30
Jul08
30
Jul08
22
Jul08
Gallo no Cerrado

A partir de hoje, a amiga fotógrafa Cristina Gallo publica a série de fotos Cerrado, com flores do Planalto Central. Três novas imagens por dia ao longo da semana.
25
Jun08
George Carlin – Save the planet
Neste vídeo, George Carlin ironiza a pretensão humana em “salvar o planeta” e, com humor sarcástico, reflete sobre a nossa finitude diante do universo. 7’38″, legendas em português.
13
Jun08
Impressões do Norte

A amiga (e possivelmente prima) Gabriela Veras, manezinha da Ilha que emigrou pro Canadá há alguns anos, relata a inusitada experiência que está vivendo numa temporada de trabalho no norte do país, região que conheceu agora. Pelo que ela conta, deve ser desses lugares que parecem de documentário da National Geographic.
Ola pessoal…Para quem nao sabe, estou em Yellowknife trabalhando num contrato de 4 semanas para a CBC (televisao). E para quem nao sabe, Yellowknife is a capital do Northwest Territories, e fica bem no norte do pais, a 400 quilometros ao sul do circulo polar artico. Tou adorando a experiencia e gostaria de compartilhar com voces um pouco de fatos e das minhas primeiras impressoes… Jah que esse lugar parece um outro planeta!!!- os tres territorios canadenses (Northwest Territories, Yukon e Nunavut) juntos sao quase a metade do Canada, mas tem um populacao de apenas 100 mil pessoas.- os territorios estao para o Canada assim como a Amazonia estah para o Brasil.- a cidade de yellowknife tem menos de 20 mil pessoas e parece que todo mundo tem um cachorro peludao, do tipo husky.- metade da populacao do territorio aqui eh aborigena.- nesta epoca do ano nunca escurece, de fato, na semana que vem (dia 21) vai ser o solsticio de verao, quando eh o dia mais longo do ano e acontece o sol da meia noite.- eu tou tao fascinada, que nas minhas primeiras noites aqui eu acordei a cada uma hora soh para checar se estava escuro lah fora. E nunca estava…- parece meio dia quando vou dormir, e parece meio dia quando acordo as 5:40 da manha. O sol estah sempre brilhando.- o povo aqui eh super relax. As mulheres nao usam maquiagem, salto alto ou cabelo alisado. Os homens parecem que acabam de voltar de um fim de semana de acampamento. Eh interessante ver as pessoas sem os difarces de super herois que normalmente a gente ve nas grandes cidades.- aqui tem de tudo, mas apenas um: um wallmart, um banco de cada, uma televisao (CBC), uma radio (CBC) e um jornal.- a estrada para o norte de Alberta (olhem no mapa) acaba aqui em Yellowknife. Existem outras comunidades mais ao norte, mas soh dah para chegar lah de aviao. Eh comum ver aqueles avioes que posam na agua. No inverno, quando tudo congela, dah para ir de carro a alguns lugares.- as pessoas andam aqui com spray para urso, em caso de um encontro inesperado pelo caminho.- o lugar eh rochoso e existem poucas arvores. Nada dah aqui. Tudo tem que ser trazido do “sul”.- a economia eh baseada na mineracao de ouro e mais recentemente, de diamantes. Yellowknife eh a “Capital do Diamante da America do Norte”.- dah para circular a cidade de carro em menos de 10 minutos- ninguem usa endereco para nada, nem nos press releases…eh o predio tal, que fica do lado da loja tal, em frente do restaurante tal… assim que todo mundo se acha.- o suburbio fica a tres quadras do centro da cidade.- e o melhor: no meu trabalho, todo mundo tira uma hora de almoco. Fazia um tempao que eu nao deixava a minha mesa para almocar…Mesmo com tantas diferencas, jah estou me apaixonando pelo lugar!Beijos a todos,gabi
20
May08
Estado está ausente em região que desmata
Um dos grandes nós do desmatamento da Amazônia é abordado nesta ótima reportagem de Yan Boechat que saiu ontem e hoje no Valor Econômico: a ausência do Estado. Ele esteve em Rondônia e entrevistou diversos atores sociais da atividade madeireira, entre eles as famílias de colonos que prosseguem com a derrubada ilegal da floresta por falta de opções.
Em Rondônia, um terço da cobertura de florestas já desapareceu. Em 1983, pouco depois de ser transformada de território em estado, a área desmatada era de 5,7%. Em 2004, já eram 31,2%, contando apenas as indústrias de transformação de madeira. Rondônia é o estado amazônico que desmatou em maior velocidade e intensidade. Com a bênção do Estado, que nos anos setenta estimulou a derrubada como parte da política de ocupação da região.
