22
Jul08
Amigos
Tou há 35 horas em Natal e três amigos já me convidaram pra caminhar no calçadão da praia de Ponta Negra. Ok, adoro caminhar, mas não deixa de ser engraçada essa preocupação dos quarentões com a saúde: nos velhos tempos, me chamavam era pra tomar cana
Pensando bem, a gente suava. Dançando forró (no meu caso, tentando, pelo menos), correndo pra pegar ônibus, fazendo trilhas pra chegar em praias desertas e acampar… As histórias de empurrar carro quebrado dariam um capítulo inteiro da minha fase natalense.
Ontem andei no calçadão com Flávio, amigo-irmão, um dos caras mais zenerosos e desapegados que conheço. Tomamos açaí e falamos de tudo um pouco. Nem parecia que nosso último encontro tinha sido há cinco anos. Com Marcello, no domingo à noite, o mesmo.
Voltar a Natal é um reencontro com minha juventude, com tempos risonhos em que a gente se sentia imortal, em que as amizades eram absolutamente desinteressadas. Tanto é que alguns amigos daquele tempo são os grandes Amigos com letra maiúscula.
A gente olha uns pros outros, se sacaneia (“E aí, gordo? Fala, careca!” “Digaí, tiozinho!”), comenta do colesterol e triglicerídeos, se congratula por sobreviver. E pela alegria do reencontro, sem a ilusão de que vai ser a mesma coisa. Tudo muda o tempo todo.
Hoje mais um queridão, João Augusto, passa aqui. Ontem ao telefone foi engraçado, ele me confundiu com outra pessoa e queria me vender mel. Depois me ligou de volta e rimos. João tá criando abelha no sítio dele, o CDB (Cu de Burro).
Esses são da turma do bairro. Compas de festas e velórios, viagens e carnavais. Os três cruzaram o Brasil pra me visitar em Floripa. Nos próximos dias vou encontrar a turma da escola e da universidade. Alguns não vejo há 23 anos. Mas vamos dar um tempo de calçadão, tá?
21
Jul08
Crônicas natalenses: Ponta Negra
Em Natal desde domingo à tarde. Emoções contraditórias ao rever, depois de cinco anos de ausência e 23 anos de mudança, a cidade onde passei a adolescência. Estou no apê do meu irmão André, perto da praia de Ponta Negra. Nesse lugar tive alegrias imensas e algumas tristezas gigantes. Minha mãe está enterrada no pequeno cemitério da vila. Lembranças agridoces me acompanham a cada passo.
Ontem dei uma longa caminhada pelo calçadão até quase o morro do Careca. Desapareceram aquelas barracas charmosas e anti-higiênicas da beira-mar. Agora há uma fieira de restaurantes, bares, pousadas, casas noturnas, imobiliárias anunciando terrenos em inglês e espanhol, carros da “tourist police” circulando devagar, gringos caçando putas. A parte baixa de Ponta Negra anda decadente, me conta mais tarde o amigo Marcello, entre um uísque e outro. Os natalenses não vão mais lá, preferem outros points. Há uma rua no conjunto Alagamar que hoje concentra os botecos legais.
A antiga Bodega da Praça, na Vila, onde tomávamos cachaça com laranja ao som de violão, hoje é um mercadinho. A casa do saudoso centro cultural Babilônia, onde viveram meus amigos Ayres e Gigliola – hoje na Itália – está abandonada e depredada (passei momentos muito bons ali, a cena me impactou). A Vila dos pescadores, que já foi bucólico refúgio de bichos-grilos, viveu um período de violência ligada ao tráfico. Hoje, pelo que relata a cunhada Andréia, está mais tranquila – os bandidos foram se matando uns aos outros e os estrangeiros continuam comprando terrenos num dos lugares mais bonitos de Natal. Enfim, tudo mudando o tempo todo, como manda a lei da vida.
