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Sep

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E o porco leva mais um prêmio

Espírito de Porco recebeu ontem à noite o prêmio de “melhor contribuição social” no II Festival Nacional de Cinema e Vídeo de Piratuba. E assim nosso documentário passa a colecionar três premiações – recebeu as outras em 2009 nos festivais de Curitiba e de Seia, Portugal. Compartilho a alegria com o cara que co-dirigiu essa porcaria comigo, Chico Faganello. No momento ele está acompanhando o filme num festival ambiental na Costa Rica. Eu abraço também toda a equipe, em especial Nane Faganello, Licia Brancher, Cintia Domit Bittar, Vinicius Muniz e Renato Turnes, que dedicaram um montão de horas e de talento pra viabilizar a produção.

Piratuba é uma cidadezinha agrícola no Meio-Oeste catarinense com pouco mais de 4 mil habitantes, a maioria, descendentes de alemães. Fica vizinha a Ipira e bem próxima da divisa com o Rio Grande do Sul. O charme de Piratuba são suas águas termais, que a tornam um lugar perfeito pro turismo geriátrico. Cheguei ontem à tarde e fui direto ao Paraíso: o nome do hotel, na avenida principal. Fiquei tomando cerveja com uns amigos numa mesa na calçada, observando o movimento. Coisa curiosa é a moda que o pessoal tem de caminhar pela rua vestindo roupões de banho. Gostei! Um desfile que celebra o bem-estar e a informalidade. Passou até um cara vestido de vermelho dos pés à cabeça, acho que torcedor do Inter.

De noite, a entrega dos prêmios no Centro de Convenções reservou uma alegria dupla pra minha amiga Adriane Canan: o filme que ela roteirizou e fez assistência de direção – Mulheres da terra, dirigido por Márcia Paraíso – ganhou o troféu de melhor documentário e melhor filme do festival. O doc delas é sobre agricultoras familiares. No palco, a Adri fez um agradecimento especial à generosidade dessas camponesas, foi bem bonito. Como prêmio, a equipe vai receber cem mil reais em serviços de produção para finalizar um filme, com duas condições: tem que ter temática rural e estrear em Piratuba.

No hall de entrada, um grande mapa do Brasil indicava que houve filmes inscritos de todos os estados brasileiros, exceto Acre, Rondônia, Roraima e Alagoas. Ao todo, mais de 120 produções. Tive a oportunidade de conhecer gente finas, como o César Furlan Dassie, repórter do Globo Rural – que ganhou prêmio de melhor reportagem com uma matéria sobre parteiras; o Julinho, premiado na categoria amador com o polêmico curta Veneno de Colono; e uma animada turma de professores e estudantes de jornalismo da Unoesc, de Chapecó. Peguei só a última noite do festival, encerrada em grande estilo com show do mestre da viola Almir Sater. Pelo que me disseram, ainda há bastante a avançar nas próximas edições. Mas a impressão que deu é que tem tudo pra emplacar como evento anual no calendário do cinema brasileiro. A cidade, o estado e os cineastas só têm a ganhar.

p.s.: No retorno de carro pra pegar o voo em Chapecó, viajei ao lado de Almir Sater, de quem sou fã há tempo. Duas horas e meia de conversa agradabilíssima. Também foi conosco Claudio Savaget, produtor do Globo Ecologia, outro figuraço. Mas isso fica pra outro post.

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3 Responses:

  1. Em 03/10/10, 17:19, hesolde disse:

    Parabéns você merece pele primeira vez leio e vejo o que você faz, agora entendi a pessoa maravilhosa que você é que Deus te abençoe muito no seu trabalho.
    qdo esses filmes tiverem perto de mim me avise quero assistir.
    um abraço hesolde

  2. Em 27/09/10, 11:07, Sonia Vill disse:

    Super parabéns! Notícia boa pra começar a semana bem. Abs, Soninha

  3. Em 27/09/10, 05:29, Fabricio disse:

    Parabéns!


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