20
Aug08
Jogo dos sotaques
Você é bom em adivinhar sotaques? Então vai gostar desse joguinho que o Aidan Doyle me indicou: Can you guess where my accent is from? Várias pessoas recitam em vídeo duas linhas do poema If, de Rudyard Kipling (in English). Você tem a opção de ouvir de novo ou tentar adivinhar, numa lista de seis opções, qual é o país de cada uma. Cada acerto vale 3 pontos. No caso de países onde o inglês é língua nativa, pode ganhar 2 pontos extras se descobrir qual é a cidade. O joguinho é difícil, mas divertido. Aidan, um viajante australiano com o ouvido treinado, só conseguiu marcar 17. Eu fiz 16.
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Ia ficar legal uma versão brasileira desse jogo. E ainda versões regionais com diferentes sotaques nordestinos; sulistas, nortistas…
07
Aug08
07
Jul08
A cor da voz
O Diário Catarinense de hoje traz entrevista da repórter Alícia Alão com meu irmão Leonardo Camillo sobre dublagem. Neste fim de semana ele fez uma oficina pra 15 crianças e pré-adolescentes durante a 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Se você já viu filmes dublados com Nicolas Cage, John Travolta, Kevin Costner, Pierce Brosnan (007), o Jesus de Zefirelli, o Ikki de Fênix da série de animação Cavaleiros do Zodíaco e o dinossauro Barney, entre tantos outros, com certeza já ouviu a voz dele. Trecho:
DC – E o mercado, como está?Camillo
– É um mercado restrito em termos de elenco. Porque formar um elenco de dublagem não é da noite pro dia. É diferente de qualquer outro meio de interpretação, do teatro, da TV, do cinema. É uma coisa muito específica e não trabalha só com interpretação, mas também com uma parte técnica que muita gente não consegue se adaptar. Muitos entram na dublagem e não têm paciência pra crescer na área, porque no começo não compensa financeiramente. Você acaba se afastando. Fica quem realmente gosta. Transformar um dublador para fazer grandes papéis, papéis centrais, demora no mínimo uns cinco anos. O elenco acaba sendo umas 300 pessoas, mais ou menos, e só em RJ e SP. Mas trabalho tem bastante!DC – O dublador não tem tanto reconhecimento do público quanto um ator de TV ou teatro. O que você acha disso?
Camillo – Nunca fui um carreirista, que faz para aparecer. Meu objetivo sempre foi interpretar. Eu me sinto com sucesso. Acontece que a dublagem sempre foi muito presa ao estúdio, anônima mesmo. Eu costumo dizer que dublagem tem um divisor de águas, há uns 12 anos, antes e depois de Cavaleiros do Zodíaco. Depois do Cavaleiros, começou um movimento nacional de fãs de anime. Tem eventos de anime em todas as regiões do país, todos os anos. E eles veneram o trabalho dos dubladores. Sabem tudo o que a gente faz, respeitam, reconhecem, querem saber, pedem autógrafos. Semana que vem estarei em Fortaleza, na outra em Recife, sempre nesses eventos, dando palestras, fazendo oficinas. Depois de Cavaleiros do Zodíaco, a coisa saiu do estúdio, os fãs sabem muito mais que eu das coisas que eu faço. Então saiu do anonimato.
p.s.: Alícia é uma repórter de texto sensível e afiado, com grande senso de observação pros detalhes, como o que ela captou pra abrir a matéria e virou título. Uma das melhores coberturas da Mostra tem sido a dela. Feliz do editor que pode contar contar com alguém assim na equipe.
29
Jun08
Escandinavos de olho no cinema infantil brasileiro
O mercado foi o tema do 4º Encontro Nacional de Cinema Infantil, realizado neste sábado como parte da programação da 7ª. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Programadores, investidores e profissionais do setor debateram com agentes do governo a realidade brasileira e políticas públicas para fomentar a produção nacional. Os participantes também conheceram o que os países escandinavos têm feito para fortalecer o cinema infantil. Lá as produções para crianças e adolescentes recebem em torno de 20% dos recursos estatais investidos em cinema. Annette Brejner, diretora do Fórum de Financiamento do BUFF FilmFestival de Malmö, na Suécia, e o produtor Lennart Ström, que por 25 anos dirigiu o BUFF, falaram sobre os principais critérios que os financiadores levam em conta ao escolher projetos para apoiar.
A perspectiva de co-produção internacional de filmes brasileiros está sendo reforçada hoje, quando sete projetos participam de um pitching. É um processo seletivo em que cada representante pode defender o seu filme para a banca em exposição oral, com apoio audiovisual se quiser. O vencedor, que deve ser conhecido ainda esta noite, vai ter a oportunidade de participar de um fórum de financiamento em março de 2009 na Suécia. Concorrem projetos que estão sendo produzidos no Rio de Janeiro, Pernambuco/Ceará, Rio Grande do Sul e São Paulo. O pitching já é utilizado por algumas emissoras como o Canal Futura na seleção de produções infantis para a grade de programação. A TV Brasil cogita também utilizar esse modelo de seleção e a Ancine pretende adotá-lo em seus próximos editais. Seu uso na seleção de projetos para cinema infanto-juvenil é inédito no Brasil.
