24
Feb03
Criminalizando a rede
Quem conta – e protesta – é Cora Rónai em sua coluna no Globo: na última terça foi apresentado à Câmara dos Deputados o primeiro projeto de lei relativo à internet da nova legislatura. A deputada Iara Bernardi (PT-SP) pretende acabar com o anonimato na internet brasileira, obrigando provedores e hospedeiros a manter registros públicos com completa identificação de responsáveis por páginas e endereços eletrônicos, sob pena de multa. “Quer dizer: seremos todos culpados até prova em contrário, obrigados, todos, a ter nossas ‘digitais’ virtuais registradas junto às autoridades”, diz Cora. “Se conseguisse realizar esta proeza – felizmente impossível ou, no mínimo, contornável – a deputada estaria realizando o sonho de todos os governos totalitários do planeta, dos EUA à China.”
Assino embaixo contra esse projeto. Xô repressão!
23
Feb03
TV trash
O Conselho de Acompanhamento da Mídia da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados divulgou um documento que relaciona os cinco programas televisivos considerados de mais baixo nível:
- Eu vi na TV (João Kleber – Rede TV)
- Programa do Ratinho (Carlos Massa – SBT)
- Sérgio Malandro (Sérgio Malandro – TV Gazeta)
- Domingão do Faustão (Fausto Silva – TV Globo) e
- Domingo Legal (Gugu Liberato SBT).
As razões para a escolha desses programas foram discriminação por opção sexual, banalização da violência, exploração da miséria humana, incentivos a conflitos pessoais e apelo sexual, entre outras. A divulgação do documento faz parte da campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”.
[via Hugo Manso]
21
Feb03
Com a palavra o mestre García Márquez
“É preciso aprender a jogar fora. A gente conhece um grande escritor não tanto pelo que ele publica, mas pelo que joga no lixo. Os outros não ficam sabendo, mas o escritor sim: ele sabe o que joga fora, o que vai deixando de lado e o que vai aproveitando. Se o escritor se desfaz do que está escrevendo, está no bom caminho. Para escrever, o escritor tem de estar convencido de que é melhor que Cervantes; senão acaba sendo pior do que na verdade é. É preciso apontar para o alto e tentar chegar longe. E é preciso ter critério, e coragem, é claro, para riscar o que deve ser riscado e para ouvir opiniões e refletir seriamente sobre elas. Um passo a mais, e já estaremos em condição de pôr em dúvida e submeter à prova até mesmo aquelas coisas que nos parecem boas.
“E tem mais: mesmo que todo mundo ache que essas coisas são realmente boas, o escritor precisa ser capaz de colocá-las em dúvida. Não é fácil. A primeira reação que tenho, quando começo a suspeitar que devo rasgar uma página, é uma reação defensiva: ‘Como é que vou rasgar isso, se é o que mais gosto?’ Mas é preciso examinar bem e se a gente chegar à conclusão de que, realmente, não funciona dentro da história, está desajustando a estrutura, contradizendo o caráter do personagem, indo por outro caminho… bem, aí não tem jeito, é preciso rasgar mesmo. Isso dói na alma da gente… no primeiro dia. No dia seguinte, dói menos; dois dias depois, um pouco menos; três dias, menos ainda; e no quarto dia, a gente nem se lembra mais…”
(García Márquez, Gabriel. Como contar um conto. Niterói-RJ : Casa Jorge Editorial, 3a. edição, 1997. Págs. 23 e 24.)
16
Feb03
15
Feb03
15
Feb03
14
Feb03
12
Feb03
Crescendo rápido
Hoje Miguel completa três meses. Já firma a cabeça, dá pequenas gargalhadas, tenta agarrar objetos, acompanha o movimento das folhas das árvores. Tá a cada dia mais lindo o nosso menino. Li aqui que, a partir desta idade, é legal ler pra ele. Ajuda a desenvolver a fala e o vocabulário.
11
Feb03
Comunicação e universidade
Belo texto da Raquel Wandelli sobre a maior cobertura multimídia do Fórum Social Mundial, feita por uma equipe de 40 alunos de jornalismo da Unisul de Palhoça (SC). Trabalhei sentado do lado deles algumas vezes na sala de imprensa e pude sentir a energia da galera, que muito me lembrou os tempos do Zero, jornal-laboratório da UFSC. Deram um banho! O resultado tá no jornal Fato & Versão.
11
Feb03









