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Sep09
Observatório de Ética Jornalística
Eu e o professor Francisco José Karam convidamos a conhecerem o Observatório de Ética Jornalística (objETHOS), novo grupo de pesquisa do Departamento de Jornalismo da UFSC. A partir de agora, o objETHOS é a nossa base operacional para reunir conteúdos sobre deontologia jornalística, para desenvolver pesquisas na área, promover eventos e incentivar a reflexão e o debate em torno da ética no jornalismo.Em nosso blog, reunimos referências bibliográficas e cinematográficas, artigos e outros conteúdos relacionados. Por lá, também compartilharemos os resultados de nossas pesquisas.Acessem: http://objethos.wordpress.com Um abraço
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Sep09
ó o Doc aí
Começa hoje a I Mostra de Documentários de Chapecó, com o filme “Jogo de Cena”, de Eduardo Coutinho. No sábado 26 vai ser exibido nosso documentário Espírito de Porco, sobre o impacto da suinocultura industrial. O Chico Faganello e eu estaremos lá pra debater com o público. Segue release que recebi dos organizadores.
Cinelo realiza ó o Doc Aí: I Mostra de Documentários de ChapecóPela primeira vez será realizada em Chapecó uma mostra que envolve uns dos melhores filmes do gênero documentário do país. O evento foi organizado pela Associação de Cinema e Vídeo de Chapecó e Região – Cinelo, em parceria com outras entidades. A Mostra, que acontece de 22 a 26 de setembro, com início sempre às 19h30min, no Teatro do Sesc Chapecó, conta com a exibição de seis filmes, cujos direitos autorais de exibição das obras foram liberados pelos diretores.A Mostra inicia no dia 22, com a exibição do documentário “Jogo de Cena” de Eduardo Coutinho, considerado um dois maiores documentaristas brasileiros em atividade. Jogo de Cena é o décimo longa-metragem do diretor.Na quarta, dia 23 é a vez do filme “Jesus no mundo maravilha” dirigido por Newton Cannito que, além de produção documental tem vasta experiência em roteiro. Seu filme “Jesus no mundo maravilha” foi contemplado com o Edital DOCTV, um dos mais importantes prêmios nacionais.Dando seqüência à mostra, no dia 24 será exibido “Serras da Desordem”, direção de Andréa Antonacci. Nascido em Roma, na Itália, em 1944, transferiu-se para São Paulo (onde reside até hoje) em 1953. Realiza ampla documentação de culturas indígenas das Américas, que é também o tema do documentário exibido.Na sexta-feira, 25, a Mostra exibe o filme “Nelson Freire” de João Moreira Salles, que conta a história do pianista Nelson Freire. É importante ressaltar que esta é a segunda vez que o diretor João Moreira Salles cede os direitos autorais de um de seus filmes para exibição da Cinelo. No ano passado, foi exibido Santiago no evento que marcou o início das atividades da Associação.Finalizando a Mostra, no dia 26 dois filmes serão exibidos. O primeiro deles, “Faltam 5 minutos”, do gaúcho Luiz Alberto Cassol. O documentário narra a final de uma partida de futebol a partir da visão dos narradores esportivos das rádios da cidade de Santa Maria – RS. Na seqüência, ocorre o lançamento oficial do documentário catarinense “Espírito de porco” de Chico Faganello e Dauro Veras. Os dois diretores estarão presentes no evento para um bate-papo com o público.Sobre a CineloEm atividade há pouco mais de um ano, a Associação de Cinema de Chapecó e Região - Cinelo veio suprir uma carência regional tanto no incentivo à produção de filmes, quanto na formação de público para a sétima arte. Um dos grandes objetivos da Cinelo é tornar acessível grandes filmes que geralmente ficam restritos aos grandes centros. Um exemplo disso é a Mostra ó o Doc Aí.Além do evento em questão, a Cinelo mantém diálogo com setores públicos e privados a fim de buscar parcerias para o desenvolvimento de um cenário cinematográfico forte e de qualidade. Fazem parte da associação pessoas que produzem filmes, mas sobretudo amantes da sétima arte. A Cinelo está aberta a quem quiser pensar e fazer cinema. Para tornar-se sócio ou obter mais informações sobre a entidade basta entrar em contato através do e-mail contato@cinelo.com.br, ou entre no site www.cinelo.com.br e saiba um pouco mais sobre a Associação.Informações: contato@cinelo.com.brTelefone: 9979 8275 – Daniela
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Sep09
Direto de Honduras
A Rádio Globo Honduras está transmitindo ao vivo o cerco dos militares golpistas à Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Há conflito com o povo que apoia Manuel Zelaya e a polícia e exército estão baixando o pau. Eletricidade, água e telefone da Embaixada foram cortados. Acabo de ouvir disparos ao fundo da transmissão dos repórteres, que estão no meio do povo acompanhando a repressão. Jornalismo de primeira!