27
Jun08
Mostra de Cinema Infantil de Floripa começa hoje
A 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis começa hoje às 14h no cinema do CIC, com a pré-estréia nacional do filme “Pequenas Histórias”, do cineasta mineiro Helvécio Ratton (sessão para estudantes de escolas públicas pré-agendadas; no sábado haverá nova exibição aberta ao público). Às 19 horas, no CIC, acontece a abertura oficial para imprensa e convidados.
Durante a recepção, a diretora da Mostra, Luiza Lins, e o coordenador institucional da Programadora Brasil, da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Frederico Cardoso, assinam protocolo de parceria para dar acesso da Programadora aos filmes inscritos na Mostra. A proposta é oferecer audiovisuais em séries de DVD, por meio de permissão de uso, para pontos de exibição de circuitos não comerciais em todo o país: escolas, universidades, cineclubes, centros culturais etc.
A programação completa da Mostra está aqui. Colegas jornalistas que precisarem agendar pautas e de mais informações, entrem em contato com a gente pelo e-mail imprensa [arroba] mostradecinematinfantil [ponto] com [ponto] br ou pelo telefones (48) 3225 7993 (assessoria de imprensa); 48/ 9989 4202 (Kátia Klock); 9633 9912 (Adriane Canan) e 9922 9700 (Dauro Veras, este que vos tecla).
25
Jun08
George Carlin – Save the planet
Neste vídeo, George Carlin ironiza a pretensão humana em “salvar o planeta” e, com humor sarcástico, reflete sobre a nossa finitude diante do universo. 7’38″, legendas em português.
24
Jun08
George Carlin – Religion is bullshit
Esta é uma das mais famosas apresentações do mestre da stand-up comedy, o americano George Carlin, morto no dia 22 aos 71 anos por causa de complicações cardíacas. Carlin ganhou popularidade por seu estilo ácido, crítico das instituições, e pelos shows freqüentemente relacionados a assuntos tabu. O vídeo tem 10’14″ e está legendado em português.
23
Jun08
Túnel do tempo: Meu Pé de Laranja Lima
Meu irmão Leonardo Camillo em cena da novela Meu Pé de Laranja Lima, versão de Ivani Ribeiro pro romance de José Mauro de Vasconcelos, exibida na Band entre 1980 e 1981. Ele faz o personagem Diogo, que é contra o casamento de seu pai Caetano.
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Leo vai ministrar uma oficina de dublagem durante a 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que começa nesta sexta 27 no Centro Integrado de Cultura.
17
Jun08
Saite da vez: Memória Roda Viva
Tive paixão à primeira vista por este projeto: o Memória Roda Viva se propõe a digitalizar a transcrição de todas as entrevistas do famoso programa da TV Cultura que vai ao ar semanalmente desde 1986. Já colocaram 206 nomes, como Grande Otelo, Millôr Fernandes, Davi Yanomami, Niède Guidon, Darcy Ribeiro, Dráuzio Varella, Jesus Martín-Barbero, Manuel Castells… (já tou selecionando alguns que quero conferir). Junto com os textos vêm vídeos de uns dois minutos com trechos das entrevistas. Acabo de ver os de Bioy Casares e Paulo Francis. As entrevistas também podem ser acessadas por assuntos: ciência, cultura, economia, esporte e política. É a história contemporânea ao alcance do clique. Pra quem não gosta, é só procurar mulher melancia em outro canto – isso é a beleza da internet.
[dica da sempre antenada Tati Cardeal]
p.s. Seria lindo se os usuários pudessem copiar o código dos vídeos e embuti-los nos blogs – como se faz no youtube – dando link pra transcrição das entrevistas.
13
Jun08
Ambulantes no trem
André de Abreu, no Intermezzo, comenta sobre a reportagem multimídia Ambulantes no trem, um trabalho de conclusão de curso de alunos de graduação da faculdade Anhembi-Morumbi, orientado por Fábio Cardoso. Narrativas hipertextuais como esta são um exemplo do que pode se tornar o jornalismo daqui a alguns anos. Dá pra ser profundo e criativo sem ser chato. Construída em flash, a reportagem usa a metáfora do próprio trem como estrutura de navegação. Vídeos apoiados por textos curtos mostram o cotidiano dos “marrereiros”, o conflito com os seguranças de empresas privadas que apreendem suas mercadorias e às vezes os agridem, as expectativas desses vendedores, as opiniões dos usuários do transporte. Há também um mapa clicável da rede ferroviária de São Paulo com informações sobre as principais estações.
Naveguei pela reportagem de maneira não-linear e transversal, como acho que a maioria do público fará. Também dá pra seguir o caminho convencional. Parece que esta é uma forte tendência nesse tipo de narrativa: traçar a rota de começo, meio e fim – o que gera segurança – e ao mesmo tempo permitir que o navegante mais destemido ou impaciente crie seus próprios. Os pequenos problemas, pelo que conta André, estão sendo corrigidos: faltam os créditos e há excesso de pop-ups: quando naveguei na parte dos usuários do trem, o vídeo travou algumas vezes. Nada que ofusque a alta qualidade do trabalho de pesquisa e de execução prática da idéia. Parabéns aos autores e ao orientador.







