18
Oct07
Novo fone
Mudei o número do celular. Quer anotar o novo? Me liga pro antigo, que ainda fica ativo por uns dias. Ou manda e-mail. Ou deixa recado aqui.
11
Oct07
A gaiola de abre. E a audiência voa
Recebo agora do Fernando Evangelista um texto ao qual vale dedicar cinco minutos. Nelson Hoineff, em artigo no Observatório da Imprensa, reflete sobre o que todos sabem, mas as emissoras de televisão fingem que não existe: a era da massificação acabou.
(…) A exacerbação da televisão generalista foi lida no Brasil como a necessidade de se tratar o espectador como débil mental. De tanto fazer isso, as emissoras passaram a acreditar que o espectador era mesmo um idiota. Compuseram para ele um cardápio oligofrênico que expressa muito mais o que os realizadores são capazes de fazer do que aquilo que o povo é capaz de entender.A expansão da oferta do produto audiovisual está simplesmente fazendo com que a verdade venha à tona. O jovem, que tem acesso a inúmeras fontes de informação, sobretudo mas não apenas pela web, olha para a sua televisão e tudo aquilo lhe parece uma idiotice. Bota o seu fone de ouvido e vai procurar a sua turma. (…)
09
Oct07
Palavras, palavras: torque
Você faz idéia do que é torque? Acabo de escrever esta definição pra colocar numa nota explicativa de um artigo.
Torque é a medida de quanto uma força que age em um objeto faz com que o mesmo gire em torno de um eixo ou ponto central. No motor de um automóvel, o torque é gerado quando a combustão no cilindro cria pressão contra o pistão e o empurra para baixo, transmitindo a força para a biela e dela para o virabrequim.
Fontes: Wikipedia e HowStuffWorks
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Uma coisa puxa outra.
Biela é toda a peça de uma máquina que serve para transmitir ou transformar o movimento rectilíneo alternativo em circular contínuo. Virabrequim (ou cambota, em Portugal) é a componente do motor para onde é transferida a força da explosão ou combustão do carburante por meio da cabeça da biela (que, por sua vez, se liga com o pistão – êmbolo em Portugal), transformando a expansão de gás em energia mecânica.
Valei-me santa wikipedia! Quando você ouvir a expressão “bater biela”, já tem idéia do que se trata.
09
Oct07
03
Oct07
Cotidiano, um laboratório de hipermídia
O Núcleo de Produção e Estudos Hipermídia Aplicados ao Jornalismo (NEPHI) da UFSC inaugurou ontem o portal http://www.cotidiano.ufsc.br . A proposta é que este seja uma laboratório para formação de alunos de graduação e pós-graduação do curso de jornalismo, para o qual vão convergir as atividades de várias disciplinas.
02
Oct07
Escravocratas financiam políticos
Meu amigo Lúcio Lambranho, repórter do Congresso em Foco, é co-autor de uma boa reportagem investigativa, dessas que me dão esperança de que o jornalismo não vai só pela lógica “detergente”. A matéria surge num momento bastante oportuno, em que senadores fazem pressão para desmoralizar o Grupo Móvel de fiscalização do governo federal, que liberta trabalhadores.
Política financiada pela lista sujaEmpresas autuadas por explorar trabalhadores em condição análoga à de escravo doaram R$ 897 mil para 25 candidatos em 2006
Lúcio Lambranho e Edson Sardinha – Congresso em Foco
Empresas autuadas por manter trabalhadores em condições análogas à de escravo doaram R$ 897 mil para a campanha eleitoral de 25 candidatos em 2006. Levantamento feito pelo Congresso em Foco revela que dois governadores, três senadores, nove deputados federais e cinco estaduais receberam dinheiro de empresas incluídas na chamada “lista suja” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). (…)
01
Oct07
Gato por lebre e a lógica do detergente
Continuando o assunto, o comentário de dois amigos jornalistas.
Anacris Oliveira:
A CBN está divulgando um comercial inacreditável: um “repórter” entrando ao vivo falando que a ponte está parada e que só é possível passar de moto. Anúncio da Amauri, com cara de reportagem.
