Posts com a tag ‘comunicação’

03

Sep

08

Rio Madeira Vivo

Recebi do amigo João Alberto, de Porto Velho, a dica pra conferir esse infográfico animado com recursos do Google Earth. Realizado pelo movimento ativista Viva o Rio Madeira Vivo, mostra o cenário tendencial do efeito das hidrelétricas de Samuel e Girau sobre os rios Jamari e Madeira, em Rondônia. Em resumo, é uma catástrofe ambiental anunciada, inclusive com a possível inundação de áreas bolivianas e terras de índios isolados. Independente de sua opinião sobre o assunto, vale conferir.

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03

Sep

08

Blip, a nova febre entre as redes sociais

Num dia em que muito se falou do novo navegador da Google, o Chrome, eu o deixei passar em branco – ainda nem consegui aprender direito todos os recursos do ótimo Firefox 3.0 e tou satisfeito com ele. Em compensação, com umas poucas fuçadas viciei na blip.fm, ferramenta colaborativa em que você é seu próprio DJ. É mais ou menos como no twitter, com a diferença que você faz buscas em músicas, escuta, comenta e compartilha com os contatos. Pode também dar “props”, menções honrosas pros seus DJs preferidos, e recebê-las de seus ouvintes. Gostei pelo jeito simples e intuitivo de favorecer a sinestesia. Associar música a impressões, sentimentos e lembranças é mais que uma brincadeira divertida. É um mergulho de cabeça no que fomos, somos e vamos ser.

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01

Sep

08

Amigo, não espere convite

Este post é especialmente dedicado aos amigos. Velhos, novos, novíssimos e os que virão.

Visita inesperada e prazerosa aqui em casa neste domingo, com longo papo regado a vinho tinto e pipoca: Silvio Ligeirinho e sua mulher Ana, paraibana gente finíssima que, como este pernambucano, veio parar em terras sulinas e está aqui há anos. Inevitável a conversa sobre semelhanças e diferenças culturais entre Nordeste e Sul. Falamos da hospitalidade e minha identificação com ela foi instantânea. Tanto Ana como eu lembramos que, nas nossas famílias, é hábito receber as pessoas sem essa formalidade de agendar visita com antecedência. Os chegados simplesmente vão chegando, improvisa-se a comida, busca-se mais bebida se preciso. Lembro que em minha infância e adolescência a família abrigou diversos agregados, às vezes por meses ou anos. Em ocasiões especiais já tivemos 15 ou 20 hóspedes simultâneos, sempre motivo de festa e risadas. Aos meus olhos de criança essa coisa de acolher e ser acolhido pelos amigos, e amigos dos amigos, sempre foi natural. Cresci vivenciando isso.

Quando vim morar no Sul, esse foi um dos maiores choques culturais que tive. Aqui as pessoas, mesmo quando se conhecem há anos, esperam convite pra se visitarem. É raro ligar pra dizer “posso ir aí?” ou “estou indo na sua casa daqui a pouco, tudo bem?”. Mais raro ainda aparecer sem aviso. Aliás isso chega a ser considerado uma indelicadeza. Não comento isso pra julgar o que é certo e o que é errado, é só uma constatação: no Nordeste somos muito mais abertos ao contato com a diversidade, com as experiências inesperadas de conviver. Com todos os riscos inerentes a essa maneira de ser. Se a gente pensar bem, a vida é um risco em si mesma. Estar aberto ao contato com outros mundos humanos oferece um potencial riquíssimo de crescimento. Até entendo o hábito de telefonar antes: pode poupar uma viagem em vão se a pessoa tiver saído. Mas esperar convite ainda me parece um tanto estranho. É uma das coisas que mais sinto falta em meus 22 anos no Sul. Tenho amigos maravilhosos aqui, e alguns talvez estejam esperando até hoje que eu os convide – enquanto eu estou esperando que apareçam de improviso, trazendo risadas, vinho e música pros nossos sábados e domingos, e por que não, segundas-feiras.

E se você telefonar e eu estiver ocupado ou sem pique pra ver ninguém, vou lhe pedir pra gente se ver outro dia, na boa. Simples assim. ;)

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24

Aug

08

Observatórios de Mídia

Recebi e passo adiante:

Chega às principais livrariarias do país esta semana o volume “Observatórios de Mídia: Olhares da Cidadania”, organizado por Rogério Christofoletti e Luiz Gonzaga Motta.

