17
Oct07
Meme da página 161
Gosto dos memes com elementos aleatórios e um quê de surreal. Quando eles têm a ver com livros, então, ficam irresistíveis. É o caso deste que pesquei no Inagaki e passo adiante:
1ª) Pegar um livro próximo (PRóXIMO, não procure);
2ª) Abrir na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs.
Meu livro é o sensacional O vulto das torres, de Lawrence Wright, que acabo de ler e já está na minha lista de 5+ de 2007. A frase:
Bin Laden arregaçou a manga e esperou o médico enfiar a cânula em sua veia.
Repasso a mais cinco blogueiros a missão de prosseguir com a corrente: Felipe Lenhart, Rafael Ziggy, Rogério Christofoletti, Ulysses Dutra e Isabel Colluci (todos comparsas no coletivo +D1).
p.s.: Confesso que falhei na primeira tentativa: o livro mais próximo só tinha 151 páginas
17
Oct07
Dia da Leitura
Assino com gosto essa petição do Instituto Ecofuturo para transformar o Dia 12 de outubro no Dia da Leitura. A iniciativa está sendo apresentada no Senado pelo senador Cristóvam Buarque. O projeto visa chamar a atenção para a importância de levar a literatura às crianças de fase pré-escolar e de renovar as bibliotecas públicas e salas de leitura.
08
Oct07
Balanço de leituras
Lendo:
- O vulto das torres – A Al Qaeda e o caminho até o 11/9, de Lawrence Wright. Livraço que conta a gênese do principal grupo terrorista da atualidade. A ascensão de Osama bin Laden ao posto de inimigo número 1 dos Estados Unidos – depois de ter sido aliado na campanha de guerrilha contra os russos no Afeganistão – é apresentada de maneira meticulosa e interessante, com base em centenas de entrevistas.
- Reinações de Narizinho 1, de Monteiro Lobato. O clássico de literatura infantil brasileira está de volta pela Editora Globo, com belas ilustrações e em dois volumes. Todas as noites leio um capítulo pro Miguel. Começamos com uma visita ao Reino das Águas Claras, onde Emília, até então uma boneca muda, foi tratada pelo doutor Caramujo, que lhe deu uma pílula falante.
Recém-lido:
- El plan infinito, de Isabel Allende. À semelhança de outros romances seus, a autora chilena conta uma saga familiar. O protagonista é o americano Gregory Reeves, filho de nômades, criado no gueto mexicano em Los Angeles. Ele enfrenta um monte de barras pesadas até se encontrar. Infância, amigos, amores, influências intelectuais, casamentos fracassados, traumas familiares, guerra do Vietnã, voltas e reviravoltas. Se inspira na história do marido dela. Gostei.
Na fila:
- Hipertexto, hipermídia, organizado por Pollyana Ferrari. “O que muda na postura e no dia-a-dia do profissional da informação na era digital? Quem é o novo profissional da comunicação e quais meios ele possui?”. Tem um artigo da amiga Adriane Canan, A não-linearidade do jornalismo digital.
- Aventura nos mares do Brasil, de Werner Zotz. Mais um da coleção Expedições da Editora Letras Brasileiras. Ainda não comprei.
- …
Em pausa:
- Flush – Memórias de um cão, de Virginia Woolf.
- My System, de Nimzovich.
- Arquipélago Gulag, de Soljenitsin.
- …
02
Oct07
Primeira frase do Pulitzer 2007 de não-ficção
Numa cabine de primeira classe de um navio de passageiros fazendo o trajeto de Alexandria, Egito, a Nova York, um escritor e educador frágil, de meia-idade, chamado Sayyid Qutb viveu uma crise de fé.
O vulto das torres – A Al-Qaeda e o caminho até o 11/9. Lawrence Wright.
28
Sep07
Cinco livros marcantes
A lista de ph:
Alguns livros que mais me influenciaram:1. Desafio aos Deuses: Uma Breve História do Risco. (Bernstein)
2. Ensaios Analíticos (M. H. Simonsen)
3. Conjectures and Refutations (Popper)
4. Manual do Perfeito Idiota Latino Americano (Llosa et all)
5. A Sangue Frio (Capote)
E a sua?
27
Sep07
Os livros, as bibliotecas e eu
Desde criança – muito antes de ter acesso ao debate sobre copyleft ou de fazer reflexões existenciais sobre o desapego – a idéia de “ter” um livro ou “ter” uma música sempre me parece estranha. Credito isso em parte ao fato de ter crescido num ambiente rodeado de música e gente: rádio ligado, irmãos cantarolando no chuveiro, LPs espalhados pela casa, fitas cassete no carro. Pra mim era mais que óbvio, o som estava no ar pra ser degustado na hora em que tocava. Cada pessoa que ouvia também passava a ser dona da música (aos seis passei a ser um dos donos dos Beatles).
