09
Feb07
Cem anos de frevo!
O frevo nasceu nas ruas do Recife, como resistência do povão ao carnaval dos ricaços e seus clubes de alegoria. É um dos ritmos musicais mais bonitos, alegres e eletrizantes que conheço. Fusão anárquica de marcha e maxixe com maravilhosos passos de dança de toques acrobáticos, herdados da capoeira. Vassourinhas, um som que mexe comigo de forma imblogável, é considerado o hino do carnaval de Recife e Olinda. Os frevos-canções também são lindos. Quem já passou o carnaval por aquelas bandas certamente já ouviu este aqui, de 1956, composto por Nelson Ferreira. O fim da música tem um belíssimo arranjo de instrumentos de sopro, que sacode a galera. Transição perfeita da melancolia dos versos pra alegria suada do momento presente.
“Felinto, Pedro Salgado,
Guilherme, Fenelon,
Cadê teus blocos famosos?
Bloco das Flores, Andaluzas,
Pirilampos, Apois-Fum,
Dos carnavais saudosos?Na alta madrugada
O coro entoava
Do bloco a marcha-regresso
Que era o sucesso
Dos tempos ideais
Do velho Raul Morais:
‘Adeus, adeus, ó minha gente,
que já cantamos bastante..’
E Recife adormecia
Ficava a sonhar
Ao som da triste melodia…”
~
Em tempo: o frevo agora é “patrimônio imaterial nacional“. Bacana! Oficializou-se o que já é faz tempo.








Ladeiras de Olinda? Pulando no “Tá maluco”? E achou um cibercafé pra comentar no meu blog? Tá maluco, Raulzito!
Tem três chances para adivinhar de onde escrevo agora:
A- Rezando
B- Tomando vacina
C- Perdido no meio do “Tá maluco” pelas ladeiras de OLinda?
Já te disse o quanto vc ainda é Pernambucano, não?
Abs,
R.
Fala Dauro! Porrax, um elogio embasado desse vale por muitos. Valeu mesmo! Neste sábado infelizmente não posso encarar essa trilha mas Lagoinha é uma ótima pedida. Domingão é lá na Claudinha né? Acho que nos veremos. Um abraço, Ulysses