Posts de 2006

27

Jun

06

Minhas Copas: México, 1986

Vi esta num apartamento da rua São Joaquim, centro de Floripa. Uma imagem de Santo Antônio ficava de cabeça pra baixo durante as partidas. Tomei um porre de vinho barato numa pracinha da avenida Beira-Mar Norte, nas comemorações da vitória contra a Polônia. Cena inesquecível: o pênalti que Zico perdeu.

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26

Jun

06

Copa comments

Menção honrosa quase-lá: México, que por pouco não despachou a Argentina.

Troféu neandertal: Holanda x Portugal.

Medalha se-colar-colou: Itália, por pênalti roubado contra a Austrália.

Comenda perna-de-pau: Ucrânia x Suíça.

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26

Jun

06

Zé Dassilva intizica Zico

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23

Jun

06

Brasil 4 x 1 Japão

Jogo de lavar a alma, hein? Com uma soma de ingredientes, conflitos e reviravoltas do bom futebol como espetáculo dramatúrgico:

  • começar perdendo e virar o placar;
  • fair play pelos dois times, com pouquíssimas faltas;
  • Zico comandando o Japão contra a seleção onde já jogou – e cantando o hino pátrio;
  • tabelas caprichadas de futebol-arte;
  • o jogador brasileiro naturalizado japonês;
  • o fenômeno em baixa que se redime, brilha e mete dois;
  • gols de mais dois reservas.

Em resumo, um ixpetáculo. Daqui pra frente começa a pedreira. Pra seguir adiante, vamos ter que atropelar os simpáticos ganenses.

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23

Jun

06

Dieta instantânea

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21

Jun

06

Haja cara de pau

No dia 19 o TRT do Maranhão decidiu manter a condenação do deputado federal Inocêncio de Oliveira, do PL de Pernambuco, por danos morais a 53 pessoas que foram submetidas a trabalho escravo em sua fazenda em 2002. O advogado de defesa do parlamentar alegou no primeiro julgamento que os desembargadores haviam considerarado apenas a existência de “trabalho degradante”, e não de “trabalho escravo”. O Tribunal considerou que isso foi mais uma firula técnica que um argumento de verdade. Inocêncio ainda pode recorrer ao TST em Brasília. A matéria é de Beatriz Camargo, da Repórter Brasil, ong que tá fazendo um trabalho magnífico de jornalismo social.

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21

Jun

06

Bussunda (1962-2006)

Uma bela e nada piegas homenagem do Alexandre Inagaki (“Pensar Enlouquece…”) ao Bussunda.
~
Algumas frases do humorista publicadas pelo Globo.

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20

Jun

06

Um desenho

lobo vermelho

Lobo vermelho, by DVeras.

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20

Jun

06

Minhas Copas: Espanha, 1982

Natal. Rua Bacopari, Ponta Negra. Ao som de “Voa, canarinho, voa!” e animado pela melhor seleção brasileira que já vi jogar, curti essa Copa em clima de comunidade. Na Bacopari tínhamos uma vizinhança animada, que todo ano fazia a melhor festa junina da cidade. Enchemos a rua de bandeirinhas, pintamos tudo de verde e amarelo e cada vitória era uma festa. Apostei pela primeira vez em um bolão. Foi também minha primeira Copa regada a cerveja e caipirinha. Das partidas, lembro bem da virada contra a União Soviética, que terminou em 2 x 1 com um gol de Sócrates. A vitória contra a Argentina foi uma delícia.

Já a fatídica partida contra a Itália, como esquecer? Aquele gol de Falcão num tiro de longa distância foi a última alegria que nos deram aqueles feras do “futebol arte”. Logo depois, Paolo Rossi liquidou o placar em 3 x 2 e fez todo mundo chorar. No fim do jogo saímos caminhando pelo conjunto Ponta Negra até a casa de um amigo, Jorian, onde a turma continuou entornando latinhas e sofrendo junta enquanto se refrescava na piscina. Na mesma época ganhamos um cachorrinho, mistura de vira-lata com perdigueiro, que foi batizado de Rossi. A Copa de 82 foi minha última no Nordeste, entre os amigos queridos do bairro. Teve um ar de despedida de uma era – pro futebol e pra minha vida. Dois anos e meio depois, zarpei pra Santa Catarina.

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19

Jun

06

Ainda sobre Brasil x Austrália


Melhor jogador:
Robinho. Entrou como o cão chupando manga.
Pior jogador: Lúcio, mas ele é bom até na ruindade – consertou o erro.
Lance mais bonito: o gol de Fred, claro.
Tira-gosto da partida: castanha-de-caju.
Que mudança faria na próxima: quase todo o quadrado, só pra experimentar. Robinho, Juninho Pernambucano e Fred no lugar de Ronaldo, Ronaldinho e Adriano.
O que diria pro Parreira: caga pros palpiteiros e faz o que achar melhor.

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