Em duas décadas a ingenuidade provinciana deu lugar ao turismo internacional, ultra-profissional (“faça sua reserva e entregamos sua encomenda no hotel”, anuncia cartaz na loja de cachaças finas). Já foi bem maior o movimento. O turismo estrangeiro em Natal caiu 75% por causa do real forte, diz um jornal local. No alto de Ponta Negra, prédios de vinte e tantos andares rasgam a paisagem. Dezenas de pousadas, hotéis, locadoras de carros. Um xopin com sete cinemas. Um xopin só com “artesanato potiguar” – boa parte trazida do Ceará, que eu sei. Pra onde vai toda essa merda de tanta gente? Pelo que me contaram, há uma estação de tratamento de esgoto no bairro, mas em dias de chuva forte, a bostarada toda escoa pro mar.
Ah, o mar de Ponta Negra… Continua lindo, verde claro em dias de sol, cor de esmeralda em dias nublados de “inverno” como ontem. A brisa que sopra do oceano continua presente, deliciosa, perene. Os barquinhos de pesca continuam ali, ancorados perto da enorme duna de areia, cartão postal que resiste ao tempo. Já são mais de 10h30 e o dia está claro desde as cinco da manhã. Vou andar mais por aí.
21
Jul08
Drops cearenses 2
Sábado: banho no rio Jaguaribe, perenizado pelo açude Castanhão. Tava rasinho rasinho no lugar onde fomos. Ficamos tomando cerveja no meio do rio enquanto a criançada chapinhava na água. Depois, tilápia frita e cozida, galinha, arroz e feijão. Todo ano, quando chove muito, o rio enche e destrói os restaurantes da margem, que depois são reconstruídos. E o ciclo recomeça.
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Sentar em cadeiras na calçada quando cai a noite é hábito tradicional dos cearenses. Mesmo em Fortaleza, em muitos bairros de periferia as pessoas ainda mantêm o costume. No interior, mais ainda. No balançar das cadeiras feitas com fios de plástico trançado, as conversas fluem sem pressa, arejadas pelo vento Aracati. Esse vento soprado do mar é uma coisa inusitada, ele tem hora pra chegar em Russas: vem a partir das três da tarde pra aliviar o calorão do semi-árido.
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Dezoito de julho, meu pai completando 83 anos. Na cadeira da calçada, ele recorda um episódio de sua juventude, quando não havia a praça de Russas (praça lindinha na frente da igreja, ponto de encontro de famílias com crianças, casais de namorados, paqueras; em torno dela há lanchonetes com mesas ao ar livre, quiosques e duas lan houses).
- No lugar onde hoje é a praça havia um casarão da bailes. Um dia cheguei atrasado, a festa já tinha terminado. Os amigos se reuniram, mandaram chamar o sanfoneiro e a festa recomeçou – lembra o velho Camillo, voltando mais de meio século no tempo.
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Nossa família tem figuras singulares. Meus primos gêmeos Cosme e Damião, por exemplo. Idênticos. Vivem em São Paulo há anos e sempre visitam o Ceará. Na festa de 80 anos do meu pai, há três anos, Damião, ou melhor, Cosme passou a noite inteira dançando de tudo, de forró a rock. Vitalidade enorme pra um sexagenário. Eles têm mania de dar presente. Um dia o Cosme, ou seria o Damião?, recebeu a visita do meu irmão em São Paulo. Olhou em torno pra ver o que daria, aí foi lá dentro e trouxe um facão pra presentear. Outro dia o Damião (ou Cosme?) estava com outro irmão meu e fez questão de lhe dar uma camisa sua. Abriu a mala e o fez provar várias até achar uma que servisse.
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Outro primo nasceu com duas vocações: fazer dinheiro rápido no comércio de carros e motos, perdendo mais rápido ainda; e espalhar sua carga genética pelo mundo. Festeiro, dono de coração generoso, ele tem três dezenas de filhos. Seu charme com as mulheres é um mistério incompreensível. Namorador contumaz, ele tem duas mulheres fixas, que aceitam a situação numa boa. Elas até já moraram e viajaram juntas. O problema é que agora surgiu uma terceira companheira e elas não estão muito dispostas a aceitar a situação. Fico curioso pra saber como essa história vai se encaminhar. Na santa paz, imagino.
