Posts com a tag ‘blogosfera’

30

Jun

09

Ulan Bator e Transiberiana

Ulan Bator. Nos tempos de escola, quando eu e o colega Francisco Carlos nos desafiávamos pra ver quem acertava mais capitais de países, o nome da capital da Mongólia era um dos que eu achava mais curiosos. Evocava camelos, nômades, céu estrelado, mistérios do deserto. Tempos depois, lendo sobre a Rússia, a ferrovia Transiberiana também mexeu com minhas fantasias. Pois meu amigo australiano Aidan Doyle está prestes a começar uma aventura de três meses por aquelas bandas, começando em Osaka, Japão – onde ele já morou -, e percorrendo toda a Ásia Central até chegar à Europa do Leste em São Petersburgo. Ele vai publicar fotos e relatos em seu blog. Have fun, Aidan!

I’m staying in Osaka for a week and then taking a ferry to Shanghai.
One of my friends from Australia is staying in Shanghai at the moment,
so I’m going to visit him.

I have two weeks in China and then I’m joining up with a tour that
leaves from Beijing.
It’s a 3-week tour and goes from Beijing to St. Petersburg. We take the
Trans-Mongolian train to Mongolia and stay in Ulan Bator for a couple of
days and then take the train into Russia. We join up with the
Trans-Siberian railway at Irkustk. The tour stops at a couple places on
the way to Moscow and St. Petersburg.

There are some maps at: http://www.aidandoyle.net/?page_id=338

I fly back to Australia from Frankfurt on October 10.

Then I’m planning on going back to Melbourne and looking for some work.

While I’m travelling, I’ll be updating my home page.
http://www.aidandoyle.net
I’ve also updated it to include photo galleries from some of my past
trips.

Have fun,

Aidan

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28

Jun

09

A volta ao mundo sem sair da poltrona

Duas historinhas que podem parecer banais pra quem vive no mundo conectado desde criança, mas que me maravilham pelo potencial extraordinário da internet pra aproximar as pessoas:

1.
Na noite da morte de Michael Jackson, o broder Hélio Matosinho, editor da TV Record News em São Paulo, me ligou pelo Skype pra perguntar se eu tinha o telefone da ‘Megui’ – como é mais conhecida minha amiga Gisele Losso, que mora em Los Angeles. Ele queria oferecer a ela um frila – boletins ao vivo – e precisava fazer contato urgente. Eu não tinha o número, apesar de termos estado juntos numa jam session campechana poucos dias antes, no fim das férias dela. Entrei no Facebook, Megui tava offline e deixei mensagem. Como imaginei que ela não voltaria a tempo, perguntei no twitter se alguém conhecia quem fizesse um frila em L.A. Em menos de 2 minutos, @riqfreire (Ricardo Freire, blogueiro do excelente Viaje na Viagem) me disse que @pedrotourinho tava tuitando direto do hospital. Consegui teclar com Pedro (até aquele instante, um completo desconhecido pra mim) e fiz a ponte. Quase ao mesmo tempo a Megui entrou no Facebook e passei o celular dela pro Matosinho. Conexões feitas, fui dormir. Como de hábito, não vi TV no dia seguinte, mas acho que tudo se arrumou. E pensar que, quando comecei a trocar correspondência com pen-friends pra aprender inglês, uma carta levava sete dias pra chegar…

2.
Escrevo a segunda historinha ouvindo na web o uruguaio Jorge Drexler pela Rádio Latina, um programa da rádio comunitária australiana Bay FM. Agora é madrugada de domingo no Sul do Brasil, início da tarde de domingo na costa leste da Austrália – é como se o futuro estivesse chegando até meus ouvidos por um portal mágico. Como cheguei a essa estação? O Celso Martins (que bloga no Sambaqui na Rede 2) me deu um toque agora há pouco, via GTalk, que a filha dele, Anita, está com um programa de música brasileira nessa rádio australiana. Sintonizei a tempo de ouvir a voz de Anita ao vivo, num inglês fluente e agradável, abrir o programa tentando explicar o que é boi-de-mamão pra apresentar uma música típica da tradição açoriana de Floripa. E na sequência colocando uma série de músicas super bacanas do sul da América: Brasil, Peru, Paraguai, Argentina, Uruguai… Enquanto escuto o programa aqui no Campeche, Celso, lá no Sambaqui, também acompanha a filha e me conta que ajudou a Anita a fazer a seleção musical. Neste exato instante, do outro lado do mundo, toca o clássico da banda Dazaranha, Vagabundo Confesso. Que viagem!

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26

Jun

09

Music and Me – Michael Jackson


Uma das minhas preferidas de Michael. Trilha internacional da novela Carinhoso, em 1973.
[via Coluna Extra. Foi a primeira de MJ que o Alexandre Gonçalves ouviu. Eu também.]