Cheguei a este link via artigo da jornalista Elaine Tavares. Trecho:
Hoje, dia 22 de setembro, eram cinco horas da manhã quando o exército hondurenho chegou diante da embaixada brasileira e ali estavam os repórteres da Rádio Globo, relatando tudo. E mais, chamando o povo a sair de casa, a vir para a rua e se manifestar em apoio da legalidade constitucional, que é o retorno de Zelaya ao governo. Para quem vive num país onde a maioria dos jornalistas é cortesã do poder, este é um momento de pura emoção. Os jornalistas hondurenhos, pelo menos os da rádio Globo, estão do lado da maioria das gentes. Eles não ficam protegidos pelo exército golpista. Eles ficam no meio do povo, correndo os mesmos riscos.
Naquelas primeiras horas da manhã, as gentes que vivem longe da capital, congestionavam as linhas da rádio para passar informação. O país inteiro se expressa pelas ondas livres desta emissora que, apesar de privada e pertencer a um liberal, encontrou no seu corpo jornalístico o esteio onde amparar a realidade vista pelos olhos do povo.
Para nós, que somos informados pelo jornalismo entreguista e amorfo das grandes redes do Brasil, ouvir a Rádio Globo de Honduras é quase como sorver o néctar daquilo que devia ser o jornalismo em todos os lugares. Um fazer absolutamente encarnado na vida real, das maiorias, do povo. Um espaço de expressão de todas as vozes e não só de algumas. A equipe de jornalistas da Rádio Globo me enche de orgulho de ser o que sou: jornalista. Alguém comprometido e parcial. Porque não dá para ser neutro diante de um golpe ou diante da destruição da vida das gentes. Que vivam os jornalistas de Honduras, uma categoria que tem o amor e a confiança do povo. Coisa rara e por isso digna de nota.
20
Sep09
Mina vira alvo de protestos em SC
Matéria de alta relevância no Estadão de hoje. Um paraíso de mata atlântica e nascentes está ameaçado pela estupidez corporativa. O Fernando e a Regina, citados no texto, foram nossos anfitriões no sítio Pasárgada, em Anitápolis.
Mina vira alvo de protestos em SC
Empreendimento para explorar fosfato obteve aval de órgão de licenciamento, mas moradores são contra atividade
Eduardo Nunomura
Há sete anos, Fernando Monteiro decidiu ir embora para sua Pasárgada, e assim batizou o sítio que escolheu, no meio da mata atlântica de Santa Catarina. Hoje, ele está triste, triste de não ter jeito, com a história da construção de uma mineradora perto de seu quintal. Mas, ao contrário do que imaginava o poeta Manuel Bandeira, Monteiro não é amigo do rei nem da Indústria de Fosfatos Catarinense (IFC), dona do projeto Anitápolis. A IFC quer explorar a maior jazida ainda intacta no País em uma área de 300 hectares, cercada de florestas, rios e pequenas comunidades. Monteiro e outros tantos lutam para barrar a obra.
Duas multinacionais, a Bunge e a Yara Brasil Fertilizantes, formaram a IFC e compraram 1,8 mil hectares na pacata cidade de Anitápolis. Há décadas sabe-se que naquele chão há o minério vital para o agronegócio. É o fósforo, identificado pela letra química P. Com o nitrogênio (N) e o potássio (K), forma o fertilizante NPK. O Brasil importa a maior parte do fósforo, porque é mais barato. Explorar jazidas como a de Anitápolis reduziria a dependência externa.