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Os primos rendem muitas histórias. Há outro ainda que tem pavor de andar de avião. Como mora no extremo oeste do país, só se locomove pra visitar o Ceará em viagens de ônibus ou caminhão. Mas tem o hábito de telefonar pras pessoas da família inesperadamente: – Primo! Tudo bem? Saudade. Amanhã eu chego aí. – A gente espera, espera e ele não vem. Acho que desiste no portão de embarque.
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Fotografei muitas carnaúbas, essas palmeiras lindas que são a cara do interior do Ceará. A carnaúba é uma árvore fantástica, que na primeira metade do século passado teve grande valor econômico. Dela se aproveita tudo: o tronco pra construção civil (há casas centenárias com o madeiramento feito de canaúba), a cera (que era usada pra fabricar discos, antes que passassem a usar o vinil), as palhas pra artesanato… Na estrada entre Fortaleza e Russas, num trecho da margem esquerda, há um carnaubal que foi plantado pelo meu avô João Camillo, pai do meu pai. Na época ele levava mais de um dia pra ir até a capital, a cavalo. Hoje a viagem é feita em duas horas e meia, boa parte em estrada duplicada.
03
Jun08
Outubro
Foto que tirei num barquinho na Lagoa da Conceição ilustra a crônica Galo inventa a manhã, no blog Outubro, de Nei Duclós. Baita texto o do Nei.
23
May08
Esses fantásticos pára-quedistas do Google
Se você acompanha este blog, já percebeu que coerência temática e “monetização” estão longe das minhas prioridades (mas propostas interessantes serão avaliadas com carinho por nosso departamento comercial). Mesmo assim, brinco com a ferramenta Google Analytics, pelo prazer voyeur de acompanhar as estatísticas provocadas por minhas marolas aleatórias. Dá pra ver, por exemplo, que a Eslováquia ocupa o quinto lugar no ranking de acesso por países (Silvia e Eumano, cês passaram por aí?). Que 248 leitores me visitaram mais de cem vezes (como diz o ditado, amigo é aquele que te conhece e, mesmo assim, te ama). Que as crônicas da violência cotidiana e a lista de novos pecados estiveram entre os principais posts acessados (pecar nunca sai de moda). Mas o que mais me diverte é a lista de palavras-chave das buscas que levaram ao blog. Alguns incautos que aterrisam aqui via Google são fonte inesgotável de risadas.
Lamento, mas aqui você não vai encontrar dicas sobre sexo em Floripa, nem sexo internacional (diabo é isso?), muito menos a posição baião-de-dois. Também fico devendo fotos de cocô e xixi humano (que tal usar sua própria e abundante matéria-prima?). Este blog não tem fotos sensuais de Maria Rita, tampouco Maria Catarina nua. Nada sei sobre troca de casais em Cáceres ou sobre médicos de Santa Catarina que fazem aborto. Infelizmente não posso ajudar quanto a um artigo sobre polifonia na música Noite de Hotel de Caetano Veloso (deve ser fascinante). Não faço idéia de quais foram os candidatos indígenas nas eleições de 2006 em Santa Catarina. Opa, aqui posso ser útil: como lavar um gato em casa (molhe aos poucos).
