26

Mar

10

Um bom debate no Museu

Foi bem legal a exibição de Espírito de Porco ontem no Museu Victor Meirelles. Abrimos a temporada 2010 do projeto Cinema Falado, que pelo quinto ano oferece ao público, a cada 15 dias, filmes seguidos de debate (no dia 8 de abril é a vez de O processo, de Orson Welles; veja a programação aqui). O Chico não pôde ir porque estava viajando, então botei mais uma vez a timidez de lado e fui sozinho ao bate-papo.

Coisa boa quando a gente consegue trocar ideias sobre nosso trabalho com espectadores antenados! Não me refiro a elogios gratuitos, e sim a uma sintonia especial com o que o documentário quer dizer. Foi quase uma hora de conversa com perguntas pertinentes, informações novas, comentários sobre aspectos técnicos e narrativos que a gente nem tinha pensado antes.

Acho que eu poderia comparar o roteiro de Espírito de Porco a uma cebola (bem que eu podia ter lembrado dessa metáfora ontem). Tem diferentes “camadas” narrativas que costuram assuntos bem distintos, mas conectados entre si: poluição ambiental, consumismo, tradições culturais, bem-estar animal, saúde e nutrição, responsabilidades coletivas e individuais… E outras mais – algumas, inconscientes, é possível.

Depois do evento, fui à Kibelândia molhar a garganta de chope com meus amigos Gabriela e Mike. E fizemos mais um monte de associações e referências sobre esses temas. Hoje recebi pelo GTalk um comentário legal do Fabrício, parceiro na arrumação do novo blog: “teu filme ontem me deixou com vontade de conhecer Liszt, que pouco ouvi até hoje” (usamos a Sinfonia de Dante, que aborda inferno, purgatório e paraíso).

Resumindo: foi uma ótima noite. E com pipoca de graça!

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One Response:

  1. Em 26/03/10, 17:49, Fabricio disse:

    Foi bem legal mesmo! Gostei bastante da trilha-sonora — descobri muitas músicas e sons já via filmes, pois quando a coisa é bem encaixada, a virtude da música é realçada, e daí eu, louco por música que sou, corro atrás para conhecer o artista. Aconteceu ontem com o Liszt, que já tinha ouvido aqui e ali, sem atenção, mas que ontem, nos momentos de clímax (!) do filme, teve um efeito bem curioso, ressaltou o desconforto da coisa toda. (bem apropriado se tratar, afinal, de uma obra musical baseado na Divina Comédia [http://en.wikipedia.org/wiki/Dante_Symphony] — os porquinhos também tem espírito!)

    E na outra semana, com o Victor [http://victordarosa.blogspot.com/] falando sobre o O Processo do Welles, promete ser legal também.


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