13
Dec05
Brincadeira
Crianças empinam uma ‘arraia’ (pipa) na comunidade Goiabeira, uma favela miserável sobre as dunas de Fortaleza, com belíssima vista pro mar. Julho de 2003.
12
Dec05
Meu tempo é hoje
A tarde deste domingo foi iluminada por um vídeo belíssimo: Meu tempo é hoje, documentário de Izabel Jaguaribe sobre a vida de Paulinho da Viola, com roteiro de Zuenir Ventura. Paulinho é um compositor excepcional, isso não é novidade. Sambas como Desilusão (que Marisa Monte interpretou no CD Rosa e Carvão), Pecado Capital (“Dinheiro na mão é vendaval…”, tema de novela da Globo), Foi um rio que passou em minha vida (homenagem à Portela, de 1970) e tantos outros colocam o artista no pódio dos melhores da música.
Em 1991 eu o entrevistei em Natal, durante uma turnê pelo Nordeste. Ia ser uma coletiva e cheguei mais cedo, pra minha alegria. Tivemos a oportunidade de conversar sozinhos por uma hora no hotel onde ele se hospedava na Via Costeira. Ficou em mim a impressão forte de ter conhecido uma alma iluminada (“Parece que ele vive flutuando sobre o chão”, diz uma de suas filhas no documentário; “Ele é capaz de bater papo com a telefonista do 102″, conta a mulher dele). Sereno, simples e simpático, filosofalou um pouco de tudo, numa conversa que eu não me importaria que durasse o dia inteiro.
“Meu tempo é hoje” é uma referência a uma frase que Paulinho costuma citar – por sua vez parafraseando o samba de um colega – quando reflete sobre este que é um dos temas recorrentes na sua obra. Ele não é adepto do saudosismo nem pensa muito no futuro, prefere viver o momento com intensidade. Diz que, quanto recorda pessoas ou músicas ou lugares, aquilo tudo está vivo dentro dele no instante atual, o que realmente importa.
O documentário também me pegou emocionalmente por outros lados: as raízes clássicas do samba – Pixinguinha, Jacó do Bandolim – e o cenário musical carioca, que tanto me lembra os dois anos que vivi na cidade maravilhosa. Velha Guarda da Portela, rodas de chorinho e samba, aquele clima de humor, informalidade e poesia transbordante que contagia quem se aventura a ir além do roteiro clássico de Rio. Bom demais.
97/100.
12
Dec05
DVeras Award 2005 (2)
A rainha: amada Laura, agora mãe de dois.
Descoberta genética: minha especialidade é fazer meninos. Menção honrosa: os calçados de Miguel gastam primeiro do lado de dentro, no calcanhar. Como os meus.
O boteco: ó do Borogodó, em Vila Mariana, Sampa. ótima feijoada, um contagiante samba de raiz e um lugar de reencontro com amigos queridos.
Menção honrosa: Bar do seu Chico, no Campeche, um dos meus points favoritos de praia na Ilha.
Bola branca: meus amigos-irmãos.
Bola preta: Delúbio e companhia.
TV aberta: A Grande Família.
Menção honrosa: tenho várias desonrosas, mas deixa pra lá.
Rádio: Campeche 104.9 (comunitária), agora retomando as transmissões e com sede própria.
Menção honrosa: previsão do tempo na CBN com Clóvis Correia.
12
Dec05
Deliciosa
A Yahoo comprou a Delicious, informa a Info Exame. Você já experimentou usar as tags pra se organizar e pra interagir com pessoas com os mesmos interesses? Essa tecnologia ainda vai dar muito o que falar.
11
Dec05
Cadela e mar
Tutu não vai à praia, mas chega perto e gosta de apreciar o visual. Essa aí é no Morro das Pedras. Ao fundo, costão da praia da Armação e da Lagoinha do Leste.
10
Dec05
09
Dec05
Tempos mudernos
O amigo Josemar conta que ao terminar a leitura da matéria, indo virar a página, involuntariamente, sua mão procurou o mouse ao lado do jornal. Fernanda emenda: quando deixou um copo se espatifar no chão, pensou em dar CONTROL + Z.
09
Dec05
As armadilhas do comércio internacional
Este estudo do Observatório Social mostra por que a proposta dos países desenvolvidos para negociação de Nama (sigla em inglês de acesso a mercado de bens não-agrícolas), debatida na OMC (Organização Mundial do Comércio), não interessa aos trabalhadores brasileiros.
Íntegra (arquivo PDF, 122 páginas, 1,9 MB)
09
Dec05
08
Dec05
A batalha do nosso Bukowski
Bonson, um dos mestres brasileiros da charge – e meu colega nos bons tempos do jornal O Estado – está lutando pela vida no Hospital Universitário. César Valente, na sua coluna do Diarinho reproduzida no blog De Olho na Capital, publicou uma homenagem a essa figura fantástica e querida. Confira uma charge do nosso Bukowski ilhéu, uma aquarela – sua mais recente linha de trabalho – e uma charge do Frank. Força, Bonson!














