de choque da polícia militar desocupar o edifício à força. Leia mais aqui e confira as fotos de um grupo de ativistas.
14
Feb06
Lindas fotos
Victor Carlson é um verdadeiro multi-homem: jornalista, escritor e talentoso escultor de luz. Confira no blog dele fotos da Venezuela e da Ilha de SC.
14
Feb06
Micos de foca
A jornalista Aline Cabral confessa alguns micos de foca. Nos comentários eu confesso alguns meus.
14
Feb06
Contagem regressiva: 33ª semana
O bebê já pesa 2 kg. Seu tamanho é de 43,6cm. Está em posição de nascimento, ou pelo menos, deveria estar. A cabeça deve estar voltada para baixo. Ele se encaixa dentro dos ossos da pelve. Para a mamãe, é difícil até para caminhar. É bastante ativo com movimentos que chamam a atenção até de pessoas estranhas, ao seu redor. Existe maior dificuldade para se movimentar, mas ele não deve parar. Caso fique sem se movimentar por período de 4 horas, você deve procurar a maternidade onde vai nascer seu bebê ou seu médico, pois pode denotar alguma dificuldade ou diminuição do bem-estar fetal.
13
Feb06
Miguelices: nova versão de música
Miguel tem ouvido bastante o CD da Arca de Noé, em que vários intérpretes cantam as músicas infantis de Vinicius de Moraes. Ele me disse que não gosta do final da música do pato (“Tantas fez o moço / que foi pra panela”).
- Ele não foi pra panela não.
Aí sugeri um novo final, ele curtiu e agora canta assim: “Tantas fez o moço / que foi pra floresta”.
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Isso me lembra um papo que tive com o grande amigo Ayres Marques Pinto, há mais de vinte anos. Estávamos curtindo o pôr-do-sol à beira do rio Potengi, em Natal, e entre tantos assuntos falamos de poesia e posteridade. Ele comparava Drummond a Vinicius e achava que a obra do primeiro iria permanecer por muitas e muitas gerações, enquanto a de Vinicius cairia no esquecimento em algumas décadas. Não nos falamos há uns cinco anos, mas gostaria de compartilhar com ele esta lembrança e a miguelice. Pois é, Ayres – se aí da Itália ou onde estiver, você ler isto: meu filhote hoje canta Vinicius e ainda não tem idéia de quem seja Drummond. Quanto a mim, adoro os dois. E tenho saudade das nossas viagens no tempo e vagabundagens poéticas na cidade do sol.
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Haha! Encontrei o Ayres. Continua em Loreto e trabalha com fototerapia. Grazzie Google!
13
Feb06
The Argentimes
A amiga australiana Lucy Cousins lança em março, em Buenos Aires, um jornal em língua inglesa sobre a Argentina, voltado ao público jovem. É uma publicação feita por voluntários, a exemplo de outra semelhante onde ela atuou na Bolívia.
10
Feb06
Repercussões

Sobre a reportagem do Observatório Social:
O Ministério do Desenvolvimento informou que vai intensificar o Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) em Ouro Preto.
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A Voz do Brasil de ontem abriu o programa com uma matéria de cinco minutos sobre o lançamento da revista.
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Hoje cedo a Rádio Nacional publicou entrevista ao vivo com o presidente do Observatório, Kjeld Jakobsen.
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Vários jornais, agências de notícias e sites de ONGs do país repercutiram a reportagem-denúncia.
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A informação chegou às comissões de fábrica (representações de trabalhadores na diretoria) da Basf e da Faber-Castell na Alemanha.
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No blog Dharmalog, o jornalista Nando Pereira escreveu sobre o ativismo individual e o papel do consumidor responsável.
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O governo alemão pediu esclarecimentos às direções das empresas.
UPDATE 13/2:
Na sexta 10/2 o superintendente em Minas Gerais do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), Luiz Eduardo Machado de Castro, foi preso pela Polícia Federal. Ele é acusado de evasão de divisas, contrabando de diamantes e conivência com mineração ilegal.
09
Feb06
Multinacionais e trabalho infantil
Se você consome tintas Suvinil (Basf, Alemanha), Coral (ICI, Reino Unido) ou giz de cera da Faber-Castell (Alemanha), você é a ponta final de uma cadeia produtiva que explora trabalho infantil em minas de talco nos arredores de Ouro Preto, MG. A reportagem de Marques Casara, editada por mim na edição 9 de Observatório Social Em Revista, mostra como essas multinacionais compram o produto de empresas clandestinas que usam a mão-de-obra de crianças. A revista está sendo lançada hoje em uma entrevista coletiva em Brasília.
A íntegra da reportagem (arquivo PDF, 2,04 MB)
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Um trecho interessante da reportagem diz respeito aos dilemas do consumidor. O que fazer quando você precisa pintar sua casa e as duas líderes de mercado das tintas no país têm entre seus insumos talco fabricado com suor de crianças? Quais são as formas mais efetivas de transformar a situação?
08
Feb06
Anotações de leitura: anotações de leitura
Até conhecer o Leminski eu tinha ciúmes dos livros, não os emprestava com medo de não serem devolvidos. Ele, ao contrário, dizia que os livros eram para ser lidos e não guardados em prateleiras como objetos decorativos. Escrevia poemas em papel higiênico, nas revistas, nos meus livros, em qualquer superfície… Eu aprendi com ele que o importante não é o papel, mas o que está impresso nele.
José Louzeiro, em “Paulo Leminski: o bandido que sabia latim”, de Toninho Vaz. Louzeiro abrigou Leminski, a mulher e uns amigos por dois meses na sua casa no Rio de Janeiro, em épocas de dureza.
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Sou um tiquinho reverencioso com os livros – não a ponto de me apegar a eles como objetos de decoração, pois adoro vê-los circular, conversar sobre eles com os amigos e ler o que anotaram. Mas tenho certo bloqueio quanto a eu mesmo canetear o que penso enquanto vou lendo. Talvez porque boa parte do que li até hoje foi em livros que não me pertenciam. É mais pelo respeito aos donos das obras que propriamente por algum senso de “idolatria às sagradas páginas”. Admiro pessoas como o meu pai, que cagam pra isso – e aos 80 anos, mais ainda. Ele trava animados diálogos com a obra, às vezes espirituosos e engraçados, outras vezes irados ou simples comentários de revisão ortográfica. Ler um livro depois dele é um grande prazer. E, ao me deparar com o depoimento de José Louzeiro, me dou conta com satisfação desse ponto em comum entre dois seres que admiro muito, irreverentes no mundo da leitura.
Você anota nas páginas dos livros? Tem essa vontade reprimida? O que sente quando anotam nos seus livros?
08
Feb06
Miguelices: novas tecnologias pra ouvir histórias
Na cama, de noite, enquanto rolava a história dos dois irmãos, da raposinha prateada e do leão laranja:
- Pai, vou dar uma pausa: plim!
Apertou um botão imaginário e se levantou pra fazer xixi.