As condições atuais da aurora boreal são uma incógnita pra mim (se alguém descobrir, me conte). O pintinho em forma de poesia? Desconheço (nem quero conhecer, por favor). Assim como não faço idéia do que seria um dispositivo para repelir gambás (esse aí deve estar com sérios problemas). Seu trabalho escolar vai levar nota zero, ô mandrião: me faltam frases criativas no combate à fome. Nunca escrevi sobre o fusca transformado no programa do Gugu (e espero nunca ter que fazer isso, mas a vida de jornalista é cheia de surpresas). Nem imagino quanto o Brasil fatura por ano com sabonete (deve ser uma informação estratégica da Casa Civil) e nada sei sobre toucas tipo rede (em caso de feiura, não adiantam muito). Fico devendo letras de valsa de casamento e o livro do Chapeuzinho Vermelho pra copiar. Se você caiu aqui de pára-quedas, agradeço pelas risadas. Aproveite a viagem.
p.s.: Pra rir mais um pouco, leia este post de Rafael Galvão, As alegrias que o Google me dá.
21
May08
Anotação de leitura: Sobre o amor, etc.
Trecho de uma bela e melancólica crônica de Rubem Braga, escrita há exatos sessenta anos, sobre o que há de irremissível nas separações. O tempo perdido na distância nos transforma em outros.
Dizem que o mundo está cada dia menor.É tão perto do Rio a Paris! Assim é na verdade, mas acontece que raramente vamos sequer a Niterói. E alguma coisa, talvez a idade, alonga nossas distâncias sentimentais.
…
É horrível levar as coisas a fundo: a vida é de sua própria natureza leviana e tonta. O amigo que procura manter suas amizades distantes e manda longas cartas sentimentais tem sempre um ar de náufrago fazendo um apelo. Naufragamos a todo instante no mar bobo do tempo e do espaço, entre as ondas de coisas e sentimentos de todo dia.
…
Assim o amigo que volta de longe vem rico de muitas coisas e sua conversa é prodigiosa de riqueza; nós também despejamos nosso saco de emoções e novidades; mas para um sentir a mão do outro precisam se agarrar ambos a qualquer velha besteira: você se lembra daquela tarde em que tomamos cachaça num café que tinha naquela rua e estava lá uma loura que dizia, etc., etc. Então já não se trata mais de amizade, mas de necrológio.Sentimos perfeitamente que estamos falando de dois outros sujeitos, que por sinal já faleceram – e eram nós. No amor isso é mais pungente. De onde concluireis comigo que o melhor é não amar, porém aqui, para dar fim a tanta amarga tolice, aqui e ora vos direi a frase antiga: que é melhor não viver. No que não convém pensar muito, pois a vida é curta e, enquanto pensamos, ela se vai, e finda.
Maio, 1948
13
May08
O terremoto na China, meu chuveiro e o twitter
O terremoto na China, que, pelas estimativas oficiais até o momento, soterrou 18 mil pessoas e pode ter matado 12 mil, é mais um daqueles fenômenos gratuitos quase incompreensíveis à razão. Ainda mais quando não há ninguém em quem jogar a culpa – aquecimento global, corporações, pecados humanos… Como imaginar tanta dor, tanto sofrimento de crianças? A tragédia é menos significativa por ter acontecido do outro lado do mundo? Mereceria tanto espaço na mídia quanto as mil mortes da menina Isabela?
Reparo em mim mesmo e tenho mais perguntas que respostas. Eu soube da notícia via twitter e devo ter ficado menos de 15 segundos horrorizado, até que outros afazeres me chamaram. A resistência do chuveiro estava quebrada, difícil ficar sem banho quente neste outono quase inverno. Saí pra comprar uma nova e, no caminho, o carro deu problema no motor. Dirigi devagar até a oficina do Cebola, que constatou defeito em duas bobinas. Voltei pra casa caminhando, pensando em coisas mil, não mais nos chineses.
Troquei a resistência lembrando do meu sogro querido. Há poucos meses estávamos nós dois ali no box do banheiro, ele em pé numa cadeira, instalando o novo chuveiro Thermosystem – com haste pra regular a temperatura – e eu ajudando com as ferramentas. Conversamos de eletricidade e de um monte de outras coisas que não lembro mais. Ontem eu estava sozinho na tarefa, mas a presença da ausência dele era tão forte que me encheu os olhos d’água.