Pra quem está num grande centro urbano (às vezes sentado num sofá de mogno sob um telhado de angelim-pedra), não é fácil compreender a complexidade do tema. Há a tendência de rotular de vilão todos os que derrubam árvores e exigir soluções à la Capitão Nascimento. Uma questão levantada durante reunião de representantes do governo com os agricultores sintetiza o dilema:
No turbilhão de comentários desencontrados, Delano pediu a palavra e fez uma pergunta quase inocente, quase sarcástica: ‘O doutor pode explicar como vamos viver da terra com as árvores em pé?’. Não teve resposta.”
Enquanto o Estado não conseguir dar reposta adequada a isso, a derrubada continua, e não adianta chegar de metralhadora naquelas operações espalhafatosas que a mídia tanto gosta de mostrar. Em recente entrevista à BBC (reproduzo aqui citação do boletim eletrônico Alerta Científico e Ambiental), o ministro Mangabeira Unger foi questionado sobre o que o desenvolvimento sustentável realmente significa e do que necessita. A resposta dele vai ao encontro dos anseios identificados na reportagem do Valor. Mas do diagnóstico à solução dos problemas – entre os quais a complicadíssima questão fundiária – há uma distância amazônica:
Há três pré-condições fundamentais. A primeira é a questão da propriedade da terra. Temos que esclarecer a titulação e a posse da terra. O segundo pré-requisito é que se faça um zoneamento ecológico e econômico da Amazônia, que possa definir uma estratégia para a Amazônia sem floresta, não só a que foi desflorestada, mas também aquela parte que nunca teve floresta, e outra para a Amazônia com floresta. A terceira pré-condição é a construção de um regime regulatório e fiscal que garanta que a floresta em pé valha mais do que a floresta cortada. Uma vez que essas pré-condições estejam satisfeitas, podemos tocar os quatro principais pontos de trabalho que nos foram dados para dar um conteúdo prático à idéia de desenvolvimento sustentável. (…)
Ele prossegue falando dos quatro pontos: a tecnologia apropriada para a floresta tropical; a organização de serviços ambientais avançados na Amazônia; o regime de propriedade sob o qual a floresta será gerida, e o desenvolvimento da ligação entre a floresta e as indústrias. Como o próprio ministro reconhece, é mais fácil falar do que fazer.
14
May08
Sobre a saída da Marina
No blog de Marcelo Tas:
(…)
A saída espetacular da ministra, criticada por Lula, talvez tenha sido o gesto mais eloquente para denunciar o flagrante blablablá do PAC e a incompetência dessa administração para lidar com crescimento sustentável. Quem tem Ciro Gomes e Mangabeira Unger como oráculos merecia essa porrada.
(…)
06
May08
Roteiros do Brasil
A editora Letras Brasileiras e o Ministério do Turismo acabam de lançar a coleção de revistas Roteiros do Brasil, com versões impressa e digital. Material bonito, com belas fotos, textos sintéticos e bem cuidados sobre todos os estados. Contribuí com a redação de algumas revistas – as de Acre, Rondônia, Roraima, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. A coleção, é claro, não pretende esgotar as possibilidades de viagem por este país gigante (qualquer pretensão nesse sentido seria inútil e burra), mas traz um bom apanhado sobre os principais destinos de acesso relativamente fácil pro turista. Apresenta também opções pros que optam por abrir mão do conforto e encarar um ritmo de aventura (meu estilo preferido de viajar), mas este não é o foco principal da publicação.
Aproveito pra agradecer a todos os que me deram dicas preciosas de roteiros ecoturísticos, gastronômicos e culturais. Escrever sobre o Rio Grande do Norte me deu um prazer especial, pois sou apaixonado pela terrinha onde vivi a adolescência. Por mais que se conheça um lugar, sempre há coisas novas a descobrir. Fiquei cuma vontade danada de visitar com mais calma o Vale do Seridó – já passei um carnaval em Caicó uma vez -, as praias da Costa Branca, no extremo norte do estado, e, quem sabe, aprender a mergulhar com scuba pra explorar mais de perto os corais de Maracajaú. Amigos queridos de Natal, qualquer hora dessas apareço.
p.s.: No dia 30 o Jakzam Kaiser, editor da Letras Brasileiras, recebeu a Medalha Mérito Editor Odilon Lunardelli, concedida pela Câmara Catarinense do Livro pela sua contribuição de mais de dez anos pro crescimento cultural de Florianópolis. Acompanhei essa década bem de perto, com seus altos e baixos, desafios e superações, e afirmo com todas as letras: o homem merece.
29
Apr08
Cosa-mai-linda
Eu e Rogério quase no final da trilha Matadeiro-Lagoinha do Leste
Rogério Magrão Mosimann foi meu companheiro de trilha pra Lagoinha do Leste no sábado. No Floripa Adventure ele conta como foi o dia e no Flickr mostra um álbum de 19 fotos. O meu álbum, com 24 fotos, está aqui.
27
Apr08











