08
Feb06
Anotações de leitura: anotações de leitura
Até conhecer o Leminski eu tinha ciúmes dos livros, não os emprestava com medo de não serem devolvidos. Ele, ao contrário, dizia que os livros eram para ser lidos e não guardados em prateleiras como objetos decorativos. Escrevia poemas em papel higiênico, nas revistas, nos meus livros, em qualquer superfície… Eu aprendi com ele que o importante não é o papel, mas o que está impresso nele.
José Louzeiro, em “Paulo Leminski: o bandido que sabia latim”, de Toninho Vaz. Louzeiro abrigou Leminski, a mulher e uns amigos por dois meses na sua casa no Rio de Janeiro, em épocas de dureza.
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Sou um tiquinho reverencioso com os livros – não a ponto de me apegar a eles como objetos de decoração, pois adoro vê-los circular, conversar sobre eles com os amigos e ler o que anotaram. Mas tenho certo bloqueio quanto a eu mesmo canetear o que penso enquanto vou lendo. Talvez porque boa parte do que li até hoje foi em livros que não me pertenciam. É mais pelo respeito aos donos das obras que propriamente por algum senso de “idolatria às sagradas páginas”. Admiro pessoas como o meu pai, que cagam pra isso – e aos 80 anos, mais ainda. Ele trava animados diálogos com a obra, às vezes espirituosos e engraçados, outras vezes irados ou simples comentários de revisão ortográfica. Ler um livro depois dele é um grande prazer. E, ao me deparar com o depoimento de José Louzeiro, me dou conta com satisfação desse ponto em comum entre dois seres que admiro muito, irreverentes no mundo da leitura.
Você anota nas páginas dos livros? Tem essa vontade reprimida? O que sente quando anotam nos seus livros?








eu naum consigo riscar :~~~
acho ótimo qd encontro anotações nos livros, tento entender o entendimento do outro q leu antes e talz, mas eu soh consigo anotar livros acadêmicos.
eu tenho uma certa avareza com meus livros. gosto de saber q eles estão ali, na estante, esperando a hora q me dê vontade de consultar alguma coisa, reler um trecho ou mesmo o livros inteiro….
mas a vontade de partilhar o prazer da leitura eh mais forte e eu acabo emprestando meus livros, mts dos quais nunca voltam :~(
Nossa Dauro, eu amo demais esse livro que li emprestado de uma amiga. E amo, mais ainda, rabiscar livros, grifá-los, apontar comentários. Mas não faço no livro alheio. Tem gente que não gosta. Por isso, quando leio livros emprestados tenho sempre lápis e papel a mão para fazer anotações. Mas amo pegar livros já riscados e apontados, e viajar no que a pessoa anotou, pensou, sentiu e escreveu com aquilo.
É muito bom.
Beijos e agora virei leitora do seu blog!!!!
Que site legal, Cesar! Vamos sugerir à professora do Miguel.
não consigo riscar nada, a não ser em livros em inglês, que eu escrevo ao lado o significado de palavras que não conhecia.
Mas sublinhar, etc: nunca! =)
Risco, rabisco, circulo palavras, anoto o significado das que não conheço no cantinho, sem dó nem piedade, mas desde que o livro seja meu. Só uso lápis, não gosto de livro riscado com caneta nem com aquelas marca-textos. E fico muito p da cara quando pego livros de biblioteca com rabiscos e anotações. Riscar o meu livro, tudo bem, ele é meu, mas livros públicos, não.
Ah, desculpa, estava distraído e nem notei que o post fazia perguntas pra gente: não, não gosto que escrevam, rabisquem, anotem ou usem marcadores de texto nos meus livros. Eu mesmo só faço isso em casos extremos e normalmente me arrependo. Acho os cadernos mais apropriados para fazer anotações. E quando é fundamental assinalar alguma coisa, hoje acho mais fácil escanear a página e fazer a coisa sobre a cópia.
Já que estás proliferando e ampliando tua criação de filhotes de humanos, achei que poderias encontrar utilidade neste local: http://www.arvindguptatoys.com/toys.html
Livros para pesquisas de trabalhos ou acadêmicos é fundamental anotações. Nos outros, muito pouco, pois também tenhos estes cuidados. Agora, emprestar e outra pessoa fazer anotações, nem pensar.
Dauro, procure ler um livro Chamado “Fantasma”, do José Castelo. Tem uma frase chave que é a seguinte: “Paulo Leminski não morreu!” e o resto tá lá. Saudades de todos!
Eu faço anotações sempre. Nasceu do costume de ler qualquer publicação segurando um lápis ou uma caneta. No caso dos livros, anotar é um “reflexo” ao estímulo que o texto produz para novas idéias, pensamentos. Recomendo. :)))