Marques Casara:
Esse exemplo cai como uma luva para exemplificar a lógica do detergente, citada por Leandro Marshall em “O jornalismo da Era da Publicidade” (Summus, 2003). Confira alguns trechos:
“A publicidade não aceita mais apenas fazer vizinhança com o jornalismo. Portadora dos interesses do capital, a publicidade pressiona o jornalismo e opera na mesma lógica. A publicidade acossa o jornalismo, submete-o às mesmas regras e valores do capital, obrigando-o a relativizar seu compromisso com a verdade e com o interesse público”.
“A nova estética universaliza e radicaliza a práxis de mercado e atinge a essência da imprensa, das notícias, do noticiário, da informação e dos próprios jornalistas. …. passam a relativizar o conceito de verdade, de realidade, de conhecimento, de informação, de saber etc”
“Embora associe-se imprensa com verdade e jornal com informação, constata-se que a imprensa é consumo, publicidade e empresa privada. Os jornais contemporâneos viram mercadorias, submetidas a lógica do mercado, da audiência e do lucro, que passam a ser produzidas e vendidas dentro da mesma lógica que produz e vende detergente em pó.”
30
Sep07
Remixtures
Uma descoberta bacana em minhas webdivagações. Vou deixar ele mesmo se apresentar. Salvo engano, o gajo é português.
Remixtures.com é um blog assinado por Miguel Caetano sobre a cultura da remistura. Com este espaço, pretendemos criar um posto avançado de observação e reflexão sobre o que de mais recente e interessante ocorre no domínio da cultura livre emergente – netlabels, net-art, P2P, copyleft, Creative Commons, Mash-Ups, remixes – e dos entraves que se colocam ao seu pleno desenvolvimento, no sentido da partilha e reapropriação generalizada do conhecimento. Porque todo o criador não é senão um (re)apropriador das criações de muitos outros.
A cultura da remistura tem as suas raízes numa ecologia musical com vastas ramificações. Só para nos ficarmos pelo último século, podemos apontar uma genealogia que vai desde os blues que emanavam das plantações de algodão ao longo do Delta do Rio Mississippi passando pelos primeiros samples electrónicos da música concreta de Pierre Henry e Pierre Schaeffer no final dos anos 40 e início de 50 ou pelo Hip-Hop que brotou das ruas de Nova Iorque e o Dub dos raggamuffins e sistemas de som da Jamaica, chegando ao techno e house de Detroit e Chicago e culminando nos Mash-Ups da geração MySpace e YouTube.
Estas evoluções culturais colocaram em causa, cada uma à sua maneira, o sistema vigente da propriedade intelectual, em especial, os direitos de autor. (…)
25
Sep07
Gato por lebre
Sakamoto, em seu blog, escreveu – com muito mais talento – o que só pensei. A revista da Abril a que ele se refere bolou um jeito superinteressante de enrolar o leitor.
O jornalismo do gato por lebreAnúncios com cara de reportagem têm sido cada vez mais comuns na mídia impressa. Hoje, comprei uma revista da Editora Abril e me deparei com uma matéria, bem produzida, diga-se de passagem, sobre a produção de eucalipto, matéria-prima da celulose. Ao final, em um quadradinho acanhado, menor que um papel de bala, aparece que aquele conteúdo foi feito sob encomenda da Aracruz Celulose.
Cadê o “Informe Publicitário” que aparecia no topo das revistas antigamente quando elas publicavam anúncios com cara de matéria? A ganância comeu, provavelmente. (…)
23
Sep07
‘Cerveja é bom’
Nunca esqueço de um livro didático de comunicação e expressão que usei na terceira ou quarta série primária. Tinha uma crônica de um escritor brasileiro conhecido. No meio aparecia a frase “Cerveja é bom.” Mais adiante, na interpretação de texto, vinha a explicação de que essa conjugação de gênero é aceitável (o verbo “beber” ou “consumir” está implícito). Imagino que tal exemplo ia causar um escarcéu nos dias de hoje. Bom, não me tornei pinguço por causa disso. Concordo com o autor: cerveja é bom. Algumas são ótimas.
Uma lembrança puxa outra. E aquela cena do Vinícius de Moraes na tevê cantando músicas infantis, rodeado de crianças e de seu inseparável copo de uísque? Tem no youtube?