Depois da digressão, volto ao twitter, uma discussão acessória diante do horror dos soterrados, mas válida pra quem se interessa por comunicação. O terremoto na província de Wenchuan foi divulgado em tempo real (três minutos antes da divulgação pelo US Geological Survey) pelos usuários dessa ferramenta de comunicação interativa, graças à flexibilidade com que pode ser usado em aparelhos móveis – celulares, notebooks e outros.
O fato agrega mais vitamina ao debate sobre a revolução provocada por essas novas tecnologias na maneira como as pessoas se informam e informam umas às outras. Entre as análises, há quem preveja a tendência de que o Twitter se torne o primeiro meio pelo qual as pessoas vão se informar quando buscarem notícias factuais imediatas sobre manchetes de impacto. Rex Hammock comenta em seu blog:
“The folks “playing around” with Twitter are creating something that is not just about “play.” It may remain an “edge” medium – a global police scanner for the news obsessed – but I stand by my predictions that Twitter will become the source people will turn to in the early, confusing moments of breaking news stories.“
Com todos esses avanços e o potencial de transformações sociais que trazem, vida e morte continuam sendo um grande mistério. Bem, vou lá tomar meu banho quente.
25
Apr08
2008, o ano em que 1977 terminou
Abro espaço pra um post de convidado especial: o amigo João Vianney, diretor do Campus Unisul Virtual, escreve sobre a recente ocupação da Reitoria da UnB pelos estudantes e sobre o seu tempo de estudante naquela universidade, quando participou de uma greve em 1977. Belo texto.
2008, o ano em que 1977 terminouComo explicar a ampla difusão e como entender as razões do movimento de estudantes que ocuparam a reitoria da Universidade de Brasília no outono de 2008, e que tinha como principal reivindicação a renúncia do reitor Timothy Mulholland? O alvo do protesto dos alunos eram desvios de finalidade na aplicação de recursos da instituição e da fundação de empreendimentos científicos e tecnológicos da universidade, originalmente destinados à pesquisa científica, e que foram aplicados, por exemplo, na compra de objetos de decoração de luxo utilizados na reforma do apartamento utilizado para moradia do reitor. Após acompanhar a primeira semana da ocupação pela mídia fui até o prédio ocupado. Queria conhecer aqueles estudantes, tentar identificar as razões deles e checar o motivo do fascínio que provocavam na imprensa.
A rampa de acesso ao primeiro piso da reitoria da Universidade de Brasília estava interditada. O bloqueio dos alunos à entrada da reitoria estava demarcado por uma placa que, como passaporte para ingressar nos pisos superiores, solicitava: “apresente a carteirinha de estudante”. Em respeito à advertência parei junto às duas estudantes que ali faziam a sentinela, e perguntei se eu informasse apenas o número da minha matrícula de aluno da UnB do ano de 1976, valia. Expliquei que eu não portava a minha carteirinha de estudante, emitida 32 anos antes. Elas não entenderam de imediato o meu questionamento, e eu logo percebi que elas tinham mesmo os seus motivos. (…)
25
Apr08
Uma tentativa de entender as motivações da turba
(…) Regra sem exceções conhecidas: a vontade exasperada de afirmar sua diferença é própria de quem se sente ameaçado pela similaridade do outro. (…)
Contardo Calligaris em A turba do “pega e lincha”, ontem na Folha de S. Paulo (acesso restrito a assinantes).
[via Enquanto seu blog não vem]
18
Apr08
Crônicas boas de ler a qualquer hora
?Eu já disse aqui que Coisas da Regininha é um manancial de crônicas lindamente bem escritas? Se não disse, tá dito, se já disse fica redito. Sobre Felipe Lenhart e seu 1 crônica por dia, “de tipo elegante, corpo pequeno e texto comprido”, com certeza já comentei. Esses dois blogs catarinas são ouro puro, legítimos herdeiros da verve de Rubem Braga.







