Posts de 2009

12

Feb

09

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11

Feb

09

Generalista x especialista e três blogs sobre frila

O Fabrício, leitor de DVeras em Rede e profissional free-lancer, colocou um comentário no blog do Vida de frila em que faz a mesma ressalva que eu quanto a ser generalista versus especialista. Na área dele, desenvolvimento de sistemas, ajuda ter experiência aprofundada em um tema específico.

Reconheço que ser “pau pra toda obra” pode ser um diferencial importante, pois o profissional se mostra disponível e, se trabalhar bem, logo passa a ser reconhecido como resolvedor de problemas aleatórios. Mas conforme a circunstância – prazo, verba, demanda etc. -, o cliente pode preferir um “cardiologista” em vez de um “clínico geral”. Há espaço no mercado pros dois perfis, desde que o trabalho seja bem feito.

A capacidade de improvisação e o repertório do profissional também contam pontos. Assim, espera-se que um “cardiologista” saiba fazer um parto de emergência. E que um “clínico geral” possa identificar uma doença cardíaca e encaminhar o paciente a um colega. Detalhe: o “cardiologista” tende a ter menos clientes, mas pode cobrar mais.

Outra dica me ocorre agora é até um tanto óbvia: pra um jornalista frila, dominar o inglês (ou espanhol ou francês, mas principalmente o inglês) pode fazer a diferença entre pegar ou não um trabalho, entre se restringir ao mundo lusofalante ou abrir o leque pra possibilidades de viagem, entrevistas com estrangeiros etc. Sem falar na ampliação da visão de mundo.

Mas voltando ao Fabrício, ele deu a dica de três blogs sobre o trabalho de frila – todos em inglês – e compartilho:

http://freelanceswitch.com

http://www.flyingsolo.com.au

http://freelancefolder.com

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11

Feb

09

Algumas considerações sobre a vida de frila

Maurício Oliveira escreveu um excelente texto em seu blog Vila de frila, com dicas pra quem quer enfrentar os ônus e bônus do jornalismo profissional sem as amarras da carteira assinada. Destaco dois itens:


- A diversidade e solidez dos meus contatos atuais me dão segurança suficiente para um privilégio: se alguém com o qual nunca trabalhei me procura, só aceito o frila se for divertido ou bem remunerado – ou, melhor ainda, as duas coisas ao mesmo tempo. Trabalho chato e mal pago só topo fazer, e ainda assim muito de vez em quando, para os camaradas de longa data.
- O que escrevi acima tem a ver com a necessidade que sinto hoje de selecionar os frilas, por limitação de tempo, mas aprendi na prática que o trabalho chato ou mal remunerado de hoje pode propiciar o trabalho legal e bem pago de amanhã. Já tive provas disso inúmeras vezes.

Hoje faço frilas em período parcial, mas já passei um bom tempo vivendo profissionalmente assim como o Maurício e asseguro que suas orientações são preciosas. Entre as vantagens da vida de frila estão a deliciosa liberdade, conquistada com tempo e suor, de dizer não aos trabalhos chatos e mal pagos (com a ressalva que ele bem faz), gerir os seus próprios horários e – importante – se pautar em projetos próprios, autorais.

O outro lado da moeda é o que Maurício destaca no título do post: a insegurança. Sim, às vezes a vida de profissional liberal pode ser uma montanha-russa que alterna meses de altos rendimentos com outros de vacas magras. Reflexão zen: vida de frila é pra quem tem estômago forte pra aceitar o fato de que a estabilidade é uma ilusão (quem lhe garante que, num emprego fixo, amanhã o seu chefe não acorde de mau humor e lhe dê um pé na bunda?)

Se, mesmo sabendo da “instável” vida de frila, você quer entrar nessa, posso acrescentar alguns pitacos, sem a menor pretensão de achar que estou ensinando regras pétreas. São constatações sobre coisas que valem pra mim (ou deveriam, pois nem sempre consigo abraçar todas como gostaria) e talvez possam servir pra você:

- Faça uma poupança com uma parte da renda, o seu “Fundo de Garantia”. Assim dá pra atravessar as entressafras sem muito estresse.
- Inclua na sua remuneração um valor que cubra o que você teria de rendimento com férias, décimo-terceiro, participação nos resultados etc.
- Separe o dinheiro dos impostos. Gastá-lo como se fosse seu pode ser doloroso depois.
- Os três itens anteriores (fáceis de falar, difíceis de pôr em prática) levam a este: aprenda a cobrar o valor justo. Nem demais que afaste clientes, nem aviltante com o seu trabalho.
- Regue a network. Uma boa rede de contatos, alimentada pelo interesse genuíno nas pessoas e não por intenções imediatistas, é meio caminho andado.
- Desconcordando em parte com o Maurício: reconheço que ser generalista pode ser vantajoso, pois abre o leque de opções. Mas ter uma ou mais especialidades pode ser útil pra atingir certos nichos.
- Amplie o horizonte. O teletrabalho chegou pra ficar. Talvez a oportunidade que não aparece na sua cidade ou estado esteja logo ali, e você nem precise se mudar pra São Paulo pra chegar lá.
- Desenvolva a disciplina. Este é um dos mais valiosos atributos do bom frila. Não só pra levar a bom termo os trabalhos espinhosos, que exigem dedicação em madrugadas, domingos e feriados, como pra administrar com sabedoria o tempo e os rendimentos.
- Continuação do anterior: cumpra os prazos e compromissos. Claro que, com os imprevistos, os deadlines podem ser repactuados com o cliente, mas essa relação precisa ser clara e transparente desde o princípio: o que fazer, como, por quanto, data da entrega e data de pagamento.
- Juntou grana suficiente pras férias? Agende-se e tire férias!
- Crie um “dia desplugado”. Ainda preciso me esforçar nesse ponto, mas tenho tentado dedicar o sábado exclusivamente a assuntos não-profissionais. A ideia básica é que, se você não consegue parar nem um único dia da semana, está faltado algum planejamento.

Fico aqui por enquanto, mas adoraria continuar esse papo com outros profissionais frilas, que certamente têm boas ideias pra compartilhar. Quais são as suas dicas?

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11

Feb

09


Mais uma selecionada do Frank.

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10

Feb

09

Anotação de leitura: contradição do ateísmo

“A descrença é uma jogada num jogo cujas regras são estabelecidas pelos que crêem. Negar a existência de Deus é aceitar as categorias do monoteísmo. Quando essas categorias caem em desuso, a descrença torna-se desinteressante e, em pouco tempo, sem sentido. … O ateísmo é um fruto tardio da paixão cristã pela verdade. Nenhum pagão está pronto para sacrificar o prazer da vida em troca da mera verdade. Prezam a ilusão artificial, não a realidade despida de enfeites. Entre os gregos, a meta da filosofia era a felicidade ou a salvação, não a verdade. A adoração da verdade é um culto cristão”. …

John Gray, citado por Carlos Magalhães em Imaginação Sociológica.

Eu tava justamente pensando nisso outro dia, em outros termos: pra ser ateu é preciso ter muita fé.

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10

Feb

09

O Fabuloso Mundo de Amanda

Filha de blogueira, blogueirinha é. Agora é a vez do Fabuloso Mundo de Amanda. A Amandinha Canan, de oito anos (filha da Adri ‘Gato e Passarinho’ Canan), ilustrou o blog com uma foto que tirei dela com o palhaço Borboleta. Ela criou o blog com ajuda do Laurinho, que escreve o Meleca Verde (filho do Maurício ‘Vida de Frila’ Oliveira e da Cristiane Fontinha).

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10

Feb

09

Pedra




Fotos: Dauro Veras com design e produção do Miguel

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09

Feb

09

A primeira vez de Bruno

Primeiro dia de aula do Bruno. Não pude acompanhá-lo, ele foi com Laura, Miguel e Lu. Ficou na boa, sem chorar. No começo um pouco tímido, mas logo já tinha se sentado e tava brincando.

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09

Feb

09

Fotojornalismo

O melhor do fotojornalismo brasileiro em 2008. Dica do Adauri.

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09

Feb

09

Augusto Tuyama, um ano de saudade

Ontem fez um ano que Augusto Tuyama nos deixou. Quase tudo o que eu tinha a dizer sobre essa tragédia familiar já está aqui no blog – provavelmente o meu desabafo tenha sido fundamental pra que eu conservasse o equilíbrio. O tempo vai transformando a dor em saudade suave.

Nos primeiros meses eu acordava de madrugada revivendo o acidente e as horas intermináveis do resgate. Cheguei a pensar que iria precisar de ajuda profissional – confesso que ainda não afastei essa ideia de vez, mas tou tentando me curar de outras formas.

Nas horas angustiantes, procuro o sossego das árvores, das plantas que o meu sogro tanto amava. Lembro dele dando risada, contando histórias divertidas ou escutando com gentileza. A maneira livre, desapegada, aventureira e generosa com que Augusto Tuyama viveu é um exemplo que vou guardar pra sempre. Tê-lo conhecido foi uma experiência transformadora.

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