19
Oct08
Ele gosta e eu também
Rise up this morning
Smile with the rising sun
Three little birds
By my doorstep
Singing sweet songs
Of melodies pure and true
Sayin’,”This is my message to you”Saying don’t worry about a thing
‘Cause every little thing
Gonna be all right
(…)
19
Oct08
Chuva e sol 2
A vó, chamando o sol:
- Santa Clara clareou
São Domingo alumiou
Vai chuva, vem sol
Vai chuva, vem sol
Miguel, do contra:
- Santa escura escureou
Santa escura escureou
Vai sol, vem chuva
Vai sol, vem chuva
19
Oct08
Chuva e sol
- Filho, que tal ir brincar no quintal?
- Não quero.
- Aproveita que parou de chover. Depois, quando chover, você vai querer ir pra fora e vai ter que ficar dentro de casa.
- E você, por que não pára de trabalhar e vai brincar no quintal? Aí quando chover você trabalha.
- Mas preciso entregar um texto até as cinco horas.
- Às duas você trabalha.
- É… Faz sentido. Vou ali com vocês um pouquinho.
~
- Taí a chuva de novo, bem que eu disse.
- Eu brinquei.
- Eu também.
12
Oct08
Véspera do Dia das Crianças
Entramos na loja de brinquedos e Bruno diz, com os olhinhos brilhantes de dois anos e meio:
- Eu GOSTO dessa loja!
Em seguida ele olha pra uma prateleira onde estão dois dinossauros e comenta:
- Olha! Dois idiotas.
10
Oct08
Pintando o sete

Pintando o sete, originally uploaded by dveras.
Bruninho brincando com tinta guache. Coitado do Buzz… Foi ao infinito e além.
08
Oct08
30
Sep08
Trezentas árvores
Eu caminhava pelo quintal com Miguel. Comentei que lá nos fundos nós vamos, um dia, construir uma edícula pra instalar um pequeno escritório e uma área de serviço. Pra isso, íamos ter que sacrificar duas ou três árvores do nosso bosquezinho. Ele olhou pra elas e começou a chorar.
Por um instante me senti um ser abominável. A vontade que me deu foi dar um abraço apertado nele e dizer “é mesmo, filho, quem precisa de escritório e de área de serviço?” Mas segui com minha lógica de adulto utilitarista.
Expliquei que às vezes é preciso derrubar árvores pra usar a madeira ou construir. E que podíamos compensar replantando. Ali mesmo já tínhamos plantado várias, como o nim e o pé de araçá. Mas ele não se convenceu. Aí eu disse que, pra cada árvore derrubada, vamos plantar dez.
- Dez não. Cem!
- Tá bom. Cem.
Ele enxugou as lágrimas e continuamos o passeio. A conversa reforçou meu sentimento de que há esperança pra humanidade. Quem virá depois será muito melhor que nós. Então deixo registrado aqui o meu compromisso com o planeta e com meu fiote: plantar no mínimo trezentas árvores.
17
Sep08
Primeiras letras
Miguel começou a escrever. Ele pede pra gente dizer uma palavra e soletrar. Vai então colocando letra por letra no papel, em maiúsculas, com capricho. Parece que tou me vendo: era bem assim que eu fazia aos cinco anos de idade, em Manaus, num pequeno quadro-negro que meu pai fez pra mim e pro meu irmão. Um universo de maravilhas se abre pra esse menino lindo que um dia desses era um nenenzinho recém-nascido. E agora já consegue redigir cavalo (“é com k?”), ovo, borboleta, gato, azul, mar…
Enquanto isso o Bruno, com a curiosidade de seus dois anos e meio, pega papel e caneta e tenta imitar o mano maior. Uma revista, uma mesa ou uma parede também servem. Aos poucos a casa ganha hieroglifos infantis que os dois espalham com espontaneidade. As canetas desaparecem como que engolidas por um buraco negro. Lembro vagamente de plantar árvores pra compensar o papel consumido nesses momentos mágicos. E rio feito bobo. Emoção de pai que vive das letrinhas, luta com elas, é apaixonado por elas.
08
Sep08
Viagem ao centro da Terra
Vimos ontem com os meninos Viagem ao centro da Terra em 3D. Maneiríssima a imersão na aventura de Júlio Verne. Há cenas em que a gente viaja junto e treme na cadeira, como a da montanha-russa da antiga mina, as quedas em abismos e o ataque dos peixes pré-históricos. Outras, mais singelas, são igualmente impressionantes, como quando o protagonista sopra uma planta e os dentes-de-leão flutuam pelo ar. Miguel vibrou e ficou falando do filme até à noite. Bruno também curtiu muito. No fim, agarrou firme três óculos 3D e se recusou a a devolvê-los na saída. Abriu o berreiro e o moço do cinema terminou dando os óculos de brinde.
26
Aug08
Brunitezas: bonecos olímpicos
Bruno brincava com dois bonecos Max Steel, estilo aqueles antigos Falcon (os meninos da minha idade sabem do que tou falando). Pegava um boneco em cada mão e batia um no outro. A vó perguntou:
- Eles estão brigando?
Ele:
- Não, vó, estão treinando.