O livro sai pela Paulus e conta com 230 páginas. É uma reunião de textos de 17 pesquisadores brasileiros, de todas as regiões do país, e que compõem a Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), surgida em 2005. O prefácio é assinado pelo jornalista Alberto Dines, fundador do Observatório de Imprensa.

Mais informações: http://monitorando.wordpress.com/2008/08/24/observatorios-de-midia-lancamento/

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22

Aug

08

Acervo do Prêmio Herzog vai pra internet

Os 500 e tantos jornalistas ganhadores do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos em suas 29 edições – incluindo este que vos tecla – recebemos uma carta bem bacana do diretor do UNIC (Centro de Informações das Nações Unidas), Giancarlo Summa:

A todos os jornalistas que já conquistaram o Prêmio Vladimir Herzog,

Como parte das comemorações do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil decidiu empreender duas iniciativas destinadas ao reconhecimento do papel decisivo dos jornalistas e da imprensa na conquista da democracia e na defesa dos direitos humanos no País.

1. Instituir o Troféu Especial de Imprensa ONU: 60 Anos da Declaração / Prêmios Vladimir Herzog. Com criação de Elifas Andreato, o prêmio será entregue uma única vez, no dia 27 de outubro de 2008, aos 5 jornalistas brasileiros que mais se destacaram na cobertura dos direitos humanos no Brasil, eleitos pelos mais de 500 ganhadores das 29 edições do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

2. Reunir e disponibilizar, ao público em geral, todas as matérias premiadas no Vladimir Herzog ao longo destas três décadas. Um novo site www.premiovladimirherzog.org.br será lançado dia 10 de dezembro de 2008, data do 60º aniversário da Declaração, como forma de democratizar, de maneira permanente, o acesso a esse precioso acervo da história brasileira.
(…)

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20

Aug

08

Jogo dos sotaques

Você é bom em adivinhar sotaques? Então vai gostar desse joguinho que o Aidan Doyle me indicou: Can you guess where my accent is from? Várias pessoas recitam em vídeo duas linhas do poema If, de Rudyard Kipling (in English). Você tem a opção de ouvir de novo ou tentar adivinhar, numa lista de seis opções, qual é o país de cada uma. Cada acerto vale 3 pontos. No caso de países onde o inglês é língua nativa, pode ganhar 2 pontos extras se descobrir qual é a cidade. O joguinho é difícil, mas divertido. Aidan, um viajante australiano com o ouvido treinado, só conseguiu marcar 17. Eu fiz 16.
~
Ia ficar legal uma versão brasileira desse jogo. E ainda versões regionais com diferentes sotaques nordestinos; sulistas, nortistas…

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13

Aug

08

Meu testemunho sobre um acusado de plágio

Caro Sponholz,

Escrevo de espírito desarmado, sem a intenção de polemizar. Gostaria só de fazer uma reflexão sobre o episódio da charge do pódio, que você diz ter sido plagiada. Quero deixar um testemunho. Há duas décadas acompanho a trajetória do Frank Maia – mais que um artista gráfico e chargista brilhante, um cara generoso e íntegro, de quem tenho a honra de ser amigo. O Frank simplesmente não precisa plagiar ninguém. Ele é muito bom, uma usina de idéias. Claro que não lhe peço para acreditar na minha palavra: basta pesquisar, perguntar pros colegas do ramo, acompanhar as citações freqüentes na coluna do Zé Simão na Folha.

Lamento que você tenha tirado uma conclusão apressada. E mais ainda, que um jornalista-blogueiro de Santa Catarina a tenha endossado sem ao menos dar um telefonema para ouvir o outro lado, baseado só no horário de publicação no Charge Online – lugar bastante improvável pra se divulgar uma charge plagiada, convenhamos. Por incrível que possa lhe parecer, Sponholz, coincidências acontecem. Ainda mais se é com uma idéia que quicava de madura no imaginário coletivo dos criadores de piadas. Já vi várias sincronicidades incríveis. Mais uma vez não precisa acreditar em mim, pergunte aos colegas que estão há mais tempo na estrada.