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24

Jun

09

Anotações de leitura: da liberdade de blogar

Alex Castro no Liberal, Libertário, Libertino, afiadíssimo como sempre, comenta uma coisa que costumo pensar (vale ler o texto na íntegra):

… No blog, eu não preciso me preocupar com padronização nem com Manual de Redação: escrevo internet às vezes em minúsculas, às vezes Internet em maiúsculas, dez por extenso ou 10 em numerais. E daí? (Um dia preciso escrever mais sobre a imbecilidade do culto à padronização nas editoras e jornais. Digamos que um colunista escreva “século XIX” e o outro “século 19″. E daí? O que, de fato, o leitor perde com isso? O que, de fato, o leitor ganha com a imposição de uma convenção aleatória sobre outra?)… A única coisa que justifica ter um blog é poder escrever sobre o que quero, na hora que eu quero, do jeito que eu quero. Essa liberdade não tem preço e não tem substituto. …

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24

Jun

09

Resgate da memória catarinense

O Bonassoli dá uma boa notícia no blog dele, em referência à luta pra evitar o desaparecimento do arquivo fotográfico do falido jornal O Estado:

(…) O Grupo de História e Patrimônio da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e um grupo de jornalistas independentes se uniram para ir atrás de amparo legal e de tornarem público o que restou do outrora melhor periódico catarinense. (…)

~
Miguel, acordado aqui do meu lado, escolheu a cor do destaque acima.

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23

Jun

09

Sessão Extra


A amiga Jô Laps tá com um blog no Jornal de Santa Catarina. Texto leve e informativo sobre cinema, tevê e afins. Pesquei esse cartaz lá. É do novo filme de Tim Burton, Alice no País das Maravilhas, com lançamento previsto pra março de 2010.

http://santa.com.br/sessaoextra

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09

Jun

09

Anotação de leitura: LLL e a notícia do acidente

De Alex Castro, um dos grandes textos da internet brasileira.

Vida Que Segue

Liberal, Libertário, Libertino

Ontem de manhã, extraordinariamente, comprei o jornal. Estou procurando um apartamento pra alugar e queria ver os classificados. Em outro caderno, petrificados em fotos e condensados em resumos biográficos, estavam os mortos do acidente aéreo: o casal de noivos de Niterói, o maestro e o príncipe, a família que viajava separada justamente para que todos não morressem juntos, a mãe que perdeu a chance de ver a filha pela última vez pois ficou presa no trânsito. Li tudo aquilo com a curiosidade mórbida que caracteriza os humanos, me emocionei, considerei minha própria mortalidade, etc etc, e deixei o jornal respeitosamente à beira da cama, talvez para ler de novo. Mais tarde, houve sexo, com sua costumeira desordem viscosa. Já de madrugada, antes de dormir, fui arrumar o quarto. Em cima do jornal, tinha caído uma camisinha usada: gotas esparsas de porra e de KY manchavam o rosto do dinâmico chefe de gabinite de um jovem prefeito. Dobrei o jornal em volta da camisinha, joguei tudo fora e fui dormir.

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30

May

09

Zé Rodrix e a crítica aos especialistas medíocres

No blog do Ulysses, esbarrei neste belo depoimento de Lázaro Freire sobre o músico e compositor Zé Rodrix, que partiu há poucos dias. Trechinho:

(…)
O primo Zé, um generalista genial por definição, e que em muitos aspectos sempre foi um “pai” e exemplo para mim, fez um breve porém cirúrgico discurso a favor do generalismo inteligente que contrabalance e lance voz crítica a uma sociedade de especialistas medíocres. E me disse algo que JAMAIS esqueci, quase um pedido, um legado, que no dia soou para mim quase como uma daquelas frases que pais entregam para seus filhos no leito de morte:

“Primo, nunca se esqueça, esse discurso de ‘foco’ (numa atividade só) é para os medíocres. Nunca, nunca, nunca, mas nunca mesmo, permita que a mediocridade dos demais lhe roube NENHUM de seus talentos”
(…)

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27

May

09

Autores de romances policiais

Hoje deixei um comentário no blog da Regininha pedindo que ela citasse seus autores favoritos de romances ou contos policiais/detetivescos. Poucas horas depois ela respondeu. A lista dela tem duas categorias: brasileiros e estrangeiros. Presentão, pois a maioria eu não conhecia ou só tinha ouvido falar. Acho que vou começar pelo sueco Stieg Larsson. Gosto bastante do gênero, mas conheço mais os “clássicos”. Minha lista de 8+:

