01
Dec08
O desafio ambiental em Santa Catarina
Cesar Valente chama a atenção em seu blog para o artigo O desafio ambiental, publicado sábado por um grupo de especialistas que integram o Comitê do Itajaí. É uma reflexão importante para os parlamentares que vão votar o novo Código Ambiental de Santa Catarina. Este trecho do artigo é uma boa síntese:
… Precisamos evoluir muito na forma de gestão urbana e rural e encontrar mecanismos e instrumentos que permitam a convivência entre cidade, rios e encostas. … Não adianta reconstruir o que foi destruído, sem considerar o equívoco do paradigma que está por trás desse modelo de ocupação. É necessário pensar soluções sustentáveis. O desafio é reduzir a vulnerabilidade.
Sobre o polêmico projeto de lei e as questões ambientais e políticas, sugiro ainda a leitura do Eco Flora. E do texto Governos adoram tragédias, no Blogue do Brüggemann:
… Se não é possível fazer parar de chover, é bem mais possível ensinar as pessoas a conviverem com o risco, para que estejam capacitadas a enfrentar desastres, sejam os provocados pela natureza, sejam os provocados pelo próprio ser humano. …
01
Dec08
Amálgama
Descobri hoje e gostei do Amálgama, um blog coletivo com cara de revista digital sobre atualidade, comportamento e cultura.
29
Nov08
Chuvas em SC: Alemanha dá ajuda humanitária
Geraldo Hoffmann recebeu e me enviou a seguinte nota da Embaixada da Alemanha em Brasília:
Ajuda humanitária para vítimas das enchentes em Santa Catarina“Brasília,28/11/2008 – O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha disponibilizou 200 mil euros para ajudar as vítimas das enchentes no sul do Brasil. A verba do Fundo de Ajuda Humanitária será aplicada na compra de alimentos,medicamentos, colchões,cobertores e água potável. Organizações de ajuda humanitária alemãs ativas na região serão responsáveis pela logística. As enchentes na região Sul do Brasil foram consideradas as piores dos últimos 50 anos pelo Governo brasileiro. O Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Dr.Frank-Walter Steinmeier, ofereceu a ajuda alemã ao seu colega brasileiro Celso Amorim.”
26
Nov08
A tragédia e a blogosfera
Uma grande rede de comunicação alternativa e solidária se formou espontaneamente como complemento à cobertura da mídia sobre o desastre climático em Santa Catarina. Em muitos casos as informações chegam mais rápido e mais completas.
Alexandre Inagaki, um dos blogueiros mais lidos da internet brasileira, publicou hoje um importante texto sobre como ajudar os desabrigados.
O Alles Blau, blog coletivo sobre notícias de Blumenau, tem feito um trabalho extraordinário de divulgação de informações sobre a tragédia no município, talvez o mais gravemente atingido.
Paulo Henrique de Sousa, em seu blog ph ácido, traz relatos em primeira mão sobre o que está ocorrendo na cidade onde mora, Balneário Camboriú.
Destaque especial para o blog Coluna Extra, do Alexandre Gonçalves, que indexou no topo da página o que as pessoas estão publicando no twitter com as palavras-chave #chuva, #blumenau, #itajaí e #floripa.
26
Nov08
Espiral de calamidades (crônica de Felipe Lenhart)
Estou em SP a trabalho por dois dias, mas continuo acompanhando de perto os acontecimentos de Santa Catarina. Republico na íntegra esta crônica de emergência de Felipe Lenhart, que captou bem o espírito do momento.
