19
Jun06
Na trave!
Brasil 2 x 0 Austrália foi uma vitória de sufoco, mas o que eu queria comentar mesmo é bola na trave. O jogo teve duas: uma de Kaká, não convertida, outra de Robinho, que retornou aos pés de Fred e resultou no segundo gol (isso é só pra informar quem tava em outro planeta na tarde de domingo, e pra situar o leitor daqui a dez anos). Meter uma bola no travessão talvez seja mais difícil que colocá-la pra dentro da rede. Se as regras do futebol mudassem tanto quanto as do vôlei, talvez a jogada já estivesse valendo por meio gol ou contando como critério de desempate. Mas acontecimentos raros são muitas vezes apenas isso: pretexto pra pensatas sobre acaso versus destino e pra inevitáveis metáforas.
Há bolas na trave que prenunciam insossos zero a zero ou derrocadas que nem viagra resolve. Outras, como a que espirrou pros pés de Fred e mudou a vida dele, são como dádivas de amor platônico. Improbabilíssimas até acontecerem. Qualquer que seja a categoria da bolada no travessão, ela provoca admiração pela beleza plástica, pelo impacto que tonteia. Mas, ao contrário do gol, que depois do clímax costuma conduzir a um relaxamento satisfeito, esta jogada não leva necessariamente ao gozo. É uma guinada do imponderável, cheia de reticências, pensamentos sobre realidades paralelas (“e se…?”), promessa de agruras ou delícias… Pensando bem, não dá pra existir meio gol. Ou é ou não é.
19
Jun06
A boa da semana
O Instituto Ethos vai lançar um índice inédito para avaliar as políticas corporativas em relação à infância – incluindo o tratamento às empregadas grávidas e aos funcionários com filhos crianças. O
Índice de Desenvolvimento Infantil Empresarial – IDI – foi desenvolvido em parceria com a Unicef.
19
Jun06
17
Jun06
De olho na bola
Cá entre nós, a Argentina tá dando um banho de futebol. Forte candidata a chegar à final.
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Os africanos, a exemplo de outras copas, prometeram um futebol criativo e bonito de ver, mas ainda não disseram a que vieram.
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Os três gols mais bonitos da Copa até agora:
1. De Tevez em Argentina 6 x 0 Sérvia e Montenegro.
2. Outro da Argentina na mesma partida, aquele da seqüência de toques geniais.
3. De Kaká em Brasil 1 x 0 Croácia.
17
Jun06
Desenhos de Miguel
Nosso pequeno artista já liga o computador sozinho e manda ver nas cores e formas. Clique em cada imagem pra ver ampliada.
14
Jun06
Minhas Copas: Argentina, 1978
Recife, quarto andar do edifício Surubim, na avenida João de Barros, esquina com a Agamenon Magalhães, na Boa Vista. Primeira Copa em cores. Algumas lembranças: a chuva de papel picado da irada torcida argentina; as camisas com mangas compridas dos jogadores; o gol salvador de Roberto Dinamite na vitória de 1 x 0 contra a Áustria; um lindo gol de falta de Nelinho, com a bola voando em curva certeira; um álbum de figurinhas; minha primeira tabela da Copa; futebol de botão com os vizinhos – tinha um menino catarinense que torcia pelo Figueirense; o jeito engraçado e pessimista como meu pai torcia; a marmelada do Peru, que entregou o jogo pra Argentina por 6 x 0, tirando o Brasil da final; a expressão “campeão moral”. Mano Camillo, que só tem vagas imagens dessa Copa, lembra que nessa época ele foi mordido por um cachorro.
14
Jun06
Brasil 1 x 0 Croácia

Um jogo bem educativo pro Parreira, espero. Ainda há muito o que arrumar no time.
Melhor jogador: Dida. Pior: Ronaldo.
Do jornal argentino Olé sobre a nossa magra vitória contra os toalhas de mesa: “Son humanos”. Veja a imagem ampliada.
14
Jun06
14
Jun06
Frase da vez: sobre defeitos
“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.” (Clarice Lispector)[via boletim do Instituto Ethos]
12
Jun06
Miguelices: países e peixes
Ontem Miguel ganhou um presente muito legal do Frank e da Ana Paula: uma bola com as bandeiras de todos os países participantes da Copa. Passamos um bom tempo brincando de identificar cada um deles. Depois ele continuou sozinho:
- Essa aqui é a Moréia.