  1. Edgar Allan Poe. O gênio delirante de Boston/Baltimore conseguia ser ao mesmo tempo cerebral e mexer com os terrores atávicos dos leitores. Sou fãzaço. Pai do conto policial moderno, criou o detetive Auguste Dupin e uma série de “histórias extraordinárias” que pendem mais pro gênero da literatura fantástica.
  2. Arthur Conan Doyle. Pai de Sherlock Holmes, o detetive mais famoso do mundo, excêntrico fumador de cachimbo, cheirador de cocaína e hábil em disfarces, que resolve casos por deduções lógicas de seu intelecto afiado. O parceiro doutor Watson é um figuraço, perfeita “escada” pro protagonista exibir seus dotes mentais. Dizem que Doyle resolveu vários casos reais usando os métodos de seu detetive fictício. Algumas das soluções de Holmes me parecem meio inverossímeis.
  3. Agatha Christie. Mãe do detetive belga Hercule Poirot e da velhinha esperta Miss Marple, a dama britânica era uma usina criativa. Escreveu mais de 80 obras de ficção, a maioria sobre crimes misteriosos, mas também alguns romances e peças ótimas com outros temas. Dos 50 e poucos livros que li dela, só adivinhei o assassino em três, embora ela recheasse as histórias com dicas. Meus favoritos são Cai o pano (o último caso de Poirot) e seu primeiro sucesso, O assassinato de Roger Ackroyd, de 1926 – em que ela usou um recurso narrativo inovador para a época, desprezando as convenções do romance policial (com essa dica você tem tudo pra descobrir o criminoso).
  4. Rubem Fonseca. Contista brilhante e mestre da palavra. Gostei muito de A grande arte. Também curti Bufo e Spallanzani, mas não tanto. Pai do detetive Mandrake, advogado carioca namorador e conhecedor do submundo do Rio. Seu livro de contos Feliz ano novo é espetacular. Não gostei do romance Agosto, mas, em se tratando de Rubem Fonseca, mesmo quando ele é ruim, é bom.
  5. Raymond Chandler. Suas histórias são cinematográficas e cheias de atmosfera noir, lembram um pouco os personagens de Humphrey Bogart. Um dos romances mais conhecidos de Chandler é Adeus, minha adorada.
  6. Patricia Highsmith. Gostei muito de O amigo americano e de O talentoso Ripley. Em ambos, o protagonista Ripley é um criminoso discreto cujas características são a extrema inteligência, a empatia e a amoralidade.
  7. Philip Kerr. Desse escritor escocês li somente a trilogia Berlim Noir (Violetas de Março, O assassino branco e Réquiem alemão), que se passa no início da ascensão do nazismo, durante a Segunda Guerra e no pós-guerra. Ixpetáclo!, a gente mergulha junto com os personagens naquele ambiente da História recente. O detetive é um cara durão e dono de um senso de humor peculiar, com frases boas que às vezes lhe custam umas porradas.
  8. Peter Hoeg. Conheço só um livro desse escritor dinamarquês: Miss Smilla’s feeling for snow (não sei como traduziram pro português, é algo como “o sentido da senhorita Smilla para a neve”). Em Copenhague, uma filha de groenlandeses decide fazer uma investigação amadora sobre a morte de um menino que caiu do telhado de seu prédio. As pegadas na neve são a chave que a leva a uma aventura na terra de sua mãe. Muito bom! Virou filme com Julia Ormond, mas na tela a história perdeu as sutilezas sobre diferenças culturais.

p.s.: Os links nos nomes dos autores remetem à Wikipedia (em português ou inglês), mas nem sempre os verbetes são muito esclarecedores. Pra ir mais fundo sugiro googlear em outras fontes.

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26

May

09

Dauro en la cena de los premios Nobel


Es un honor para Dauro una vez más, poder estar en uno de los banquetes más prestigiosos y de larga tradición e historia del siglo XX. Como cada año desde 1901, el 10 de diciembre, día del aniversario de la muerte de Alfred Nobel, se entregan los Premios que se instauraron a la muerte del inventor e industrial sueco, y se ofrece una cena de gala donde el Rey y la Reina de Suecia y otros miembros de la Realeza son los invitados de honor. La cena se celebra en el Ayuntamiento de Estocolmo desde 1930 y después de una meditada selección de los mejores productos de la gastronomía internacional se prepara un menú que pasará a engrosar la lista de todos los menús de la historia de los Premios Internacionales más insignes concedidos a hombres y mujeres de todo el mundo que investigan y trabajan por el avance y mejora de la Ciencia, la Literatura y la Paz.

Já fui à Escandinávia, mas nunca a tão refinados ambientes. O Dauro a que se refere o texto é um azeite espanhol. Pesquei aqui. Dica da nossa correspondente para assuntos gastronômicos aleatórios em Madri, a querida Dadivosa.

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