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Augusto Tuyama, um ano de saudade

Ontem fez um ano que Augusto Tuyama nos deixou. Quase tudo o que eu tinha a dizer sobre essa tragédia familiar já está aqui no blog – provavelmente o meu desabafo tenha sido fundamental pra que eu conservasse o equilíbrio. O tempo vai transformando a dor em saudade suave.

Nos primeiros meses eu acordava de madrugada revivendo o acidente e as horas intermináveis do resgate. Cheguei a pensar que iria precisar de ajuda profissional – confesso que ainda não afastei essa ideia de vez, mas tou tentando me curar de outras formas.

Nas horas angustiantes, procuro o sossego das árvores, das plantas que o meu sogro tanto amava. Lembro dele dando risada, contando histórias divertidas ou escutando com gentileza. A maneira livre, desapegada, aventureira e generosa com que Augusto Tuyama viveu é um exemplo que vou guardar pra sempre. Tê-lo conhecido foi uma experiência transformadora.

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2 Responses:

  1. Em 10/02/09, 20:05, Sonia disse:

    Ontem estive em Maua e encontrei varios amigos lusitanos dele, todos o guardam na memória de uma forma muito carinhosa, lembram muito da generosidade, de suas piadas, seu jeito amigo, das festas portuguesas que ele participava…
    Saudades! 365 dias de saudades.

  2. Em 10/02/09, 12:21, Ana Paula disse:

    Dauro, outro dia estava num restaurante japonês e comentei que seu Augusto fazia sashimi de tainha. Lembrei que devia estar fazendo um ano de sua partida. Este ano vai fazer 15 anos que meu pai morreu, e o que posso te dizer é naquela linha do Drummond: cada vez mais eles se consolidam como aquela ausência-estar-em-mim que a gente vai assimilando. Não passa um único dia sem que eu tenha uma lembrança bacana do meu pai. Tenho certeza de que com vocês também é assim. Beijão pra vocês e um especial pra brava dona Nilza.


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