Monteiro é um paulistano que se refugiou na montanha. Casou-se com Regina Capistrano, mãe de Miguel, de 11 anos, e com ela teve duas filhas, as pequenas Mariana e Ana Clara. Eles compraram 5,5 hectares cortados por dois rios e nove nascentes d”água. Plantaram uma horta e construíram três cabanas para receber hóspedes. A pousada Sítio Pasárgada faz parte de um programa de inspiração francesa, a Acolhida na Colônia, onde turistas experimentam a vida no campo sem televisão, telefone ou internet. “Falo de rios limpos, rãs e matas intactas. As multinacionais dizem que vão preservar, mas a lógica delas é de quem só pensa em produzir”, diz ele. (…)
20
Sep09
Creative Commons
Este texto tá no final da homepage do blog, mas poucos dos meus 17 leitores devem chegar até lá. Então vou dar uma colher-de-chá pra ele e botá-lo em destaque, aproveitando pra dizer que DVeras em Rede é Creative Commons.
“Você pode copiar, distribuir, exibir e executar a obra, sob as seguintes condições:
Atribuição. Você deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante [ Dauro Veras – http://dauroveras.blogspot.com/ ].
Uso Não-Comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais.
Vedada a Criação de Obras Derivadas. Você não pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.”
18
Sep09
‘Lisbeth Salander debe vivir’ (Vargas Llosa)
Artigo de Mario Vargas Llosa em El País sobre a trilogia Millenium, do sueco Stieg Larsson:
Comencé a leer novelas a los 10 años y ahora tengo 73. En todo ese tiempo debo haber leído centenares, acaso millares de novelas, releído un buen número de ellas y algunas, además, las he estudiado y enseñado. Sin jactancia puedo decir que toda esta experiencia me ha hecho capaz de saber cuándo una novela es buena, mala o pésima y, también, que ella ha envenenado a menudo mi placer de lector al hacerme descubrir a poco de comenzar una novela sus costuras, incoherencias, fallas en los puntos de vista, la invención del narrador y del tiempo, todo aquello que el lector inocente (el “lector-hembra” lo llamaba Cortázar para escándalo de las feministas) no percibe, lo que le permite disfrutar más y mejor que el lector-crítico de la ilusión narrativa.¿A qué viene este preámbulo? A que acabo de pasar unas semanas, con todas mis defensas críticas de lector arrasadas por la fuerza ciclónica de una historia, leyendo los tres voluminosos tomos de Millennium, unas 2.100 páginas, la trilogía de Stieg Larsson, con la felicidad y la excitación febril con que de niño y adolescente leí la serie de Dumas sobre los mosqueteros o las novelas de Dickens y de Victor Hugo, preguntándome a cada vuelta de página “¿Y ahora qué, qué va a pasar?” (…)
18
Sep09
Aventuras de um silvícola no Oriente: piscina
Marques “Índio” Casara manda o primeiro relato de Guangzhou:
Hoje vivenciei meu primeiro choque cultural da China.
Fui à piscina do hotel, sentei na espreguiçadeira e e abri o laptop.
Chegou um cara e disse que computadores eram proibidos na área da piscina. Conversa daqui, conversa dali, tive que deixar o computador no armário do banheiro.
Sentei na espreguiçadeira e tentei relaxar.
Voltou o mesmo cara: “não pode ficar de camisa”.
Por que? – perguntei.
Porque aqui é pra tomar banho de piscina. Pra ficar de camisa precisa sair da área da piscina.
Tirei a camisa e pedi: pode por gentileza trazer uma cerveja.
“Bebidas são proibidas na área da piscina”.
Desisti. Fui tomar uma chuveirada no quarto.
18
Sep09
Drops da semana
Semana corridaça. Então, ao estilo twitter, vamos aos drops.
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Recebi, via www.trocandolivros.com.br, Primeiras Estórias, de Guimarães Rosa. Preciosidade.
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Lendo a 3a. parte da trilogia Millenium, do sueco Stieg Larsson: A rainha do castelo de ar.
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Artigo de Vargas Llosa em El País elogiando a trilogia Millenium: “Lisbeth Salander debe vivir”.
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O escritor da vez em Grandes autores catarinenses, blog da Regininha, é Godofredo O. Neto.
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Festival Internacional de Mágica em Floripa. Ganha quem fizer sumir o engarrafamento.
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Revendo um ótimo e despretensioso filme romântico: Before Sunrise (Richard Linklater, 1995).
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Contagem regressiva: faltam três dias para a Primavera. Chega de chuva e lama, quero praia.
18
Sep09
15
Sep09
O que é Creative Commons
Creative Commons em linguagem acessível. Muito bom esse desenho animado.
[dica da @denisecardeal]