Tenho admiração por seu trabalho e espero sinceramente que você tenha percebido o alcance do que disse – nem me refiro à carreira do Frank, consolidada há anos, mas no efeito que uma acusação injusta provoca numa pessoa honesta. Pense nisso, meu caro. E vamos em frente, que a vida passa ligeiro e temos mais o que fazer.

Abs

Dauro

p.s.: Como o caso se tornou público e envolve um amigo querido, tomo a liberdade de publicar esta carta em meu blog.

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13

Aug

08

O melhor infográfico sobre as Olimpíadas

Muito bacana esse infográfico em flash no New York Times com os resultados das medalhas das Olimpíadas de 2008 por país, atualizado em tempo real. Tem as opções geográfica – bolinhas no formato do mapa-múndi – e por ranking. E mostra os resultados dos jogos anteriores.

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10

Aug

08

Meu pai e a Veja

Meu pai, 83 anos, conversava hoje comigo por telefone e disse que cancelou a assinatura da Veja. Sua explicação, rápida e simples:

- A revista tem uma capa bonita, elegante, mas a gente vai lendo e só encontra besteira.

Há poucos dias, li um artigo de Roberto Efrem Filho contando por que o pai dele também cancelou. Nem tudo está perdido.

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01

Aug

08

Desde Cuba, Yoani Sánchez

Muito boa esta entrevista da jornalista Estela Caparelli na revista Criativa com a filóloga cubana Yoani Sánchez, autora do blog Generación Y. Em pouco mais de um ano de existência do blog, ela tornou-se celebridade internacional ao relatar, em primeira pessoa e com críticas bem-humoradas, o cotidiano em Havana: frustrações com a burocracia, falta de liberdade de expressão, queda na qualidade de ensino, proibição de sair do país…

Yoani foi considerada uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time e recebeu o prêmio Ortega Y Gasset 2008 de Jornalismo Digital. Em março deste ano, segundo ela, o blog recebeu 4 milhões de visitas. No entanto, é praticamente desconhecida no próprio país. “Em Havana, disseram que Evo Morales estava na lista [da Time], mas nem mencionaram que havia uma cubana entre os eleitos”, diz.

Ela é colaboradora do portal de jornalismo cidadão Desde Cuba, criado como alternativa para driblar o rígido – e anacrônico – controle estatal sobre a informação: “Se em Cuba uma pessoa faz, imprime e distribui um pequeno jornal, é um delito que se chama propaganda inimiga, de acordo com o Código Penal. Não há leis que impeçam um cubano de colocar opiniões na internet”. Com a ajuda de voluntários, o blog de Yoani tem versões em inglês, polonês, francês, alemão e italiano.

Um trecho:

Há pessoas afirmando que seu discurso ajuda a reforçar interesses políticos como os do governo norte-americano…
Todos os fenômenos novos são passíveis de ser manipulados de um lado ou de outro. Não quero me proteger contra a manipulação. Podem usar meu discurso como quiserem, isso não vai mudar o que digo. Não escrevo para satisfazer os de Miami ou o Partido Comunista. Muitas pessoas dizem: você apenas escreve críticas. Mas a televisão, a rádio e os jornais já falam do que é positivo. Para que vou gastar meu tempo quando a imprensa oficial já se dedica a isso?

Qual é a sua Cuba ideal, então?
O mundo ideal em Cuba não vai chegar tão cedo. Primeiro, porque a política tem gerado um preço social, político e antropológico. Perdemos muitas das tradições e valores. Leva tempo para construir uma nação fragmentada. A ilha ideal que chegará em 40 ou 50 anos precisa ser uma Cuba inclusiva, onde não existam linhas divisórias que separem um cubano do outro. Você não pode ser menos cubano porque vive fora do país ou menos cubano porque é turista. Uma Cuba ideal precisa ser plural, onde o que faço não constitua um delito ou uma traição. Onde ninguém seja acusado de ser agente do imperialismo por dizer o que pensa. E uma Cuba ideal precisa ser civil: Cuba está excessivamente militarizada.

Leia a íntegra aqui

Foto: reprodução do blog Generación Y

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