Com os livros foi um pouco parecido. Tive a sorte de mergulhar cedo no mundo maravilhoso das bibliotecas. Primeiro na escola primária no Recife, numa fase introspectiva aos sete anos – logo depois de passar vergonha porque uma menina contou pra toda a turma que eu tava sem cueca por baixo do calção, mas isso não vem ao caso. O fato é que a escola tinha uma biblioteca interessante, apesar de pequena, e lá eu me refugiei por um tempo na hora do recreio. Momentos de belas descobertas, como a série francesa Petit Nicolas e os livros de Orígenes Lessa.
Aos doze, descobri na Biblioteca Pública de Natal um grande tesouro: a coleção completa de Tarzan, de Edgar Rice Burroughs. Passei tardes muito agradáveis ali, numa deliciosa solidão cheia de aventuras africanas, até ler os mais de vinte livros da série. Aí parti pras obras de Monteiro Lobato, de quem se pode dizer sem exagero: é um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. No ginásio tive um professor que escreveu certo por linhas tortas. Um dia eu fui à aula com meias verdes porque não tinha as meias pretas do uniforme. Ele me mandou de “castigo”. Adivinha pra onde?… Pra biblioteca! Não lhe guardo rancor nem o nome. Outros mestres vieram e me estimularam com mais inteligência.
Como nunca tive grana sobrando pra comprar os livros e músicas que queria, precisei buscar alternativas. Bibliotecas públicas e de amigos, trocas, fotocópias, sebos… E mais recentemente os meios que a tecnologia oferece. Hoje já posso entrar numa livraria e levar um livro novo (é incrível que no Brasil e em tantos lugares isso ainda seja quase um luxo!), embora sempre deixe pra trás uns dez que também gostaria de ter comprado. A idéia de “ter” um livro ou uma música continua me parecendo tão bizarra quanto nos tempos de criança. Minha biblioteca virtual no LibraryThing é composta na maior parte por livros que não “tenho” no sentido físico. Na verdade, são os livros que me têm.
p.s.1. Nunca roubei livros. E não foi por falta de oportunidade, e sim porque isso nunca fez sentido pra mim. Mas confesso que já tive vontade.
p.s.2. Alguns livros marcantes (“disclaimer”: lista em eterna mutação).
p.s.3. Quais são os seus cinco livros marcantes? Se quiser, conte o motivo. Lembrança de um antigo amor, de uma viagem, de um momento bacana? Presente de alguém especial?
20
Sep07
‘No meu tempo era pior’ 3
Meu mano Camillo, jornalista em Fortaleza, a propósito da mensagem que repassei a ele sobre os 80 anos de Ariano Suassuna:
Ariano. O cabra é mesmo muito bom.Na semana passada ele teve aqui na Assembléia e pude assistir mais uma palestra (show) dele.O que era pra ser apenas mais uma daquelas chatas solenidades de título de cidadania ele transformou numa grande palestra e um verdadeiro show de humor. O humor é afinado, no mesmol estilo do Chicó (do “Auto da Compadecida”).Certa hora, ele se desculpou por ser o único sem paletó e disse que isso ocorreu porque o avisaram que era traje esporte-fino:- Como eu não sabia o que era esporte-fino me lembrei que era torcedor do Sport Clube do Recife, que tem uniforme vermelho e preto, então escolhia uma calça e uma camisa com essas cores… explicou.
20
Sep07
‘No meu tempo era pior’
Ariano Suassuna, comemorando 80 anos, no Valor de hoje.
~
Com todo respeito ao genial escritor, professor e pensador: Ciro Gomes em 2010 não dá, né?!
~
Aproveitando a deixa. Você não acha graça em mais nada? Levou fora do namorado? Seu patrão fugiu com o bilhete premiado da mega-sena? DVeras em Rede recomenda a leitura de Auto da Compadecida, peça de teatro que Ariano Suassuna escreveu em 1955. Talvez não cure seus males, mas vai lhe garantir boas risadas e um pouco mais de conhecimento sobre a cultura do povo nordestino.
20
Sep07
Primeira frase de uma obra-prima amazônica
Quando abri os olhos, vi o vulto de uma mulher e o de uma criança.
Relato de um certo Oriente, Milton Hatoum.
17
Sep07
Primeira frase de um clássico britânico
O Nellie, um iate de passeio, tendeu para o lado da âncora, sem uma ondulação das velas, e ficou imóvel.
Coração das Trevas, Joseph Conrad.







