16
Jul09
Do fundo do baú, serestas de Seu Edmilson
Seu Edmilson foi um talentoso seresteiro do Rio Grande do Norte, boêmio de alma generosa e grande amigo da minha família, falecido há muitos anos. Estas músicas foram gravadas em fita cassete no início da década de 1980, na nossa casa em Ponta Negra, Natal, e digitalizadas de forma caseira em 2009 por meu irmão André. Evocam um tempo doce e mais ingênuo, lua cheia, cheiro de mar trazido pela brisa. Destaco a bela canção ‘Praieira’ (composição de Eduardo Medeiros sobre poema de Otoniel Menezes, 1922) espécie de hino da cidade do Natal. Fica aqui esta pequena homenagem a um homem bom, apaixonado pela música e pelas alegrias simples da vida.
p.s.: Apreciaria se algum voluntário com conhecimento e equipamento disponíveis pudesse “limpar” o som.








Belo relato, Raul! Espero logo mais compartilhar outras preciosidades do baú do meu irmão.
Como se encontra um tesouro ou ainda não sabemos de nada nesta vida
Ouvindo sua gravação em fita cassete com Seu Edmilson – que voz e que interpretação! – fiquei apaixonado por uma canção lá do meio da “fita” e é claro peguei um verso, tasquei lá no oráculo Google e descobri “Casinha Branca” – 1954 – de Elpídio dos Santos, compositor do interior paulista, mestre na melodia rancheira, caipira, valsante e romântica. Lá no site do Instituto Elpídio dos Santos tem muita coisa bacana de se ver e conhecer, mas destaco uma que me impressionou pela coincidência: que esta música, gravada por dezenas de cantores e cantoras do Brasil (Sergio Reis, Décio Marques, Renato Teixeira e outros tantos) tem a tradição de ser divulgada por diversas maneiras, que vai desde a tradição oral no início em 1953, depois fonogramas de 78rpm – em 1954, numa gravação antológica de José Tobias – , até duas novelas (Pantanal e Rei do Gado); chegou até mim por uma fita cassete gravada lá pelos anos 80, via blog, via wireless, via sentimentos profundos. Borboletas batem asas de formas estranhas e poderosas!
Beijos em todos por aí!!
Raulzito