09
Jun06
Minhas Copas: Alemanha, 1974
Morávamos no 12º andar do edifício Carpina, na Boa Vista, Recife. Vi a Copa em preto e branco. Lembro do incrível carrossel holandês, de colecionar um álbum de figurinhas e acender velas pra seleção brasileira. O grande ensinamento daquele ano foi que pros brasileiros, em futebol, quarto lugar e merda é a mesma coisa.
09
Jun06
E a bola começa a rolar…
Vi hoje com Miguel uma parte da cerimônia de abertura da Copa. Depois, um pedaço do primeiro tempo de Alemanha 4 x 2 Costa Rica. Ele disse que ia torcer pelo “de camisa verde” e expliquei que aquele era o juiz. Aí perguntou se jogador podia pegar na bola com as mãos. Eu disse que não, só o goleiro, e ele insistiu que sim: “Olha só”. De fato, tava fazendo o arremesso lateral. Futebol é complicado de explicar.
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Não vi Equador x Polônia, mas vibrei com a vitória dos hermanos.
09
Jun06
08
Jun06
Minhas Copas – México, 1970
07
Jun06
06
Jun06
Minhas copas: Inglaterra, 1966
Eu tinha nascido em janeiro e tava mais interessado em peito. Pelo que li depois, não perdi muita coisa.
05
Jun06
Era uma vez…eu mesmo
Bolei uma nova série de histórias pra contar pro Miguel antes de dormir. Coisas que aconteceram comigo quando eu era menino. “Era uma vez… eu mesmo” tá sendo um grande sucesso de audiência. Rende olhares arregalados de atenção e, outras vezes, risadas gostosas. Um resumo de algumas:
- Já tive um bicho-preguiça em Manaus. Meu pai encontrou numa estrada na selva e trouxe pra casa. Ele tinha unhas enormes, mas era mansinho. Levava uma hora pra comer uma folha e um dia pra subir na árvore do quintal [aqui, arremedos de bicho-preguiça em câmera lenta].
- Uma vez pegaram uma cobra enoorme perto lá de casa. Acho que era uma sucuri. Usaram uma forquilha pra colocar a bicha dentro duma jaula. Na mesma época saiu no jornal a notícia de uma sucuri que deu uma rabeada na porta do carro e quebrou a perna do homem.
- Outra lembrança amazonense: num dia de tempestade, um som bem alto fez nossa babá Inês largar no chão um copo plástico, que saiu quicando. A gente correu na chuva até a calçada e viu na esquina uma árvore grandona pegando fogo. Tinha caído um raio nela.
- Eu adorava uma girafinha amarela de plástico, que apitava quando a gente apertava a barriga dela. Meu irmão André detestava o barulho do apito. Um dia a girafa sumiu. Passou um tempão até que alguém, limpando o alto do guarda-roupa, achou o brinquedo escondido.
- Carnaval recifense, aos dois anos de idade. Todo mundo pulando e dançando lá em casa e ninguém pra me reparar. Abri a porta da geladeira, peguei um pote de azeitonas e comi inteirinho. Vomitei em seguida e passei os próximos dez anos sem tocar numa azeitona verde.
- Aos oito anos, em Recife, a gente ia prum descampado comer azeitona roxa numa árvore isolada. No pôr-do-sol aparecia um monte de morcegos. A brincadeira era tentar acertar pedradas neles, mas os radares dos bichos eram bons e eles sempre se desviavam.
- Uma vez, passando férias em Fortaleza, eu tava brincando com meus primos de jogar água uns nos outros. Enchi um balde e fiquei escondido numa esquina da casa. De repente apareceu alguém e despejei a água em cima. Era minha vó!
05
Jun06
Que trabalho é esse?
O Canal Futura, em parceria com a Fundação Vale do Rio Doce e a OIT, lança amanhã a série de TV Que trabalho é esse?, que combina teatro de bonecos com depoimentos e entrevistas para apresentar o problema do trabalho escravo no Brasil. O roteiro é do Zé Dassilva (aproveita e visita o blog dele pra conhecer a ótima tira “Minha Vidinha”). O programa vai ser exibido também nos trens da Vale. Um ex-escravo que entrevistei uma vez disse que a linha férrea que cruza o Maranhão é conhecida por lá como “navio negreiro”, pela quantidade de gente que pega esse transporte até os locais de aliciamento.
05
Jun06
Turma da Mônica contra o trabalho infantil
O Fórum Nacional de Prevenção e Combate ao Trabalho Infantil lança amanhã em Brasília uma revista em quadrinhos com os personagens da Turma da Mônica, em edição única e gratuita, com a história “Toda criança quer ser criança”. A iniciativa faz parte das manifestações que antecedem o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, 12 de junho. Legal, né? (mais aqui)
05
Jun06
Figurinhas carimbadas
Alexandre Gonçalves informa no Coluna Extra: há uma overdose de figurinhas de Togo no mercado. Quem quiser completar seu álbum da Copa vai ter que suar a camisa. Já tem até comunidade no Orkut, “Eu completei Togo”.