Espiral de calamidadesSujos, sufocados e famintos, fogem os bichos de dentro das tocas, de cima dos ninhos, do meio do mato. Há muito a terra treme, desliza e se desmancha sob o seu peso. Há muito caem galhos e despencam árvores sobre a sua cabeça. A caça sumiu, a comida já não existe e o risco de virar presa assusta e enxota os bichos para fora das tocas alagadas, dos ninhos desfeitos, para longe do mato revirado e inabitável. Então eles vêm dar na rua. Rastejam pelo gramado dos quintais, escalam cercas e calçadas, pulam muros com a agilidade que a fome ainda não consumiu. Correm desembestados pelas valas, pelos córregos, pelas trilhas e picadas que levam às casas e aos edifícios, às lojas e mercearias, aos supermercados e abrigos. Está quase tudo submerso – servidões, ruas, avenidas, cruzamentos, garagens, porões -, mas para os bichos sem-teto estes lugares são pousos distantes o bastante do pesadelo do lar submetido à força hostil da enxurrada. Eles reviram a imundície das sarjetas, os dejetos nos terrenos baldios, as latas e os sacos de lixo espalhados em desordem. Penduram-se em árvores que resistiram, cavam novas tocas no terreno seco e firme que porventura descobrem em meio ao concreto encharcado da cidade. Urinam, defecam, canibalizam-se entre si, espalhando sangue, suor e excrementos na água suja de areia que viaja às correntezas por cada bueiro, por cada ruela. E é quando essa torrente podre atinge a altura do teto, depois de ter engolido as flores do jardim, o tapete da sala, os sofás, o carro na garagem, as camas e os armários, queimado eletrodomésticos, é nesse momento que, sujos, sufocados e famintos, saem os homens de dentro das tocas, de cima dos ninhos: para fora de suas casas. Não há comida há dias, nem energia elétrica para aquecer ou ligar o que for, botar em funcionamento a parafernália eletrônica que, por vezes, nos parece inútil. As encostas dos fundos do terreno já desbarrancaram, e o barro, o lodo, a massa compacta avança a cada hora, derrubando muros, forcejando portas e janelas. A chuva não dá trégua – há semanas varia da garoa ao temporal. As gosteiras se reproduzem, reproduzem-se os choros, os suspiros, o desespero. À mínima estiagem, o pai sai à rua com água quase pelo peito e se junta a outros pais. Sem o auxílio de bombeiros e de soldados, que não conseguem alcançar a rua isolada, esses homens pegarão em pás, empurrarão barreiras, erguerão caixas d’água, farão o diabo para que a enchente não mate a todos. Na outra ponta da família, as mães já não toleram a fome dos filhos. Com o olhar vidrado e carregando uma sombrinha, elas saem às ruas ao cair da noite. Investigam, pedem, negociam, por fim suplicam a quem encontram: uma caixa de leite, um saco de açúcar, um quilo de arroz. E se você, por acaso, sorte, sentido de prevenção ou classe social, não está enrodilhado nesta espiral de calamidades, vai ficar bastante impressionado quando for abordado por umas dessas mães. Porque, como os bichos, elas estarão caçando.COMO AJUDAR DESABRIGADOS E DESALOJADOS EM SC?Para doar dinheiro:
Defesa Civil
Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7.
Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.
(O depósito deve ser creditado ao Fundo Estadual de Defesa Civil-Doações.)FIESC
Banco do Brasil – Agência 3425-8, Conta Corrente 21.000-5, CNPJ: 83.873.877/0001-14.Para doar alimentos, remédios, roupas, colchões e água potável:
Consulte lista de locais de doação separados por cidade no hotsite especial SOS SC do clicRBS, aqui.
24
Nov08
A chuva em SC e a internet
O Alexandre Gonçalves, do blog Coluna Extra, é um dos exemplos de como a população de Santa Catarina está se mobilizando pela internet pra se informar e informar sobre a maior tragédia climática de todos os tempos já registrada aqui no estado. No topo de seu blog é possível seguir os comentários no twitter para as palavras-chave #chuva, #floripa e #blumenau.
23
Nov08
Quintal alagado 2
A piscina em que se transformou meu quintal com essa chuvarada inspirou o camarada Alexandre Gonçalves a compor uma micro-música e subi-la pro youtube. Como lembra o Frank, dizem que Seattle se tornou capital do grunge porque chovia pra caralho e o pessoal ia pras garagens tocar.
23
Nov08
20
Nov08
Blogada da vez: Zeca Camargo sobre Woody Allen
Woody Allen ao jornalista e escritor americano Eric Lax – “Conversas com Woody Allen” (Cosac Naify), citado no blog de Zeca Camargo:
“Consigo dizer: ‘Este acabou ficando um bom filme’. Na verdade não sei como as pessoas reagiram ao filme, porque faz anos que parei de conferir, mas se gostaram, ótimo. Se não gostaram, não me importa muito, não porque eu seja indiferente ou arrogante, mas porque aprendi tristemente que a aprovação deles não afeta a minha mortalidade. Se faço alguma coisa que sinto que não é muito boa e o público aceita, até entusiasmado, isso não atenua em nada a minha sensação de fracasso. Por isso o segredo é trabalhar, se divertir com o processo, não ler a respeito de si mesmo, quando as pessoas estiverem falando de cinema mudar a conversa para esportes, política ou sexo, e continuar suando a camisa”.
22
Oct08
Coisas da Suíça
O amigo Geraldo Hoffmann, morador de Berna e jornalista na empresa de comunicação multimídia Swissinfo, é um dos três autores do recém-lançado blog Coisas da Suíça, que traz informações e curiosidades sobre esse país tão parecido com o Brasil
. O blog é em português.







