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Oct08
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Oct08
Uma historinha de Realidade
Mylton Severiano (Myltainho), colunista da Caros Amigos, já integrou a redação de Realidade, revista que nos anos 60 fez história no jornalismo brasileiro. Pesquei de uma entrevista dele a Luiz Maklouf Carvalho (Profissão Repórter) esta historinha saborosa.
“O Narciso [Kalili] foi ao Nordeste fazer reportagem sobre uma vila de pescadores miserável. Chega lá, pega a verba de viagem, compra comida pra todo o mundo, distribui dinheiro. Manda pelo malote da Abril da capital daquele Estado, não sei se Salvador, Recife, bilhete mais ou menos nestes termos: ‘Paulinho, seu viado, me manda mais dinheiro que estourei a verba com os pescadores. Dá um jeito aí, pau no seu cu’, aquele jeito ‘delicado’ que o Narciso tinha de ser terno com os amigos, e o Paulo rasgou o bilhete, escreveu outro à máquina em nome do Narciso, dizendo que havia alugado um jipe para chegar à vila, o jipe atolou, tiveram de alugar trator para puxar, e tal, imitou a assinatura do Narciso, passou ao Roberto Civita, que autorizou mais verba.”
p.s.: Meus pais colecionavam Realidade. Rasguei algumas quando era bebê. Depois, aos oito, nove anos, “redescobri” suas reportagens maravilhosas, ao mesmo tempo em que curtia, fascinado, aqueles fotões lindos de página inteira. Ainda não sonhava em ser jornalista, mas a semente foi bem plantada.
06
Oct08
Fragmentos do Tempo
Outro blog que renasce das cinzas é Fragmentos do Tempo, do jornalista Celso Martins. Depois de quase um ano de pausa, ele traz uma série de fotos de viagem à Serra Catarinense.
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Sep08
28
Sep08
Dois blogs de fotojornalistas
Dois blogs criados faz pouco por amigos fotojornalistas, Júlio Cavalheiro e Hermínio Nunes. Grande presente pra quem curte foto e arte.
25
Sep08
Cem anos de Cartier-Bresson
No dia 22 de agosto, o fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson estaria completando cem anos – ele morreu em 3 de agosto de 2004. Encontrei no Bitaites um link pra uma boa entrevista com o pai do fotojornalismo moderno, feita em 1996 pela jornalista e crítica de arte Sheila Leirner para O Estado de S. Paulo.
Inspirador de mais de uma geração de profissionais da imagem – e de uma legião de diletantes como é meu caso -, Cartier-Bresson detestava a celebridade e se considerava um libertário: “A notoriedade como fotógrafo é uma forma de poder que eu recuso”.
A fotografia, como meio em si, não o interessava, e sim a vida e o meio imediato para transcrevê-la: “A máquina fotográfica é um caderno de croqui, é o desenho imediato, com a sensibilidade, a surpresa, o subconsciente, o gosto pela forma”. Dizia também que fotografia não se aprende, que o contato excessivo com a máquina é a preguiça do olho.
No Google Images dá pra conferir uma ampla amostra do trabalho desse artista brilhante.
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