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Lendo: Agosto

Lembro que, quando este romance de Rubem Fonseca foi publicado, parte da crítica o recebeu com pé atrás, comparando-o de maneira desfavorável com o restante da obra do escritor – que considero um dos melhores contistas brasileiros. Aproveitei que saiu em edição de bolso pra conferir. Minha conclusão até agora é que talvez os críticos tenham uma ponta de razão. Não chega perto da qualidade técnica de Lúcia McCartney, O Cobrador, Feliz Ano Novo e A Grande Arte. Por outro lado Rubem Fonseca, mesmo quando é ruim, é bom. Duas coisas que me agradaram foi a reconstituição do clima político do final da era Vargas e do cotidiano dos policiais brasileiros, que o escritor conhece muito bem.

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