31
May06
Partidas
O jornalismo e o Brasil perderam ontem uma grande figura. Daniel Herz morreu de câncer em Porto Alegre. Autor de A História Secreta da Rede Globo, leitura indispensável nos cursos de jornalismo, ele foi fundador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Foi chefe do Departamento de Comunicação da UFSC, onde o conheci e aprendi a admirar.
César Valente, em sua coluna de quarta-feira no Diarinho, fez uma bela homenagem ao Daniel.
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Também me tocou outra partida pro outro lado, embora eu não conhecesse a pessoa. Kat, a menina que foi adotada pela família Schürmann na Nova Zelândia e navegou com eles pelo planeta, morreu anteontem em São Paulo, de pneumonia.
31
May06
Luz cortada no Prestes Maia
Recebi do Marques Casara e passo adiante.
A Eletropaulo cortou a luz do edifício Prestes Maia. Pra quem não sabe, é um marco internacional da mobilização do movimento sem-teto de São Paulo. Vivem lá 400 famílias em 22 andares. O dono do imóvel deve milhões de IPTU e nunca usou o prédio. A fotógrafa Tatiana Cardeal está mobilizando militantes em diversos países para escreverem para a matriz da empresa, nos Estados Unidos, ou para a Eletropaulo, explicando os riscos de cortar a luz em um local como este. Solicita da empresa uma postura condizente com seu discurso de responsabilidade social. Caso você tenha interesse em participar, leia a mensagem abaixo.
De: Tati Cardeal
Enviada em: terça-feira, 30 de maio de 2006 17:40
Assunto: Prestes Maia, sem luz e em risco.
Caros,peço que visitem o link abaixo, onde escrevi um breve texto explicando a atual situação do Prestes Maia e peço ajuda para a busca de um entendimento razoável, digno e respeitável para todos.
http://www.flickr.com/photos/tatianacardeal/156488678/
Abraços,Tatiana
30
May06
30
May06
Miudezas sinestésicas (ou "meu cinema pessoal")
Assim como Horácio, protagonista da Rayuela de Cortázar, gosto de divagar sobre detalhes inúteis da existência, no melhor sentido possível de inutilidade. Os fragmentos de imagens formam uma espécie de filme caleidoscópico e aditivado pela lembrança de todos os sentidos, que às vezes repriso pra mim mesmo. A manga rosa chupada no tanque de lavar roupa. A bolha inesperada de tempo lento no meio da multidão. O barquinho de papel que dobrou a esquina. A gota de leite no bigode do homem sério na padaria. O gato dormindo enrodilhado numa casa no meio da selva. A mão dele sobre a perna dela debaixo da mesa. O copo quicando no chão enquanto o raio queima a árvore. A folha seca há anos no livro e de repente sendo lida. O menino se vendo invisível enquanto esconde seu tesouro. As nuvens vistas da praça duma cidade desconhecida. O rapaz andando de olhos fechados e falando sozinho. A cadeira de balanço na calçada no fim de tarde. ~ Sinestesia Etimologia: gr. sunaísthésis,eós ‘sensação ou percepção simultânea’, prov. por infl. do fr. synesthésie (1865) psic ‘num mesmo indivíduo, fenômeno de associação constante de impressões vindas de domínios sensoriais diferentes’ (Houaiss).
29
May06
Sem medo de cara feia

Fanto e Branquito se encaram na porta da cozinha, bem na fronteira entre seus territórios. O v-se-pod, aparelho tradutor de gatês e cachorrês, estava ligado e captou a conversa:
- Te pego aqui fora!
- Sai pra lá, cabeção!
- Pulguento!
- Bacurim!
- Capacete de carvão!
- Boca mole!
- Projeto de tamborim!
- Vampiro brasileiro!
- Vou te botar pra correr, coelho.
- Quero só ver, marrento.
Dois minutos depois, cada um tava sossegado no seu canto, um sonhando com ossos recheados de tutano, o outro com passarinhos crocantes.
29
May06
Cinema catarinense
Tá em cartaz nos cinemas de Floripa, São Paulo, Rio e Porto Alegre o filme Outra Memória, de Chico Faganello. Fala de teatro, índios, nazismo e imigração européia. Vi uma parte das filmagens no teatro Carlos Gomes, em Blumenau. Falta conferir na telona.
29
May06
A ver
An inconvenient truth. Vídeo de Al Gore sobre aquecimento global, a catástrofe anunciada. Clique pra ver o trailer de dois minutos e meio.
26
May06
25
May06
Um livro
Quem me emprestou foi a Sandra. A lista de Ailce, escrito pelo Betinho, é feito de pequenas e deliciosas crônicas sobre pessoas conhecidas dele que já morreram. Familiares, amigos, vizinhos… Um livro cheio de humor, saudade e carinho. Até me inspirou a escrever sobre minhas pessoas queridas que já passaram pro outro lado. Às vezes sonho com algumas e acordo agradecido pelo presente.
24
May06







