26
Jun06
23
Jun06
Brasil 4 x 1 Japão
Jogo de lavar a alma, hein? Com uma soma de ingredientes, conflitos e reviravoltas do bom futebol como espetáculo dramatúrgico:
- começar perdendo e virar o placar;
- fair play pelos dois times, com pouquíssimas faltas;
- Zico comandando o Japão contra a seleção onde já jogou – e cantando o hino pátrio;
- tabelas caprichadas de futebol-arte;
- o jogador brasileiro naturalizado japonês;
- o fenômeno em baixa que se redime, brilha e mete dois;
- gols de mais dois reservas.
Em resumo, um ixpetáculo. Daqui pra frente começa a pedreira. Pra seguir adiante, vamos ter que atropelar os simpáticos ganenses.
23
Jun06
21
Jun06
Bussunda (1962-2006)
Uma bela e nada piegas homenagem do Alexandre Inagaki (“Pensar Enlouquece…”) ao Bussunda.
~
Algumas frases do humorista publicadas pelo Globo.
20
Jun06
20
Jun06
Minhas Copas: Espanha, 1982
Natal. Rua Bacopari, Ponta Negra. Ao som de “Voa, canarinho, voa!” e animado pela melhor seleção brasileira que já vi jogar, curti essa Copa em clima de comunidade. Na Bacopari tínhamos uma vizinhança animada, que todo ano fazia a melhor festa junina da cidade. Enchemos a rua de bandeirinhas, pintamos tudo de verde e amarelo e cada vitória era uma festa. Apostei pela primeira vez em um bolão. Foi também minha primeira Copa regada a cerveja e caipirinha. Das partidas, lembro bem da virada contra a União Soviética, que terminou em 2 x 1 com um gol de Sócrates. A vitória contra a Argentina foi uma delícia.
Já a fatídica partida contra a Itália, como esquecer? Aquele gol de Falcão num tiro de longa distância foi a última alegria que nos deram aqueles feras do “futebol arte”. Logo depois, Paolo Rossi liquidou o placar em 3 x 2 e fez todo mundo chorar. No fim do jogo saímos caminhando pelo conjunto Ponta Negra até a casa de um amigo, Jorian, onde a turma continuou entornando latinhas e sofrendo junta enquanto se refrescava na piscina. Na mesma época ganhamos um cachorrinho, mistura de vira-lata com perdigueiro, que foi batizado de Rossi. A Copa de 82 foi minha última no Nordeste, entre os amigos queridos do bairro. Teve um ar de despedida de uma era – pro futebol e pra minha vida. Dois anos e meio depois, zarpei pra Santa Catarina.
19
Jun06
Ainda sobre Brasil x Austrália
Melhor jogador: Robinho. Entrou como o cão chupando manga.
Pior jogador: Lúcio, mas ele é bom até na ruindade – consertou o erro.
Lance mais bonito: o gol de Fred, claro.
Tira-gosto da partida: castanha-de-caju.
Que mudança faria na próxima: quase todo o quadrado, só pra experimentar. Robinho, Juninho Pernambucano e Fred no lugar de Ronaldo, Ronaldinho e Adriano.
O que diria pro Parreira: caga pros palpiteiros e faz o que achar melhor.
19
Jun06
Na trave!
Brasil 2 x 0 Austrália foi uma vitória de sufoco, mas o que eu queria comentar mesmo é bola na trave. O jogo teve duas: uma de Kaká, não convertida, outra de Robinho, que retornou aos pés de Fred e resultou no segundo gol (isso é só pra informar quem tava em outro planeta na tarde de domingo, e pra situar o leitor daqui a dez anos). Meter uma bola no travessão talvez seja mais difícil que colocá-la pra dentro da rede. Se as regras do futebol mudassem tanto quanto as do vôlei, talvez a jogada já estivesse valendo por meio gol ou contando como critério de desempate. Mas acontecimentos raros são muitas vezes apenas isso: pretexto pra pensatas sobre acaso versus destino e pra inevitáveis metáforas.
Há bolas na trave que prenunciam insossos zero a zero ou derrocadas que nem viagra resolve. Outras, como a que espirrou pros pés de Fred e mudou a vida dele, são como dádivas de amor platônico. Improbabilíssimas até acontecerem. Qualquer que seja a categoria da bolada no travessão, ela provoca admiração pela beleza plástica, pelo impacto que tonteia. Mas, ao contrário do gol, que depois do clímax costuma conduzir a um relaxamento satisfeito, esta jogada não leva necessariamente ao gozo. É uma guinada do imponderável, cheia de reticências, pensamentos sobre realidades paralelas (“e se…?”), promessa de agruras ou delícias… Pensando bem, não dá pra existir meio gol. Ou é ou não é.
19
Jun06
A boa da semana
O Instituto Ethos vai lançar um índice inédito para avaliar as políticas corporativas em relação à infância – incluindo o tratamento às empregadas grávidas e aos funcionários com filhos crianças. O
Índice de Desenvolvimento Infantil Empresarial – IDI – foi desenvolvido em parceria com a Unicef.
19
Jun06











